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Região

Pafil muda-se de Barcelos para Famalicão e quer contratar 30 trabalhadores

Investimento de dois milhões de euros

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Foto: Divulgação / Pafil

A empresa do ramo têxtil Pafil prepara-se para investir dois milhões de euros na construção de uma nova fábrica em Famalicão, anunciou a empresa em declarações ao jornal digital Eco.

O novo pólo deverá abrir em março e fica situado na freguesia do Louro, onde existe já uma forte indústria, nomeadamente na área da metalomecânica.

Com especialidade na confeção de artigos de vestuário para neve, montanha e proteção individual, a Pafil tem registado um aumento nas vendas e nas exportações, como deu conta Rui Pereira, administrador da empresa.

“A mudança de instalações prende-se essencialmente com o crescimento da empresa e com a aquisição de novas máquinas. Nas atuais instalações já não temos margem para expansão e como tal optamos por construir uma unidade de raiz”, referiu.

O novo espaço terá 4.500 metros quadrados “o triplo” das instalações de Barcelos.

Atualmente, a Pafil emprega 75 colaboradores mas está a pensar contratar entre 20 a 30 novos trabalhadores para a nova fábrica. As candidaturas só estarão disponíveis após a inauguração.

Com 31 anos de existência, a Pafil trabalha com clientes como a BMW ou a Satisfy e exporta 98% da produção para países como Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Holanda e, mais recentemente, Estados Unidos da América.

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Alto Minho

Ponte de Lima: Páscoa de Fontão, tradição interrompida – “O chefe lá em cima não deixou”

Covid-19

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Foto: DR

Vídeo: YouTube (2019)

No domingo de Páscoa, em Fontão, Ponte de Lima, mais de 500 convivas reunir-se-iam em longas mesas onde abundariam os filetes, o cabrito, a vitela e a doçaria tradicional, num almoço providenciado pelo Mordomo da Cruz, Norberto Fernandes. Só que nada disso vai acontecer este ano.

A pandemia de covid-19 e as consequentes medidas de contenção da propagação do vírus impostas pelo Governo levaram, naturalmente, ao cancelamento de uma das mais conhecidas festas de Páscoa. Terá sido a primeira vez que esta tradição, tão enraizada na cultura limiana cujo início é indocumentável, não se realizou. “Segundo consta, não há memória de alguma vez ter sido cancelada, nem na altura da gripe espanhola, em 1918”, nota, em conversa com O MINHO, Norberto Fernandes.

“Foi tudo cancelado. Faremos para o ano, se tudo correr bem”, acrescenta o Mordomo da Cruz, que recebeu na Páscoa do ano passado o testemunho do seu irmão Orlando. Como este ano não se realiza a festa, Norberto Fernandes adianta que será ele novamente o Mordodo da Cruz em 2021: “É 99,9% certo, se Deus quiser”.

Mordomo é escolhido todos os anos

Escolha em 2019. Foto: DR

Todos os anos, o Mordomo da Cruz oferece o almoço, no domingo, à população e, nesse mesmo repasto, escolhe o seu sucessor. O anúncio da seleção também cumpre um ritual: a mulher do anfitrião deposita o ramo da cruz nas mãos do eleito. São também escolhidos os dois Mordomos do Senhor, que acompanham o ‘principal’ (este ano, são o Paulo e o Carlos). E, além de dar de comer a quase toda a freguesia, o mordomo tem ainda que, durante um ano, assegurar a limpeza da igreja e os serviços do sacristão.

Tradicionalmente, na segunda-feira de Páscoa, o compasso volta a percorrer a freguesia, o almoço é “mais curto” e o regresso faz-se já de noite com os mordomos, na reta final, a serem levados em ombros pelos jovens da freguesia até à igreja.

Era isto tudo que iria acontecer, como sempre, não fosse a normalidade dos nossos dias ter sido terraplanada pela pandemia de covid-19.

