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Paulo Gonçalves sobe ao terceiro lugar no rali Rota da Seda

Motard de Esposende no Mundial de todo-o-terreno

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O piloto português Paulo Gonçalves (Hero) ascendeu ao terceiro lugar do rali Rota da Seda, segunda prova do Mundial de todo-o-terreno, após ter sido terceiro classificado na especial do dia.

O piloto de Esposende gastou 2:21.20 horas para cumprir os 212 quilómetros cronometrados da etapa desenhada na floresta siberiana de Taiga, perdendo 50 segundos para o vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM).

“Esta segunda etapa já foi maior do que a da véspera, com os primeiros 75 quilómetros muito parecidos com o que encontrámos no dia anterior, com muitas poças de água, muitos perigos, muitas pedras cravadas no chão. Os últimos 130 quilómetros, pelo contrário, eram mais ao estilo do Mundial de ralis, na montanha, com o piso muito escorregadio”, descreveu o piloto português, em declarações à agência Lusa.

Paulo Gonçalves estava satisfeito com o desempenho, que lhe permitiu ganhar três posições após duas tiradas.

“Fiz uma boa especial. Consegui subir a terceiro da geral. Estou, obviamente, satisfeito. Foi um bom resultado para a equipa, que colocou dois pilotos no pódio. Estamos ainda no início, mas o objetivo é tentar fazer o melhor resultado possível a cada dia”, comentou o piloto da Hero, que ficou a apenas 11 segundos do companheiro de equipa, o espanhol Oriol Mena.

Na geral, Paulo Gonçalves está a 1.19 minutos do líder, o argentino Kevin Benavides, da equipa oficial da Honda, cujo diretor desportivo é o português Ruben Faria.

Na terça-feira, os pilotos enfrentam o troço mais longo da prova, com 691 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 243 quilómetros, a 1.500 metros de altitude.

“Vamos entrar já na Mongólia. O terreno vai mudar consideravelmente. Vamos deixar para trás as pistas com lama e pedra e começar a entrar em planícies mais ao estilo do deserto. Espero continuar a fazer bons resultados, dia após dia”, concluiu Paulo Gonçalves.

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Miguel Oliveira somou mais três pontos no Mundial de MotoGP

Piloto português na época de estreia

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) somou hoje mais três pontos no Mundial de MotoGP, ao terminar no 13.º lugar a oitava prova da temporada, disputada no circuito de Assen, na Holanda.

Oliveira gastou mais 34,181 do que o vencedor do GP da Holanda, o espanhol Maverick Viñales (Yamaha), que cumpriu as 26 voltas em 40.55,415 minutos, batendo o compatriota Marc Márquez (Honda) por 4,854 segundos.

Com este resultado, Miguel Oliveira caiu para o 18.º lugar do campeonato, com 15 pontos, a um do 17.º, o francês Johann Zarco (KTM), que hoje desistiu com problemas mecânicos.

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Mariano Pires (Ponte de Lima) e César Machado (Famalicão) entram a vencer nos GT4 South European Series

Estreia ao volante do Ginetta G55 da ABM Grand Prix, em Jarama, Espanha, no último fim-de-semana

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Foto: Divulgação

Os pilotos Mariano Pires, de Ponte de Lima, e César Machado, de Vila Nova de Famalicão, começaram a aventura nos GT4 South European Series com dois resultados brilhantes: a vitória na primeira corrida e o segundo lugar do pódio na segunda prova depois de já terem arrecadado a ‘pole’ e o segundo lugar nos treinos cronometrados.

Os jovens pilotos da Skywalker Racing Management, de Tiago Monteiro, estrearam-se ao volante do Ginetta G55 da ABM Grand Prix, em Jarama, Espanha, no último fim-de-semana.

Mariano Pires foi quem assegurou a ‘pole’ e a quem coube o arranque para o primeiro confronto.

“Fiquei muito feliz por ter conseguido a ‘pole’ logo em prova de estreia. No entanto, no arranque perdi o primeiro lugar. Mas não me dei por vencido e fui atrás do prejuízo. Na quinta volta consegui recuperar a posição. Entretanto a corrida esteve interrompida devido a acidente mas quando retomámos, entreguei o carro ao César no primeiro posto. Ele depois fez um excelente ‘stint’ para se defender do Mercedes que era de longe mais rápido que nós. Foi duro, mas ganhámos, o que nos deixou em êxtase”, referiu.

Para a segunda corrida César Machado saiu de segundo.

