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Padre da Trofa doa 80 mil euros das obras nas paróquias ao Hospital de São João

Covid-19

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Foto: ilustrativa / DR

O padre de uma freguesia do concelho da Trofa, distrito do Porto, doou 80.000 euros, destinados a obras em duas paróquias, para a aquisição de material para o Hospital de São João, devido à pandemia da covid-19.


O padre Rui Alves, de 36 anos, explicou esta quarta-feira à agência Lusa que os cerca de 80.000 euros foram angariados em São Mamede e em São Romão, na vila do Coronado, para obras nas paróquias, mas decidiu doar o dinheiro ao Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto.

Após conversa com o presidente do conselho de administração do CHUSJ, para perceber que material faz mais falta, foram já encomendadas 36 bombas de perfusão (instrumentos médicos eletrónicos para a administração intermitente ou contínua de fluidos, como medicação) e cinco estações (monitores), material que deve chegar “dentro de duas a três semanas”.

Os 60.000 euros arrecadados na paróquia de São Mamede do Coronado seriam para reabilitar a residência paroquial, enquanto os 20.000 euros de São Romão do Coronado destinavam-se a obras de requalificação da capela de S. Bartolomeu, do salão paroquial e de um parque.

“Este dinheiro foi angariado com cortejos, donativos individuais e cantar de janeiras, entre outras iniciativas. Esta ideia [doação] surge pela urgência social que todos vivemos. As obras poderão ser realizadas mais à frente. Agora é o momento de salvarmos vidas humanas e essas não têm preço. Este dinheiro não é meu, é do meu povo que se confia a mim, e espero ser sempre digno dessa mesma confiança”, afirmou Rui Alves.

O pároco lembra que, “ao longo da história, e ao contrário do que muito se diz e escreve, a Igreja esteve sempre na linha da frente” na ajuda em situações como a que vivemos atualmente, por causa do novo coronavírus.

“Esta é hora de esquecermos o que nos possa desunir e dar verdadeiramente as mãos. São Paulo, a determinada altura da sua vida, faz a seguinte afirmação: `mostra-me as tuas obras e eu dir-te-ei a tua fé´. Não acredito numa verdadeira espiritualidade se não vivermos uma autêntica humanidade. (…) E já que o caminho vai ser longo, aprendamos o que este tempo nos está a ensinar e sejamos todos mais simples e mais humanos”, apela o padre Rui Alves.

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, congratulou-se com o gesto e agradeceu a ajuda.

“O CHUSJ agradece a enorme generosidade e solidariedade demonstradas pelo Padre Rui Miguel Alves, da Paróquia de São Romão de Coronado, neste momento de enorme dificuldade para todos. A história que envolve esta doação, muito além da importância e da necessidade do material oferecido, sensibiliza imenso os profissionais do CHUSJ”, refere o hospital, numa reação enviada hoje à Lusa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Barco vira na Póvoa de Varzim. Dois pescadores resgatados com vida pela Estação Salva-vidas

Autoridade Marítima Nacional

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Foto: AMN

A Estação Salva-vidas da Póvoa de Varzim resgatou hoje dois pescadores que caíram à água, depois da embarcação onde seguiam se ter virado junto à entrada da barra do porto da Póvoa de Varzim.

O alerta foi recebido através de populares que assistiram ao incidente, tendo sido ativada de imediato para o local a embarcação “SR-5” da Estação Salva-vidas da Póvoa de Varzim.

No local, os elementos da Estação Salva-vidas da Póvoa de Varzim resgataram os pescadores, transportando-os para as instalações da Estação Salva-vidas. Por se encontrarem bem fisicamente, os pescadores não necessitaram de assistência médica.

A embarcação acidentada acabou por ser rebocada por duas embarcações de pesca que se encontravam no local, acompanhadas pela embarcação da Estação Salva-vidas da Póvoa de Varzim, tendo sido amarrada a uma bóia no interior do porto, onde irá aguardar a sua remoção.

O Comando-local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim tomou conta da ocorrência.

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Câmara da Trofa acusada de gastar 75 mil euros em chamadas para programa de TV

7 Maravilhas da Cultura Popular

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foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) da Trofa acusou hoje o executivo de maioria PSD/CDS-PP de ter gastado “quase 75 mil euros” em chamadas telefónicas para promover a tradição associada aos “Santeiros do Coronado” num programa televisivo.

Classificando a medida como “abjeta e vergonhosa” e manifestando “profunda estupefação e repúdio”, a concelhia do BE da Trofa, distrito do Porto, considera que “estando Portugal e a Trofa a viver um período de pandemia sem precedentes, onde o futuro é de uma completa incerteza”, este gasto constitui “um insulto deste executivo a todos os trofenses”.

