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Região

Passagem de ano com nove feridos em agressões e 19 intoxicações alcoólicas pelo Minho

Balanço

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Foto: DR / Arquivo

Pelo menos nove pessoas acabaram em serviços de urgências hospitalares, durante a madrugada desta quarta-feira, por queixas de agressões, apurou O MINHO junto da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Outras 19 foram transportadas por consumo excessivo de álcool, disse a mesma fonte.


Por entre agressões na via pública, em discotecas ou no domicilio, registaram-se, pelo menos, sete transportes hospitalares levados a cabo por corporações de bombeiros e, pelo menos, duas vítimas transportadas em viaturas particulares.

O distrito de Braga foi onde ocorreram maior número de queixas de agressões – oito -, enquanto que o Alto Minho registou apenas uma, em Valença, cerca das 07:00 horas desta quarta-feira.

Comecemos por Viana. Uma vítima sofreu ferimentos ligeiros, após agressões na Rua das Tróias, sendo transportada para o Hospital de Viana pelos Bombeiros de Valença.

Já no distrito de Braga, o primeiro registo de agressão com entrada no serviço de urgências decorreu em Barcelos, na freguesia de Vila Frescainha. A vítima queixou-se de ter sido agredida, sendo transportada para a unidade hospitalar local. Pouco passava das 01:15 horas.

Pelas 02:11, novo registo de agressão, desta feita na via pública, em São Víctor, Braga, que poderá não estar alheia aos eventos da passagem de ano. Um homem foi transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

Nas duas horas seguintes, não houve registo de agressões, mas de seis intoxicações alcoólicas, em vários pontos do distrito.

Pelas 04:15, uma mulher de 35 anos foi agredida em pleno centro histórico de Guimarães, motivando a sua hospitalização.

Depois de mais quatro registos de intoxicações alcoólicas, nova agressão é registada às 05:20, em Santo Emilião, freguesia do concelho da Póvoa de Lanhoso. Uma vítima foi transportada para a unidade hospitalar de Braga.

Cerca de 10 minutos depois, uma rixa à porta da Discoteca Rauliana, em Ribeirão, Famalicão, provoca dois feridos. Foram encaminhados para o hospital pelos próprios meios, ao que conseguimos apurar.

Pelas 08:35, já de manhã, uma pessoa queixava-se de ter sofrido ferimentos ligeiros na sequência de agressões, embora a mesma estivesse “notoriamente embriagada”. Foi transportada para o Hospital de Guimarães pelos bombeiros locais.

No distrito de Braga foram registadas 15 intoxicações etílicas, ao que tudo indica, derivadas do consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

No Alto Minho, há registo de duas intoxicações em Ponte de Lima e outras duas em Caminha.

 

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Viana do Castelo

Festival de Teatro de Viana do Castelo adapta-se a recolher obrigatório

Teatro do Noroeste

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Foto: DR

O Teatro do Noroeste – CDV informou hoje que a quarta edição do festival de teatro de Viana do Castelo, com início na terça-feira, adaptou ao recolher obrigatório decretado pelo Governo.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a companhia de Viana do Castelo explicou que o festival vai começar, na terça-feira com a estreia do espetáculo Falar Verdade a Mentir, encenado por António Capelo, antecipado para as 21:00.

“Todos os espetáculos noturnos foram antecipados para as 21:00, de forma a cumprir com a obrigatoriedade de encerramento dos espaços culturais às 22:30. Foram alterados também os horários dos espetáculos programados para o fim de semana de 14 e 15”, especifica a nota.

A peça Sítio, da Companhia da Chanca, inicialmente agendado para dia 14, às 15:00, passa para as 10:00 do mesmo dia.

No dia 15, o Teatro do Noroeste – CDV tinha preparado duas sessões de Lullaby do Teatro Plage, às 11:00 e às 16:00, que passam agora para as 10:00 e 11:00.

Os espetáculos Alma da companhia A Turma e Ermelinda do Rio, do Teatro da Terra realizam-se conforme previsto, mas sem público na sala, podendo os espetadores aceder à transmissão ?online’, nas plataformas digitais do Teatro do Noroeste – CDV.

