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PAN defende “segundas sem carne” nas escolas

Legislativas 2025
Pan defende “segundas sem carne” nas escolas
Foto: Lusa

A porta-voz do PAN defendeu hoje a implementação da iniciativa “segundas-feiras sem carne” nas instituições públicas como estabelecimentos de ensino e o parlamento e apelou à criação de uma estratégia nacional de produção de leguminosas.

Em declarações aos jornalistas à entrada de uma conferência sobre os desafios jurídicos da alimentação vegetal, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, defendeu que o país deve implementar as “segundas-feiras sem carne” – um dia por semana onde fosse promovida uma refeição vegetariana em instituições públicas.

Sousa Real detalhou que esta proposta deveria ser promovida em estabelecimentos como universidades e escolas e órgãos de soberania como nos edifícios governamentais ou a Assembleia da República.

“A Assembleia da República e o próprio Governo se apostassem neste tipo de iniciativas ou de eventos com alimentação de origem vegetal, estaríamos a contribuir de forma muito significativa para a redução da pegada carbónica dos alimentos, mas também para a saúde humana”, acrescentou.

Em novembro do ano passado, depois de o PAN ter apresentado uma iniciativa no mesmo sentido na Assembleia da República, o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, desafiou Inês de Sousa Real a comer uma “francesinha de carne barrosã” para demonstrar “tolerância e moderação”, mostrando-se disponível para provar uma opção vegan. O convite foi recusado pela líder do PAN.

A porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza defendeu também a criação de uma estratégia nacional de produção de leguminosas num contexto, acrescentou, de “guerra na autonomia alimentar”, considerando que o país deve também retomar a produção de cereais e estar “alinhado com as metas de descarbonização”.

Sobre cenários pós-eleitorais, Sousa Real voltou a mostrar-se disponível para dialogar com o próximo Governo, seja de esquerda ou de direita, garantindo que o PAN “não se demite de trabalhar em prol das causas que representa” e dos seus eleitores e defendendo que “não vale a pena” limitar o diálogo a um lado do espetro político.

Durante a conferência na FLUL, a porta-voz do PAN, disse que se registaram casos recentes de violência contra animais em explorações pecuárias portuguesas, como a Lusiaves, e defendeu a criação de fundos destinados às empresas que pretendem fazer uma transição para modos de produção mais sustentáveis.

A líder do PAN lamentou também ser a única deputada vegana no parlamento, garantindo que esse é dos seus incentivos na sensibilização dos deputados e na ação política que visa a proteção dos direitos dos animais e para a formas como são tratados nas explorações agrícolas.

Sousa Real considerou ainda que o mundo enfrenta uma crise climática sem precedentes e que é necessário, para a combater, “mudar a forma como nos alimentamos e como olhamos para os recursos do planeta” e lembrar o impacto “devastador para a saúde humana” das mudanças que a Terra enfrenta.

 
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