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Futebol

“Os piores 45 minutos do campeonato”

Vitória perdeu em Tondela

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o jogo Tondela-Vitória SC (1-0), da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado este sábado em Tondela:


Luís Castro (treinador do Vitória): “Foi o pior período da época, a segunda parte, os nossos piores 45 minutos ao longo da época foram estes.

A equipa vinha muito determinada em conquistar a vitória, mas entrou muito mal no jogo e fez um início de jogo mau durante 15 minutos. A partir daí, conseguiu voltar ao jogo de forma forte, teve o controlo do jogo.

Fomos para uma segunda parte em que tudo foi feito ao contrário daquilo que tínhamos pensado, ainda mudámos ao 4-4-2, mas, quando entrámos num 4-4-2, esse período foi o melhor do Tondela.

A equipa sempre partida e o Tondela sempre a criar situação em cima de situação de ataque rápido, a equipa desequilibrou-se com o 4-4-2. O Tondela, com um jogo muito direto, conseguiu tirar-nos do jogo e da pressão.

Foram, realmente, os nossos piores 45 minutos do campeonato.

Muitas vezes procuramos dizer que não conseguimos as coisas porque não fomos eficazes, mas o Tondela também teve mérito nisso, foi uma equipa que assentou sempre o jogo em transações muito rápidas e isso criou-nos sempre muitos problemas.

Os nossos objetivos estão tão perto como já estiveram noutras alturas e, se calhar, até mais perto do que noutras alturas, já estivemos muito distantes do quinto lugar no início da época e conseguimos aproximarmo-nos. Até já estivemos lá instalados e vamos continuar com determinação e com vontade de conseguir.”

Pepa (treinador do Tondela): “Não me surpreendem as palavras de Luís Castro, posso é reforçar mais coisas, independentemente do mérito do Vitória, eu coloco aqui muito mérito na equipa do Tondela, melhorámos.

A chave do jogo, sinceramente, foi o posicionamento e o comportamento dos nossos alas, num processo defensivo, estávamos com os alas muito subidos e a ficar com inferioridade numérica nos corredores na primeira parte.

Melhorámos por completo na segunda parte, foi corrigido, interpretaram bem aquilo que tinha de ser feito, a pressão foi completamente diferente, arrisco-me a dizer até que não houve nenhuma oportunidade do Vitória [de Guimarães] na segunda parte, por muito mérito do nosso posicionamento e comportamento defensivo.

Estivemos bem, estivemos agressivos, procuramos jogo exterior, procuramos ser muito objetivos, tivemos várias oportunidades de jogo, foi uma boa vitória, para não dizer uma grande vitória e preparar já o próximo, porque isto é uma maratona terrível.

Todas as vitórias são importantes e fundamentais, mas não olhamos para o calendário e não colocamos uma cruz ou um visto, do estilo ali vai ser difícil pontuar ou quase impossível e aqui está garantido. Nós não fazemos isso.”

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Futebol

“Tirei o Palhinha porque achei que podia estar em risco”

32.ª jornada

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Foto: DR

Declarações após o jogo da 32.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Belenenses SAD (1-1), que hoje decorreu em Braga.

Artur Jorge (treinador do SC Braga): “Não era o resultado, de todo, que queríamos e fizemos, nomeadamente na primeira parte, o suficiente para fazer mais golos, ter uma vantagem mais confortável e que podia colocar o Belenenses SAD mais fragilizado animicamente. O adversário acreditou, expusemo-nos pela forma como não conseguimos fazer o segundo golo e depois do empate ficou mais difícil.

[Equipa desacelerou na segunda parte] Não era estratégico. Não podemos baixar a intensidade, mas a verdade é que a equipa foi menos intensa na segunda parte. Fomos uma equipa mais lenta, isso penalizou-nos e não conseguimos ter a mesma vivacidade da primeira parte. Acabámos por não ser competentes na definição no último terço e foi isso que fez a diferença.

Temos de reagir. Somámos um ponto, não era o que queríamos, mas estão seis pontos em disputa e vamos continuar a acreditar. Só com esta mentalidade ganhadora é que podemos abordar os jogos. Vamos esperar para ver o que nos reserva, mas vamos lutar para vencer os dois jogos que faltam.

Tirei o Palhinha, porque achei que podia estar em risco se cometesse uma falta [já tinha um cartão amarelo], foi para o poupar”.

Petit (treinador do Belenenses SAD): “É um ponto importante, sabíamos que íamos defrontar uma equipa com objetivos diferentes, com muita qualidade, montámos uma estratégia e com o espírito de sacrifício dos jogadores – alguns acabaram de rastos, porque não é fácil vir jogar aqui a Braga -, conseguimos um ponto importante na luta pela manutenção.

