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Os números do Euromilhões

Sorteio decorreu esta terça-feira

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É esta a chave do concurso do Euromilhões, sorteada esta terça-feira, 15 de janeiro: 22, 25, 29, 33 e 35 (números e as estrelas 3 e 6.


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Vendas nas lojas caíram 40% na última semana face a 2019

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

As vendas nas lojas cederam 40%, entre os dias 06 e 12 de julho, em comparação com 2019, segundo os dados do observatório da Associação de Marcas do Retalho e Restauração (AMRR), hoje divulgados.

“A análise contou com dados recolhidos em mais de 2.300 lojas de associados da AMRR, de norte a sul do país, e referem-se à semana entre os dias 06 e 12 de julho. A quebra média fixou-se nos 40% face ao período homólogo”, indicou, em comunicado, a associação.

Segundo a AMRR, as lojas de ‘shoppings’ continuam entre as mais afetadas com perdas médias, desde a abertura ao público, que chegam a 42%.

“Desde a reabertura dos espaços comerciais de maior dimensão, no dia 01 de junho, e apesar das enormes promoções e liquidação de ‘stock’, as perdas de vendas dos lojistas têm vindo a agravar-se, fixando-se sempre na ordem dos 40%”, sublinhou a associação, destacando que junho foi o quarto mês consecutivo com elevados prejuízos para os lojistas, devido à redução das deslocações aos espaços comerciais.

Citado no mesmo documento, o presidente da AMRR defendeu a necessidade de uma “regulação equilibrada” e de apoios para manter a operação do setor e os mais de 375 mil empregos diretos e indiretos só nos centros comerciais.

“Não podemos ficar sentados à espera que haja um apoio efetivo por parte dos senhorios e dos fundos que detêm os centros comerciais. Os fundos anunciaram apoios de 305 milhões de euros que não passam, na maioria dos casos, de moratórias encapotadas que teremos de pagar mais tarde”, afirmou Miguel Pina Martins.

Este responsável lembrou ainda que foram anunciados perdões de rendas, por vezes, mediante “vinte vezes mais compromisso do lado dos lojistas em extensões de contratos até seis anos e com cláusulas abusivas nos contratos que obrigam os lojistas a renunciarem a direitos fundamentais”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 573 mil mortos e infetou mais de 13,12 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.662 pessoas das 46.818 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Costa defende na Hungria que Estado direito não deve ser associado à recuperação

Política

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António Costa e Viktor Órban. Foto: Twitter / António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje à saída de uma reunião com o seu homólogo húngaro, Viktor Orbán, que a questão do Estado de direito, embora “central” para Portugal, não deve ser relacionada com as negociações sobre o plano de recuperação.

Depois de um encontro bilateral com o seu homólogo húngaro, no quadro dos contactos que tem realizado com outros líderes europeus para preparar o Conselho Europeu que arranca na próxima sexta-feira em Bruxelas, António Costa, em declarações à RTP em Budapeste, apontou que muitas vezes é a “falta de diálogo” que previne compromissos, pelo que considerou “importante” a conversa mantida com Orbán, na qual foi abordada a delicada questão da eventual condicionalidade na disponibilização de fundos de recuperação ao cumprimento do Estado de direito, que, segundo Bruxelas, está ameaçado na Hungria.

Costa apontou que “com a Hungria há um problema particular, que tem a ver com a questão do Estado de direito e qual é a relevância que deve ter nesta condicionalidade”, no quadro das negociações sobre o Fundo de Recuperação, e indicou que a posição de Portugal é que esta é uma matéria fulcral, mas que deve ser tratada em sede própria, designadamente através do artigo 7º do Tratado, que dota a UE da capacidade de intervir em caso de risco manifesto de violação grave dos valores comuns, e que de resto já foi acionado ao encontro da Hungria.

“Como sabe, para nós a questão das liberdades, democracia e Estado de direito são questões centrais e que devem ser resolvidos nos termos próprios do Tratado, com base no artigo 7º, porque não se trata de discutir simultaneamente valores e dinheiro. Os valores não se compram. Se há um problema de valores, aí deve ser tratado, como está previsto, no artigo 7º como uma condicionante à participação na própria União”, defendeu.

Para António Costa, outro tema, distinto, “é a discussão relativamente a este programa de recuperação financeira, onde aquilo que importa assegurar é um adequado controlo do uso dos fundos europeus”, algo que considerou “absolutamente razoável” e que todos aceitam, incluindo a Hungria, disse acreditar.

“Eu acho que esta conversa é importante, porque todos temos de perceber quais são efetivamente os pontos de conflito que estão em aberto, para fazer um trabalho e um esforço para, até ao próximo Conselho, encontrarmos soluções para os diferentes pontos. Acho que há muitas vezes falta de diálogo entre as pessoas, e estes contactos bilaterais permitem perceber melhor quais são as dificuldades de uns e de outros, quais são os pontos de vista de uns e de outros, e isso aproxima e facilita a construção de acordos”, disse.

O primeiro-ministro, que na véspera esteve em Haia para um encontro com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, notou a propósito que “todos os primeiros-ministros andam mais ou menos neste momento a circular pelas diferentes capitais, procurando identificar quais são as dificuldades que uns e outros têm”.

