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Óscares do cinema dos Estados Unidos são entregues hoje

“Roma”, de Alfonso Cuaron, e “A favorita”, de Yorgos Lanthimos, lideram as nomeações

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Foto: DR

Os prémios de cinema Óscares, de celebração da indústria norte-americana, são entregues hoje em Los Angeles, numa cerimónia sem apresentador e com “Roma”, de Alfonso Cuaron, e “A favorita”, de Yorgos Lanthimos, a liderarem as nomeações.

Esta é a 91.ª edição dos Óscares, a primeira em 30 anos sem um anfitrião oficial por decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, mas com dezenas de convidados que subirão ao palco da cerimónia, que se prolonga até à madrugada de segunda-feira em Portugal.

Entre a longa lista de personalidades convidadas estão o ‘chef’ espanhol José Andrés, a tenista norte-americana Serena Williams e a cantora Barbra Streisand, o músico Tom Morello, o apresentador Trevor Noah e o congressista John Lewis.

Quanto aos prémios, o realizador mexicano Alfonso Cuarón e o grego Yorgos Lanthimos estão em destaque pelo número de nomeações – dez – com os filmes que assinam.

Esta é a primeira vez que uma produção da plataforma Netflix, “Roma”, está nomeada para melhor filme.

O filme está ainda indicado em simultâneo para melhor filme estrangeiro, fotografia (de Alfonso Cuarón) e elenco feminino, com as atrizes Marina de Tavira e Yalitza Aparicio.

“A favorita”, de Yorgos Lanthimos, está indicado para melhor filme, realização e elenco feminino, com Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz.

“Assim nasce uma estrela” segue com oito nomeações e, embora assinale a estreia de Bradley Cooper na realização, falha o prémio nesta categoria. A cantora Lady Gaga foi nomeada pela prestação neste ‘remake’ e “Shallow” é candidato ao Óscar de melhor canção.

Com sete nomeações, sobretudo em categorias técnicas, está “Black Panther”, de Ryan Coogler, a primeira produção de super-heróis da Marvel a ser nomeada para melhor filme.

Da lista de nomeados, destaque ainda para o documentário “Free Solo”, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, produzido pela National Geographic e que conta com dois portugueses, Joana Niza Braga e Nuno Bento, na equipa de som.

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Morreu José Mário Branco

Aos 77 anos

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Foto: DR / Arquivo

O músico José Mário Branco morreu aos 77 anos, disse hoje à agência Lusa o seu ‘manager’, Paulo Salgado.

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, em particular no período da Revolução de Abril de 1974, cujo trabalho se estende também ao cinema, ao teatro e à ação cultural.

Foi fundador do Grupo de Ação Cultural (GAC), fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical para outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge, Samuel e Nathalie.

Em 2018, José Mário Branco cumpriu meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999. A edição sucede à reedição, no ano anterior, de sete álbuns de originais e um ao vivo, de um período que vai de 1971 e 2004.

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Nenhum dos países da UE no bom caminho para atingir metas de desenvolvimento sustentável

Relatório técnico independente

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Foto: DR / Arquivo

Nenhum dos 28 países da União Europeia está no bom caminho para atingir em 2030 as metas do desenvolvimento sustentável definidas pelas Nações Unidas, segundo um relatório técnico independente hoje divulgado.

O documento foi elaborado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (SDSN, na sigla inglesa) e pelo Instituto para a Política Ambiental Europeia, que criaram indicadores para avaliar o progresso dos vários países da União Europeia quanto aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela ONU para 2030.

O relatório conclui que, apesar de os países europeus liderarem globalmente os objetivos de desenvolvimento sustentável, “nenhum deles está no caminho certo para alcançar” as metas traçadas para 2030, sugerindo “grandes transformações”, sobretudo para melhorar indicadores relacionados com o clima ou a biodiversidade.

Dinamarca, Suécia e Finlândia são os países que estão mais perto de atingir os objetivos, enquanto Bulgária, Roménia e Chipre ocupam os últimos lugares entre os 28 estados avaliados. Portugal surge quase a meio da tabela, em 15.º lugar.

Os maiores desafios dos países da União Europeia prendem-se com as metas relacionadas com o clima, a biodiversidade e a economia circular, bem como com a convergência entre padrões ou níveis de vida, tanto dentro de cada país como entre países e regiões.

