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Passos Coelho em Ponte da Barca cumpre promessa de 2017

Tomada de posse da concelhia PSD

em

Foto: Facebook de Eduardo Teixeira

O ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho dirigiu, este domingo, um “voto público” ao PSD e ao CDS de “afirmação” e “união” para que os dois partidos possam fazer as “ações reformistas importantes” que o país precisa, dando o exemplo de Ponte da Barca, onde o PSD se soube unir para recuperar, em 2017, uma câmara socialista.


O ex-governante, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia de Ponte da Barca, terminou um discurso de quase 40 minutos, formulando um voto público aos dois partidos, em particular, ao seu.

“Isso está perfeitamente ao nosso alcance e o país precisa disso, e nós precisamos disso. É o voto que aqui quero deixar. Que o exemplo da Barca possa ser inspirador para os nossos partidos, e em particular para o meu, que é o PSD”, afirmou Passos Coelho.

De acordo com o jornal Expresso, a vinda a Ponte da Barca foi uma promessa do ex-primeiro-ministro a elementos do PSD barquense, por conseguirem recuperar a autarquia em 2017, “colocando as divergências de lado em nome de um projeto comum”.

Foto: Eduardo Teixeira

Esta rara presença de Passos Coelho na vida do partido que o elegeu como primeiro-ministro acaba por ser uma exceção, não devendo regressar à atividade política. No final da sessão, não respondeu a jornalistas e referiu mesmo: “Isto hoje é uma exceção”.

Foto: Norberto Brito

No raro discurso político, Passos Coelho lembrou que PSD e CDS fecharam “ciclos políticos” e que novos se abriram.

“No PSD houve eleições há pouco tempo e haverá um congresso daqui a 15 dias para coroar essa eleição. O CDS fez hoje o seu congresso. Podemos dizer que aqueles que estiveram, no Governo, juntos no passado com essas responsabilidades fecharam um ciclo, em definitivo, e abriram outro. Ainda para mais com pessoas e dirigentes que não tiveram nada a ver nem com esse Governo, nem com outros passados, destes partido”, especificou.

Passos Coelho apelou para que “as pessoas se unam, a pensar no serviço que podem prestar aos outros”.

Foto: Carlos Abreu Amorim

“Se puserem um bocadinho de lado as questões que foram acumulando, às tantas se elas não forem muitos importantes e, muitas vezes não são muitos importantes, as pessoas tendem a esquecê-las e tendem a unir-se em torno de coisas mais positivas”, alertou.

Na intervenção, que contou com a presença dos deputados Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira, do ex-deputado Carlos Abreu Amorim, dos presidentes da Câmara de Ponte da Barca, da concelhia e distrital do partido, Passos apelou ao “respeito e elevação”.

“Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá a debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas. Andamos para a frente. Não podemos andar sempre a bater na mesma tecla, senão não saímos do sítio”.

Convidado pelo PSD de Ponte da Barca para a tomada de posse da comissão política concelhia, Passos Coelho afirmou que a “união” daqueles dois partidos é “indispensável” perante a ausência, no presente, de “qualquer ação reformista importante” que possa “prevenir problemas maiores no futuro”.

Foto: Norberto Brito

“Não se vislumbra nenhum programa económico em que alguma reforma se esteja a fazer na dimensão da produtividade e competitividade da economia”, referiu, apontando o envelhecimento, a sustentabilidade dos apoios sociais e a saúde, “que está a rebentar pelas costuras”, como os principais problemas do país, a par do “descrédito da ação governativa”.

“Era indispensável que se começasse a intensificar esta forma de abordar os problemas. Quem está hoje no Governo prima pela ausência de um quadro reformista para um futuro melhor”, reforçou.

No final da intervenção e questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a prestar mais declarações.

“Isto hoje foi uma exceção”, disse.

(notícia atualizada às 22h52)

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Viana do Castelo

Monsenhor Sebastião Ferreira nomeado administrador diocesano em Viana

Religião

em

Foto: ACoutinho Viana

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu hoje o monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano, na sequência da morte do bispo Anacleto Oliveira num acidente de viação.

