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Região

Patrões e empresa condenados por morte de trabalhador em Amares

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Local onde aconteceu o acidente de trabalho

Um empresa, e os respetivos patrões, foram condenados a três anos de prisão, com pena suspensa, pela morte por eletrocussão de um trabalhador que montava a iluminação na festa Senhora das Neves em Amares.


A empresa terá que ainda pagar uma multa de 144 mil euros. O tribunal entendeu que foi cometido o crime de “violação de regras de segurança”.

Recorde-se que o caso remonta a julho de 2014 durante a montagem da iluminação e decoração para as festividades da Senhora das Neves.

O trabalhador, Arménio Teixeira de 38 anos e natural de Braga, agarrou sem luvas com ambas as mãos as pontas dos cabos de alimentação de um gerador. Este acabou por ser eletrocutado, acabando por morrer.

No acórdão lê-se que a empresa, que  contratou a vítima, “não forneceu qualquer formação profissional para a execução daquelas funções”, acrescentando ainda que “os arguidos deveriam ter diligenciado equipamento de proteção adequado”, nomeadamente luvas.

O tribunal considerou que os arguidos “omitiram o dever de cuidado adequado a evitar o evento produzido, que podiam e deveriam ter previsto, e que segundo as circunstâncias do caso em apreço eram capazes de prever, e manifestaram falta de consideração pelas normas legais relativas à saúde e segurança do trabalhador”.

Os arguidos tentaram provar que a morte se deveu a negligência da vítima e que esta tinha sido penas contactada para prestar aquele serviço pontual, negando qualquer vínculo.

“Pessoa alguma agarra ambos os cabos de um gerador com as mãos desprotegidas, da mesma forma que pessoa alguma coloca os seus dedos numa tomada de eletricidade”, defenderam.

No recurso, os arguidos contestaram ainda o valor que a empresa foi condenada a pagar, sublinhando que ele se traduz numa “autêntica pena de interdição de exercício de atividade, cumulada com declaração de insolvência”.

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Braga

Dupla sequestra homem para lhe roubar 700 euros e cartões multibanco em Braga

Dois jovens detidos

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na terça-feira, dois homens, de 21 e 19 anos, suspeitos da prática de crime de roubo qualificado, com utilização de arma de fogo, sequestro e burla informática, em Braga.

Em comunicado, a PJ explica que “os crimes ocorreram entre as 10:30 do dia 10 e as 04:30 de 11 de janeiro do corrente ano, na cidade de Braga”.

“Os autores, apercebendo-se que o ofendido, indivíduo do género masculino, era portador de dinheiro, sequestraram o mesmo. Depois de o ameaçarem e agredirem com utilização de uma arma de fogo, uma faca e um martelo, subtraíram-lhe 700 euros e um cartão de débito e obrigaram a vítima a indicar-lhes o respetivo código, com o qual lograram efetuar levantamentos em caixas multibanco e realizar compras”, refere o comunicado, acrescentando que, “entretanto, o ofendido conseguiu escapar do local onde estava sequestrado”.

Os detidos vão ser presentes no Tribunal de Guimarães para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

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Braga

Mapa turístico literário sobre Braga disponível a partir de quinta-feira

Dez autores que escreveram sobre a cidade

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Luiz Pacheco é um dos autores contemplados. Foto: DR

A Fundação Bracara Augusta disponibiliza, a partir de quinta-feira, mapas literários digitais que resultam de um levantamento de todo os lugares referidos nas obras de dez autores que, desde o século XIX até à atualidade, escreveram sobre Braga.

“O projeto BragaLit consistiu num levantamento de todo os lugares referidos nas obras desses autores e, depois, na sua organização em modo de circuito ou de itinerário que foi transposto para este mapa digital”, disse à Lusa Micaela Ramon, do conselho de administração da fundação.

Micaela Ramon, que falava no âmbito da apresentação do projeto, que hoje decorreu em conferência de imprensa, explicou que o BragaLit “nasce da tentativa de conjugação da divulgação das publicações da Fundação Bracara Augusta, na coleção na coleção Braga Cidade Bimilenar, com a realização de um trabalho académico”.

“BragaLit – Mapa Literário da cidade de Braga” foi criado por Marc Rodrigues, aluno da Universidade do Minho, no contexto da sua dissertação de mestrado em Português Língua Não Materna – Português Língua Estrangeira e Língua Segunda.

