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Braga

Pandemia “força” mudança de instalações de Tribunal de Família de Braga

Para um edifício na Rua dos Granjinhos

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Tribunal de Familia e Menores de Braga. Foto: Jornal "Correio do Minho"/correidominho.pt

O Tribunal de Família e Menores de Braga vai mudar para um edifício na rua dos Granjinhos, face à exiguidade das atuais instalações e para permitir o distanciamento imposto pela covid-19, disse hoje o juiz presidente daquela comarca.


Em declarações à Lusa, Dionísio Oliveira indicou que a falta de condições das atuais instalações já é pública há muitos anos, mas a situação entretanto agravou-se com a pandemia de covid-19 e a necessidade de manter o distanciamento social.

Câmara de Braga empresta sala ao Tribunal de Menores devido à falta de espaço

“Com as regras de distanciamento, o que já era pequeno tornou-se insustentavelmente mais pequeno”, referiu.

Face à situação, o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça arrendou um edifício da Rua dos Granjinhos, por cima da Loja do Cidadão, para onde vai ser transferido o Tribunal de Família e Menores.

De acordo com Dionísio Oliveira, esta transferência poderá ser provisória, já que aquele edifício estará reservado para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, também a braços com insuficiência de instalações.

“Para já, fica resolvido o problema do Tribunal de Família e Menores. O novo espaço é a antítese do atual, tem dignidade e muito boas condições”, disse ainda.

Admitiu que a transferência deverá ocorrer até janeiro.

Câmara de Braga empresta sala ao Tribunal de Menores devido à falta de espaço

As instalações do Tribunal de Família e Menores de Braga, no Campo da Vinha, têm sido apontadas como um dos casos mais críticos na área da Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Esta procuradoria, em recentes relatórios, denunciou que as instalações não têm “condições nem dignidade” para albergar uma instância judicial.

Sublinhou que se trata de um prédio originalmente construído para habitação e que se encontra em “estado de conservação precário”.

Acrescentou que não dispõe de salas adequadas para ouvir crianças nem locais para o digno atendimento” do público, nomeadamente com vista à salvaguarda da privacidade dos utentes.

Disse ainda que também não há separação de circulação de utentes, funcionários e magistrados.

A situação agravou-se, entretanto, com a pandemia de covid-19, tendo ainda recentemente o advogado João Magalhães denunciado que, por falta de espaço, algumas diligências têm de ser feitas na rua ou no café.

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Braga

‘Doutores Palhaços’ levam alegria às crianças do Hospital de Braga por videochamada

Operação Nariz Vermelho

Foto: DR

As visitais aos hospitais estão suspensas e a Operação Nariz Vermelho encontrou um método alternativo, para levar alguma alegria às crianças hospitalizadas nos diversos hospitais do país, incluindo no Hospital de Braga, desde a primeira semana de dezembro. À terça-feira, uma dupla de “Doutores Palhaços” interage em tempo real, por videochamada, com as crianças e seus familiares. Desta forma, ao Hospital de Braga já levaram boa disposição e alegria a cerca de 60 crianças internadas.

“Esta visita personalizada por videochamada, efetuada por profissionais competentes e treinados a trabalhar em meio hospitalar, é um momento que transporta os doentes e os seus pais para fora do Hospital, para um convívio onde o riso e a bom disposição estão sempre presentes. Há música, teatro e contam-se histórias”, destaca Almerinda Pereira, diretora do serviço de pediatria do Hospital de Braga, em declarações a O MINHO.

Neste momento pandémico, “as visitas às crianças internadas estão limitadas e as salas de atividades lúdicas não podem ser usadas, por motivos de saúde e segurança. As crianças internadas e os seus pais estão limitados à permanência no quarto hospitalar”, contextualiza Almerinda Pereira. A diretora salienta, ainda, que, “para as crianças e adolescentes internados, e os seus pais, a interação personalizada com os Doutores Palhaços é um momento de lazer muito positivo”.

Em março, a Operação Nariz Vermelho já havia lançado o seu próprio canal de Youtube, “TV ONV”, no intuito de produzir conteúdos de entretenimento da dupla “Doutores Palhaços” e disponibilizá-los, para todas as crianças no país, que no hospital, e devido à pandemia, não podem receber visitas.

A proposta Palhaços na Linha “permitirá aos artistas criar números específicos em cada quarto e com cada criança, ajudando-a a afastar-se, por momentos, da realidade que vive no hospital”, explica Fernando Escrich, Diretor Artístico da Operação Nariz Vermelho, em comunicado enviado a O MINHO.

O Diretor Artístico acrescenta ainda: “Os Doutores Palhaços deram mais uma vez rédea solta à sua criatividade, montaram estúdios nas suas casas para terem cenários incríveis para as videochamadas, e conseguem através delas criar uma proximidade muito maior com a criança, o “olhos-nos-olhos” que não tínhamos desde o início da pandemia”.

Este novo modelo de interação em tempo real já vinha a ser pensado há muito tempo, pela Operação Nariz Vermelho, quando os profissionais compreenderam a importância de haver um contacto mais direto entre os artistas e as crianças, que não dependesse do regresso das visitas presenciais aos hospitais.

