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Parlamento chumba projetos para o fim do financiamento público das touradas

Votos contra de PSD, PCP, CDS-PP, Chega e da maioria dos deputados do PS

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Foto: DR / Arquivo

O parlamento chumbou hoje, com os votos contra de PSD, PCP, CDS-PP, Chega e da maioria dos deputados do PS, cinco projetos de lei que pediam o fim de qualquer financiamento público, direto ou indireto, a espetáculos e atividades tauromáquicas.


Em causa estavam projetos-leis de cidadãos, que juntou mais de 25 mil assinaturas, do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), do Bloco de Esquerda (BE), do partido Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

No essencial, todos os diplomas defendiam que os espetáculos tauromáquicos e todas as atividades ligadas à tauromaquia devem ficar isentas de financiamento por quaisquer entidades públicas, nomeadamente Governo, autarquias, institutos públicos ou empresas participadas pelo Estado.

A favor destes projetos, que foram apreciados individualmente, votaram o PEV, o PAN, o BE, a Iniciativa Liberal (IL), a deputada não inscrita Cristina Rodrigues e perto de três dezenas de deputados do grupo parlamentar do PS.

Durante a discussão destes diplomas, que ocorreu na terça-feira, os partidos favoráveis ao financiamento público da tauromaquia alegaram que a tauromaquia “é cultura” e que, por isso, “não pode ser discriminada” relativamente às restantes expressões culturais.

Por seu turno, os proponentes alegavam o sofrimento animal e a controvérsia na sociedade portuguesa relativamente aos espetáculos tauromáquicos.

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País

OMS recebe com cautela vacina russa e lembra que é preciso garantir segurança

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu com cautela a notícia de que a Rússia registou a primeira vacina do mundo contra a covid-19, sublinhando que deverá seguir os trâmites de pré-qualificação e revisão definidos.

“Acelerar o progresso não deve significar comprometer a segurança”, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, numa conferência de imprensa, acrescentando que a organização está em contacto com as autoridades russas e de outros países para analisar o progresso das diferentes investigações em curso relativamente de vacinas.

O porta-voz sublinhou que a organização está satisfeita “com a rapidez com que as vacinas estão a ser desenvolvidas” e espera que algumas delas “se mostrem seguras e eficazes”.

A vacina russa, cujo registo foi hoje anunciado pelo Presidente Vladimir Putin, em reunião com o gabinete de ministros, não estava entre as seis que a OMS disse na semana passada estarem mais avançadas.

Rússia já registou vacina contra a covid-19

A organização com sede em Genebra citou, entre os seis, três candidatos a vacinas desenvolvidas por laboratórios chineses, dois dos Estados Unidos (das empresas farmacêuticas Pfizer e Moderna) e a britânica desenvolvida pela AstraZeneca em colaboração com a Universidade de Oxford.

Segundo Putin, a vacina russa é “eficaz”, passou em todos os testes necessários e permite atingir uma “imunidade estável” contra a covid-19.

O Ministério da Saúde da Rússia já veio dizer que a vacina vai entrar em circulação em 01 de janeiro de 2021.

Vacina russa entra em circulação em janeiro de 2021

Contudo, muitos cientistas, no país e no estrangeiro, questionaram a decisão de registar a vacina antes de os cientistas completarem a chamada Fase 3 do estudo.

Essa fase por norma demora vários meses e envolve milhares de pessoas e é a única forma de se provar que a vacina experimental é segura e funciona.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 733 mil mortos e infetou mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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GNR apreende 18 mil euros em bivalves no mercado de Matosinhos

Por não corresponder ao tamanho mínimo permitido

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Foto: Divulgação / GNR

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, através do Destacamento de Controlo Costeiro de Matosinhos, apreendeu cerca de duas toneladas de amêijoa japónica em Matosinhos, durante a madrugada desta terça-feira.

Em comunicado, a GNR explica que a ação foi levada a cabo durante uma fiscalização no mercado da Doca Pesca, quando uma viatura transportava aquele produto, no valor de 18.180 euros.

A amêijoa não correspondia ao tamanho mínimo legal para ser apanhado (4 centímetros), pelo que a mercadoria, que seguia para Espanha, foi apreendida.

“Foi identificado um homem de 50 anos e elaborado o respetivo auto de notícia por contraordenação por transporte de espécies bivalves em estado imaturo, sendo esta infração punível com coima até 37.500 euros”, esclarece a GNR.

A mercadoria apreendida encontra-se a aguardar inspeção higiossanitária.

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Separação materna nas primeiras semanas aumenta probabilidade do uso de drogas, diz estudo

Revela o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

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Foto: DR / Arquivo

A separação materna nas primeiras semanas de vida aumenta a probabilidade do uso de drogas psicoativas na adolescência, revela um estudo do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto avançado hoje à Lusa.

Em entrevista à agência Lusa, Ana Magalhães, investigadora no grupo Addiction Biology e coordenadora do estudo “Stress em idade precoce afeta vulnerabilidade às drogas na adolescência”, explicou que, para espanto dos investigadores, não é a depressão dos progenitores que aumenta a vulnerabilidade ao uso de drogas de um filho na adolescência, mas sim a separação precoce entre mãe e bebé.

“Para nosso espanto, fomos verificar que a depressão não teve o efeito que estávamos à espera, que era aumentar a vulnerabilidade [para o uso de drogas], mas sim o stress [em idade] precoce que teve efeitos tanto em indivíduos depressivos, como nos indivíduos não depressivos. O estudo acaba por ser engraçado, porque os resultados não eram aquilo que estávamos à espera, mas sim o stress precoce é que teve efeitos, aumentando a vulnerabilidade às drogas na adolescência”, descreve a especialista.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, que avaliou o impacto da separação materna nas duas primeiras semanas de vida de ratos.

“O nosso objetivo mais geral era saber o que é que torna os indivíduos mais vulneráveis ao uso de drogas na adolescência e então fomos ver coisas para trás. Como a depressão está muito relacionada com problemas de tomadas de drogas, fomos tentar ver a depressão genética (pais depressivos), se afetava a vulnerabilidade à drogas, e aumentámos mais um risco”, que foi o stress precoce causado pela separação maternal, contou a investigadora Ana Magalhães.

Para desenvolver o estudo utilizaram-se duas estirpes de ratos com diferentes vulnerabilidades para a depressão e que foram separados das suas mães durante as duas primeiras semanas de vida. Depois, compararam-se os efeitos da separação precoce em ratos adolescentes cujas mães tinham maior predisposição para a ansiedade e depressão, com ratos adolescentes filhos de mães sem esse histórico de depressão.

Quando os animais em estudo atingiram a adolescência, a equipa de investigadores fez a avaliação do seu estado emocional e do efeito de recompensa de drogas psicoativas.

“Os resultados mostraram que o stress durante o início de vida alterou o estado emocional dos adolescentes, tornando os animais depressivos mais ansiosos e os não depressivos mais exploratórios, tendo revelado, para ambas as estirpes (depressiva e não depressiva), um risco aumentado para a dependência” acrescentou Renata Alves, outra das investigadoras do estudo.

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