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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 25 de setembro: 19, 23, 34, 37 e 45 (números) e 1 e 7 (estrelas).


Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 130 milhões de euros.

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Enfermeiros em greve de 09 a 13 de novembro

Covid-19

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Protesto dos Enfermeiros em Braga. Foto: O MINHO (Arquivo)

A greve geral de enfermeiros convocada pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) realiza-se entre 09 e 13 de novembro, em todo o país, à exceção da Região Autónoma da Madeira, anunciou hoje o sindicato.

“O Sindepor convocou uma greve geral para a segunda semana de novembro, de 09 a 13, que vai abranger todo o país. A Madeira está excluída”, afirmou o presidente do sindicato, Carlos Ramalho, numa conferência de imprensa em Évora.

Carlos Ramalho indicou que a paralisação não se realiza na Madeira porque o Governo Regional “tem mostrado sempre uma abertura e uma capacidade negocial muito grande” e estabelecido acordos com o sindicato para “tentar ultrapassar os problemas”.

Quanto à greve, o sindicalista afirmou que “os enfermeiros estão extremamente descontentes” com a atual situação profissional e que, com a pandemia de covid-19, agravaram-se os problemas destes profissionais.

“A capacidade de resposta é muito limitada e os enfermeiros estão extremamente exaustos. Na primeira fase [da pandemia], já foi complicado para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os enfermeiros e agora ainda está a ser mais complicado”, referiu.

Segundo o presidente do Sindepor, o sindicato exige o descongelamento das progressões da carreira, a atribuição do subsídio de risco para todos os enfermeiros e, sendo “uma profissão de desgaste rápido”, a aposentação aos 57 anos.

O dirigente deste sindicato notou que os enfermeiros tinham grandes ambições em relação à nova carreira, a qual, defendeu, “acabou por ser uma falácia, porque foi uma imposição do Governo e não trouxe nada de novo”.

Carlos Ramalho realçou que “a grande generalidade” dos enfermeiros que estão a ser contratados para o SNS ficam com “contratos de quatro meses”, considerando que “os contratos com termo não dão garantias nenhumas” aos profissionais.

Questionado sobre eventuais constrangimentos nas unidades de saúde provocados pela greve em tempos de pandemia de covid-19, o presidente do Sindepor disse compreender que exista “algum mal-estar” da população, mas garantiu que a paralisação vai decorrer “de forma a prejudicar o mínimo possível” os utentes.

“O que pretendemos é dar um sinal ao Ministério da Saúde e ao Governo de que os enfermeiros estão descontentes e que é preciso que olhem com mais atenção para a classe”, concluiu.

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Associação Profissional da GNR pede rastreios para todos os militares

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Associação profissional da Guarda (APG/GNR) afirmou hoje que se desconhece o número total de profissionais da GNR infetados desde o início da pandemia de covid-19 e pediu para que sejam feitos rastreios periódicos aos militares.

“Desconhece-se o número total de profissionais da GNR infetados desde o início da pandemia, motivo pelo qual importa, com urgência, encetar esforços que promovam rastreios periódicos a estes agentes da segurança pública”, refere um comunicado da APG.

Considera a associação que o contexto que vivemos é preocupante e exige medidas preventivas e proatividade na estratégia de combate à disseminação da doença e que nesse sentido o exemplo “deve vir de cima”.

A associação faz alusão às comemorações do dia da Unidade da Unidade de Controlo Costeiro que hoje decorrem com a presença do ministro da Administração Interna, e que “poderia se assinalada com dignidade, mas com maior discrição no número de participantes”.

Na nota, a associação refere também o surto de covid-19 detetado no Quartel do Carmo, no Porto, onde estão 31 militares infetados a recuperarem no domicílio e 17 outros em isolamento a aguardar resultado do teste.

Segundo o APG/GNR, nos dois almoços de despedida do comandante da unidade, ninguém pode garantir se foram ou não cumpridas as regras de segurança sanitária, “até porque trata-se de um local onde diariamente é servido um número superior de refeições”.

Para a associação, é inadmissível que “existam Unidades que têm um entendimento diferente das orientações dadas pela linha [SNS 24] ou mesmo que dificultem o reconhecimento das baixas médicas correspondentes aos isolamentos profiláticos.

Entretanto, a GNR abriu um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreram dois almoços festivos com militares do Comando Territorial do Porto e que deu origem a casos positivos tendo também desinfetado das instalações.

