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Opinião

Os queridos avós!

Artigo de Felismina Barros – Jurista

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ARTIGO DE FELISMINA BARROS

Jurista. De Ponte de Lima.

Os avós são a base da pirâmide familiar, a origem do nosso ser e não podem ser ignorados ou esquecidos.

Os avós são considerados como sendo o pai ou mãe que contém açúcar, porque tudo o que os pais um dia não deixaram o seu filho ou filha fazer, os avós certamente deixarão. São, muitas vezes, definidos pelos netos como as pessoas que têm sempre tempo. Esta interessante definição faz-nos refletir no tempo e disponibilidade que os familiares e a sociedade têm para dedicarem aos avós.

No discurso dos netos, quando falam dos avós, sente-se um misto de admiração, ternura e amor.

Quando a sociedade fala da terceira idade ou dos idosos o sentimento é o mesmo?

Mas nessas situações as pessoas não serão as mesmas?

Fazendo uma análise empírica das palavras constata-se que a comunidade muitas vezes faz referencia à terceira idade no mesmo sentido que faz referência a uma qualquer situação de terceira, como por exemplo “português de terceira” ou “material de terceira”. A conotação dada a qualquer coisa de terceira não é muito bem vista na nossa linguagem mas, na realidade, temos uma designação de terceira na idade.

Relativamente à palavra idoso se fizermos a sua decomposição ficamos com duas palavras: ido + so, o que pode significar ido só… e o certo é que a solidão das pessoas mais velhas é cada vez mais premente.

Será que a terminologia utilizada influência os nossos sentimentos? Não sei, mas fica a reflexão.

Consciente de que, em todos os países, as pessoas estão a atingir uma idade avançada em maior número e em melhor estado de saúde do que alguma vez sucedeu é pertinente referir alguns princípios e direitos previstos a nível internacional e na nossa lei fundamental (Constituição da República Portuguesa).

No sentido de reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana as Nações Unidas estabeleceram cinco princípios para as pessoas idosas, a saber: independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade.

Princípios de fácil compreensão, mas que muitas vezes não são praticados.

A nossa Constituição da República prevê como direito fundamental a proteção da terceira idade, a par da proteção da infância e da juventude.

Prescreve o artigo 72.º da C.R.P.:

“1- As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.

2- A política de terceira idade engloba medidas de caráter económico, social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade.”

Existe um projeto muito interessante, de origem espanhola, que está a ser implementado no nosso país designado “Adota um avô”. O objetivo do projeto não é levar a pessoa para casa, mas sim estabelecer laços de amizade e companheirismo.

Projeto interessante para a região do Minho o adotar.

Convido a participar no projeto “Adote um avô”. Em diversos lares poderá conhecer idosos que não querem muito de si. Querem o seu sorriso, o seu abraço, o seu tempo.

Querem que esteja disposto a ouvir as suas histórias, saber de suas verdades e porquês.

É um privilégio quem ainda possui um avô e teve a oportunidade de conhecê-lo, por isso estime-o e seja carinhoso e amável com ele.

Um bem-haja aos nossos avós, em especial aos avós dos meus filhos!

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Colunistas

O holocausto mundial

Por Vânia Mesquita Machado

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Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Canção de embalar de um filho no Céu para os seus pais na Terra.

Uma homenagem a todas as crianças perdidas no Holocausto global da atualidade, sem escolher credo ou cor da pele, transversal a todos os povos de países em conflito armado.

Em 2018, foi quebrado o infeliz recorde de crianças mortas ou feridas na guerra, conforme os indicadores da ONU.

– Não chores minha mãe.
(Ou chora mais se te faz bem chorar)

– Não cales o choro meu pai.
( ou emudece o choro se te entristece chorar também)

– Não desesperem de tristeza
pode parecer longe agora,
por me terem perdido.

– Eu estou aqui a olhar por vós,
como olharam por mim
antes de me ir embora.
Ensinaram- me a ser forte,
antes de me levar a morte,
e vos deixar aí tão sós
com o coração partido.

– Aqui, o azul é a cor do céu.
Não existe vermelho sangue
vertido das nossas feridas,
perdido no nosso chão.
Nem cores pretas vestidas
Sinal humano de partidas,
(de filhos sem pais)
(de pais sem filhos)
Almas em escuridão de breu.

– Aqui,o silêncio é tão bom!
Não se ouve o som das bombas,
nem das balas
dos homens malditos.

