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Os números do Euromilhões

Sorteio decorreu esta terça-feira

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É esta a chave do concurso do Euromilhões, sorteada esta terça-feira, 15 de janeiro: 22, 25, 29, 33 e 35 (números e as estrelas 3 e 6.

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Marcelo dramatiza confinamento em dia recorde de mortos covid-19

Eleições presidenciais

Foto: DR / Arquivo

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente e recandidato, dramatizou hoje, pelo segundo dia consecutivo, o apelo ao respeito pelo confinamento para travar a pandemia do novo coronavírus, que hoje fez um recorde de 167 mortos.

Porque a situação da epidemia de covid-19 “é grave”, porque “em democracia quem mais ordena são as pessoas”, alertou Marcelo, à margem de uma visita ao Centro Social Paroquial da Azambuja, no distrito de Lisboa, depois de, na véspera, à porta do Hospital de Santa Maria, ter alertado para a situação “muito crítica” nas estruturas de saúde.

Hoje, quarto dia do confinamento geral para tentar travar a epidemia, Marcelo repetiu o apelo e avisou que a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode atingir todos os doentes, com ou sem covid-19.

O Presidente e recandidato disse que o resultado das medidas adotadas “depende muito dos próprios” portugueses, que “têm de aderir à importância de cumprir as medidas”, e que o poder político “não pode substituir-se à decisão das pessoas, em democracia”.

No dia em que o Governo endureceu o confinamento geral, Rebelo de Sousa, mais como Presidente do que como candidato, garantiu que apoiaria tais medidas.

Pela esquerda, e apesar de a socialista Ana Gomes já ter apelado a um “esforço de unidade nacional”, Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, acusou o Presidente da República de ter subestimado as novas vagas da pandemia, considerando que todos os órgãos de soberania têm de assumir as suas responsabilidades.

Com o país a viver um pico na epidemia, o nono dia de campanha ficou marcado pelo último debate, desta vez nas rádios Antena 1, Rádio Renascença e TSF, antes das eleições presidenciais de domingo, que aqueceu com a regionalização.

Contrário à criação das regiões, Marcelo admitiu, porém, que não se oporia a uma nova consulta popular e nem tem poderes para se opor a uma revisão constitucional que altere o regime do referendo.

De um lado, a favor das regiões, estiveram a socialista Ana Gomes, a bloquista Marisa Matias, o comunista João Gomes e Vitorino Silva, enquanto Mayan Gonçalves, apoiado pela Iniciativa Liberal, destoou de tom, afirmando que este é um debate “acessório”.

No debate radiofónico de hoje não participou um candidato, André Ventura, do Chega, que, no domingo à noite participou num jantar-comício num restaurante com cerca de 170 pessoas, em Braga, onde os apoiantes da candidatura hostilizaram os jornalistas, com insultos e ameaças. Hoje, Ventura demarcou-se dos atos dos seus apoiantes.

No discurso político, o líder do Chega acusou Marcelo de cobardia por preferir a extrema-esquerda aos partidos de direita, numa referência ao facto de o candidato apoiado pelo PSD e CDS ter assumido hoje, no debate, que exigirá um acordo por escrito se se proporcionar um futuro Governo ou acordo de incidência parlamentar com a participação do partido.

À margem do debate, o candidato João Ferreira também apontou a Marcelo para dizer, durante uma ação na Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, que “houve afetos mal distribuídos” pelo Presidente dos afetos e que o chefe de Estado “falhou” no reconhecimento dos professores.

Um dia depois do voto antecipado em mobilidade, para que se inscreveram 246 mil pessoas, e das imagens de grandes filas de eleitores à espera para votar, o PSD criticou as “falhas injustificáveis” e “excesso de exposição ao contágio” durante o dia, atacando a maneira “amadora e desleixada” como o processo foi conduzido.

Uma opinião diametralmente oposta à do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que no domingo votou no Barreiro, distrito de Setúbal, e considerou que o processo correu bem, comparando “o entusiasmo” dos eleitores “à alegria do voto nas primeiras eleições democráticas”.

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Costa assume deficiente organização do voto antecipado em alguns concelhos

Eleições presidenciais

Filas para votar em Braga. Foto: DR

O primeiro-ministro defendeu hoje que correu globalmente bem no domingo o voto antecipado para as eleições presidenciais, embora reconheça deficiências de organização em alguns concelhos, e recusou-se a comentar a realização de jantares de campanha em pandemia.

Estas posições foram assumidas por António Costa em conferência de imprensa, em São Bento, após um Conselho de Ministros extraordinário destinado agravar as medidas de combate à covid-19, em que também confirmou que no próximo domingo, dia de eleições presidenciais, “haverá uma exceção na circulação entre concelhos”.

Na opinião do primeiro-ministro, o voto antecipado “correu bem, com elevada taxa de participação na ordem dos 80% relativamente ao número de cidadãos inscritos”.

“Quanto à forma como foi organizado, entendo que foi muito variada consoante os concelhos. Houve uns onde houve uma excelente organização e a votação decorreu de forma fluida, enquanto em outros, manifestamente, houve uma má organização e que implicou longos períodos de espera”, declarou.

Neste ponto, António Costa disse mesmo querer “louvar aqueles que, não obstante as dificuldades, exerceram o seu direito cívico de votar, contribuíram para a vitalidade da democracia e para uma participação que se deseja significativa nas eleições do próximo domingo”.