“Na qualificação, nas minhas voltas rápidas, apanhei sempre um piloto mais lento que me fez perder tempo. Ainda assim, o segundo lugar foi bastante bom. No arranque para a corrida perdi de imediato dois lugares mas recuperei ambos na primeira volta. Depois estava a ser pressionado novamente pelo Mercedes que tem outro andamento muito devido ao favorecimento do ‘balance of performance’. Não dava para aguentar as investidas e ele passou facilmente por mim. Entreguei o carro em segundo ao Mariano e ele levou-o nesta posição até ao final”, explicou.

Foto: Divulgação

Para a dupla minhota, dois pódios com uma vitória e um segundo lugar é o balanço de um fim-de-semana notável.

“Foi realmente extraordinário e deu-nos uma motivação extra para o resto da temporada. Agora que sabemos o que podemos fazer e onde nos situamos face à concorrência vamos querer lutar pelo título. Mesmo com uma jornada a menos, tudo é possível”, remataram os pilotos da Skywalker.

Tiago Monteiro, líder do projecto Skywalker, também ficou satisfeito com a estreia.

“É tão bom ver o sucesso dos nossos pilotos. Sempre acreditámos no potencial de ambos e no sucesso que conseguiriam neste campeonato. Estão os dois de parabéns pelo excelente trabalho. Agora, é centrar nas próximas corridas e fazer igual ou melhor”, afirmou.

A próxima jornada dos GT4 South European Series acontece a 31 de julho e 01 de agosto em Barcelona.

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Dakar2020 com combustível gratuito e ‘joker’ para pilotos amadores

A partir de 2020

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Foto: Facebook de Paulo Gonçalves (Arquivo)

O combustível na edição 2020 do Rali Dakar, prova de todo-o-terreno, na Arábia Saudita, vai ser gratuito para todos os pilotos e os amadores terão um ‘joker’, que permite regressar à corrida, caso não terminem uma etapa.

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, num evento de divulgação do novo Dakar, o diretor de serviços dos pilotos e participantes da prova explicou que as equipas terão “de graça” o combustível, durante as 12 etapas.

“É uma das grandes novidades da próxima edição. O combustível será de graça para todos os competidores. No caso dos veículos de assistência, já não será assim. Mesmo assim, esta medida tem um grande impacto no orçamento da corrida, não só a nível da organização, mas também nas equipas. Resulta do contrato que foi assinado com as autoridades da Arábia Saudita”, explicou Charles Cuypers.

O ex-piloto francês, de 52 anos, revelou também que os pilotos amadores, que representam normalmente 30% da lista final, vão ter uma “preciosa ajuda” durante a competição.

“Vão ter um ‘joker’, que poderão usar apenas uma vez e que permite continuar em corrida, mesmo que tenham algum problema mecânico, que os obrigue a abandonar. Mas, na segunda vez, já serão obrigados a desistir”, disse.

Cuypers adiantou ainda que, pela última vez, os ‘road books’ serão em papel, devendo passar a digital a partir de 2021.

Esta será a primeira edição do Dakar no Médio Oriente, depois da organização ter assinado um contrato de cinco anos com Arábia Saudita, com o objetivo de expandir a prova nesse território.

“O plano é, nesses cincos anos, fazer passar o rali por outros países, com a Jordânia, Omã e até o Egito. É toda uma nova experiência para nós, um mundo totalmente desconhecido. Estamos a descobrir o país. Tem muitas dunas, muita areia, mas também zonas de montanha e trilhos rápidos”, referiu.

Charles Cuypers destacou também que o Dakar será o primeiro evento em que pessoas com visto de turista poderão andar livremente na Arábia Saudita e desvalorizou as altas temperaturas no país.

“Na altura da prova, deverão estar entre 15 a 20 graus, algo normal e a que estamos habituais. Nesse momento, estão cerca de 50 e isso tem dificultado um bocado o trabalho da nossa equipa de reconhecimento, que está a estudar os troços”, revelou.

O trajeto final será anunciado em meados de novembro, com 12 etapas que deverão somar perto de 9.000 quilómetros. A prova começa em Jidá e termina em Al Qiddiya, conhecida como a “cidade do futuro” e que ainda está a ser construída.

O Dakar2020 arranca em 5 de janeiro e acaba a 17 do mesmo mês.

A prova foi criada em 1978 sob a designação Paris-Dakar, disputada entre as capitais francesa e senegalesa, e teve várias alterações ao longo do tempo, como a partida de Lisboa em 2006 e 2007, antes de se mudar para a América do Sul, por razões de segurança, relacionadas com o fenómeno do terrorismo, que levaram ao cancelamento da edição de 2008.

De 2009 a 2018, a corrida disputou-se na Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Paraguai e, em 2019, decorreu pela primeira vez apenas num país, com todas as 10 etapas (ao invés de 14) a decorrerem em solo peruano.

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