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PAN quer mais apoios comunitários para agricultura tradicional

Eleições Europeias

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Foto: DR

O cabeça de lista do PAN às europeias visitou hoje o mercado de agricultura tradicional de Alvor, em Portimão, para apresentar as medidas de política europeia que defendam e apoiem os pequenos produtores de agricultura familiar.

“Os agricultores estão muito desiludidos com os partidos tradicionais, que durante várias décadas dizem defender esta agricultura familiar, mas que não o fazem. Daí querermos debatermo-nos na Europa por medidas mais concretas de apoio a estes pequenos agricultores”, disse aos jornalistas Francisco Guerreiro, candidato do PAN – partido Pessoas-Animais-Natureza.

O cabeça de lista do PAN às eleições europeias e André Silva, porta-voz do partido e deputado, percorreram as cerca de duas dezenas de postos de venda de produtos agrícolas biológicos instaladas na zona ribeirinha de Alvor, onde distribuíram documentos e apresentaram algumas das medidas europeias defendidas pelo partido.

O candidato explicou que o objetivo da visita ao mercado que se realiza todos os domingos na zona ribeirinha de Alvor, “tem ver a com a sua importância a nível de agricultura familiar e mostrar que o partido tem propostas concretas para apresentar à Europa”.

“Queremos garantir que estes pequenos produtores, que beneficiam toda uma economia local, conseguem ter apoios comunitários para conseguir ter resiliência na sua atividade diária”, sublinhou.

Segundo o candidato, a escolha de Alvor, no concelho de Portimão, no distrito de Faro, para a ação de campanha, pesou também por ser uma vila piscatória, “atividade económica que tem problemas que necessitam de resolução, nomeadamente ao nível da sobrepesca”.

Francisco Guerreiro considera que “existe a incapacidade dos Estamos membros em chegarem a um acordo para terminarem com o problema da sobrepesca no espaço europeu”, para o qual defende uma “resposta mais clara e concisa dos riscos do aumento de sobrepesca”.

“Temos de ser audazes e perspicazes e falar diretamente com a comunidade piscatória e alertar para os perigos de ficarmos sem ‘stocks’ piscícolas. É importante que eles percebam que fazem parte da solução”, destacou o candidato do PAN, defendendo mais apoio para os pescadores para que estes “consigam realmente viver no dia a dia sem ter de pescar”.

O candidato aproveitou também a deslocação à vila de Alvor para falar de política ambiental, “mais concretamente de uma medida apresentada pelo partido, que é a possibilidade de recolha de resíduos plásticos do mar pelos pescadores”.

“Queremos que haja apoio à comunidade piscatória para retirar artes de pesca e resíduos plásticos do mar e que os consigam encaminhar para um sistema de resíduos. Temos que trazer os pescadores para esta temática da poluição marítima e fazer com estes resíduos consigam vir para terra e incorporem na economia circular, porque há uma poluição muito generalizada nos oceanos”, concluiu.

Por seu turno, André Silva, o deputado do PAN que acompanhou o cabeça de lista do partido às europeias, disse que as expectativas quanto a um resultado eleitoral “são boas, devido ao maior conhecimento do partido e ao reconhecimento do trabalho que tem sido feito”.

“Temos sentido ao longo dos últimos dias, um maior reconhecimento do trabalho e também o facto de serem cada vez mais as pessoas que pensam como nós e que aderem às ideias que temos para passar, nomeadamente de um partido com sensibilidade ambiental na Europa ”, destacou.

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Apesar da greve, voos da Ryanair continuam a decorrer

Greve de tripulantes

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Foto: DR / Arquivo

A Ryanair informou que todos os voos que tiveram Portugal como origem ou destino decorreram este domingo de manhã como planeado, com 96% de pontualidade, apesar da greve dos tripulantes da companhia de aviação ‘low cost’, que hoje termina.

Numa nota publicada no seu sítio na Internet, a companhia de aviação salienta que hoje, até às 10:00, todos os voos iniciais com destino ou que partiram de Portugal saíram “como planeado e com 96% de pontualidade (devido a alguns atrasos no controlo de tráfego aéreo)”.

“Não esperamos quaisquer problemas nos voos para/desde Portugal no resto do dia”, acrescentou a Ryanair.

A Ryanair salienta ainda que no sábado, quarto dia de greve, a empresa “completou” os 198 voos programados para ou desde Portugal, dos quais 90% cumpriram o horário, tendo transportado 36.000 passageiros.

A empresa opera em Portugal em Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada.

A greve dos tripulantes, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), teve início na passada quarta-feira e termina hoje.

A paralisação conta com serviços mínimos decretados pelo Governo, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Na base desta greve está, segundo o SNPVAC, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.