Já havia quem tivesse comprado bilhetes de avião

Almoço de 2017. Foto: DR

Norberto Fernandes, 62 anos, carpinteiro, que já há 33 anos havia sido Mordomo do Senhor, não esconde a desilusão. A da comunidade, em geral, e a sua, em particular: “Há desilusão, mas são coisas que nos ultrapassam. Para nós, custou bastante, porque tínhamos tudo organizadinho para que desse certo. Íamos colocar a tenda [onde é servido o almoço] 15 dias antes para que se fizesse lá a montagem do ramo, no sábado de ramos. (…) Fazia cinquenta anos que foi o meu sogro [o mordomo] e eu fazia todo o gosto em fazer este ano, mas o chefe lá em cima não quis que a gente fizesse, pronto”.

O mordomo conta, também, a O MINHO que “já havia gente de fora que tinha adquirido o bilhete de avião” para participar no almoço.

Já ao nível da organização, toda a logística estava preparada, mas ainda “deu para cancelar, a tenda, o aluguer das louças, tudo isso”, pelo que não houve prejuízos de maior. Mesmo assim, “há sempre uns gastos, mas fica para o ano”, acrescenta.

A tradição será retomada em 2021. Se “o chefe lá em cima” deixar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 75 mil morreram. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 708 mil infetados e mais de 55 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 16.523 óbitos em 132.547 casos confirmados até segunda-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas.

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Aqui Perto

Hospital das Forças Armadas do Porto cheio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital das Forças Armadas do Porto já não tem vagas para receber mais doentes infetados com covid-19, informou hoje o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

De acordo com o governante, ouvido hoje na Assembleia da República, o Hospital das Forças Armadas do Porto “está atualmente esgotado na sua capacidade”.

“Mas esperamos que em breve tenha possibilidade de receber mais doentes, na medida em que temos 11 casos de idosos que não estão infetados e estão lá apenas enquanto aguardam condições para que regressem aos lares”, indicou o ministro, estimando que tal possa “acontecer na quarta-feira”.

Já no Hospital das Forças Armadas de Lisboa existe “ainda bastante capacidade de receber doentes” infetados com a doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Questionado pelo PCP sobre o antigo Hospital Militar de Belém (Lisboa), que está em obras para receber infetados com covid-19, o ministro adiantou que os trabalhos decorreram “em tempo recorde” com “130 trabalhadores a trabalhar 24 horas”.

Sobre o futuro daquele edifício no fim da pandemia, Gomes Cravinho explicou que as “obras que foram feitas não serão desperdiçadas, porque a infraestrutura tem de ter utilidade”, e “estava já previsto que a estrutura fosse utilizada, em parceira com a Câmara Municipal de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como centro de cuidados continuados”.

“Esse plano mantém-se”, salientou.

Ainda assim, o ministro da Defesa Nacional afirmou que, “daqui por um mês ou dois”, vai falar com a ministra da Saúde, que decidirá se se mantém a necessidade daquelas camas para o tratamento de doentes com covid-19.

Se essa necessidade não se colocar, avança o centro de cuidados continuados, mas se as camas forem precisas para doentes infetados com o novo coronavírus, “esse plano será adiado”, referiu.

Sobre o hospital de campanha localizado no Estádio Universitário, em Lisboa, o ministro explicou que o “objetivo é ter capacidade de receber utentes que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tenha capacidade de atender”.

Questionado sobre a localização, Gomes Cravinho argumentou que foi o “local mais apropriado”, mas assinalou que “está ao serviço do país, assim como a capacidade de transporte das Forças Armadas”, como por exemplo as “ambulâncias, que serão utilizadas sempre que houver necessidade”.

Em resposta ao PS, o ministro lembrou que as Forças Armadas estão à disposição do SNS e que dispõem de um conjunto de centros de acolhimento que permitem apoiar a rede hospitalar.

“[São] locais onde, por um lado, podem ir pessoas infetadas que não têm sintomas, mas não têm possibilidade de isolamento em casa própria, por viverem com outras pessoas, ou pessoas infetadas com sintomas, mas sintomas ligeiros que não requeiram nenhum tipo de cuidados especiais”, adiantou o ministro.

