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Pandemia: Empresas mais vulneráveis a ciberataques

Covid-19

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Foto: Divulgação

A pandemia de covid-19 está a provocar um aumento absolutamente exponencial no número de ciberataques em geral e a empresas em particular. O FBI, a principal agência de segurança interna nos Estados Unidos, registou um aumento de 400% ao longo de 2020, e uma empresa de cibersegurança, a MonsterCloud, aponta para os 800%.


Milhões de pessoas passaram, subitamente, a trabalhar em casa, fisicamente separadas das suas redes corporativas habituais. As comunicações entre colaboradores, clientes e parceiros passaram a ter de passar por mais routers, servidores e nós, que aumentam as vulnerabilidades. O potencial para lançar ataques man-in-the-middle (ataque no qual o invasor transmite e altera comunicações entre as duas partes sem que estas tenham conhecimento disto) e outros cresceu exponencialmente.

Os tipos de ataque são diversos, mas os mais frequentes são os de “ransomware”. Ao conseguir acesso a informação sensível de uma empresa, ou ao “capturar” dados preciosos sem os quais a empresa não possa desenvolver atividades, os cibercriminosos poderão chantagear os responsáveis para o pagamento de um resgate. O fundador da MonsterCloud disse à CBS News que, para os promotores de ataques de “ransomware”, a pandemia “tem sido um paraíso”.

Como funcionam estes ciberataques?

São aplicadas as técnicas de engenharia social habituais e já conhecidas, mas agora em larga escala e com mais eficácia. Ao levar as vítimas a clicar em links, instalar anexos ou preencher dados numa página falsa, os cibercriminosos progridem até chegar à informação de que necessitam. Vejamos três das principais técnicas de engenharia social usadas por cibercriminosos para enganar as vítimas.

Anúncios das autoridades

O número de pessoas interessadas em notícias e atualizações sobre o coronavírus aumentou. Há mais internautas à espera de ver novidades por parte das autoridades de saúde, dos governos ou da própria Organização Mundial da Saúde. Lançar e-mails e criar “landing pages” que pareçam pertencer a estes organismos tem sido uma armadilha largamente utilizada nos últimos meses.

Avisos de suspensão ou interrupção de atividades

Quando um hacker quer aceder aos servidores de uma grande empresa de navegação internacional. O que será que pode chamar a atenção dos seus funcionários, quando estão na internet, concentrados e preocupados com os próximos dias? Um aviso de suspensão ou interrupção de atividades num porto, ou país que lhes diga respeito.

Ataques especificamente direcionados a indústrias podem ser ainda mais credíveis que anúncios generalistas. Se um funcionário se deixar enganar, poderá ver a sua conta de e-mail hackeada ou o computador invadido.

Curas e “curas”

E se há assunto generalista que desperta a atenção das pessoas são as formas de lidar com a covid-19, em ambos os extremos de crença: desde curas milagrosas até descobertas de conspirações malignas em torno de um vírus alegadamente benigno. Ambos os temas “mexem” com as emoções das pessoas e podem levá-las a facilitar uma instalação de malware nos seus equipamentos.

Como defender a sua empresa

Todos os colaboradores da sua empresa devem estar conscientes destes perigos e serem treinados num conjunto de técnicas básicas.

Ceticismo: desconfiar

É provável que já se tenha habituado a desconfiar de e-mails que venham de remetentes desconhecidos. Mas é necessário desconfiar também daqueles que chegam de pessoas conhecidas mas que não costumam comunicar por e-mail, como o patrão (para o e-mail pessoal) ou o médico.

Desconfiar duplamente de links e anexos

Clicar em links ativa uma comunicação entre o seu computador ou telemóvel e um servidor, algures no mundo. Quem clicar num link que aponte para sapo.pt, será direcionado para este site. Mas pode acontecer que o texto do link diga uma coisa mas o link aponte para outra. O utilizador estaria a autorizar a instalação de malware no seu computador, sem o saber. Por exemplo, se clicar na palavra Google não abrirá o Google, mas a nossa home page.