“O projeto tem por objetivo fazer um levantamento em dez autores dessa coleção, que são ou bracarenses ou que escreveram sobre Braga, sobre as suas memórias e as suas perceções relativamente à cidade e aos seus habitantes”, referiu Micaela Ramon.

Ao mesmo tempo que cria um itinerário que permite ao visitante conhecer a cidade “pelos olhos e através das impressões destes autores” também permite “preservar o património quer material quer imaterial da cidade, na medida em que são referidos vários monumentos da cidade, ruas, estabelecimentos comerciais, mas também diversas tradições associadas a Braga, como as procissões e as cerimónias religiosas”.

A iniciativa apresenta dez mapas literários resultantes de dez obras de dez autores portugueses, o primeiro dos quais baseado na obra “Quando o claustro é sem ninguém”, da escritora e tradutora bracarense Maria Ondina Braga, será disponibilizado na quinta-feira.

Semanalmente, todas as quartas-feiras até 17 de setembro, a Fundação Bracara Augusta disponibilizará no seu sítio oficial um novo mapa, que, juntamente com o percurso, disponibilizará ainda excertos áudio das obras e uma breve biografia de cada escritor.

Maria Ondina Braga, José Manuel Mendes, Antero de Figueiredo, Ramalho Ortigão, Altino de Tojal, Alexandre Herculano, Manuel Teixeira-Gomes, Luís Forjaz Trigueiros, Camilo Castelo Branco e Luiz Pacheco, são os escritores contemplados pela iniciativa.

O projeto editorial “Braga Cidade Bimilenar” foi iniciado em 2000 com as Comemorações do Bimilenário e consiste na divulgação do património cultural, através da recolha de textos e imagens sobre Braga.

Desde então, têm vindo a ser publicados textos de autores com as mais diversas ligações a Braga, bem como textos e/ou desenhos e imagens inéditos sobre a cidade.

Os textos editados são da autoria de escritores consagrados que nasceram, visitaram ou viveram em Braga, nomeadamente aqueles cujos itinerários literários se disponibilizam agora aos turistas bracarenses ou forasteiros.

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Braga

Festival Semibreve programa edição alternativa para outubro em Braga

Cultura

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Foto: DR / Arquivo

O Festival Semibreve, dedicado à música eletrónica e arte sonora, reformulou a edição deste ano por causa da covid-19, e contará em outubro com programação sobretudo ‘online’ e com algumas atuações no Mosteiro de Tibães, em Braga.

De acordo com a organização, o que estava preparado para este ano foi adiado para 2021, tendo sido desenhado agora um programa “que parte da ideia de reclusão” e que foi “pensado para ser fruído à distância” nos dias 24 e 25 de outubro.

Na página oficial do Semibreve estarão disponíveis em outubro obras sonoras inéditas criadas a convite do festival por “alguns dos mais estimulantes artistas” da atualidade, entre os quais Ana da Silva, das Raincoats, a veterana compositora argentina Beatriz Ferreyra e o guitarrista norte-americano Jim O’Rourke.

As obras deles, e também de Jessica Ekomane, Kara-Lis Coverdale, Keith Fullerton Whitman e Tyondai Braxton, estarão em formato instalação no Mosteiro de São Martinho de Tibães.

É na Casa do Volfrâmio, na mata daquele mosteiro, que acontecerão, sem público e com transmissão ‘online’, atuações de cinco artistas convidados pelo Semibreve a realizarem residências artísticas em Braga: Pedro Maia, Klara Lewis, Laurel Halo, Nik Void e Oliver Coates.

“A partir das restrições impostas pela pandemia”, o Festival Semibreve apresentará ainda conversas “abertas a um número restrito de público no Mosteiro de Tibães” e que versam sobre a criação contemporânea nas áreas da música eletrónica, experimental e arte sonora.

Os artistas Chris Watson e David Toop, os curadores Nuno Crespo e Margarida Mendes, a investigadora Raquel Castro e o programador Pedro Santos são alguns dos convidados destas conversas.

Segundo a organização, quem já tinha comprado o passe geral para a edição deste ano poderá “optar por transitá-lo para a edição de 2021 ou requerer a sua devolução”.

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