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Região

Pandemia destruiu mais de oito mil empregos no Minho

Dados do IEFP

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Foto: Ilustrativa / DR

Os distritos de Braga e Viana do Castelo somavam em fevereiro, antes de o país sentir os efeitos da pandemia de covid-19, 30.160 desempregados registados no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Em setembro, e apesar de alguma melhoria em relação a agosto, são 38.367. Ou seja, durante a pandemia, perderam-se 8.207 empregos no Minho, um crescimento do desemprego de 27%.


De acordo com os dados mais recentes do IEFP, relativos ao mês de setembro, o distrito de Braga tem 31.887 desempregados, quando em fevereiro eram 25.808. Portanto, nos meses de pandemia mais 6.079 pessoas ficaram desempregadas, o que representa um crescimento de 21%.

No entanto, o mês de setembro deu sinais de recuperação, tendo registado um decréscimo de 671 desempregados em relação a agosto (32.558). Quase todos os concelhos, entre agosto e setembro, viram os números do desemprego diminuir, à exceção de Guimarães (mais 159 desempregados num total de 7.337) e Fafe (mais 46 num total de 2.301).

Alto Minho particularmente fustigado

No Alto Minho, em setembro, estavam registadas no IEFP 6.480 pessoas, mais 2.128 do que antes da pandemia (4.352). Em termos percentuais, a pandemia fez disparar o desemprego em 49% no distrito de Viana do Castelo.

Na capital de distrito o aumento foi de 51%, mas a maior subida em termos percentuais foi registada em Ponte de Lima – 84%. Também Cerveira (57%) e Paredes de Coura (66%) tem elevadas taxas de crescimento do desemprego entre fevereiro e setembro deste ano.

Porém, também o Alto Minho regista em setembro uma melhoria em relação a agosto (menos 195 desempregados).

Número de inscritos no IEFP em setembro de 2020

Distrito de Braga

Braga – 7.490 (mais 1.470 em relação a fevereiro)
Barcelos – 2.814 (mais 481 em relação a fevereiro)
Guimarães – 7337 (mais 1.567 em relação a fevereiro)
Famalicão – 4.847 (mais 1.337 em relação a fevereiro)
Vila Verde – 1.362 (mais 241 em relação a fevereiro)
Amares – 617 (mais 111 em relação a fevereiro)
Póvoa de Lanhoso – 838 (mais 35 em relação a fevereiro)
Esposende – 770 (mais 131 em relação a fevereiro)
Vizela – 1.113 (mais 316 em relação a fevereiro)
Celorico de Basto – 823 (mais 171 em relação a fevereiro)
Cabeceiras de Basto – 711 (menos 12 em relação a fevereiro)
Vieira do Minho – 621 (menos 60 em relação a fevereiro)
Terras de Bouro – 243 (menos 98 em relação a fevereiro)
Fafe – 2.301 (mais 389 em relação a fevereiro)

Distrito de Viana do Castelo

Viana do Castelo – 2.460 (mais 837 em relação a fevereiro)
Caminha – 446 (mais 142 em relação a fevereiro)
Monção – 431 (mais 111 em relação a fevereiro)
Ponte da Barca – 286 (mais 54 em relação a fevereiro)
Arcos de Valdevez – 565 (mais 112 em relação a fevereiro)
Melgaço – 133 (mais 9 em relação a fevereiro)
Paredes de Coura – 300 (mais 120 em relação a fevereiro)
Ponte de Lima – 1.017 (mais 464 em relação a fevereiro)
Valença – 561 (mais 176 em relação a fevereiro)
Cerveira – 281 (mais 103 em relação a fevereiro)

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Viana do Castelo

Centenário do maestro José Pedro assinalado no Sá de Miranda, em Viana

Cultura

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O Teatro Municipal Sá de Miranda foi hoje palco das comemorações do centenário do nascimento do Maestro José Pedro e do 45º aniversário da Escola de Música. Para assinalar a efeméride, a Câmara Municipal de Viana do Castelo lançou o livro “Maestro José Pedro – Vida e Obra”, da autoria de Fernando Baganha.

Esta homenagem a José Pedro Martins Coelho teve como objetivo destacar o trabalho do músico, professor, maestro e ensaiador que nasceu na Rua da Bandeira, em Viana do Castelo, a 18 de julho de 1920. Aos oito anos já tocava flautim na Banda de Música do Orfanato e Oficinas de S. José de Viana do Castelo, onde aprendeu música. Com 17 anos foi indicado para dirigir pela primeira vez aquela Banda, num concurso que decorreu em Lisboa em maio de 1938, em que tomaram parte todas as Bandas dos Colégios do País, tendo ficado em primeiro lugar.

Pelos anos de 1940, foi convidado a colaborar como executante em quase todas as Bandas de Música do Alto Minho, bem como em várias Orquestras Ligeiras e Sacras de Viana do Castelo. Com 29 anos de idade, José Pedro assumiu a direção artística da Banda de Música do Orfanato e Oficinas de S. José, cargo que executou durante seis anos, levando a que esta filarmónica atingisse elevado nível artístico.