– Vou-vos contar um segredo:
aqui, não sinto medo nenhum
como sentimos das sombras e dos gritos
quando fugimos de casa.
Não tremo nem me atormento.
Estou ainda protegido na tua asa pai,
E com a tua terna mão me embalas mãe.
Aqui, já não existe mais guerra,
como aí na nossa terra.
Aqui, será eterna a paz.

– Sou capaz de ficar sozinho
mais algum tempo,
e esperar pelo amanhã,
quando vierem a caminho
Papá, e mamã.

(Inspirada numa canção de embalar iídiche, escrita em placa comemorativa dos 60 anos da libertação das vítimas de Auschwitz no local onde, a 15 de junho de 2005, foi plantada uma oliveira, no âmbito de evocação promovida na Escola Secundária Carlos Amarante, Braga)

Vânia Mesquita Machado
03 agosto 2019

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Alto Minho

Marcar a diferença com convicção

Opinião

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ARTIGO DE JOSÉ ALFREDO OLIVEIRA

Presidente do PSD Ponte da Barca

No próximo domingo dia 26 de maio, os portugueses serão chamados a exercerem o seu direito de voto para elegerem os seus representantes ao Parlamento Europeu, numa disputa eleitoral que será decisiva para o futuro europeu e onde abstenção não pode ser a justificação do insucesso.

A Europa hoje vive momentos decisivos e simultaneamente contraditórios. Por um lado, uma perigosa vaga de fundo de opiniões defensoras de uma Europa isolada, dos ditos “populistas”, de que a imprensa agora abusa desesperadamente para dar algum interesse às eleições europeias, onde os extremismos partidários dão corpo àqueles que consideram a União Europeia dispensável da vida dos cidadãos, apelando persistentemente ao egoísmo do nacionalismo como é o caso da Frente Nacional de Le Pen, em França, do Syriza, na Grécia, do 5 Estrelas e a Liga Norte, na Itália, do Partido Independentista do Reino Unido de Nigel Farage que levou ao“brexit”.

Anti-europeus mas que se candidatam ao Parlamento Europeu, num sentimento de contraditório que não se limita aos demais estados-membro da União, pois em Portugal o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda – que suportam o Governo de Costa – partilham desse sentimento anti-Europa, defendendo o recuo em muitas das etapas de integração europeia, tais como o Euro, o mercado único, a livre circulação de pessoas e bens ou a abolição de instituições comuns aos estados-membros.

Perante estas ameaças, não podemos e não devemos tomar a paz, a liberdade, a prosperidade e o bem-estar como garantidos, sendo necessário que todos nos empenhemos nesta grande ideia de uma Europa pacífica e integrada.

Por oposição aos extremismos, todos concordamos que a integração e a unidade da Europa são essenciais para construir uma comunidade mais forte, capaz de enfrentar os desafios mundiais do nosso tempo como as alterações climáticas, o terrorismo, a globalização económica, as migrações, as desigualdades e o desemprego, pois são desafios que não ficam confinados às fronteiras nacionais. Somente se trabalharmos em conjunto enfrentaremos com êxito estes desafios e permaneceremos na rota para a coesão económica, para o desenvolvimento e para o reforço da solidariedade.

Portugal foi prova viva da solidariedade europeia quando em 2011 foi forçado a recorrer à ajuda externa para que o sector público não paralisasse – é fundamental recordar que aquando do pedido de ajuda, o país apenas dispunha de recursos para poder pagar dois meses de salários à função pública!

Perante a importância destas eleições ao Parlamento Europeu, é fundamental o envolvimento de todos para escolher quem verdadeiramente representa este espírito orgulhosamente europeísta sem nunca esquecer o país pelo qual foi eleito.

Notícias: Eleições Europeias >

Ao contrário do Partido Socialista cuja lista se transformou numa verdadeira prateleira dourada para antigos ministros de José Sócrates e os dispensáveis do governo de António Costa, o PSD primou pela diferença, ouvindo as pessoas e escolhendo candidatos pelo mérito e pelo valor que empregam na defesa do projeto europeu.

O PSD apresenta uma equipa de elevada competência liderada por Paulo Rangel cujo trabalho, experiência e inteligência é inquestionável, com provas dadas no Parlamento Europeu e que é acompanhado por uma equipa que junta experiência com juventude e competência com proximidade.