Desse modo, continuou Gomes Cravinho, o atendimento médico nestes centros seria “muito ligeiro”, não sendo necessário “o rácio habitual de camas por médico e por enfermeiro”.

Em resposta ao CDS-PP, o ministro da Defesa Nacional identificou “1.147 camas disponíveis para serem ocupadas” em nove centros de acolhimento espalhados pelo país – Braga, Vila Real, Alfeite, Vendas Novas, Leiria, Ota, Tavira, Funchal e Ponta Delgada.

De acordo com o ministro, existe capacidade de expandir até 2.300 camas “com outros centros de acolhimento que ainda não estão prontos”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez reclama profissionais de saúde para hospitais de retaguarda

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez apelou hoje ao Governo para contratar recursos humanos que permitam o funcionamento, no imediato, dos hospitais de retaguarda à covid-19 criados no distrito de Viana do Castelo para doentes em recuperação.

“Peço a atenção do Governo para disponibilizar os recursos necessários à contratação de profissionais de saúde, médicos e enfermeiros e de equipamentos que permitam para colocar os hospitais de retaguarda criados na região rapidamente a funcionar. A falta desses recursos humanos está a levar à transferência de idosos com covid-19, que recebem alta hospitalar, para os lares”, alertou José Manuel Esteves.

O autarca social-democrata referiu que os hospitais de retaguarda que foram criados na região “tem de estar dotados de condições técnicas, médicos, enfermeiros e equipamentos hospitalares para responderem às necessidades dos idosos com covid-19, que apesar de terem recebido alta hospitalar, ainda necessitam de cuidados especializados de saúde”.

“Podem não estar no hospital, que é o local onde se trata a fase aguda da doença, mas tem de ter uma alternativa, chamem-lhe hospital de retaguarda, chamem-lhe o que quiserem. Estes doentes não podem ser transferidos para os lares que não têm esses recursos”, reforçou.

O autarca referiu que os dados da Autoridade de Saúde que lhe foram hoje fornecidos, em Arcos de Valdevez há 33 casos de infeção por covid-19.

No concelho, o Centro Paroquial e Social de Santa Maria de Grade com 39 utentes e 20 funcionários, é o caso mais grave de infeção pelo novo coronavírus.

Segundo João Manuel Esteves, “atualmente estão disponíveis em arcos de Valdevez cerca de 260 camas, distribuídas por cinco espaços, para pessoas em quarentena, devidamente equipados e desinfetados, de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na semana passada, o centro cultural de Viana do Castelo, a maior sala de espetáculos do Alto Minho, foi transformado em hospital de campanha com 121 camas destinadas a acolher doentes com covid-19, sendo que a estrutura “poderá ir até às 200, com alas feminina e masculina”.

“Neste momento, o espaço dispõe de 100 camas e enfermaria, 21 quartos individuais, sala de tratamentos, sala de convívio e refeições, unidade de gabinete médico, balneários masculinos e femininos, unidade de armazenamento de equipamento para sujos e limpos, dois acessos diferenciados de entradas e saídas e 80 cacifos individuais”, especificou uma nota da Câmara de Viana do Castelo.

No comunicado, a autarquia da capital de distrito explicou que o “hospital de retaguarda já se encontra disponível, após vistoria onde marcaram presença o presidente da Câmara, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Viana do Castelo.

“Ao todo, o hospital de retaguarda conta com 121 camas, mas poderá ir até às 200, com alas feminina e masculina. Neste momento, o espaço dispõe de 100 camas e enfermaria, 21 quartos individuais, sala de tratamentos, sala de convívio e refeições, unidade de gabinete médico, balneários masculinos e femininos, unidade de armazenamento de equipamento para sujos e limpos, dois acessos diferenciados de entradas e saídas e 80 cacifos individuais”, especifica a nota.

Já esta semana, a Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo (LAHSL) disponibilizou à ULSAM 50 camas num hospital de retaguarda criado por uma rede de voluntários no pavilhão gimnodesportivo do seminário diocesano de Viana do Castelo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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