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Braga

Ordem quer suspender advogado de Braga suspeito de falsificar habilitações

Luís Rufo poderá incorrer nos crimes de usurpação de funções e falsificação de documentos

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A Ordem dos Advogados requereu a cassação da cédula profissional a Luís Rufo, com escritório em Braga, suspeito de ter falsificado nas Universidades de Coimbra e Portucalense, as notas do curso de licenciatura em Direito antes do exercício de funções profissionais, pedido formalizado em queixa criminal que apresentou há uma semana ao Ministério Público, visando o advogado minhoto Luís Rufo.

Luís Manuel Rodrigues Gonçalves Rufo, de 67 anos, é natural da freguesia da Areosa, em Viana do Castelo, onde nasceu a 8 de março de 1955, tendo desde sempre escritório em Braga, o último dos quais e atualmente na zona de Santa Tecla, junto ao Palácio da Justiça.

Até maio de 2020, Luís Rufo foi durante oito anos provedor da Irmandade de Santa Cruz, instituição bracarense fundada em 1581, na ocasião denominada Confraria do Bom Jesus de Vera Cruz, além de ter sido investido, em 2014, Cavaleiro da Ordem dos Templários.

Entretanto, em comunicado enviado a O MINHO, o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, sediado em Lisboa, disse que “face à gravidade da denúncia feita pelo jornal Nascer do Sol, que refere em artigo publicado que um advogado a exercer em Braga terá falsificado vários certificados académicos e consequentemente mentido quanto ao seu currículo académico, factos que, a comprovarem-se, corresponderão à prática de um crime de usurpação de funções e de um crime de falsificação de documentos, esclarece que ainda hoje mesmo [segunda-feira] determinou a realização de várias diligências para o apuramento dos factos relatados”.

“Assim, o Bastonário da Ordem dos Advogado [Menezes Leitão], determinou, para além da audição do visado [Luís Rufo], solicitar aos diretores das Faculdades de Direito da Universidade de Coimbra e da Universidade Portucalense que nos informem sobre o registo académico existente sobre o mesmo, ao presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados [Paulo Pimenta], que informe sobre os processos de inscrição como advogado estagiário e como advogado realizados nesse Conselho, e ainda que o respetivo patrono preste esclarecimentos sobre o estágio que o advogado terá realizado no seu escritório sob a sua direcção”, em Braga.

“A Ordem dos Advogados sublinha ainda que tudo fará para que a legalidade seja reposta e, caso se comprove a desconformidade do título para o exercício das funções do advogado visado, irá tomar as competentes providências a nível criminal e disciplinar”, conclui.

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