As cinco substituições ajudaram, foi decisivo porque o Cassiera entrou e fez golo. Há um desgaste enorme físico e psicológico”.

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Futebol

FC Porto Campeão Nacional 2019/2020

I Liga

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O FC Porto sagrou-se hoje campeão nacional de futebol. Tomás Esteves, lateral-direito de Arcos de Valdevez, que se estreou na 27.ª jornada, conquista a sua primeira faixa.

O FC Porto recuperou de sete pontos de desvantagem para o Benfica e sagrou-se campeão da atípica I Liga de futebol de 2019/20, marcada pela covid-19, que ditou um interregno de três meses e jogos à porta fechada.

Os ‘dragões’, que começaram a prova com uma inesperada derrota por 2-1 em casa do recém-promovido Gil Vicente, levaram a melhor nos jogos com o adversário direto na corrido ao título, o Benfica, e foram superiores em momentos decisivos.

O FC Porto disfarçou o deslize em Barcelos com o triunfo em casa do Benfica (2-0), impondo à equipa da Luz os únicos pontos perdidos na primeira volta, à terceira jornada, a única que acabou com o Sporting, ainda com Bruno Fernandes, na liderança.

Os portistas chegaram pela primeira vez ao topo da I Liga à oitava jornada, com os mesmos 21 pontos do Benfica (segundo), após um triunfo por 3-0 sobre o então inusitado líder Famalicão, recém-chegado ao principal campeonato após um jejum de 25 anos.

A liderança do FC Porto foi testada e reprovada na ronda seguinte, com um empate a 1-1 em casa do Marítimo, que permitiu ao então campeão Benfica, com um robusto triunfo por 4-0 na receção ao Portimonense, ascender isolado ao primeiro posto.

Com o Sporting cedo fora da luta pelo título, Benfica e FC Porto seguiram separados por dois pontos até à 13.ª jornada, altura em que novo empate dos ‘dragões’, desta vez em casa do Belenenses SAD (1-1), deixou as ‘águias’ com quatro pontos à maior.

Na 15.ª jornada, o FC Porto venceu por 2-1 em casa do Sporting, sentenciando de uma vez por todas as aspirações dos ‘leões’, que caíram para o quarto lugar, a 16 pontos do líder, e reduziram a luta do título a um mano a mano com o Benfica.

No último jogo da primeira volta, o FC Porto perdeu na receção ao Sporting de Braga (1-2) e permitiu ao Benfica, que venceu por 2-0 em casa do rival Sporting, alargar a vantagem na liderança para sete pontos e começar a estender a passadeira para o título.

A formação da Luz estava com um pé nos ‘bis’, mas a chama portista voltou a acender-se com um triunfo obrigatório, por 3-2, na receção ao Benfica, à 20.ª jornada: os ‘dragões’ colocaram-se a quatro pontos, quando podiam ter ficado a 10.

O jogo no Dragão foi crucial para a reconquista do FC Porto, pelo qual marcaram Sérgio Oliveira, aos 10 minutos, Alex Teles, aos 38 (grande penalidade) e Vlachodimos, aos 44 (própria baliza). Vinícius, aos 18 e 50, fez os golos do Benfica.

Na jornada seguinte (21.ª), o FC Porto venceu em Guimarães (2-1) e tirou partido da segunda derrota consecutiva do comandante Benfica, em casa com o Sporting de Braga (1-0), para reduzir a desvantagem de quatro para apenas um ponto.

Em 02 de março, para a 23.ª jornada, o FC Porto vence o Santa Clara (2-0), nos Açores, e aproveitou novo deslize do Benfica, que empatou em casa com o Moreirense (1-1), para ascender à liderança isolada, com 59 pontos, mais um do que o Benfica.

O campeonato foi suspenso após a realização da 24.ª ronda, devido à pandemia de covid-19, com o FC Porto a liderar com um ponto de vantagem sobre o Benfica, e o seu reatamento só aconteceu em junho, com os jogos à porta fechada.

O desconfinamento da I Liga foi digno de um filme de suspense. O FC Porto perdeu em casa do Famalicão (2-1), abrindo a hipótese de liderança isolada ao Benfica, que jogou no dia seguinte, mas não foi além de um empate na receção ao Tondela (0-0).

O Benfica retomou o topo ‘estatístico’ da I Liga, com os mesmos 60 pontos do FC Porto, devido à diferença entre golos marcados e sofridos, mas com os ‘dragões’ em vantagem na ‘prática’, graças à vantagem do confronto direto.

Na jornada seguinte (26.ª), o FC Porto venceu em casa o Marítimo (1-0) e tirou partido de mais um empate do Benfica, em Portimão (2-2) para reassumir a liderança isolada, com dois pontos de vantagem sobre os ‘encarnados’.

