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Alto Minho

Viana do Castelo “está a competir em áreas em que muitos não acreditavam há quatro anos”

CGD tem mais de quinhentos milhões de crédito concedido na região do Alto Minho

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Foto: Twitter (Arquivo)

O presidente da CGD afirmou hoje que o banco público tem mais de seis mil milhões de euros de crédito concedido na região Norte e mais de 500 milhões no distrito de Viana do Castelo.

Paulo Macedo, que falava no encerramento do encontro “Competitividade e Estratégia de Crescimento Sustentável para o Noroeste Peninsular”, que decorreu em Viana do Castelo, disse que os mais de 500 milhões de euros de crédito concedido abrangem mais de cinco mil grandes, médias, micro e pequenas empresas.

O responsável adiantou que, no Alto Minho, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem 124 clientes distinguidos com o galardão Empresas Top e sublinhou que, Viana do Castelo “está a competir em áreas em que muitos não acreditavam há quatro anos”.

Paulo Macedo referiu que, na região Norte, “onde está incluído o distrito de Viana do Castelo, o objetivo da CGD é crescer mais dois a três mil milhões de euros”.

“A CGD tem de crescer mais nas empresas não pode ser apenas um banco das famílias. Quer estar com as empresas onde tem menores quotas de mercado e naquelas empresas que sentimos que podem exportar mais, que são mais pujantes, mais dinâmicas e mais inovadoras”, referiu.

O presidente da CGD destacou que, além dos aeroportos, portos e aeródromos existentes na região Norte são as 12 universidades nela instaladas que representam a “riqueza que vai potenciar o futuro e desenvolvimento”.

“As regiões de sucesso conseguem conjugar as suas empresas com os seus empresários, com as infraestruturas disponíveis, ao mesmo tempo que oferecem polos de conhecimento nas universidades”, sustentou.

Para Paulo Macedo, aquele conjunto de características “permitem encarar o futuro de forma positiva”, apelando “à inovação e competitividade, à eficiência de recursos, ao fortalecimento da resiliência territorial face aos riscos de origem natural, climática e humana”.

CGD vai continuar a emprestar dinheiro mas a “bons projetos”

Paulo Macedo disse que o banco público tem capital disponível “para dar crédito” a empresas e às famílias, mas garantiu essa liquidez para “bons projetos”.

“A Caixa tem capital disponível, foi recapitalizada pelos portugueses, quer dar crédito, quer apoiar as empresas e famílias quer fazer com os bons projetos”, afirmou Paulo Macedo.

O responsável, que falava no encerramento do encontro “Competitividade e Estratégia de Crescimento Sustentável para o Noroeste Peninsular” adiantou que “a CGD tem uma situação de liquidez excelente” e nesse sentido “tem quer dar e precisa dar crédito”.

“O que os bancos não podem fazer é dar crédito como davam no passado. Se voltarem a dar crédito nas mesmas condições do passado, a sociedade devia tomar medidas mais severas”, avisou.

Segundo Paulo Macedo a “Caixa tem liquidez, tem uma quota sustentável junto das empresas, que quer aumentar” e, adiantou que o banco “vai crescer, com as agências e com maneiras mais inovadoras”, apontado o exemplo da ‘Alice’, a assistente digital à distância, projeto que a CGD está ainda a desenvolver.

Paulo Macedo disse que, no futuro, “os balcões continuarão a existir mas a banca tem de se apetrechar para ter balcões e toda a outra oferta que as pessoas precisam, crescendo de uma maneira mais inovadora”.

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