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Os números do Euromilhões

Sorteio decorreu esta terça-feira

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É esta a chave do concurso do Euromilhões, sorteada esta terça-feira, 15 de janeiro: 22, 25, 29, 33 e 35 (números e as estrelas 3 e 6.


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Concurso para ingressar na PSP com apenas 200 lugares ocupados dos mil disponíveis

PSP

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O concurso da PSP para formação de agentes deixou vagos cerca de 200 lugares dos mil disponíveis, algo inédito que, para o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), é preocupante e deve merecer reflexão.

De acordo com um comunicado do SIAP hoje divulgado, a listagem de candidatos aprovados ao curso de formação de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) contabiliza apenas 793 candidatos aprovados para mil vagas disponíveis.

“Pela primeira vez num concurso da PSP as vagas previstas não são preenchidas. Isto deverá ser motivo de uma preocupação e de reflexão por parte do MAI [Ministério da Administração Interna] e da própria DNPSP [Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública], bem como por parte dos restantes decisores políticos. Para a PSP certamente hoje é um dia triste, bem como para todos os que são policias. Para um país como Portugal, que precisa de manter uma imagem de país seguro, estes números e esta realidade é deveras preocupante”, defende o SIAP.

“Diversas vezes mostramos claramente que há que tomar medidas urgentes para tornar novamente a carreira policial aliciante”, refere o sindicato no comunicado, defendendo, dirigindo-se ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que “não basta abrir concursos e fazer promessas”, lembrando ainda que endereçou aos grupos parlamentares propostas no âmbito do Orçamento do Estado para 2021.

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Marcelo pede que se evite “um dezembro agravado” com “restrições mais drásticas”

Covid-19

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Foto: DR

O Presidente da República pediu hoje aos portugueses que façam neste mês um esforço coletivo para conter a “subida inquietante” dos internamentos de doentes com covid-19 para se evitar “um dezembro agravado”, com “restrições mais drásticas”.

Numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que tinha acabado de assinar o decreto que declara o estado de emergência em Portugal a partir da próxima segunda-feira, por 15 dias, até 23 de novembro, e considerou que este mês constitui um “teste essencial”.

Na sua intervenção, que durou cerca de cinco minutos, o chefe de Estado defendeu que é preciso, em conjunto, “atenuar o custo da pandemia” para proteger todos os doentes, “covid e não covid”, e os seus “legítimos direitos à vida e à saúde”.

O Presidente da República alertou que este é “um desafio que não acaba neste mês de novembro, nem em dezembro, nem muito provavelmente nos primeiros meses de 2021, mas que tem em novembro, neste mês, de novo, um teste essencial”.

“As semanas que se seguem têm de ser de esforço coletivo de contenção da subida inquietante dos números de internados em geral e de internados em cuidados intensivos em especial, por forma a evitarmos todos um dezembro agravado e com isso, restrições mais drásticas para todos nós indesejáveis”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa reforçou esta mensagem, acrescentando: “Novembro é, pois, mais um teste à nossa contenção, à nossa serenidade, à nossa resistência, que vamos viver solidários e determinados – tal como solidários e determinados vivemos na primavera o arranque da pandemia e no verão a situação mais aguda na Grande Lisboa”.

“Conta o Presidente da República com cada uma e cada um dos portugueses neste esforço acrescido. Contam os portugueses com o Presidente da República, que com eles está neste segundo estado de emergência tal como esteve no primeiro, neste teste de novembro como tem estado em todos os demais, agora e sempre”, concluiu.

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Testes de antigénio, uma das promessas de diagnóstico rápido não isenta de riscos

Covid-19

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Foto: DR

Os testes de antigénio para deteção do novo coronavírus, que Portugal começará a usar na próxima semana, são uma das modalidades de testes de diagnóstico rápido para a covid-19 possíveis, mas não isenta de riscos, segundo a Nature.

Um artigo assinado na quinta-feira pela publicação científica Nature Biotechnology elenca as ofertas de testes rápidos à covid-19 possíveis, numa altura em que aumentam de forma exponencial as infeções, nomeadamente na Europa, incluindo Portugal.

Os testes rápidos, ao contrário dos laboratoriais, podem dar resultados “numa questão de minutos” e são mais fáceis de usar, o que é essencial nesta fase da pandemia, segundo o artigo, que cita Michael Mina, professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, nos Estados Unidos.

De acordo com o docente, para que a contenção da covid-19 seja eficaz, as pessoas infecciosas (mesmo as assintomáticas) devem ser identificadas e isoladas o mais depressa possível. Tal, a seu ver, só será conseguido com testes rápidos e baratos à escala populacional, como os de antigénios.

Testes de antigénios baseados no formato usado nos testes rápidos de gravidez, defende Michael Mina.

Os testes de antigénio para diagnosticar a covid-19 permitem detetar as proteínas do coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença respiratória.

Comparativamente com os testes de diagnóstico PCR, que têm sido vulgarmente utilizados em laboratório para detetar material genético do vírus, os testes de antigénio têm uma sensibilidade inferior, podendo gerar, segundo o artigo da Nature, mais “falsos positivos”.

No reverso, os testes de PCR, apesar de “altamente precisos”, têm de ser realizados em laboratórios e requerem pessoal e equipamento especializado, tornando o diagnóstico de casos e o rastreamento de contactos mais complicado, assinala a publicação científica.

Os testes rápidos à covid-19 baseados na técnica de edição genética CRISPR são mencionados como uma opção igualmente promissora, embora sejam uma tecnologia emergente, uma vez que permitem detetar o novo coronavírus de forma “menos complicada” do que os testes de PCR, sendo “altamente sensíveis e específicos” e, portanto, confiáveis.

Já os testes rápidos de anticorpos (anticorpos específicos para o coronavírus da covid-19) têm “pouco valor” na deteção de infeções ativas devido ao intervalo de tempo que decorre entre o início da infeção e a produção de anticorpos, sustenta a Nature Biotechnology, acrescentando que alguns dos testes rápidos “serão adequados” para uso em casa, desde que os reguladores do medicamento e dispositivos médicos autorizem a sua venda livre.

Segundo o mesmo artigo, os reguladores “têm sido historicamente lentos” em aprovar tais testes, alegando “falta de orientação clínica” que ajude as pessoas a interpretarem corretamente os resultados.

A empresa farmacêutica alemã Pharmact começou a pressionar reguladores e legisladores, antes de concluir a validação clínica, para que o teste de antigénio BELMONITOR-COV-2 possa ser usado em casa, salienta a revista.

Na quinta-feira, no parlamento, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que a utilização dos testes rápidos de antigénio para diagnóstico do novo coronavírus vai arrancar na próxima semana junto das Administrações Regionais de Saúde, “nos casos com indicação para tal”.

Marta Temido assegurou que os testes de antigénio que serão usados “têm fiabilidade e especificidade adequadas”, permitindo “aprofundar o caminho de testar, rastrear e isolar o mais precocemente possível”.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 48,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.792 pessoas dos 166.900 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente no mundo.

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