A Guarda esclarece que abriu um processo interno para averiguar as circunstâncias em que ocorriam estas iniciativas, mas garante que da situação “não resultou qualquer limitação ao cumprimento da missão” da Guarda Nacional Republicana, pois o efetivo daquela unidade é de 1.625 militares.

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Trabalhadores da administração local exigem subsídio de risco

Covid-19

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Foto: DR

Centenas de trabalhadores da administração local marcharam hoje por Lisboa para exigir a aplicação de um subsídio de risco que está na lei há 20 anos, recebendo o apoio do BE e do líder do PCP, Jerónimo de Sousa.

Os trabalhadores, vindos de diversas zonas do país, partiram do Marquês de Pombal e concentraram-se em frente à Assembleia da República, onde se encontraram com o líder comunista e a deputada bloquista Joana Mortágua.

Pouco antes de o PCP anunciar que vai abster-se na votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2021, Jerónimo de Sousa foi solidarizar-se com estes trabalhadores, sublinhando que o subsídio de insalubridade, penosidade e risco para estes trabalhadores está na lei há cerca de 20 anos, e que, por falta de regulamentação, nunca foi aplicado.

“Com a covid-19, uma situação de agravamento sanitário, sabemos que estes trabalhadores das autarquias estão mais expostos do que quaisquer outros, tendo em conta a sua função de higiene, de limpeza, que justifica plenamente que esta questão seja resolvida”, sublinhou Jerónimo, considerando que “o reconhecimento deste direito deveria ser estendido aos bombeiros e às forças de segurança”.

“Com cada vez mais convicção”, Joana Mortágua, pelo BE, destacou que “a pandemia mostrou que há trabalhadores que estão mais sujeitos a riscos próprios da sua profissão”, como na recolha de resíduos, limpeza urbana, cemitérios, “que não recebem mais um cêntimo por se arriscarem todos os dias para fazerem um serviço público em risco da própria saúde e da própria vida”.

PCP e BE já levaram a regulamentação do suplemento à Assembleia, que foi chumbada pelo PS, e asseguram que não vão desistir.

“A única coisa que falta é regulamentar o direito reconhecido na lei destes trabalhadores de determinadas profissões receberem um suplemento por trabalharem em condições de insalubridade, penosidade e risco. É tão básico como isto”, disse Joana Mortágua, considerando que “é uma teimosia do Governo”.

Se o BE e o PCP têm sido constantes no apoio a esta reivindicação, o que o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) queria mesmo era o apoio do Governo e não perdoa ao PS por, em julho, ter votado contra a regulamentação destes subsídios, destacou o dirigente do STAL, José Correia.

Na proposta de OE2021 em discussão, o Governo compromete-se a regulamentar este subsídio, mas o STAL não ficou convencido e quer a aplicação da lei que já existe, a tal de 1998, visto que, de acordo com o sindicalista, a nova proposta restringe o direito deste subsídio a algumas profissões, deixando de fora, por exemplo, bombeiros e polícias municipais.

José Correia destacou ainda que, além deste subsídio, os trabalhadores exigem também uma atualização salarial de 90 euros.

O dirigente sublinhou que o suplemento não terá expressão no Orçamento do Estado, porque é pago pelas autarquias, e que mais de uma centena de câmaras e juntas de freguesia já aprovaram moções em que são eles próprios a pedir ao Governo a regulamentação, para que possam atribuir este subsídio aos seus funcionários.

O sindicalista realçou também que o risco é real e afirmou ter conhecimento de vários trabalhadores infetados com covid-19 no âmbito da sua profissão, sendo que os colegas continuam a trabalhar porque desempenham serviços essenciais, quando deveriam estar de quarentena para cumprir as regras da Direção-Geral da Saúde.

A manifestação do STAL exigiu uma adaptação ao distanciamento social por causa da pandemia.

Quando o camião da recolha de resíduos que encimava a manifestação chegou à Assembleia, ainda o fim do protesto não tinha chegado ao Largo do Rato, verificando-se contudo, algumas clareiras de manifestantes.

Para manter o distanciamento, desta vez foram necessários quatro carros de som para que as palavras de ordem fossem ouvidas e repetidas pelos manifestantes.

As várias delegações seguiram com os trabalhadores a segurarem cordas para se manterem em três filas e a uma distancia de segurança entre si.

Em novembro, ainda sem data, segundo José Correia, os trabalhadores da administração publica voltarão à rua, desta vez numa ação no âmbito da administração pública.

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