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Barcelos

PAN critica degradação de escola em Barcelos e reclama obras urgentes

“Pessoas, Animais, Natureza” aponta comportamento “desumano e irresponsável” do ministério da Educação e da Saúde

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN) acusou, esta terça-feira, a Câmara de Barcelos e os ministérios da Educação e da Saúde de comportamento “desumano e irresponsável” pela sua “inoperância” face à degradação da escola de Pousa, em Barcelos.

Num requerimento apresentado na Assembleia da República, o PAN denuncia ainda o “total desrespeito” e a “total indiferença” daqueles três organismos pelo bem-estar, saúde e educação das crianças que frequentam o jardim-de-infância e a escola do 1.º ciclo daquela freguesia.

“A escola encontra-se deixada ao abandono”, refere o PAN, aludindo a 15 anos de promessas não cumpridas e ao “panorama inaceitável” das instalações.

Aponta, designadamente, a humidade “que se sente a cada respiração”, o frio que obriga as crianças a levar mantas para a escola, a chuva, as coberturas degradadas em amianto e as casas de banho “completamente desadequadas”.

O PAN diz ainda que os aquecedores e os quadros interativos “só funcionam de vez em quando”, porque a potência elétrica é fraca, e que as salamandras não podem ser usadas face ao risco de inalação de fumos.

Sublinha igualmente a existência de uma fossa sética, “contrariando todas as regras de saúde pública e segurança”.

Lembra que os edifícios têm mais de 40 anos e nunca sofreram uma intervenção de fundo.

Para o PAN, têm sido anos “de angústia” para os pais e de “elevados custos” para a saúde e bem-estar de toda a comunidade escolar.

Por isso, o partido quer o que o Ministério da Educação diga se diligenciou alguma medida para resolver os problemas da escola e que compromisso vai assumir em relação à remoção do amianto.

“A situação exige resposta e intervenção urgentes”, avisa o PAN.

Há dias, os pais fecharam a cadeado os portões da escola num protesto contra a “completa” falta de condições das instalações e o sucessivo adiamento das obras prometidas.

Um dia antes do protesto, e segundo o presidente da Associação de Pais, Cristiano Coelho, o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes (PS), foi a Pousa garantir que as obras serão realizadas ainda no decorrer do atual mandato, que termina em 2021.

À Lusa, a Câmara de Barcelos disse que as obras na escola avançarão “logo que exista disponibilidade financeira por parte do município”.

Disse ainda que o projeto para a empreitada de requalificação “está pronto” e tem um valor base de 967 mil euros, acrescido de IVA.

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