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Alto Minho

Panificadora de Caminha fecha portas e despede 65 trabalhadores

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento de uma panificadora em Caminha que “deixou completamente desprotegidos cerca de 65 trabalhadores” devido à pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.


Numa pergunta a que a agência Lusa teve acesso, os deputados do BE José Soeiro e Isabel Pires, dizem ter tido conhecimento de “um despedimento coletivo de 65 trabalhadores e do encerramento total da empresa Panificadores Unidos do Concelho de Caminha, Lda.”.

Os deputados acrescentam que “a Camipão, fundada em 1973, está sediada em Sandia, em Vila Praia de Âncora, e tem 11 lojas nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Cerveira”, no distrito de Viana do Castelo.

“Segundo relatos que chegaram ao conhecimento do grupo parlamentar do BE, a empresa atravessava algumas dificuldades financeiras, tendo salários, subsídios de férias e de Natal em atraso. Contudo, ninguém previa que a empresa encerrasse a suas portas de um dia para o outro”, referem os deputados do BE, acrescentando que “numa recente reunião de acionistas, realizada no dia 11, foi transmitido que a situação era estável e que ninguém se devia preocupar”.

O BE adiantam que “a administração da empresa não só decidiu avançar para o despedimento de todos os trabalhadores sem qualquer aviso prévio, como ainda se recusa a passar a declaração de situação de desemprego aos trabalhadores, colocando assim em causa a sobrevivência destes e das suas famílias”.

“Este tipo de prática por parte da administração desta empresa revela uma crueldade para com os trabalhadores e desprezo para com os direitos laborais que é inaceitável numa sociedade do século XXI”, argumentam.

O BE quer saber “se o Governo tem conhecimento da situação e se a tutela está disponível para analisar com a empresa, no quadro dos apoios extraordinários às empresas concedidos no contexto da pandemia de covid-19, uma solução que permita a sua viabilização e a manutenção dos postos de trabalho”.

O partido questiona ainda sobre “as medidas que o Governo pretende adotar, com caráter de urgência, para que rapidamente estes trabalhadores tenham, no mínimo, acesso ao subsídio de desemprego ou outras medidas de proteção social consentâneas com a situação descrita”.

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar o administrador da empresa, José Presa, que, nas últimas eleições autárquicas foi eleito vereador do PSD na Câmara de Caminha, mandato que viria a suspender, em maio de 2019, por um ano.

Contactado pela Lusa, o presidente da câmara, o socialista Miguel Alves, disse não poder confirmar o encerramento, acrescentando que “na quarta-feira a Camipão suspendeu a produção de pão e fechou as lojas por haver intranquilidade e desconforto entre os funcionários”.

“A câmara teve de arranjar outra empresa para fornecer o pão para servir aos alunos e famílias carenciados do concelho a quem o município está a assegurar refeições neste período de pandemia da covid-19. Fomos avisados menos de 24 horas antes da suspensão da laboração”, explicou.

O presidente a Junta de Freguesia Vila Praia de Âncora, o social-democrata Carlos Castro, disse desconhecer a situação, apesar de ter constatado que na porta de uma loja da empresa se encontrava afixado o aviso de encerramento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira.

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Alto Minho

Cão desaparecido em Ponte de Lima reencontra donos cinco anos depois

Final feliz

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Foto: DR / Arquivo

Um cão, de nome Popeye, reencontrou-se com os donos cinco anos depois de ter desaparecido em Ponte de Lima.


Segundo conta o Jornal de Notícias, o canídeo tinha desaparecido na vila liminana durante uma visita dos donos, residentes em Aveiro, em novembro de 2015.

Foi agora encontrado em Vila Nova de Gaia por uma mulher que o levou ao Hospital Veterinário de Santa Marinha, onde foi descoberta a proveniência do animal graças ao microchip.

O hospital chegou assim aos donos, que não queriam acreditar que o animal estava vivo. Confessaram que o tinham procurado durante algum tempo mas acabaram por desistir.

Por onde andou o Popeye durante os últimos cinco anos, não se sabe, mas o reencontro terá sido de muita emoção.

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Alto Minho

Exército vigia serra de Santa Luzia em Viana do Castelo

Incêndios

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Desde segunda-feira que a serra de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a ser vigiada por militares do Exército.


Em nota de imprensa, a câmara informa que antecipou a vigilância florestal na serra, tendo a Escola de Serviços do Exército iniciado o patrulhamento que decorrerá até final de setembro.