Durante cerca de cinco anos, entre 1950 e 1955, foi professor de Canto Coral na Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, onde além das aulas ministradas organizou, com a colaboração de outros professores e alunos, um Orfeão misto composto por mais de cem vozes, tendo efetuado diversos espetáculos.

Mas é o ano de 1975 que marca decisivamente a vida artística do Maestro José Pedro pois, por incumbência da então Comissão Administrativa da Câmara Municipal, fundou a Escola de Música de Viana do Castelo com o fim de formar músicos para a Banda de Música da cidade.

Em 1981, já a Escola de Música se dominava oficialmente Centro de Cultura Juvenil, quando o Maestro José Pedro, com o apoio da direção e da Câmara Municipal,, consegue finalmente realizar o seu sonho, que era formar a Banda de Música de Viana do Castelo, constituída por alunos do Centro de Cultura Juvenil e alguns componentes da Banda de Música de Lanhelas, de que foi regente entre os anos de 1974 a 1989.

Compôs várias músicas para Orquestras, Folclore e Bandas. As suas marchas e rapsódias de motivos populares são tocadas pelas filarmónicas do país. Faleceu a 10 de outubro de 2000, mas, ainda hoje, o Maestro José Pedro é recordado como referência central e incontornável da história da escola de música.

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Aqui Perto

Sapataria à face da estrada Famalicão-Póvoa de Varzim assaltada pela 3.ª vez em 14 meses

Assalto

em

Foto: Facebook / Joniluna

A sapataria Joniluna, situada à face da Estrada Nacional 206, em Balasar, concelho da Póvoa de Varzim, foi assaltada pela terceira vez em pouco mais de um ano.

Nas redes sociais, o proprietário deu conta de um novo assalto naquela loja que vende artigos de diversas marcas mas com especial enfoque na marca Cavalinho.

Em declarações ao Jornal de Notícias, a proprietária conta que roubaram malas, carteiras e porta-moedas da marca Cavalinho, para além de terem partido a montra, a grade e a caixilharia, num prejuízo a rondar os milhares de euros.

Cristina Silva conta que eram três assaltantes, de máscara e com capuzes e luvas. Terão utilizado um dos ferros dos andaimes que se encontravam no local para forçar a entrada na loja, situada na Praceta do Cubo.

Diz ainda que “num minuto e pouco” roubaram tudo o que conseguiram, cerca da 01:51.

O alarme tocou e o assalto foi captado pelas câmaras de videovigilância.

Refere a proprietária que o carro era roubado e circulava no dia anterior na zona centro do país.

Este é o terceiro assalto que a loja sofre em pouco mais de um ano. Em setembro de 2019, partiram a montra e levaram dez mil euros em artigos. A 28 de junho, novo assalto com mais dez mil euros de prejuízo. Desta vez, e apesar de ter investido em mais grades, alarme, câmaras e sensores, voltou a ser assaltada.

A GNR investiga.

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Braga

3,5 milhões para requalificar interior do túnel da Av. da Liberdade, em Braga

Obras públicas

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Foto: CM Braga / Facebook

É uma requalificação total do interior do túnel que vai ser alvo, em 2021, de uma grande intervenção de requalificação, um investimento de 3,5 milhões de euros.

O vereador João Rodrigues revelou, hoje, a O MINHO que a empreitada engloba a criação de novas condições de segurança, a repavimentação total das vias, o reforço na sinalização horizontal e vertical e a implementação de um novo sistema de iluminação.

“O investimento em novos mecanismos e planos de segurança é uma das grandes vertentes da intervenção, atingindo os dois milhões de euros. Trata-se de adequar as condições do túnel à regulamentação obrigatória em vigor, uma vez que tem mais de um quilómetro de extensão e atravessa o centro da cidade nele circulando milhares de veículos por dia”, esclarece.

O autarca salienta que existirá igualmente um reforço no investimento tecnológico, que passará pela implementação dos mecanismos mais atuais e emergentes, concretizando uma efetiva modernização da infraestrutura.

Para isso, será instalada uma rede de comunicações de suporte a toda a operação do túnel, com o controlo e supervisão dos sistemas e equipamentos, sistema de CCTV (circuito de televisão) e controlo de tráfego, sinalização de alarme e contactos de emergência, bem como a instalação de um centro de comando e controlo no edifício da Proteção Civil.

Aposta na segurança

Em abril, o Município havia anunciado que o projeto – coordenado pelas Obras Municipais – , custaria um milhão de euros, mas – explica João Rodrigues – o custo subiu devido à necessidade de uma aposta forte na segurança: “sem contar com a construção da estrutura, vai ser como que um túnel novo”, disse.

E acrescenta: “Depois de várias vistorias dos serviços e de várias empresas, nacionais e internacionais, especializadas, foram identificadas várias patologias e ficou demonstrada a possibilidade de se atualizar os sistemas de segurança, iluminação, revestimento e pavimento”

O concurso público internacional será lançado em dezembro, prevendo-se que a obra arranque até ao fim de março e esteja pronta em julho. No começo, o trânsito fica apenas com uma faixa de rodagem, fechando totalmente no final.

A obra devolve aos utilizadores condições de segurança e níveis de conforto, garante a manutenção do túnel a longo prazo, e prolonga a vida dos sistemas em exploração, através de planos de manutenção preventiva.

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