Descarregar um anexo significa autorizar o ficheiro nele contido a instalar-se no seu aparelho. Ambos estes meios são largamente utilizados por hackers para controlar aparelhos de outra pessoa.

Resistir aos reencaminhamentos

A viralidade das redes sociais sucedeu à viralidade dos reencaminhamentos em massa de e-mails. É uma técnica antiga de disseminação de malware, que ainda não desapareceu de todo.

Mais uma vez: atenção à verdadeira identidade do remetente do e-mail.

Não é demais insistir neste ponto. Pode acontecer que se receba um e-mail de um amigo próximo, com quem se costuma trocar mails, mas que na verdade seja enviado pelo software de um hacker anónimo. O truque consiste em “mascarar-se” com o nome do amigo; mas verificando o endereço de e-mail ao lado do nome permite confirmar o verdadeiro remetente, que virá não do endereço do amigo mas sim de um outro, como gjfsç[email protected]

Investir numa VPN

Uma VPN (“Virtual Private Network”) cria um “canal” de segurança entre o seu computador ou o seu router e a internet, escudando-o contra hackers e também contra a vigilância das grandes empresas tecnológicas. Para proteger as atividades de uma empresa, a modalidade corporativa de uma VPN diminui as probabilidades de um funcionário, inadvertidamente, comprometer o sistema de segurança de toda a organização.

Uma VPN torna-se especialmente indispensável porque, por mais treino e consciência por parte dos seus colaboradores e parceiros, basta que um deles se distraia uma única vez para que um hacker possa ir bastante longe.

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Barcelos

‘Geringonça voadora’ para exterminar vespas asiáticas em Barcelos

Combate à vespa velutina

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Foto: Cedida a O MINHO por Pedro Aquino

Na união de freguesias de Quintiães e Aguiar, em Barcelos, a luta contra a vespa asiática não conhece confinamento. O trio que tem vindo a exterminar centenas de vespeiros ao longo dos últimos anos, composto pelo presidente da Junta e dois populares (Domingos e Pedro Aquino), continua em boa forma e, desde o início do verão de 2020, já eliminou 43 ‘ninhos’ desta espécie invasora que ameaça colmeias e plantações de fruta, pondo também em risco a saúde pública.

A O MINHO, o autarca de Quintiães e Aguiar, António Pereira, explica que surgiu agora uma nova forma de erradicar vespeiros localizados a “elevada altura”. O novo método é uma espécie de geringonça – um drone com um sistema de injeção de líquido através de uma cana motorizada.

António Pereira conta que esta ideia surgiu por necessidade, mas que nem sempre tem corrido bem. “Este já é o segundo drone que utilizámos. O primeiro despenhou-se e ficou totalmente inoperacional. Este segundo também já sofreu uma queda mas encontra-se apto para o serviço”, assegura.

Na parte traseira do drone, segue um frasco de 50 mililitros com atrativo e um gel que mata os insectos. “Tem um motor e um tubo por dentro de uma cana que é acionado através de um comando remoto. Quando acionamos, o líquido é injetado na cana e sai através de quatro pequenos furos, preferencialmente já dentro do ninho, depois de espetada a vara”, explica.

Antes do drone, o trio ‘implacável’ atava uma série de fios e cordas a ganos que se encontravam muito alto para os puxar com recurso a um jipe. “Mas era muito trabalhoso e resultava em picadas”, afiança o autarca.

António confessa que ainda só realizaram testes com água, mas que os mesmos foram bem sucedidos. “Vamos esperar que haja alguma necessidade para voltar a recorrer à geringonça, porque não vamos arriscar a ‘vida’ do drone num ninho que dê para eliminar de outra forma”, assegura o autarca.

Monte de S. Gonçalo infestado de vespas

Um dos locais críticos daquela união de freguesias é o Monte de S. Gonçalo, mais precisamente a encosta virada a nascente. “Há mais abelhas por essa zona e pode ser por isso que temos encontrado muitos ninhos por lá”, diz António, assegurando que, só nesse espaço, foram detetados quase 80% dos ninhos eliminados na união de freguesias.

