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Braga

Panibral de Braga: Esperaram sete anos por salários em atraso mas só receberam 65%

Insolvência

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Foto: DR

Os 80 trabalhadores da extinta padaria Panibral de Braga não receberam, no final do processo de falência, a totalidade dos créditos a que tinham direito: “tinha cerca de 13 mil euros a receber. O Fundo de Garantia Salarial pagou-me oito mil e, agora, no rateio final, deram-me mais 400”, disse a O MINHO uma antiga trabalhadora.

Ou seja, a ex-funcionária, que solicitou o anonimato, recebeu apenas cerca de 65 por cento dos créditos a que tinha direito e o mesmo – afirmou – terá acontecido com os restantes colegas.

A fonte diz, também, “estranhar” que o Fundo de Garantia tenha pago mais dinheiro a uns do que a outros: “não entendi o critério”, lamentou.

Há dias, e com base em informações jurídicas, O MINHO informou que os ex-trabalhadores da padaria, que era a maior da cidade, estavam a receber o remanescente dos salários a que tinham direito, após o rateio final das verbas conseguidas no âmbito do processo de insolvência que correu no Tribunal de Braga.

Oito anos após a insolvência, padaria de Braga paga salários em atraso a 80 trabalhadores

“A administradora de insolvência, Clarisse Barros, e eu próprio, enquanto membro da Comissão de Credores e advogado de 30 ex-funcionários, estamos a entregar os cheques”, adiantou a O MINHO, o jurista João Magalhães, frisando que receberam, “quase tudo” a que tinham direito.

As verbas apuradas após a venda de bens da Panibral e o recebimento de créditos, permitiram, ainda, pagar as dívidas da firma ao Estado, também ele, tal como os trabalhadores, um “credor privilegiado” em processos de insolvência.

O caso chega, assim, ao fim, sete anos depois de a empresa se ter apresentado à insolvência, pela segunda vez, posto que já o havia feito um ano antes, em 2012, data em que foi aprovado um PER-Plano Especial de Recuperação.

Nessa altura, a administração garantiu no Tribunal, em Assembleia de Credores, que a firma era viável desde de que bem gerida, por ter sete padarias na cidade e vender “muito pão”, argumentos que levaram os trabalhadores e os restantes credores a viabilizar o plano, para “bem da economia” e salvaguarda dos empregos.

Um ano depois, e face à continuação dos maus resultados, apresentou-se, de novo, à insolvência, por não conseguir cumprir o Plano, e deixou os trabalhadores sem salário e sem receberem os dinheiros atrasados a que tinham direito.

Os funcionários recorreram, então, ao Fundo de Garantia Salarial que adiantou as verbas a que tinham direito, tendo este organismo sido, agora, ressarcido dos montantes que adiantou.

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