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António Costa “está com medo de que os votos da esquerda fujam para o BE”

Rui Rio sobre António Costa

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Foto: DR

O líder do PSD, Rui Rio, disse este sábado que as críticas de António Costa ao Bloco de Esquerda refletem “ingratidão” e o “medo” que o Partido Socialista tem em “perder” votos para os bloquistas nas eleições legislativas.

“O que eu pessoalmente não acho bonito – e isso eu não faço – é, por exemplo, o que está a fazer o Partido Socialista, que andou com o Bloco de Esquerda de braço dado durante quatro anos […] e agora que precisa está com medo de que os votos da esquerda fujam para o BE”, disse Rui Rio.

O líder socialista, António Costa, sugeriu hoje, em entrevista ao semanário Expresso, que o BE “vive na angústia de ter de ser notícia”, enquanto o outro parceiro da ‘geringonça’, o PCP, tem outra “maturidade institucional”.

“Não quero ser injusto, mas são partidos de natureza muito diferente. O PCP tem uma maturidade institucional muito grande. Já fez parte dos governos provisórios, já governou grandes câmaras, tem uma forte presença no mundo autárquico e sindical, não vive na angústia de ter de ser notícia todos os dias ao meio-dia… Isto permite uma estabilidade na sua ação política que lhe dá coerência, sustentabilidade, previsibilidade, e, portanto, é muito fácil trabalhar com ele”, disse.

Já sobre os bloquistas, o também primeiro-ministro referiu que, “hoje, a política tem não só novos movimentos inorgânicos do ponto de vista sindical, como também novas realidades partidárias que se expressam”.

“Há um amigo meu que compara o PCP ao Bloco de uma forma muito engraçada: é que o PCP é um verdadeiro partido de massas, o Bloco é um partido de mass media. E isto torna os estilos de atuação diferentes. Não me compete a mim dizer qual é melhor ou pior, não voto nem num nem no outro”, disse.

Em declarações aos jornalistas, durante a 40.ª edição da AGRIVAL – Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Rui Rio afirmou que as críticas de António Costa ao Bloco de Esquerda são uma “tática política”.

“Nós não devemos andar na política à espera de gratidão, efetivamente não, mas a ingratidão não é uma coisa bonita. Aquilo que eu noto e leio naquela entrevista é efetivamente uma relação com quem o apoiou que mostra uma forma de estar”, referiu o líder do PSD, adiantando que este é “um divórcio violento”.

Apesar de o social-democrata considerar que as críticas de António Costa refletem o “medo” em perder votos à esquerda, acredita que o único partido de alternativa ao atual Governo é o PSD.

“Só dois partidos é que podem ter aspirações a ganhar as eleições, os outros aspiram naturalmente a ter o melhor resultado possível. Agora, alternativa ao atual Governo do Partido Socialista só há o PSD, isso não há por onde fugir […]. É assim há muitos anos e é assim que vai continuar a ser”, referiu.

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Rio diz que comentário de António Costa ao programa eleitoral do PSD não é adequado

Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou este sábado que o comentário de António Costa ao programa eleitoral do Partido Social-Democrata (PSD) “não é adequado”, salientando que não é uma “marca” do seu partido “prometer tudo a todos”.

“Ele [António Costa] não disse que o PSD tem um mau programa eleitoral, disse que no programa eleitoral do PSD se prometia tudo a todos, que é exatamente aquilo que eu não faço. Mas depois também confessou que não leu o programa, portanto é normal que quem não leu o programa possa fazer um comentário que não é adequado ao programa”, disse Rui Rio.

O social-democrata falava na sequência das declarações do secretário-geral do PS, António Costa, em entrevista ao semanário Expresso.

Na entrevista, António Costa classificou o programa eleitoral do PSD de Rui Rio como um “mau exemplo” que promete “tudo a todos”.

“Pareceu-me um mau exemplo do que deve ser um programa de um partido que pretende ser Governo. Para isso, não pode prometer tudo a todos”, disse António Costa, embora confessando não ter lido ainda o documento “de fio a pavio”.

Em declarações aos jornalistas, durante a 40.ª edição da AGRIVAL – Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Rio salientou que o programa eleitoral do partido apenas “promete as contas todas”, nomeadamente “um cenário macroeconómico estável”.

“Temos um cenário macroeconómico estável que ele [António Costa] refere na entrevista que também o fez há quatro anos, só que nada daquilo que ele disse se verificou, erram completamente o cenário macroeconómico. O nosso naturalmente está feito com outra prudência para não prometer tudo a todos, porque prometer tudo a todos é o que todos fazem e eu isso não faço”, concluiu.

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