António Pereira mostra-se crítico perante o Estado por “se esquecer” do combate à vespa asiática. “Há quem se zangue comigo, mas cada ninho que eliminámos, coloco no Facebook para toda a gente saber o ponto de situação”, diz, lamentando que os responsáveis políticos não mostrem um maior interesse neste tipo de ações.

“Não percebem a importância da abelha e que a devemos proteger. Eu sou franco, até se torna divertido eliminar ninhos, por vezes corre mal, somos picados, andamos com escada no meio das silvas, ao domingo de manhã, e muitas vezes em vez de estar com a família ou com os amigos, mas alguém tem de o fazer”, salienta.

António diz já ter sido insultado na junta por causa deste tipo de ações. “Andámos aqui os três sozinhos no meio do mato mas não desistimos facilmente, vamos dando luta, contra todos os poderes e pessoas que se chateiam connosco”, finaliza.

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Mobile: Conheça as certezas tecnológicas para o futuro das empresas

Tecnologia

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Foto: O MINHO / Arquivo

Está longe de ser um fenómeno recente, mas os smartphones deixaram de ser meros acessórios para se tornarem uma ferramenta imprescindível do quotidiano das pessoas, tanto a nível pessoal como profissional. Segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), 96,8% dos portugueses possuem um telemóvel inteligente e estima-se que 75% da população aceda à internet através do telemóvel.

O mercado mobile tem apresentado um crescimento gigante de ano para ano e a competitividade no setor é hoje bastante feroz. Cientes de que as pessoas passam uma boa parte do seu tempo nos seus smartphones, as organizações sabem que este é o canal de eleição para criar e manter uma relação de proximidade com os seus consumidores.

O lado mais visível desta ascensão do mobile está na gamificação. Grosso modo, as aplicações de marca apresentam uma linguagem reminiscente dos jogos, onde os clientes acumulam pontos, desbloqueiam bónus, competem com os amigos e atingem conquistas. Esta é uma linguagem acessível a todos, o que torna mais fácil a conversão para versões mobile de jogos tradicionalmente associados ao offline.

Os jogos de tabuleiro disponíveis na Board Game Arena são um caso exemplificativo desta passagem para o online, já que a plataforma virtual oferece mais de 250 jogos de tabuleiro de forma gratuita e jogáveis em computador, tablet ou smartphone. Este é também o caso do blackjack, do poker ou da roleta, que hoje possuem versões mobile em plataformas online como as listadas em Casinos.pt, classificadas como ambientes virtuais seguros e de qualidade. Estes jogos têm o atrativo de garantir uma experiência bastante fiel à das versões tradicionais e de estarem disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar, desde que se tenha um smartphone à mão.

De resto, esta comodidade leva a que o segmento de jogos mobile seja neste momento a joia da coroa do mercado de jogos, já a ultrapassar as consolas e os jogos de PC, e a garantir 56% da faturação desta indústria com mais de 100 biliões de dólares gerados em 2020. Jogos como Clash of Clans, Candy Crush ou Pokémon GO assumem-se como clássicos do género e são exemplos perfeitos desta adequação entre o gaming e o mobile.

Para além da gamificação, o mobile também tem raízes importantes na área do e-commerce. A partir do momento em que mais de 90% dos acessos à rede são efetuados com dispositivos móveis, como smartphones ou tablets, as empresas passam a privilegiar o mobile como canal principal de vendas. A comodidade destes canais faz com que as aplicações de e-commerce, como as da Wish, do Alibaba ou da DHgate, sejam neste momento veículos de eleição para transações entre clientes e comerciantes de todo o mundo. A compra fica mais simples e pode ser feita em poucos minutos, compara preços, analisa comentários e, por vezes, contactando os próprios vendedores para obter mais informações.

Os pagamentos móveis são outro elemento fundamental para que as vendas sejam consumadas cada vez mais vezes em dispositivos mobile. Métodos de pagamento como o MB Way ou o Revolut fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas e possibilitam que se pague uma compra em segundos.

