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Futebol

Paulo Fonseca acredita no SC Braga a lutar pelo título: “É possível, mas é uma luta desigual”

Treinador venceu a Taça de Portugal pelo clube.

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Foto: Twitter (Arquivo)

O treinador português Paulo Fonseca disse hoje acreditar que o Sporting de Braga, pelo qual venceu uma Taça de Portugal, pode lutar pelo título de campeão português de futebol, embora trave uma luta desigual frente aos ‘grandes’.

“Eu acreditar, acredito, até pela ambição do seu presidente, pela qualidade do seu treinador e do seu plantel. Penso que é possível. Mas as pessoas têm de perceber que é uma luta desigual. O investimento feito pelos três ‘grandes’ e o investimento feito pelo Braga não é o mesmo. Mas podem dizer que em Inglaterra houve um campeão sem um investimento tão grande…Pode acontecer e acredito que pode acontecer. Não é uma luta igual”, advertiu.

Em entrevista à agência Lusa, o treinador dos ucranianos do Shakhtar Donetsk disse acreditar que, “se não for este ano, será nos próximos tempos, o Sporting de Braga vai dar luta aos ‘grandes’ e pode mesmo lutar pelo campeonato”.

“Não acho que seja justo criar essa pressão no seu treinador e na sua equipa, porque como disse não é uma luta igual”, alertou.

A começar a terceira época na Ucrânia, Paulo Fonseca diz que continua a acompanhar o futebol português, mas, “se calhar, não tanto como gostava”, embora assuma alguma tristeza por algumas polémicas no futebol lusa.

“A verdade é que deixei de ver muita coisa, porque me entristece. Temos tanto para valorizar no futebol português. Acreditem que a forma como o treinador e o jogador português são vistos no estrangeiro é muito diferente da falada em Portugal. Vai haver uma altura em que temos de reconhecer o nosso valor e a forma como nós, num país pequeno, nos desenvolvemos no futebol mundial”, disse.

Para Paulo Fonseca, Portugal tem “os melhores jogadores, os melhores treinadores”, consegue “exportar todos os anos imensos jogadores” e isto “quer dizer que há algo de bom” no futebol luso.

“Tenho pena que em Portugal não se consiga valorizar isso. Veja-se o que a nossa seleção tem feito. É realmente algo que tem de se valorizar no nosso país e não as outras coisas negativas que são criadas e que não trazem nada positivo ao futebol português”, referiu.

Paulo Fonseca reiterou que os técnicos lusos não perdem “em nada para outras escolas” e que “o facto de estarem nos melhores campeonatos europeus, nas melhores equipas, atesta bem isso”.

“Não tenho dúvidas nenhumas que vão continuar a aparecer mais treinadores portugueses nos melhores campeonatos, nas melhores equipas, porque o treinador português tem muita qualidade e o seu trabalho tem um nível elevadíssimo”, referiu.

Sobre o avançado argentino Facundo Ferreyra, que se mudou do Shakhtar para o Benfica, mas não tem tido muito sucesso nos ‘encarnados’, Paulo Fonseca sublinhou que “é uma questão de adaptação”.

“Adaptação também à forma como o Benfica joga, às características do Facundo. Não há dúvidas em relação ao valor de um jogador que faz 30 golos, não há dúvidas quanto à qualidade de um jogador que faz a Liga dos Campeões que fez no ano passado. Acredito que seja uma questão de tempo, para se adaptar à equipa e a equipa se adaptar a ele”, referiu.

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Futebol

Equipas da I Liga vão poder fazer cinco substituições até final da temporada

Pandemia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

As equipas da I Liga portuguesa de futebol vão poder fazer cinco substituições e ter nove jogadores suplentes nos restantes encontros da edição 2019/20, anunciou hoje a Liga de clubes.

“No remanescente da época desportiva 2019/20, os clubes devem designar em cada jogo até nove suplentes, podendo, em três momentos do tempo regulamentar e no intervalo, efetuar até cinco substituições de jogadores sem distinção das posições em que jogam e independentemente de os substituídos se encontrarem ou não lesionados”, lê-se no comunicado da Liga de clubes.

Esta medida, permitida pelo International Board (organização que define as regras do futebol), já foi adotada por outras ligas, como a alemã, o primeiro dos principais campeonatos europeus a retomar a competição, após a interrupção devido à pandemia de covid-19.

A I Liga vai ser reatada sob fortes restrições e sem público nos estádios em 03 de junho, com o encontro entre Portimonense e Gil Vicente, naquele que vai ser o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 jornadas, até 26 de julho

Após 24 jornadas, o FC Porto lidera a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

Além do principal escalão, também a final da Taça de Portugal, entre Benfica e FC Porto, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.

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Futebol

AdC veta não contratação de futebolistas que rescindam unilateralmente

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Autoridade da Concorrência (AdC) impôs hoje à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) uma medida cautelar para pôr fim ao impedimento de contratação de jogadores que rescindam contrato unilateralmente devido à pandemia de covid-19.