“Centenas de famílias do nosso concelho estão a viver um período de dificuldades sem igual. O BE da Trofa considera este gasto com chamadas telefónicas totalmente desnecessário, mais que uma má despesa, um insulto deste executivo a todos os trofenses”, lê-se num comunicado partilhado pelos bloquistas nas redes sociais.

A concelhia do BE da Trofa descreve que foram gastos “quase 75 mil euros” pelo Município da Trofa “em chamadas telefónicas com vista à promoção da tradição dos “Santeiros do Coronado”, referindo-se ao programa exibido pela RTP com o nome “7 Maravilhas da Cultura Popular”.

Em setembro a tradição ligada aos artesãos de São Mamede do Coronado — freguesia do concelho da Trofa, no distrito do Porto, denominada desde 2013 como União das Freguesias de Coronado, por também integrar São Romão — ficou em primeiro lugar no referido programa da estação pública de televisão.

Para apurar os finalistas e vencedores, este programa recorre ao sistema de votações através de chamadas telefónicas.

De acordo com o regulamento publicado no portal ‘online’ do programa, as chamadas custam “0,60 euros + IVA”.

“Num concelho onde as carências são mais que muitas e a todos os níveis, as consultas no centro de saúde ocorrem a conta-gotas por falta de recursos físicos e humanos, que o custo da água é o mais elevado do país, o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] mantém-se na taxa máxima, esta é uma despesa que os trofenses não merecem suportar”, frisa o BE.

No mesmo comunicado, os bloquistas da Trofa salvaguardam compreender “a necessidade de promoção do concelho”, mas acusam o executivo liderado por Sérgio Humberto de fazer “batota”.

“Promoção do concelho: nada contra. Mas esta ‘batota’ (…) em nada dignifica a Trofa e muito menos os Santeiros do Coronado. Este custo do ‘orgulho trofense’ num período de pandemia é demasiado elevado, abjeto e vergonhoso”, lê-se no comunicado que fala acusa ainda o executivo de “desperdício” e de “má gestão da despesa pública”.

A agência Lusa tentou obter um comentário junto da câmara da Trofa, mas até ao momento sem sucesso.

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PJ desmantela em Portugal base logística de grupo terrorista da Galiza

Resistência Galega

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Foto: Twitter / Ministério da Justiça (Arquivo)

A Polícia Judiciária desativou, em Coimbra, uma base logística do grupo independentista Resistência Galega, onde apreendeu “um importante” espólio de material usado nas atividades da organização, anunciou hoje a Direção Nacional daquela força de investigação criminal.

A PJ agiu no quadro de uma operação policial da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, integrando peritos do Laboratório de Polícia Científica, em cooperação com a Guardia Civil espanhola.

Material apreendido pela PJ. Foto: DR

“Este grupo independentista foi responsável, entre 2005 e 2011, por mais de 35 ataques com explosivos, em diferentes zonas de Espanha”, não havendo vítimas a registar, informou a PJ, em comunicado.

As ações do grupo provocaram “avultados danos materiais em diversos edifícios públicos e privados”, tais como sedes de partidos políticos e agências bancárias, causando “enorme alarme social”, de acordo com a mesma fonte.

A Resistência Galega, em 2014, foi considerada pelo Supremo Tribunal de Justiça espanhol, um grupo terrorista, referiu a PJ.

Desde 2006 que os líderes da organização viviam na clandestinidade, tendo sido detidos pelas autoridades espanholas em junho de 2019. Aguardam ainda julgamento, em prisão preventiva.

No dia 09 de novembro de 2019, após partilha de informações e cooperação policial entre os dois estados, foi localizado um imóvel em Coimbra, associado aos líderes da Resistência Galega e utilizado como “casa de recuo.”

No interior do espaço localizado em Portugal foi apreendido “vasto material probatório”, relacionado com as atividades do grupo, destacando-se “inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos/artefactos explosivos, nomeadamente relógios, temporizadores e telemóveis preparados como dispositivo de ativação remota de cargas explosivas, dispositivos pirotécnicos e engenhos explosivos improvisados, uma carga total de aproximadamente 30 quilogramas de pólvora”, livros, apontamentos manuscritos e manifestos com os ideais da Resistência Galega.

A polícia apreendeu também uma panela de pressão, “para confinamento de carga explosiva”, igual às usadas por este grupo em diferentes atentados, bem como material utilizado para falsificação de documentos, como carimbos de instituições públicas espanholas e plastificadoras a quente.

O material apreendido foi remetido à autoridades espanholas.

Durante a investigação, além das ligações logísticas a território nacional, não foi identificada qualquer outra ligação efetiva ou envolvimento direto de cidadãos nacionais na Resistência Galega, precisou a Judiciária.

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