Todas estas tendências para o futuro têm de passar pelas academias, para que os profissionais do futuro percebam o potencial do mobile e consigam tirar o máximo proveito destas tecnologias. Desenvolver uma aplicação é cada vez mais fácil e as iniciativas ligadas às aplicações móveis são hoje vistas como boa prática no Ensino Superior, o que garante um incentivo para que os estudantes adquiram competências a nível da programação mobile, do marketing mobile, do design para dispositivos móveis, ou do UX e UI.

A existência de um maior número de cursos vocacionados para os canais mobile também é um garante desta adequação entre o mundo académico e o mercado de trabalho. De resto, a velocidade a que o mobile tem crescido nos últimos 10 anos deixa a garantia de que estas ferramentas tecnológicas não esperarão pelos profissionais menos atualizados. Na era dos smartphones, o conhecimento sobre o mobile deixou de ser uma competência adicional para se tornar um fator eliminatório.

Todos estes aspetos desaguam nas relações das pessoas com as máquinas, já que o atendimento ao cliente também se realiza cada vez mais por canais mobile, tanto no pré como no pós-compra. Este departamento das empresas goza também de uma crescente automatização, graças aos chatbots, que permitem fazer uma triagem muito eficiente e, assim, reduzir o tempo de resposta e as despesas associadas ao contacto com o cliente. Haverá sempre casos em que a interação com um humano será necessária para solucionar problemas mais complexos, mas os robots de atendimento já são capazes de resolver 80% das dúvidas graças ao recurso a machine learning.

Com a evolução tecnológica esperada para os anos vindouros, espera-se que esta percentagem suba ainda mais, liberte os profissionais do atendimento ao cliente para outras tarefas mais personalizadas, criativas e que requerem a empatia que só um ser humano consegue providenciar. Aliás, o sucesso do mobile estará muito dependente desta relação entre a eficiência da máquina e a empatia dos humanos.

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Há 500 anos, Fernão Magalhães dava mais mundo ao mundo

Efeméride

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Placa em Sabrosa. Foto: Divulgação

No dia 21 de outubro assinalou-se os 500 anos da descoberta do Estreito de Magalhães, feito realizado no âmbito daquela que seria a primeira viagem de Circum-Navegação, uma expedição planeada e comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães e concluída pelo espanhol Juan Sebastián Elcano.

Para assinalar a data em Portugal, foram organizadas pela Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação (EMCFM) comandada pelo navegador natural do Norte de Portugal, em parceria com diversas entidades locais e nacionais, uma série de iniciativas que pretenderam aludir, como marco da expedição, à sua importância no domínio simbólico, histórico-cultural e científico.

Celebrações

Com especial enfoque no dia 21 de outubro, as diferentes iniciativas decorreram entre os dias 20 e 24 de outubro, de norte a sul do país, nas cidades de Lisboa, Leiria, Lagos, Sabrosa, S. Martinho de Anta e Vila Nova de Gaia.

No dia 20, através de uma emissão ao vivo a partir do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, decorreu uma ação multimédia dedicada ao público Infantojuvenil que incluiu, entre outros, atelieres pedagógicos e a apresentação de publicações, jogos didáticos e webisódios relacionados com a viagem comandada por Magalhães.

Praça Chile, em Lisboa. Foto: Divulgação

No dia oficial da celebração, 21 de outubro, na parte da manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros organizou, por videoconferência, a partir do Palácio das Necessidades, a 3ª reunião da Comissão Nacional das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação. Ao início da tarde, decorreu ainda uma cerimónia pública limitada, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa com a Sociedade Historia da Independência de Portugal, de colocação de uma placa comemorativa da celebração dos 500 anos da Circum-Navegação junto à estátua de Fernão de Magalhães colocada na praça do Chile, em Lisboa.

Na parte da tarde do dia 21 de outubro, no Auditório Mariano Gago do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, com transmissão ao vivo, via internet, a data foi assinalada através de diferentes dimensões em torno da descoberta do Estreito, associando a Rede de Cidades Magalhânicas, a Global Exploration Summit com a curadoria do The Explorers Club’s e a apresentação dos projetos vencedores do Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito das Comemorações do V Centenário da Viagem de Circum-Navegação.