A 4ª edição do Festival e Teatro de Viana do Castelo acontece de 10 a 18 de novembro no Teatro Municipal Sá de Miranda e na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo reeleita para a Presidência da Atlantic Cities

Associação de autoridades da costa atlântica europeia

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O autarca de Viana do Castelo foi hoje reeleito para a presidência da Atlantic Cities até ao final do primeiro semestre de 2021, tendo sido atribuída as vice-presidências às cidades de Brest Metropole, Corunha e Gijon, foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a Câmara disse que a reeleição ocorreu hoje Assembleia Geral da Atlantic Cities realizada através dos meios digitais.

Além da eleição da presidência, a sessão extraordinária daquela entidade apreciou o seu plano de ação.

O encontro ‘on-line’ contou com a participação dos membros da associação, que reúne cidades da Irlanda, Portugal, Espanha e França, representando mais de 350 autarquias e sete milhões de habitantes da costa atlântica europeia.

A Atlantic Cities foi criada em 2000 e representa autoridades locais da costa atlântica europeia que se relacionam, diretamente, com as diversas instituições comunitárias, para a afetação de fundos estruturais da Comissão Europeia, do grupo URBAN do Parlamento Europeu e do Programa INTERREG Espaço Atlântico.

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Alto Minho

Empresários do Alto Minho pedem “verdadeiros apoios” face a “redução drástica”

Estado de emergência

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Foto: Ilustrativa / DR

A Associação Empresarial de Viana do Castelo pediu hoje “verdadeiros apoios” para as empresas “obrigadas a reduzir drasticamente a sua atividade” e disse ter “sérias dúvidas” sobre a eficácia do recolher obrigatório no combate à pandemia de covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), que representa cerca de 1.100 associados, apontou como exemplos “acordos entre arrendatários, senhorios e Estado e o acesso a apoios para todas as empresas, independentemente do regime de contabilidade a que legalmente estão obrigados”.

A AEVC propõe ainda “que a redução do número de postos de trabalho, para salvar as empresas, não impeça o acesso a apoios do Estado e a manutenção do ‘lay-off’ simplificado e das moratórias até ao fim da pandemia”.

Outras das medidas solicitadas passam pela “redução da taxa de IVA, a isenção temporária de taxas, a descentralização da decisão da obrigatoriedade do teletrabalho, a conversão, em adequada proporcionalidade e em viáveis condições, de subsídios reembolsáveis em não reembolsáveis”.

“A grande maioria de todos nós – Governo, empresários e consumidores- espera saber encontrar o caminho para resistir a esta pandemia. Temos sérias dúvidas de que será desta forma”, sustenta a nota da AEVC que tem associados distribuídos pelos concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura.

“Pela tipologia das medidas, os sectores mais afetados são o comércio e a restauração. Dois dos sectores com maior número de empresas e de trabalhadores na região. Que seria das nossas cidades e vilas sem estes estabelecimentos? A mais recente fotografia, que também inclui a relevância do relacionamento transfronteiriço, já é dolorosa”, sustenta a associação.

“Que mal, socialmente reprovável, fizeram os estabelecimentos de comércio de rua e da restauração para que mereçam tal tratamento? O que distinguirá uma compra num estabelecimento de rua da realizada num hipermercado? O que justificará a proibição de fazermos uma refeição num restaurante que cumpre com todas as medidas recomendadas pela Autoridade de Saúde?”, questiona a instituição.

Com sede na capital do Alto Minho, a AEVC disse estar “muito preocupada com a saúde pública, mas também muito preocupada com a saúde financeira e a sobrevivência das empresas da região”.

“Como conciliar uma e outra? Com responsabilidade individual e coletiva, com campanhas de sensibilização e informação, com medidas não discriminatórias, com verdadeiros apoios a todas as empresas que são obrigadas a reduzir drasticamente a sua atividade”, sustentou.

Na madrugada de domingo, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a circulação estará limitada nos próximos dois fins de semana entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira nos 121 concelhos de maior risco de contágio.

O Governo decretou também o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos dias de semana, a partir de segunda-feira e até 23 de novembro, nos 121 municípios mais afetados pela pandemia.

As medidas afetam 7,1 milhões de pessoas, correspondente a 70% da população de Portugal, dado que os 121 municípios incluem todos os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Segundo o decreto que regula a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, que entrou em vigor às 00:00 e foi publicado em Diário da República na noite de domingo, são permitidas as “deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais”.

Nestes estabelecimentos, lê-se no diploma, “podem também ser adquiridos outros produtos que aí se encontrem disponíveis”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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