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Alto Minho

Pai de Quim Barreiros celebrou 101 anos e o Facebook (em força) deu-lhe os parabéns

Cantor é de Vila Praia de Âncora

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Foto: Facebook de Quim Barreiros

Joaquim Barreiros, de Vila Praia de Âncora, pai do irreverente cantor Quim Barreiros, soprou este sábado 101 velas.


Entre os vários amigos que assinalaram a data nas redes sociais, foi o filho quem partilhou a fotografia que, este sábado está a correr o Minho e Portugal.

A publicação do artista a desejar um feliz aniversário ao progenitor, em apenas duas horas, teve mais de 3 mil “gostos”. Nos comentários, foram mais de oitocentas pessoas que fizeram questão de deixar uma mensagem de parabéns ao exímio tocador de acordeão – o pai. E será sempre a subir.

“O grande Quim Barreiros é o pai, na verdade… 101 voltinhas ao sol completas hoje! Que admiração, que orgulho, que amor tão intenso tenho eu por este senhor. Parabéns paizão!”, lê-se na publicação.

Em 2019, o centenário de Joaquim Barreiros foi celebrado com uma “festa de arromba”.

Sexta-feira há festa de arromba em Vila Praia de Âncora. O pai de Quim Barreiros faz 100 anos

O autor de “A Cabritinha”, “Mestre da Culinária” e “A garagem da Vizinha”, verdadeiros hits da música nacional, é muito chegado ao pai e à sua terra natal, conforme ficou comprovado no programa “Som de Cristal”, da SIC, transmitido em agosto de 2015.

Quim Barreiros chega à Netflix

No último mês, tem estado bastante ativo na vida pública, depois de entrar num anúncio da Netflix, a promover a segunda temporada da série “Educação Sexual” e, no passado dia 13 de fevereiro, ter participado no programa das manhãs da estação televisiva SIC, apresentado por Cristina Ferreira.

O primeiro disco de Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros foi lançado em 1971 e, desde então, já atuou em quase todos os países onde existem comunidades de portugueses.

José Alberto Sardinha, musicólogo, disse a propósito de Quim Barreiros, que é “um fenómeno que merecia um grande estudo”, pois “herdou toda a tradição da música minhota (…) Só que ainda ninguém reparou nisso”.

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Viana do Castelo

Já é conhecido o cartaz da Romaria d’Agonia 2020

Autoria de Luís Carlos Araújo Lagadouro

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Foto: Luís Carlos Araújo Lagadouro

Teresa Viana, de Viana do Castelo, é este ano o rosto do cartaz da Romaria d’Agonia, um cartaz que se adequa para o momento “diferente” que as tradicionais festas vivem por serem celebradas “em casa”.

O cartaz conta com a fotografia da autoria de Luís Carlos Araújo Lagadouro, fotógrafo com ligações a Viana do Castelo.

Luís Nobre, vice-presidente da Câmara de Viana do Castelo, apresentou o cartaz vencedor, cercando-o do atual momento de pandemia covid-19 que força a que a célebre romaria seja celebrada de forma mais digital.

Cartaz da Romaria d’Agonia 2020. Foto: Luís Carlos Araújo

“Este é um cartaz que pretendeu pontuar o momento em que vivemos, não deixando de representar o que é o grande significado das nossas festas. Tem a presença do elemento da mulher, do traje domingar com a particularidade de ser composto com um lenço com mais de 100 anos, uma particularidade significativa com elementos de modernidade”, destacou o autarca.

“É também uma ação pedagógica e dá para perceber que os autores tiveram capacidade de transmitir a mensagem pedagógica para o momento que vivemos: devemos viver as festas ficando em casa”, sublinhou.

Luís Nobre destacou ainda a “coragem” da escolha do cartaz, não só por parte de quem o apresentou mas também do júri que o escolheu, por “representar o momento em que vivemos”.

Teresa Viana, rosto do cartaz, revelou que a fotografia surgiu já no período pós-quarentena, daí reforçar o período que atravessamos.