A intermitente liderança prosseguiu na ronda seguinte (27.ª), com o Benfica, que venceu em casa do Rio Ave (1-2), a retomar o tal comando ‘fictício’, com os mesmos 64 pontos do FC Porto, que empatou a 0-0 na casa do lanterna-vermelha Desportivo das Aves.

A parceria foi desfeita definitivamente na ronda seguinte (28.ª), em que o FC Porto regressou à liderança, após a goleada por 4-0 ao Boavista, com três pontos de vantagem sobre o Benfica, que perdeu por 4-3 na receção ao Santa Clara.

Na 29.ª jornada, o FC Porto (4-0 ao Boavista) ficou ainda mais isolado na liderança, com seis pontos de vantagem sobre o Benfica, que voltou a perder – 10 pontos somados em 30 possíveis -, desta feita em casa do Marítimo (2-0).

A questão tornou-se apenas matemática e os ‘dragões’, com triunfos sobre o Belenenses SAD (5-0), em Tondela (3-1) e face ao Sporting (2-0) já puderam festejar hoje, a duas jornadas do fim, um título que chegou a parecer perdido.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto – Sporting, 2-0.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

1-0, Danilo, 64 minutos.

2-0, Marega, 90+1.

Equipas:

– FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Pepe, Alex Telles (Diogo Leite84), Danilo, Loum, Fábio Vieira (Vítor Ferreira, 72), Otávio (Soares, 90+4), Luis Díaz (João Mário, 85) e Marega (Romário Baró, 90+3).

(Suplentes: Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Leite, Romário Baró, Zé Luís, Soares, Fábio Silva, João Mário, Vítor Ferreira).

Treinador: Sérgio Conceição.

– Sporting: Maximiano, Eduardo Quaresma (Tiago Tomás, 78), Coates, Borja, Ristovski (Rafael Camacho, 73), Wendel, Matheus Nunes, Nuno Mendes, Jovane (Joelson, 78), Plata (Francisco Geraldes, 55) e Sporar.

(Suplentes: Renan, Rafael Camacho, Luís Neto, Rodrigo Battaglia, Francisco Geraldes, Tiago Tomás, Gonçalo Inácio, Joelson, Doumbia).

Treinador: Rúben Amorim.

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Jovane (39), Alex Telles (50), Pepe (57), João Mário (88).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

 

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Futebol

SC Braga empata e continua a ver terceiro lugar por um canudo

32.ª jornada

em

Foto: Twitter

O SC Braga empatou 1-1 esta quarta-feira em casa frente ao Belenenses SAD, em jogo a contar para a 32.ª jornada da Liga portuguesa.

Ricardo Horta, aos 42 minutos, colocou os bracarenses em vantagem, mas o Braga acabou por falhar a oportunidade de somar a terceira vitória consecutiva desde que Artur Jorge assumiu o comando técnico, quando Cassierra, aos 80, igualou para os ‘azuis’, que tinham perdido os dois jogos anteriores.

 O SC Braga é quarto, com 57, menos dois do que o Sporting, terceiro e que ainda hoje joga em casa do FC Porto, num encontro em que os ‘dragões’ podem assegurar o título, caso pontuem.

O Belenenses manteve o 14.º lugar, mas agora com 32 pontos, mais dois do que o trio que também luta para fugir à segunda vaga de descida, formado por Portimonense, Tondela e Vitória de Setúbal.

Ficha de Jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Belenenses SAD, 1-1.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Ricardo Horta, 42 minutos.

1-1, Cassiera, 80.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Bruno Viana, David Carmo, Pedro Amador (João Novais, 90), Palhinha (Galeno, 46), André Horta (Raul Silva, 90), Fransérgio, Trincão (Abel Ruiz, 67), Ricardo Horta e Paulinho.

(Suplentes: Tiago Sá, Fabiano, Bruno Wilson, Raul Silva, João Novais, Sanca, Abel Ruiz, Galeno e Rui Fonte).

Treinador: Artur Jorge.

– Belenenses SAD: Koffi, Nuno Coelho, Ricardo Ferreira (Sithole, 75), Rúben Lima, Tiago Esgaio, Phete, Pina, Robinho (Edi Semedo, 60), Nilton Varela (Danny, 90+4), Licá (Marco Matias, 60) e Keita (Cassiera, 60).

(Suplentes: Filipe Mendes, Luís Silva, Danny, Sithole, Castro, Marco Matias, Edi Semedo, Gonçalo Agrelos e Cassiera).

Treinador: Petit.

Árbitro: André Narciso (Setúbal).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Palhinha (14), Robinho (46), Rúben Lima (62), Paulinho (84).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(em atualização)

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