O relatório traça seis medidas ou transformações que, em conjunto, podem fazer a União Europeia alcançar os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável.

O ‘European Green Deal’ [Pacto Verde da Europa] pode ser “a pedra angular da implementação dos objetivos do desenvolvimento sustentável”. Deve incluir uma estratégia à escala da União Europeia para descarbonizar totalmente o sistema energético até 2050, fortalecer a economia circular e promover o uso sustentável da terra e da produção do sistema de produção alimentar até 2050, refere o relatório.

A União Europeia precisa ainda de aumentar o investimento público e privado em infraestruturas sustentáveis, incluindo energia e transportes, o que exigirá maior financiamento.

É ainda recomendado um aumento de investimento na área da educação, formação e inovação, com um especial enfoque na área de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemáticas e em investigação em tecnologias sustentáveis.

O relatório sugere ainda que a União Europeia coloque o desenvolvimento sustentável no centro da sua atividade diplomática e na área da cooperação.

Entre os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável estão a erradicação da pobreza e da fome, água potável e saneamento, saúde de qualidade, energias renováveis e acessíveis ou produção e consumo sustentáveis.

Os objetivos foram definidos em 2015, como uma agenda de ação até 2030, que se baseou nos progressos e lições aprendidas com os oito objetivos de desenvolvimento do milénio, no período entre 2000 e 2015.

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Iniciativa Liberal elege novo líder em Pombal a 08 de dezembro

Deputado João Cotrim Figueiredo deverá ser o escolhido

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Foto: Divulgação / Arquivo

A III Convenção Nacional da Iniciativa Liberal vai realizar-se em Pombal no dia 08 de dezembro, reunião na qual vai ser eleita a nova comissão executiva depois da decisão de Carlos Guimarães Pinto deixar a presidência do partido.

No domingo, em declarações à agência Lusa no final do Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, o deputado único, João Cotrim Figueiredo, confirmou que vai candidatar-se à presidência na Convenção Nacional, órgão máximo do partido.

De acordo com informação oficial avançada hoje à agência Lusa pelos liberais, a III Convenção Nacional realiza-se no dia 08 de dezembro, domingo, no Auditório da Biblioteca Municipal de Pombal, distrito de Leiria.

Nesta reunião do órgão máximo do partido vai ser eleita a nova comissão executiva, escolhendo-se assim o presidente que vai suceder a Carlos Guimarães Pinto, que no final de outubro anunciou a decisão de abandonar a liderança do partido.

Até este momento só é conhecida a candidatura de João Cotrim Figueiredo, mas os membros que estejam interessados em entrar na corrida podem fazê-lo até sete dias antes da convenção eletiva, de acordo com o regimento aprovado no Conselho Nacional de domingo.

Em 30 de outubro, Carlos Guimarães Pinto anunciou que abandonaria a liderança do partido, considerando que a sua missão estava cumprida no “dia histórico” em que a força política se estreou com uma intervenção no parlamento.

“Não me podem pedir que continue a sacrificar a minha vida por uma causa. Foi um ano intenso em que tive de abdicar de muito para fazer este caminho. Fi-lo numa altura em que ninguém o teria feito. Criei as condições para que outros o possam fazer daqui para a frente com recursos que eu nunca tive e, espero eu, menos sacrifícios pessoais. Não me podem exigir mais”, anunciou então o presidente demissionário na rede social Facebook.

Horas depois deste anúncio, numa posição oficial do partido enviada à agência Lusa, a Iniciativa Liberal agradeceu ao seu presidente demissionário pelo “sacrifício pessoal e profissional” da missão de liderar partido, respeitando a decisão de Carlos Guimarães Pinto deixar o cargo, cujo “exemplo de dedicação” promete seguir.

A última convenção do partido, na qual foi eleito Carlos Guimarães Pinto como presidente, realizou-se há pouco mais de um ano, em 13 de outubro de 2018.

A Iniciativa Liberal foi reconhecida pelo Tribunal Constitucional em 13 de dezembro de 2017, tendo-se estreado em eleições nas europeias deste ano.

Meses depois, nas eleições para a Assembleia da República, a Iniciativa Liberal conseguiu eleger um único deputado, pelo círculo de Lisboa.

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