“Não estava a espera de ganhar, fiquei eufórica quando soube, e agora é viver e sentir a festa de forma diferente, e este ano será mesmo para sentir de um modo diferente, mas o que importa é que estaremos presentes”, disse Teresa.

Já o autor da fotografia, Luís Carlos, realçou o “orgulho” por vencer o concurso, especialmente por “ser um ano em que se vive uma época de grandes desafios”.

“O cartaz foi realizado no período de desconfinamento, recebi o convite da Ana e da Teresa para o fazer muito antes da quarentena, mas não houve oportunidade por isso ficamos em stand by, e até chegamos a pensar desistir da ideia, mas percebemos que a romaria se ia celebrar fora dos moldes tradicionais e decidimos participar, mais que nunca, e passar uma mensagem de esperança e sobretudo para que a romaria não morra, que se reinvente e que cresça”, disse o fotógrafo.

Nos critérios de avaliação, o júri, composto por nove elementos, premiou a “adequação, a eficácia da mensagem ao tema do concurso, a originalidade e criatividade, a qualidade técnica e estética”.

O vencedor recebe “um prémio de 500 euros e terá a sua criação espalhada pelo mundo para apresentar a maior romaria portuguesa”.

Desde 2010 que o cartaz oficial da Romaria d’Agonia é escolhido através de concurso.

A presidência da comissão de honra da Romaria d’Agonia é uma função que, por inerência, cabe ao presidente da Câmara de Viana do Castelo, mas que há mais de duas décadas é delegada em figuras que “contribuem para a promoção do concelho e das festas”.

(em atualização)

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Viana do Castelo

Trabalhadores da Auto Viação Cura, em Viana, exigem pagamento de salários

Empresa refuta acusações

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores da Auto Viação Cura, de Viana do Castelo, exigiram hoje o pagamento integral dos salários de março, maio e junho e estão dispostos a concentrarem-se à porta da empresa até receberem uma garantia da administração.

“A empresa pagou metade do salário de março. A partir de abril entrou em ‘lay-off’ e pagou a todos os trabalhadores. Em maio, continuou em ‘lay-off’ mas metade dos trabalhadores não receberam nem os 70% assegurados pela Segurança Social, nem o restante pago pela empresa. Sabemos que a empresa já recebeu a comparticipação da Segurança Social relativa ao mês de junho, mas ainda não pagou a nada a nenhum trabalhador”, explicou hoje à agência Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), José Manuel Silva.

O dirigente sindical avançou que “os trabalhadores vão reunir-se em plenário, na segunda-feira e que, na terça-feira, irão concentrar-se em frente aos escritórios da empresa para exigir uma garantia de pagamento dos ordenados”.

José Manuel Silva adiantou que “hoje foi enviado um ofício para à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a denunciar a situação”.

“Os trabalhadores estão dispostos a ficar em frente à empresa e não vão arredar pé até terem garantia de que vão receber os salários. Se a empresa alegar que não tem dinheiro, que é o costume, pelo menos que pague aos trabalhadores a parte que já recebeu da Segurança Social”, defendeu José Manuel Silva.

Segundo o coordenador do STRUN, “a empresa emprega cerca de 30 trabalhadores, sendo que apenas entre cinco a seis trabalhadores não estão em regime de ?lay-off’.

Contactado pela Lusa, o porta-voz daquela empresa de transporte público, Rui Matos, explicou que “os meses de março, abril e maio estão totalmente liquidados”.

Arresto “insólito” põe em risco continuidade de transportadora em Viana

O responsável admitiu “que o mês de junho está por liquidar, que a empresa já recebeu os 70% de comparticipação da Segurança Social, mas que tem um acordo com a comissão de trabalhadores para que os salários possam ser pagos até ao dia 15 do mês seguinte, o que faz ainda mais sentido nesta fase de pandemia de covid-19 que estamos a viver e ,em que não temos trabalho”.

Os salários não são só a comparticipação da Segurança Social. Não percebo tanto barulho, nem sabia deste plenário porque há um acordo com a comissão de trabalhadores que os salários podem ser pagos até ao dia 15 do mês a seguir. Hoje ainda é dia 10 e, de facto, o que está em atraso é o mês de junho”, especificou Rui Matos.