“Em conformidade com as normas do Código de Direito Canónico (…) decidiu o colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo eleger como administrador diocesano (…) monsenhor Sebastião Pires Ferreira, que comunicou ao Núncio Apostólico em Portugal, Ivo Scapolo, a aceitação das funções para as quais foi eleito”, lê-se numa nota à imprensa da diocese.

Contactada pela Lusa, fonte do secretariado diocesano para a comunicação social explicou que o até agora vigário-geral, de 76 anos de idade, “foi eleito, interinamente, para assumir o governo da diocese até à nomeação, pelo Papa Francisco, do novo bispo de Viana do Castelo”.

A mesma fonte adiantou que o colégio de consultores vai reunir-se no sábado, para preparar as cerimónias fúnebres.

Na nota enviada à imprensa, a diocese “agradece as inúmeras manifestações de solidariedade e condolências”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu hoje, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pela Presidência, lamentou a morte “repentina e trágica” do bispo Anacleto Oliveira e apresentou “sentidas condolências” à sua família e à Igreja Católica.

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Viana do Castelo

Conferência Episcopal recorda “mente aberta e esclarecida” do bispo de Viana

D. Anacleto Oliveira

em

Foto: dkixot / Até Brilhas

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lamentou a morte do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, hoje num acidente de viação, lembrando-o como “uma mente aberta e esclarecida acerca da Igreja”.

Em comunicado, a CEP refere que recebeu com “grande tristeza” a “inesperada notícia” da morte de Anacleto de Oliveira, que tinha celebrado recentemente 50 anos de ordenação sacerdotal e 10 anos como pastor da Diocese de Viana do Castelo.

“Eram conhecidas as competências de D. Anacleto como biblista e homem de cultura, constantemente atento às realidades concretas da nossa sociedade, extremamente dedicado aos sacerdotes e aos fiéis que servia pastoralmente, sempre solícito nas ações comuns da Igreja em Portugal”, afirma o comunicado da CEP, que recorda o percurso do bispo de Viana do Castelo neste organismo ao longo de 15 anos como bispo.

Anacleto de Oliveira presidia à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais e, desde junho passado, era presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.

Em declarações à Ecclesia, o presidente da CEP e bispo de Setúbal, José Ornelas, afirmou que recebeu com choque a morte de “um grande bispo e um grande amigo”, deixando uma nota de gratidão pelo seu “trabalho muito fecundo na diocese e na Igreja portuguesa”.

“Quero manifestar à família e à Igreja de Viana do Castelo, a que ele presidia, as nossas condolências e a solidariedade da Igreja portuguesa”, disse o presidente da CEP.

Também em declarações à Ecclesia, o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, manifestou “tristíssima surpresa” pela morte do bispo de Viana do Castelo, elogiando o “seu trabalho, quer na diocese quer na Conferência [Episcopal], concretamente no âmbito da Liturgia, um trabalho sempre incansável, exigente, meticuloso, generoso”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu hoje, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja, disse à Lusa fonte da sua diocese.

De acordo com fonte da GNR, o bispo de Viana do Castelo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros que se despistou na A2 e o óbito foi declarado no local do acidente, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de medicina legal do hospital de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

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Viana do Castelo

Obra que visa abate de árvores em Viana suspensa até existir acordo com moradores

Cabedelo

em

Foto: O MINHO

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje a suspensão da construção dos acessos ao porto de mar até 30 de setembro para avaliar com a associação de moradores do Cabedelo o abate de árvores em Darque.

“Assumi um compromisso com a associação de moradores do Cabedelo. As obras estão suspensas até 30 setembro. Há um acordo de princípio com a associação para não mover a providência até haver a auscultação aos sócios das propostas que já foram sujeitas a uma análise conjunta”, afirmou o autarca socialista.

José Maria Costa, que falava aos jornalistas, hoje à tarde, no final de uma reunião camarária extraordinária que convocou a pedido dos vereadores do PSD e CDU, para discutir o abate das árvores, que hoje quantificou em três dezenas, explicou que o “compromisso” foi assumido após uma reunião, ao final da manhã, com a associação de moradores do lugar do Cabedelo.