Além do Hospital de Braga, serão abrangidos pela iniciativa o Hospital Garcia de Orta (Almada), o Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca (Amadora), o Beatriz Ângelo (Loures), o Hospital do Barreiro, o Hospital D. Estefânia, o Hospital de Santa Maria, o Hospital de Santa Marta, o IPO-Porto, o Centro Hospitalar de Gaia-Espinho e o Hospital Pediátrico de Coimbra.

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Braga

Circulação no centro histórico de Braga condicionada por causa do gelo

Frio

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Polícia Municipal (PM) de Braga efetuou o balizamento de algumas zonas da cidade onde existe possível acumulação de gelo face às baixas temperaturas dos últimos dias.

As camadas de gelo e geada que duram desde o início do mês, já originaram algumas quedas na cidade e, após patrulhamento.e reconhecimento, a coordenação da PM identificou numa lista os locais de potencial perigo para os transeuntes.

Nuno Ribeiro, coordenador da PM de Braga, apontou a O MINHO diferentes locais “de risco” situados em zonas do centro histórico, como é o caso da Praça da República, Campo da Vinha, Avenida Central, entre outros.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“O tempo que se faz sentir tem gelado alguns pontos da cidade e a PM, sempre atente, achou por bem restringir o acesso a determinadas zonas para evitar acidentes”, disse o responsável.

As ‘balizas’ vão perdurar até “se verificar que já não existe risco” de circulação naqueles locais, ou seja, quando as temperaturas mínimas subirem, algo que é esperado que aconteça durante a próxima semana.

Apesar do confinamento geral, ainda há várias lojas abertas no centro da cidade que são exceções, pelo que ainda existe alguma circulação pedonal no centro da cidade.

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Braga

Antes do confinamento, CDS ‘foi ao terreno’ em Braga e reuniu com ACES e Misericórdia

Política

Foto: Divulgação / CDS Braga

A Comissão Política da Concelhia de Braga do CDS mostrou-se no terreno nos dias que antecederam o atual confinamento, em reuniões com autoridades de saúde e instituições, de forma a inteirar-se sobre a evolução pandémica no concelho.

Altino Bessa, presidente da concelhia, reuniu com a administração do ACES de Braga, com membros do concelhos clínico e de saúde e ainda com o coordenador da USP, João Figueiredo Cruz.

Em comunicado, o também vereador eleito pela coligação de centro-direita “Juntos por Braga”, dá conta do acompanhamento da tendência de aumento constante no concelho, à semelhança do resto do país.

O responsável político elogiou e classificou as autoridades de saúde como “parceiros incondicionais do município na luta contra o cenário instalado”.

“Têm realizado no terreno um trabalho muito meritório que deve ser reconhecido por todos nós. A proximidade, coordenação, trabalho e entre ajuda têm contribuído para uma atuação célere no terreno”, disse Altino Bessa, chamando à liça o plano de vacinação.

“Acredito que estamos preparados para receber a vacina na medida em que a maioria da população pretende ser recetora da mesma. Todavia, não sei se estaremos prontos para manter a sua distribuição nos atuais trâmites. A vacinação tem que ser muito bem planead a e a ação célere, vacinando o maior número de pessoas num curto espaço de tempo. Para que a vacina chegue a todos é categórico que haja um planeamento seguro e sem brechas”, constatou.

Na reunião, os responsáveis do ACES asseguraram que “as estruturas de suporte estão aptas para dar resposta ao plano de vacinação. Os operacionais estarão a postos e quando chegar a hora, os utentes contarão com o melhor serviço”.

Domingos Sousa, diretor do ACES, revelou que desde a abertura da unidade de colheitas até 31 de dezembro de 2020, foram realizados onze mil testes à covid-19, alguns destes realizados em lares de terceira idade.

No que se prende com o plano de vacinação, Domingos Sousa explanou que até ao presente receberam 55 numa primeira intervenção e mais 71 na última semana.

Reunião com provedor da Santa Casa

Altino Bessa reuniu também com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, antes da entrada em novo. confinamento, e a quem reconheceu “trabalho meritório, incansável, humilde e envolto em compromisso”.

Questionado pelo político acerca dos pedidos de apoio em tempos de pandemia, o provedor sublinhou que “as respostas lar e creche continuam em funcionamento de forma muito harmoniosa, assim como a cantina social também se encontra em pleno funcionamento”.

“Temos contribuído com vários donativos para o Banco Alimentar, Cruz Vermelha e mantemos o apoio de pagamento de propinas a alunos universitários em situação de carência”, referiu.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia deu ainda nota de que se encontra em análise um novo projeto que permitirá melhores condições para as respostas sociais já existentes e que está a ser cogitado para o edifício junto ao Hospital Lusíadas.

“Pretendemos que deste projeto nasça uma rede de Cuidados Continuados Integrados e residências assistidas. O escopo passa por concentrar algumas valências num só espaço a bem da sustentabilidade da instituição”, referiu.

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