No âmbito ainda das iniciativas ocorridas a 21 de outubro, assinalou-se também a apresentação do “Céu de Magalhães”, decorrida no Planetário de Lisboa, e o concerto da Big Band da Armada realizado na cidade de Leiria.

Concerto em Leiria. Foto: Divulgação

No dia 22 de outubro, a celebração da descoberta do Estreito prosseguiu na zona sul do país, no Centro Cultural de Lagos, com uma ação promovida pelo Centro Ciência Viva daquela cidade, a apresentação das edições especiais filatélicas (CTT – Correios de Portugal) e numismáticas (Imprensa Nacional Casa da Moeda) comemorativas do V centenário da Circum-Navegação de Magalhães/Elcano, e uma conferência sobre Fernão de Magalhães e a expedição por ele liderada.

A zona norte do país encerrou a semana dedicada à celebração dos 500 anos da descoberta do Estreito, com a inauguração oficial da exposição permanente “Os Locais e Culturas da Viagem de Fernão de Magalhães” em Sabrosa e com passagem pelo Espaço Miguel Torga, em S. Martinho de Anta, para a apresentação do livro “Marinheiros da Esperança”, uma publicação ilustrada desenvolvida por crianças e jovens internados nas alas pediátricas de hospitais de Portugal, Espanha, Itália, Argentina e Brasil.

O convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, acolheu a última iniciativa desta semana com uma palestra sobre “Fernão de Magalhães e o seu legado” e um concerto de Luisa Amaro com o tema “Mar Magalhães”.

Viaje na história em www.magalhaes500.pt.

Descoberta do estreito

Situado no Chile, na região que tem como nome Magallanes, a descoberta do estreito, e comprovação da ligação entre o oceano Atlântico e o oceano que Fernão de Magalhães batizaria de Pacifico, permitiu acrescentar aproximadamente 50% ao mundo até então conhecido, confirmou a condição esférica do nosso planeta e ofereceu à humanidade um até então desconhecido “Planeta Oceano”.

A importância da descoberta do Estreito assentaria na nova realidade de como se passou a pensar o mundo nos seus diferentes domínios, nomeadamente, o comercial, o cultural e, sobretudo, o geopolítico. Nascia com esta descoberta o conceito de rota global que rege a navegação contemporânea.

Ação com Ciência Viva, em Lagos. Foto: Divulgação

Esta nova realidade traria a renovação do imaginário coletivo existente à altura, imposto desde a antiguidade e a idade média, sobre a finitude do planeta, a sua conceção de habitabilidade e a sua dimensão global.

O estreito tem aproximadamente 570 Km (310 milhas náuticas) de comprimento e 2 Km (1,1 milhas náuticas) de largura no seu ponto mais estreito. O seu principal porto situa-se em Punta Arenas, capital da província chilena de Magalhães e Antártida.

É considerado um dos percursos mais difíceis de navegar do mundo devido à estreiteza da passagem natural e às imprevisíveis correntes de maré e ventos que experimentam ao longo do percurso. Esta sinuosidade e a sua forma labiríntica explicam, em parte, os 38 dias que Fernão de Magalhães necessitou para completar a travessia.

Exposição em Sabrosa. Foto: Divulgação

Todavia, apesar da dificuldade em navegar pelo estreito, este oferece uma via navegável interior mais protegida, sendo uma rota preferida usada pelos navios em detrimento da famosa Passagem de Drake, que separa o Cabo Horn das Ilhas Shetland do Sul da Antártica.

Antes da abertura do Canal do Panamá, em 1914, o Estreito de Magalhães era a mais importante rota para os navios que navegavam entre os oceanos. Todavia, atualmente estima-se que cerca de 1.500 navios ainda passem pelo Estreito todos os anos o que concorre para a sua relevância marítima e contributo para a economia regional.

Com uma paisagem que convoca à exploração de uma natureza singular, ladeada por montanhas e glaciares, e servindo como porta de entrada à Antártida e ao Pacifico, o estreito e a sua a travessia, são ainda um dos principais destinos turísticos da atualidade.

Também na realidade atual, no âmbito das emergentes preocupações ambientais, ainda é visível o legado deixado por esta descoberta de Magalhães. 

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