Votar no PSD é votar num partido político genuinamente europeísta, é votar em quem respeita o Alto Minho, é votar em José Manuel Fernandes. Ao longo do seu percurso como Eurodeputado, José Manuel Fernandes primou pela grande qualidade do seu trabalho em matérias fundamentais para o futuro da União Europeia como foi a negociação do Plano Juncker, a reprogramação dos Fundos Comunitários para 2030 ou ainda o trabalho levado a cabo enquanto Coordenador do PPE da grande Comissão dos Orçamentos. Um trabalho reconhecido por todos e que levou a organização internacional Votewatch considera-lo como o Deputado português mais influente de todo o Parlamento Europeu.

Mas é essencialmente na proximidade que se destaca o trabalho de José Manuel Fernandes, sendo uma presença constante em Ponte da Barca e no Alto Minho, envolvendo permanentemente o Poder Local, as Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais na discussão de matérias importantes para o desenvolvimento da nossa região, promovendo o que de melhor existe, destacando-se a forma única como promove as nossas tradições Alto-minhotas e as oportunidades de desenvolvimento económico da região.

Ponte da Barca tem em José Manuel Fernandes um verdadeiro embaixador no Parlamento Europeu.

É pois, com absoluta convicção, de que o Partido Social Democrata tem a melhor equipa e o melhor projeto para a Europa, o melhor projeto para afirmar Portugal na Europa e o melhor projeto para servir os portugueses.

José Alfredo Oliveira

Presidente do PSD Ponte da Barca

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Opinião

A Formiga hipócrita

em

ARTIGO DE PEDRO MEIRA

Presidente do CDS-PP de Viana do Castelo. Advogado.

Entre as formigas operárias, havia uma que dizia permanentemente às suas companheiras de trabalho de forma altiva, com uma superioridade moral inatacável: “Temos que lutar por mais justiça e respeito. Não é justo que uns explorem os outros, nem que nos tratem como se fôssemos inferiores.”

Esta formiga fazia discursos inflamados contra a exploração imposta às formigas operárias e diariamente dizia que as formigas se deveriam unir e reivindicar os seus direitos. Com o tempo, essa formiga foi-se tornando uma espécie de líder, ouvida e seguida pelas companheiras operárias.

Um dia, após o fim do turno, combinou com as outras: “Vamos fazer uma reunião na minha casa para planearmos a nossa estratégia para reivindicar os nossos direitos”.

Chegando a casa, a formiga diz à sua mulher: “O jantar está pronto?

–“Não, estive a limpar a casa!”, retorquiu a mulher.

– “Sua incompetente! Não fazes nada direito? Atacou de imediato a formiga “operária”.

– “Mas querido, é muito trabalho. Não posso fazer tudo sozinha!“ Eu é que sustento este lar percebeste? Tu deves cuidar da casa e obedecer às minhas ordens! Eu é que mando aqui!”.

Continuou a formiga operária. E, entre as minhas ordens, “quero que o meu jantar esteja pronto quando eu chego porque eu tenho muito trabalho e tu não fazes nada.”

– “Não sejas injusto! Eu cuido da casa e dos nossos filhos e preparo-te o jantar todos os dias”.

– “Cala-te, és uma incompetente!!”.

Um barulho fez a operária voltar-se para trás e ver os seus colegas de trabalho. Eles tinham ido à reunião agendada para a sua casa , de boca aberta, profundamente espantados disseram: – “Mas o que é isto, amigo? Passas a vida a dizer que as exigências que nos fazem são injustas e que devemos lutar por justiça porque estamos sobrecarregados de trabalho? Tu queres justiça mas não a praticas na tua própria casa?”.

Vem esta célebre fábula a propósito da(s) recente(s) reportagens de um órgão de informação relativamente a ajustes directos pornográficos e escandalosos efectuados por autarquias presididas por comunistas (Loures e Seixal).

Caiu a máscara aos puritanos da já quarentona democracia portuguesa.

Quarenta anos a arvorarem-se de serem impolutos, quarenta anos a atirar pedras para o telhado dos vizinhos, quarenta anos de uma presumida e inaturável superioridade moral, quando afinal, chegados ao poder local, os pecadilhos são os mesmos das outras forças partidárias.

O que choca, no caso em concreto não é, por exemplo, a aquisição de duas viaturas de luxo para o serviço da autarquia, o que choca é o atrevimento da justificação por parte do autarca comunista, “os carros não são de luxo, são carros de trabalho”.