Já perante a pergunta relativa ao facto de o candidato presidencial André Ventura estar a realizar jantares comício com mais de uma centena de pessoas, em plena conjuntura de epidemia de covid-19, num momento em que os restaurantes estão encerrados, o líder do executivo invocou na sua resposta a lei do estado de emergência.

“É expressamente proibida a existência de limitações à atividade política. Por maioria de razão, isso poderia acontecer em situação de campanha eleitoral. Por isso, nem o decreto do Presidente da República, nem consequentemente a regulamentação do Governo, puderam introduzir qualquer limitação à atividade política”, justificou.

Na perspetiva do primeiro-ministro, na campanha das presidenciais, “caberá a cada candidata ou candidato saber organizar a sua campanha da forma mais adequada às circunstâncias da pandemia”.

“Caberá aos portugueses, também, julgar a forma como cada candidata e cada candidato se comporta neste quadro de pandemia. Mas isso aí já não é ao primeiro-ministro que compete pronunciar-se sobre a matéria”, acrescentou.

Perante os jornalistas, António Costa confirmou que, no próximo domingo, dia das eleições presidenciais, haverá uma exceção às restrições de liberdade de circulação entre concelhos.

“Mas devem ser poucas as pessoas que estão recenseadas fora do local da sua residência. A lei obriga a que cada um esteja recenseado eleitoralmente no local onde reside. Devem ser poucas as pessoas que estão violando a lei, estando recenseadas fora do seu local de residência”, referiu.

O primeiro-ministro ressalvou depois que há casos de pessoas que mudaram de casa recentemente e ainda não alteraram o seu recenseamento.

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Tiago Mayan diz que Governo só gere o momento e fá-lo mal

Eleições presidenciais

Foto: DR / Arquivo

O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves disse hoje que o Governo “só sabe gerir o momento” e “fá-lo mal”, em reação às novas medidas de combate à covid-19 anunciadas, e considerou “inaceitável” imputar responsabilidades aos cidadãos.

O primeiro-ministro anunciou hoje um conjunto de “clarificações” a algumas normas decretadas há cinco dias pelo Governo relativas a restrições à circulação de pessoas, mas também um alargamento do âmbito de medidas de combate à covid-19.

“O que isso demonstra, em primeiro lugar, é que este Governo só sabe gerir o momento e fá-lo mal”, afirmou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), após um encontro ‘online’, a partir de Lisboa, com empresários do Algarve, ligados ao setor do turismo e restauração

Tiago Mayan não quis falar do “detalhe das medidas” e, “independentemente das medidas”, fez questão de ressaltar que é preciso também ouvir da parte do “primeiro-ministro como e quando ele vai pagar a fatura destas medidas”.

“Porque não podem ser os mesmos, não podem ser os cidadãos, os micro e pequenos empresários a pagar a fatura destas medidas, tem de ser o Governo a assumir a responsabilidade das suas decisões e a definir, de forma direta, imediata e sem burocracias, os apoios e compensações aos setores afetados”, salientou.

E acrescentou: “Chegará o dia em que as responsabilidades pelo que está a ocorrer terão que ser assacadas. Neste momento, quero dizer que estarei do lado da solução e do lado dos portugueses”.

Questionado sobre a responsabilidade individual dos cidadãos apontada pelo primeiro-ministro, Tiago Mayan afirmou que, “quando um Governo cria uma exceção está a dizer às pessoas que podem fazer isto” e as “pessoas simplesmente fizeram o que o Governo disse que elas podiam fazer”.

“Eu não reconheço e não adiro, não me vão ver a aderir à narrativa de que a culpa é dos portugueses. Nós chegámos a este ponto com dois meses e meio de estado de emergência, com medidas aplicadas no contexto desses estados de emergência e chegámos a um ponto a que nenhum país da Europa chegou e, portanto, imputar essa responsabilidade aos portugueses é, do meu ponto de vista inaceitável”.

António Costa, que falava em conferência de imprensa, em São Bento, no final de um Conselho de Ministros extraordinário que decorreu por videoconferência, disse que, entre sexta-feira e domingo, se registou uma redução da movimentação das pessoas na ordem dos 30% em relação ao mesmo período da semana anterior – um resultado que considerou insuficiente.

“Não é aceitável que este movimento de pessoas continue. Impõe-se clarificar normas de restrição da circulação que têm sido objeto de abuso e alargar o quadro restritivo das medidas que foram aprovadas na quinta-feira”, declarou António Costa.

Questionado sobre a ação de campanha de André Ventura, que reuniu num jantar cerca de 170 pessoas, Mayan disse que não se posiciona em relação a outras campanhas, referindo apenas que a sua campanha reviu a estratégia, passando muitas ações para o ‘online’, mantendo outras com um número muito reduzido de pessoas.

Portugal contabilizou hoje 167 mortes, um novo máximo de óbitos em 24 horas relacionados com a covid-19, e 6.702 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS revela também que foram ultrapassados os cinco mil internamentos hospitalares por covid-19, estando 5.165 pessoas internadas, mais 276 do que no domingo, das quais 664 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 17.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 9.028 mortes associadas à covid-19 e 556.503 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 135.886 casos, mais 1.875 do que no domingo.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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