Na segunda-feira, aquela associação acionou um embargo extrajudicial para travar a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar, na freguesia de Darque, por contestar o abate dos plátanos existentes na artéria que atravessa o lugar.

“Teremos mais uma ou duas reuniões, as que forem necessárias para chegarmos a um acordo, no sentido de perceber melhor algumas situações. A nossa abertura é total, como sempre para discutir, avaliar, para melhorar”, acrescentou.

Admitiu que “o projeto não pode ser alterado a meio do percurso”, mas disse que “podem ser estudadas melhorias, do ponto de vista ambiental e paisagístico, de segurança rodoviária e pedonal”.

“Foi isso que estivemos a discutir em conjunto para encontrarmos um equilíbrio e uma forma de cooperação entre as partes”, reforçou.

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

Hoje, o presidente da associação de moradores do Cabedelo, Vítor Dinis, que marcou presença na reunião extraordinária, manifestou-se “satisfeito” com a abertura da Câmara para o diálogo.

“Estamos a ouvir-nos uns aos outros e agora vamos avaliar, com bom senso de ambas partes, o melhor equilíbrio entre o desenvolvimento económico da região e a parte ambiental”, disse.

Questionado pelos jornalistas se com este entendimento o embargo extrajudicial, que terá de formalizado junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) fica sem efeito, respondeu: “Estamos a avaliar, havendo esta abertura este instrumento será avaliado nas próximas horas, dias, dado que o espaço para falar está aberto. Há um compromisso que até 30 setembro o executivo camarário não avança com o abate. Para já estamos de boa-fé a trabalhar de forma aberta e transparente. Havendo essa abertura, vamos seguir esse caminho e outros instrumentos serão usados caso não se chegue a bom porto”.

Os vereadores do PSD e da CDU, que requereram a realização da sessão extraordinária manifestaram-se satisfeitos com o diálogo encetado entre a autarquia e a população.

“A nossa preocupação básica era a de esclarecer todas as dúvidas que a população tem sobre este processo. Se há pessoas que estão preocupadas com uma questão é nossa obrigação e dever esclarecê-las. Fico muito agradada porque vimos esta abertura do executivo”, disse Cristina Veiga.

A vereadora da CDU, Cláudia Marinho, sublinhou que a intenção do partido “não é a de boicotar os acessos ao porto de mar”.

“Não é isso que se pede. Pedem-se alternativas e que, de uma vez por todas, as sugestões que a CDU apresentou em tempos, agora e que poderá vir a apresentar, sejam tidas em conta para enriquecer as melhorias que venham a ser decididas e para impedir que as árvores sejam abatidas em forma tão numerosa”, sublinhou a vereadora.

Durante a sessão camararia, José Maria Costa, apresentou, durante mais de 40 minutos, todo o processo que conduziu ao arranque da obra, em fevereiro de 2019, depois de “40 anos de espera”.

Apontou “a aprovação dos instrumentos de gestão do território, dos estudos de impacto ambiental, e das aprovações na câmara de na assembleia municipais de todos os documentos”.

“A Câmara atuou sempre com a maior transparência na convicção de que estávamos a fazer um projeto que estava consolidado quer junto das forças políticas, das freguesias, mas também das populações porque foi sempre tão debatido ao longo destes anos, tão ilustrado, graficamente, até com ‘placard’s’ instalados na freguesia, boletins e até nas redes sociais com filmes que fiquei surpreendido quando disseram que desconheciam aquilo”, referiu o autarca que ao longo da sessão criticou a posição da Junta de Freguesia de Darque, liderada pelos comunistas e trocou debate mais aceso com a vereadora no executivo municipal.

José Maria Costa frisou que as árvores a abater, no total de 30, são plátanos, “uma espécie exótica e não autóctone” e referiu que o corte vai ter impacto em 50 dos 628 metros da avenida coberta por exemplares daquela espécie.

“Temos a consciência que fizemos sempre tudo no estrito respeito pela lei, no respeito pelas decisões dos órgãos municipais que tem legitimidade política para o fazer, mas apesar disso estamos disponíveis para dialogar para melhorar ou aperfeiçoar algumas das intervenções naturalmente que ainda estamos a tempo de o fazer”, rematou.

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