O que choca, no caso em concreto não é, por exemplo, a aquisição de serviços de uma militante comunista para assessora de um vereador e o facto de o contrato que titula o ajuste directo nem especificar que tipo de serviço a mesma irá prestar, o que choca é a justificação anedótica do autarca comunista.

Pergunto, quantas voltas terão dado no caixão Karl Marx e Álvaro Cunhal com estas notícias?

Sempre me causou uma profunda repugnância a generalização da maldade e da falta de seriedade apregoada pelo PCP relativamente às outras forças políticas e a sua auto-proclamada guetização e isolamento na ilha da seriedade. Nós é que somos sérios, nós é que somos incorruptíveis, nós é que somos o pêndulo da moral e dos bons costumes na democracia, diziam…

Sejamos sérios, a contratação pública feita à medida existe nas autarquias, como é consabido, de norte a Sul do País, da esquerda à direita, só os comunistas é que achavam que ser militante do PCP seria um salvo conduto para o reino dos impolutos.

Não está em causa a legalidade dos actos note-se, porque aliás a violação ao princípio da livre concorrência teve sempre cobertura legal, o que está em causa é a questão política ,o ponto de vista moral e da contradição das atitudes com o discurso puritano.

Do ponto de vista jurídico a colisão com a livre concorrência é aliás facto assumido por vária jurisprudência comunitária, facto que levou a profundas alterações legislativas a nível Europeu, tanto assim é que a 1 de janeiro de 2018 entrou em vigor a revisão nacional do CCP (Código da Contratação pública) aprovada pelo Decreto-lei n.º 111-B/2017, de 31 de agosto, tendo esta revisão uma tónica acentuada em matéria de correção e retificação em vários domínios em que a livre concorrência estaria visivelmente afetada.

A revisão do CCP foi motivada pela necessidade de adequar o Código Português à disciplina europeia da contratação pública, decorrente quer das Diretivas 2014/23/EU, 2014/24/EU e 2014/25/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de fevereiro e da Diretiva 2014/55/EU, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril, quer conforme se referiu da jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Esta transposição das diretivas e alterações ao CCP vêm precisamente colmatar a falha do legislador a nível da livre concorrência do mercado.

As alterações concretas realizadas em matéria de ajustes diretos são a face visível dessa reforma que procurou otimizar a livre concorrência na contratação na Administração Pública.

Sejamos claros, o que está aqui em questão não é a questão legal, mas o contributo que o PCP vem agora também dar para o total descrédito dos partidos políticos e para a perigosidade que isso acarreta para a democracia portuguesa.

O cidadão comum não quer sequer ouvir falar em política ou em políticos, os partidos tradicionais vivem momentos de profundo descrédito, os novos partidos tentam com um discurso populista dizer o que o povo quer, mas este tipo de discurso tem um prazo de validade curto, veja-se o caso anedótico e surreal de Marinho Pinto.

Há uma necessidade premente de uma revolução no interior dos partidos, há gente boa e bem preparada em todos os quadrantes partidários, há gente boa e cansada de tanta corrupção e tráfico de influências em todos os partidos, há gente boa e bem preparada em Portugal.

Sente-se e lê-se diariamente que os jovens portugueses interessam-se, discutem e fazem política no seu dia a dia, basta ler na diagonal um feed no Facebook, a grande dificuldade passa e passará por atrair essas pessoas para a participação activa no seio dos partidos.

Poucos são os que se sujeitam e estão nos partidos em regime de voluntariado, por serviço e não para se servirem, poucos são os que estando no interior dos partidos aguentam a pressão de lidar com os esquemas dos aparelhos partidários recheados de medíocres rendidos e vendidos a interesses.

Eu sou um dos maluqinhos que ainda acredita nisso… Eu sou um dos que acredita que o próprio PCP tem gente altamente preparada e moralmente qualificada para o exercício de cargos políticos.

Cresci ao lado de muitos deles, sei bem da sua seriedade, da sua generosidade e da sua honestidade , mas não me venham por favor com o discurso da formiga operária,”nós é que somos (mais) sérios e correctos”, conforme se vê as maças podres existem em todos os cestos.

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Cada uma das concelhias, distritais, deputados e vereadores têm a possibilidade de enviar um artigo de opinião, todos os meses, para publicação, conforme e-mail enviado em Julho de 2015. [+]

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