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Braga

Pai e filho acusados de falsificar notas de 500 e moedas de dois euros

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O prédio em Lamaçães em cujas águas-furtadas a PJ apreendeu o material suspeito

Quatro homens, dois dos quais pai e filho, são acusados de tentar falsificar notas de 500 e moedas de dois euros, tendo sido apreendidos materiais apropriados para contrafação de dinheiro, em vários locais, incluindo a casa da namorada do mais novo, em Braga.

A operação da Polícia Judiciária do Norte decorreu no momento em que os suspeitos se preparariam para fabricar as notas de 500 euros e as moedas de dois euros, no verão de 2016, com a apreensão de diverso material, em Lamaçães (Braga), Cervães (Vila Verde) e Gafanha da Encarnação (Ílhavo), pelo que serão agora julgados, no Tribunal de Braga.

Segundo o Ministério Público, os atos preparatórios para a falsificação de dinheiro terão começado em fevereiro de 2014, quando um artesão de Barcelos e um seu conterrâneo a viver agora em Vila Verde, contactaram dois homens residentes, em Braga, pai e filho, de 51 e 29 anos, que se encarregaram de obter maquinaria apropriada para fabricar notas de 500 euros e moedas de dois euros, usando como local de fabrico a casa da namorada deste último, em Lamaçães, Braga, onde decorreram as maiores apreensões de material.

Nas águas furtadas do apartamento da jovem, em Braga, a Polícia Judiciária confiscou o arsenal do seu namorado, um técnico de informática, de 29 anos, entre os quais uma tela já com elementos de notas de 500 euros, prontos a ser gravados em três dimensões, uma guilhotina, uma placa de acrílico e uma máquina gravadora, supostamente para as notas.

Em outra residência foram apreendidas moedas francesas de dois euros e desmanchadas, bem como apetrechos apropriados para a cunhagem de moedas falsas, que tal como com as notas de 500, só não teiam sido fabricadas devido à intervenção da Polícia Judiciária.

Segundo os investigadores da Polícia Judiciária, esses artefactos permitiriam fabricar as notas e as moedas “com razoável qualidade”, isto é, “introduzindo-as no mercado, o que seria suscetível de confundir com dinheiro autêntico”.

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