Costa voltou a manifestar-se confiante num acordo já na próxima cimeira, até porque, salientou, adiar uma solução para “uma situação dramática que hoje a Europa está a viver, já não só do ponto de vista sanitário, mas também do ponto de vista económico e do ponto de vista do emprego” seria algo que “nenhum cidadão na Europa, em parte alguma da Europa, pode perceber”.

“Como sabe, eu sou um otimista impenitente e, portanto, não vejo razão para que, desde que haja vontade política, não possa haver acordo no próximo fim de semana. Não sei se é a 17 [de julho, sexta-feira], não sei se é a 18, não sei se teremos de ficar mesmo para 19, mas não vejo nenhuma razão para que não haja acordo”, reforçou.

Costa revelou ainda que, tal como fizera na véspera com o chefe de Governo holandês, também explicou a Orbán “a especificidade regional da situação que se vive em Portugal” a nível da pandemia da covid-19, isto no dia em que a Hungria também colocou Lisboa na ‘lista vermelha’.

“Sei que amanhã haverá uma reunião do Governo húngaro, e o primeiro-ministro ficou de considerar todos os dados e documentação que lhe forneci”, declarou, sublinhando que, na sua conversa com Orbán, enfatizou o facto de o aumento de casos em Portugal ser muito localizado e de Portugal ser “dos países que mais testes fizeram”, pelo que seria “muito injusto penalizar quem faz um esforço muito grande para identificar as pessoas infetadas”, ao contrário de outros Estados-membros que preferem outras abordagens.

Depois das deslocações a Haia e Budapeste, António Costa estará a partir de sexta-feira em Bruxelas, para participar num Conselho Europeu no qual os 27 vão tentar ‘fechar’ um compromisso sobre o Fundo de Recuperação europeu e o orçamento plurianual da União para 2021-2027.

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Médicos estão esgotados e pagamento extra terá efeito limitado, diz Sindicato

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) diz que o pagamento extra para recuperar a atividade suspensa por causa da pandemia terá um efeito limitado pois os médicos estão esgotados e a maioria já ultrapassou as 150 horas extraordinárias.

“É uma medida que, na prática, tem uma repercussão muito limitada porque estamos a falar de médicos que, neste momento, estão esgotados. Além disso, não podem fazer essa atividade no horário de trabalho, só nas horas extra, e a esmagadora maioria já ultrapassou as 150 horas de trabalho extraordinário”, afirmou hoje Roque da Cunha.

O responsável considera que a portaria hoje publicada, que aprova o regime excecional de incentivos à recuperação da atividade assistencial não realizada por causa da pandemia de covid-19, “é o Governo a atirar areia para os olhos dos portugueses”.

“Dos biliões do programa, estamos a falar de tostões para investimento no Serviço Nacional de Saúde”, disse Roque da Cunha, sublinhando que o essencial é investir nas infraestruturas dos hospitais, em equipamentos e meios humanos.

“O investimento tem de ser nas infraestruturas dos hospitais, nos equipamentos dos hospitais. Para se fazer cirurgias, é necessário fazer um conjunto de meios complementares de diagnóstico e muitos hospitais têm piores condições do que os privados”, afirmou.

Mais de 70% dos portugueses acham que UE precisa de mais recursos contra pandemia

O secretário-geral do SIM lembrou ainda que “já existiam listas de espera de um e dois anos antes da pandemia” e considerou essencial que o setor social, as misericórdias e os privados “contribuam ativamente” nesta matéria.

“Durante pandemia, o tempo continuou a correr, continuou a haver cancros e hérnias para serem operados e houve um acumular, perante um atraso que já existia e que era muito importante. E esse atraso existia apesar do SIGIC”, o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia, criado na sequência dos programas para combater as listas de espera.

O SIGIC prevê que, quando um hospital público não consegue garantir a cirurgia no tempo de resposta estipulado, o sistema propõe transferir o utente para outro hospital público ou emite um vale-cirurgia para que este recorra a um dos hospitais privados ou sociais convencionados com o Ministério da Saúde.

Além de equipas esgotadas nos hospitais, Roque da Cunha lembrou que os procedimentos agora demoram mais tempo (por causa das desinfeções exigidas na sequência da pandemia) e são mais onerosos, por causados equipamentos de proteção exigidos.

O dirigente sindical sublinhou igualmente a importância de tratar dos doentes não covid, afastados dos hospitais não só pela suspensão das consultas (e meios de diagnóstico não urgentes), mas pelo próprio medo de contaminação por causa da covid-19.

A portaria hoje publicada em Diário da República define que as “primeiras consultas” de especialidade que ficaram por fazer por causa da suspensão da atividade médica devido à pandemia serão pagas no máximo a 95% e as cirurgias a 75%.

O documento justifica a suspensão da atividade médica assistencial não urgente com a “necessidade de prontidão, adequação e segurança dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia”.

“Tal suspensão, determinada a 16 de março e em vigor até 02 de maio de 2020, teve impacto nos tempos de espera para a realização de consultas referenciadas pelo Consulta a Tempo e Horas, e bem assim para a realização de cirurgias no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia”, reconhece.

Segundo os administradores hospitalares, estarão em atraso dezenas de milhares de cirurgias e mais de um milhão de consultas.

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