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Alto Minho

BE questiona Governo sobre impactos da construção de linha de alta tensão no Alto Minho

Polémica

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Foto: Ilustrativa / DR

O Bloco de Esquerda quer saber qual o impacto da construção da linha dupla de alta e muita alta tensão, que vai desde Fonte Fria, Galiza, e abrange cinco concelhos do Alto Minho, na população e na paisagem local.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, os deputados Maria Manuel Rola e Jorge Costa dizem “poder estar em causa impactes negativos causados pela linha elétrica na saúde das populações, na paisagem e no território”, desde Ponte de Lima até Melgaço.

O projeto está em consulta pública desde o dia 15 de junho até ao dia 24 de julho.

“O projeto de traçado desta linha dupla de alta e muito alta tensão de 400 quilovolt [kV] incide em áreas de valor incalculável e extremamente sensível, como o Parque Nacional Peneda-Gerês, áreas da Rede Natura 2000, Sítios de Importância Comunitária e monumentos nacionais de paisagem cultural”, sustentam os deputados do Bloco.

Os deputados do BE alertam que “as linhas que a Rede Elétrica Nacional (REN) quer implantar preveem o transporte de energia numa potência inaudita em Portugal, num traçado que até agora foi apresentado de forma pouco rigorosa (intencionalmente ou não) quanto à proximidade a locais povoados, sem que as várias Juntas de Freguesia tenham recebido o estudo de Impacte Ambiental e sem que as populações afetadas tenham sido devidamente informadas”.

Destacam que “a implantação da nova dupla linha de 51 quilómetros, totalizando 6.029 hectares, passa por seis concelhos, Vila Verde (Braga), Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Monção e Melgaço (Viana do Castelo), totalizando 55 freguesias”.

No requerimento frisam que “recentemente a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez aprovou, por unanimidade, três moções de rejeição ao projeto de linha de alta e muito alta tensão”, adiantando que “este projeto tem causado a indignação de autarcas e da população no Alto Minho e na Galiza”.

Os deputados do Bloco de Esquerda querem saber se o Governo, face ao “elevado impacto da instalação de uma linha de muito alta tensão e a falta de esclarecimento sobre esta matéria junto das autarquias e populações afetadas, vai alargar o prazo de consulta pública do projeto e se vai exigir à REN que a proposta de traçado seja apresentada de forma rigorosa, com identificação clara dos núcleos populacionais, edifícios e respetivos usos, património cultural e ambiental, que possam vir a ser sobrepostos pela mencionada linha de muito alta tensão”.

O Bloco quer igualmente ser informado sobre a intenção do Governo de “proceder à realização de um estudo que avalie a possibilidade da colocação subterrânea dos cabos da linha elétrica, tal como recomendou, em 2018, uma resolução da Assembleia da República”.

Naquela recomendação, a AR pede ainda ao Governo que “suspenda a construção da linha de muito alta tensão em Barcelos e em Ponte de Lima, enquanto não forem conhecidas as conclusões do referido estudo”, e reclama “a regulamentação urgente dos níveis máximos de exposição humana admitidos a campos eletromagnéticos derivados das linhas, instalações ou equipamentos de alta e muito alta tensão”.

Em causa está a construção de uma linha elétrica de 400 kV desde Fontefria, em território galego, Espanha, até à fronteira portuguesa, com o seu prolongamento à rede elétrica nacional, no âmbito da Rede Nacional de Transporte operada pela empresa REN.

Em 2015, o projeto foi “recalendarizado” para ser submetido a novos estudos.

De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental, o troço nacional deste projeto prevê a construção de duas novas linhas duplas trifásicas de 400 kV, atravessando, potencialmente, 121 freguesias.

A proximidade desta linha, aérea, às casas, as consequências dos campos eletromagnéticos gerados na saúde humana ou o impacto visual de torres 75 metros com margens de segurança de 45 metros para cada lado são as principais preocupações das populações de ambos os lados da fronteira.

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