A autarquia explica que o protocolo com o Exército já se realiza desde 2011 e tem sido “fundamental” para a prevenção dos incêndios florestais ao longo destes últimos dez anos.

Os militares promovem operações de vigilância mantendo permanentemente informadas as entidades responsáveis (CODIS – Comandante Distrital de Operações de Socorro e Bombeiros Municipais de Viana do Castelo) e comunicando, de imediato, qualquer ocorrência digna de registo.

O município de Viana do Castelo sublinha que “a vigilância das áreas florestais é fundamental para a prevenção de incêndios, permitindo dissuadir eventuais atos de negligência ou mesmo criminosos e detetar eventuais ocorrências”.

O alerta para incêndios florestais deve ser dado para o número 117.

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Alto Minho

PSD de Viana do Castelo garante nunca ter denegrido funcionários municipais

Política

em

Foto: Facebook

O PSD de Viana do Castelo garantiu hoje que, “em nenhum momento, denegriu ou teve a intenção de atingir o bom nome de funcionários municipais”, reagindo a um voto de protesto aprovado pela maioria PS na Câmara.


Em comunicado hoje enviado às redações, a concelhia social-democrata liderada por Eduardo Teixeira, repudiou o voto de protesto aprovado, na quinta-feira, em reunião camarária, referindo que “o único propósito” da maioria é o de criar “inexplicáveis subterfúgios” para “tentar desviar as atenções da auditoria financeira exigida pelo PSD nas últimas semanas, em virtude dos sucessivos erros na contratação pública que têm vindo a ser detetados”.

Para o também deputado do PSD na Assembleia da República, “os motivos invocados” naquele documento “mostram-se totalmente esvaziados de qualquer espécie de projetos para a cidade”.

Na quinta-feira, em reunião ordinária do executivo municipal a maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo aprovou um voto de repúdio, proposto pelo presidente José Maria Costa, pelas afirmações que Eduardo Teixeira publicou nas redes sociais, a propósito de erros de digitação detetados em contratos da autarquia que os socialistas consideram que “atingem o bom nome” de funcionários, dirigentes e serviços municipais.

Em causa estão alegados comentários que o deputado e líder da concelhia do PSD publicou, no dia 26 de maio, nas redes sociais com “insinuações, atos intimidatórios aos funcionários Municipais, serviços municipais e Câmara Municipal”.

“Para dissipar quaisquer dúvidas que estas manobras de diversão possam provocar aos menos atentos, em nenhum momento o PSD denegriu ou teve a intenção de atingir o bom nome de funcionários, dirigentes ou empresários de Viana do Castelo, que nem sequer foram concretamente, por nós, identificados”, esclarece a concelhia do PSD.

Câmara de Viana aprova voto de repúdio contra comentário de deputado no Facebook

A estrutura local do PSD destaca que “sempre valorizou e, sem qualquer espécie de falso pudor, o profissionalismo, a dedicação e o excelente desempenho dos funcionários municipais bem como igualmente saúda todos os empresários que prestam ou tiveram a oportunidade de prestar serviços à autarquia”.

“Tal e qual toiro picado, mais uma vez, o presidente da Câmara dá murros na mesa, centrando toda a sua raiva e histeria num único alvo e em contínuos ataques pessoais. Saliente-se que as sucessivas investidas do senhor presidente e do PS de Viana do Castelo são medalhas para o PSD, qual forcado que agarra o rábico pelos cornos. Significa que o PSD está no bom caminho”, sustenta a nota.

O voto de repúdio e protesto da maioria socialista na autarquia mereceu a abstenção da vereadora da CDU, Cláudia Marinho, e a rejeição dos dois vereadores do PSD. Hermenegildo Costa disse que iria remeter o documento para a presidência da concelhia do partido. Já Cristina Veiga referiu “não concordar com o teor do voto de protesto e repúdio”, e sublinhou que “em momento algum os vereadores do partido na autarquia aturam na linha de denegrir e difamar funcionários públicos”.

“Nunca assumimos essa linha”, reforçou. A posição de Cristina Veiga levou o autarca socialista a pedir que a sua afirmação fosse incluída em ata.

O voto aprovado na quinta-feira “vai ser enviado aos funcionários municipais, Assembleia Municipal, sindicatos, Assembleia da República e comissão ética do parlamento e aos grupos parlamentares”.

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