“A AdC ordenou à LPFP a suspensão imediata da deliberação que impede a contratação pelos clubes da I e II Ligas de futebolistas que rescindam unilateralmente o contrato de trabalho invocando questões provocadas pela pandemia de covid-19”, pode ler-se no comunicado da autoridade.

Esta medida cautelar incide sobre um acordo, comunicado pela Liga em 07 de abril, alcançado pelos clubes das divisões profissionais, comprometidos em não contratar atletas que tenham invocado a pandemia como razão para rescisões.

Para a AdC, o veto “impõe-se perante o potencial impacto grave e irreparável de uma prática suscetível de lesar as regras da concorrência”, razão pela qual foi ainda instaurado um inquérito à LPFP.

Esta atuação da Autoridade da Concorrência tem efeitos imediatos, anulando a deliberação da LPFP, que está agora obrigada a comunicar a suspensão dessa decisão.

“Por cada dia de atraso na adoção das medidas cautelares determinadas, a LPFP fica condenada ao pagamento no valor de seis mil euros”, nota a AdC.

“Através de um acordo de não contratação, as empresas abstêm-se de contratar os trabalhadores umas das outras, deste modo renunciando à concorrência pela aquisição de recursos humanos, para além de privarem os trabalhadores da mobilidade laboral”, acrescenta a autoridade.

A nota refere ainda que este comportamento leva a “condições de atuação no mercado que não correspondem às suas normais condições de funcionamento”, o que pode provocar “um impacto negativo para a economia e para os consumidores”.

Este tipo de acordos, alerta ainda a AdC, são “puníveis nos termos da Lei da Concorrência”, e têm sido “considerados restrições graves da concorrência” por parte de autoridades norte-americanas e europeias.

A pandemia de covid-19, e as medidas extraordinárias tomadas para lhe fazer frente, e em particular ao seu impacto nos variados setores da economia, não podem ser “objeto de concertação entre empresas concorrentes, que continuam impedidas de fazerem acordos entre si para repartir mercados, definir preços ou outras condições comerciais”, além de não poderem renunciar à concorrência por recursos humanos.

Em 07 de abril, os clubes da I Liga portuguesa de futebol comprometeram-se a não contratar qualquer jogador que tenha rescindido ou rescinda unilateralmente o contrato de trabalho devido à pandemia da covid-19.

“Nenhum clube irá contratar um jogador que rescinda unilateralmente o seu contrato de trabalho evocando questões provocadas em consequência da pandemia de covid-19 ou de quaisquer decisões excecionais decorrentes da mesma, nomeadamente da extensão da época desportiva”, escreveu a LPFP, em comunicado. No dia seguinte, os emblemas da II Liga também assumiram igual compromisso.

O tipo de acordo a que se referem os clubes, conhecido por acordo de não contratação ou ‘no-poach’, em inglês, são celebrados entre empresas concorrentes e estabelecem um compromisso de impedimento de contratação de trabalhadores entre os signatários.

Trazem impactos para os mercados de trabalho “e resultam numa redução do poder negocial dos trabalhadores face aos empregadores”, podendo levar à redução do nível salarial e de mobilidade laboral, reduzindo ainda “a intensidade concorrencial entre empresas no mercado a jusante”, deteriorando “as condições de concorrência e eficiência nos mercados, em detrimento do bem-estar dos consumidores”.

A I Liga vai ser reatada sob fortes restrições e sem público nos estádios em 03 de junho, com o encontro entre Portimonense e Gil Vicente, naquele que vai ser o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 jornadas, até 26 de julho

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

Defesa ganês é o primeiro reforço do Vizela para a próxima temporada

II Liga

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Foto: DR / Arquivo

O Vizela, clube que foi promovido à II Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a contratação do defesa ganês Richard Ofori, que alinhava no Fafe.

O lateral esquerdo, de 27 anos, assinou um contrato válido por duas épocas, sendo o primeiro reforço anunciado pelos vizelenses para a próxima temporada, que marca o regresso do clube aos escalões profissionais.

“Trabalharei muito para ajudar o Vizela a alcançar os objetivos. Prometo que darei o meu melhor para ajudar o clube. Contamos que os adeptos possam vir em grande número para nos apoiarem. Juntos, vamos conseguir algo”, disse o jogador em declarações ao site do clube.

Richard Ofori jogou os últimos três anos no Fafe, do Campeonato Portugal, mas conta ainda no seu currículo com passagens por Académica de Coimbra, Sporting da Covilhã e Beira Mar.

Além da contratação deste defesa esquerdo, os vizelenses já tinham anunciado, na segunda-feira, a renovação com o lateral direito João Pedro.

O Vizela, a par do Arouca, foi indicado pela Federação Portuguesa de Futebol para a subida à II Liga portuguesa de futebol, depois do Campeonato Portugal, no qual militava, ter sido interrompido, devido à pandemia de covid-19.

À data da suspensão da prova, o Vizela liderava a Série A com 60 pontos (mais oito do que o segundo classificado Fafe), enquanto o Arouca estava em primeiro lugar na Série B com 58 pontos (mais oito do que o Lusitânia de Lourosa).

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