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Alto Minho

Parque Peneda Gerês reforçado com sapadores florestais em projeto-piloto de 3,5 milhões

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O ministro do Ambiente anunciou hoje que o Parque Nacional Peneda Gerês vai ter mais dez equipas de sapadores florestais, “quase o dobro” das atuais num projeto-piloto de 3,4 milhões de euros a apresentar até final de outubro.

“Este projeto-piloto de prevenção de incêndios terá que contemplar a contratação de mais equipas de sapadores florestais. O número que hoje, na reunião, me pareceu adequado para todos é a contratação de mais dez equipas de sapadores florestais. Existem neste momento 12 equipas, o que significa que serão, mais ou menos, duas por município”, afirmou João Matos Fernandes.

O governante, que falava aos jornalistas no final de uma reunião com os autarcas dos municípios que integram o Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), adiantou que aquele projeto “entrará em funcionamento pleno a partir de 01 janeiro”.

No total serão mais 50 sapadores florestais a “recrutar e formar no território dos cinco concelhos” do PNPG.

Constituído a 08 de maio de 1971, o parque nacional, que se estende à Galiza, abrange do lado português cinco concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real. Além de Ponte da Barca, integra os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre e Terras de Bouro.

O ministro do Ambiente sublinhou que aquela é uma das medidas previstas naquele projeto-piloto que está a ser elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Adere – Peneda Gerês (Associação de Desenvolvimento de Desenvolvimento Regional), e que “será concluído até final de outubro”.

“Esse projeto passa muito por um conjunto de medidas de proximidade, de parceria na ação, de proteção (?) Temos de ter mais gente no terreno e mais equipas de sapadores florestais”, defendeu.

Este ano já arderam 8.545 hectares em áreas protegidas, mais 16% que em igual período de 2015, e o Parque Nacional Peneda Gerês representou cerca de 80% deste total, com cerca de 7.000 hectares.

No final da reunião de trabalho hoje realizada na Câmara de Ponte da Barca, que contou ainda com a presença da secretária de Estado do Ordenamento do território e com representantes da CCDR-N e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o ministro revelou ainda que, “ainda este ano, vai ser aberto um aviso no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR) com uma dotação inicial de cinco milhões euros para pôr em marcha um plano de valorização daquele território, Reserva Mundial da Biosfera desde 2009.

Os projetos “a candidatar já têm uma componente de prevenção de incêndios mas que vão para além disso e que passam muito pela melhoria das condições de vida no parque”.

O autarca de Ponte da Barca e presidente da Adere Peneda – Gerês, Vassalo Abreu realçou que 15 dias depois da reunião preparatória deste projeto-piloto, realizada em Lisboa, “o ministro do Ambiente veio ao terreno acompanhar o esforço que as autarquias têm vindo a fazer”.

“Sou presidente de Câmara há 11 anos nunca tinha visto uma coisa destas. A presença do governo no PNPG, em defesa do único parque do país, apontando medidas, verbas e datas. É isto que nós, autarcas, queremos para a preservação desta nossa riqueza”, destacou.

Este ano já arderam 8.545 hectares em áreas protegidas, mais 16% que em igual período de 2015, e o Parque Nacional Peneda Gerês representou cerca de 80% deste total, com cerca de 7.000 hectares.

O ministro presidiu ainda à assinatura do protocolo de cedência, pela EDP e APA àquela autarquia, da gestão da central hidroelétrica de Paradamonte, que a Câmara local quer valorizar transformando-a em mais um polo de atração turística.

 

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Alto Minho

Ciclovia de Ponte de Lima está a derreter com o calor. Autarquia já avisou empreiteiro

Investimento de 1,5 milhões

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Foto: Carlos Martins / Facebook

A ciclovia de Ponte de Lima tem um problema de construção, nomeadamente “uma diluição da camada superior do piso”, que tem levado os ciclistas a usarem a estrada. A Câmara diz que já avisou o empreiteiro para corrigir o defeito antes de entregar a obra.

A situação foi denunciada pelo PS de Ponte de Lima, nas redes sociais, questionando “por que motivo há uma diluição da camada superior do piso da ciclovia com as consequências negativas que este facto acarreta”.

Em resposta a um comentário de um utilizador, o PS acrescentava que “o que acontece, infelizmente, é que os ciclistas têm dificuldade em circular na ciclovia visto que os pneus colam no piso que está a desfazer-se (derreter) talvez fruto do aquecimento provocado pelas temperaturas que se têm feito sentir”.

Ponte de Lima aprova ciclovia urbana de 1,5 milhões com votos contra da oposição

Questionada por O MINHO, a Câmara de Ponte de Lima referiu que a obra ainda não foi entregue pelo empreiteiro.

O município adiantou, ainda, que o defeito já tinha sido detetado e o empreiteiro foi avisado para o corrigir.

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Alto Minho

Charutos dos Arcos a caminho da certificação

Arcos de Valdevez

em

Foto: DR / Arquivo

– A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez informou hoje que vai investir cerca de 20 mil euros na certificação dos Charutos de Arcos de Valdevez, uma “referência” na doçaria tradicional do concelho.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia do distrito de Viana do Castelo justificou o investimento com a necessidade de “valorizar a receita original do doce cujo nome está registado pela casa Doçaria Central desde 1963, embora a receita seja mais antiga.

A Doçaria Central existe desde 1830.

Os Charutos dos Arcos são feitos com massa de hóstia, numa máquina antiga manual, que envolve um recheio de gemas de ovo e açúcar.

Na nota, o executivo municipal presidido pelo social-democrata João Manuel Esteves, explicou que, “na última reunião camarária foi aprovada a abertura do procedimento concursal, tendo em vista a certificação dos Charutos de Arcos de Valdevez”.

“Este procedimento tem como finalidade a elaboração de um guia de especificações e ações de acompanhamento às empresas aderentes ao processo de certificação dos Charutos de Arcos de Valdevez, assim como, o desenvolvimento de ações de capacitação para as entidades, sobre Inovação, Investigação & Desenvolvimento relativamente ao produto ou gastronomia tradicional”, explica o município.

Segundo a autarquia “a certificação deste doce tradicional irá permitir aferir as características que fazem com que os Charutos de Arcos de Valdevez sejam uma marca da região, identificando as características e as variáveis comuns em cada receita, bem como, o proteger a nível geográfico”.

De acordo com informação que consta no sítio na Internet da Câmara de Arcos de Valdevez, hoje consultada pela Lusa, “o doce, de origem conventual, tem forma cilíndrica, semelhante a um charuto, com entre oito a dez centímetros de comprimento e dois de diâmetro, com um recheio de ovos e açúcar”.

O “invólucro exterior é feito de massa de hóstia ou obreia e o recheio é de textura cremosa, preparado à unidade”.

Outras pastelarias “começaram a fabricar charutos, que apresentam variantes relativamente à receita original, acrescentam-lhe amêndoa, raspa de laranja, doce de chila, entre outros ingredientes”.

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Braga

Detido por ameaçar a mulher de morte em Braga

Violência doméstica

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um homem de 59 anos foi detido pela PSP depois de ter ameaçado de morte a esposa, numa audiência de julgamento na quarta-feira, em Braga, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a PSP dá conta da detenção, ocorrida cerca das 10:00 horas na cidade de Braga, depois de os agentes terem constatado que o homem continuava a proferir “vários insultos e ameaças”, entre as quais de morte, perante a esposa.

Face ao referido, foi o mesmo detido, sendo presente hoje no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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