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Ordem dos Médicos inicia hoje auditoria para avaliar formação especializada de médicos

Auditoria vai ser realizada pela consultora Deloitte

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Foto: DR / Arquivo

A Ordem dos Médicos (OM) inicia hoje o processo de auditoria externa independente para avaliar a atribuição de idoneidades e capacidades formativas para a formação especializada do internato médico jovens médicos.

Segundo a Ordem dos Médicos, a auditoria vai ser realizada pela consultora Deloitte, que foi selecionada na sequência da consulta prévia ao mercado realizada pela OM.

A medida, anunciada no final de abril, surgiu “em defesa da qualidade da formação e numa altura de especial preocupação com as condições proporcionadas pelo SNS, com médicos a ficarem sem acesso a uma vaga de especialidade”, refere a OM em comunicado.

O “principal objetivo” da auditoria é garantir a continuidade da qualidade da formação de médicos em Portugal, que “é de excelência e reconhecida em todo o mundo”.

De acordo com a OM, a auditoria vai permitir “avaliar os processos e procedimentos seguidos na atribuição de capacidades formativas, contribuindo para os tornar mais corretos, eficazes e eficientes”.

No final, pretende-se ter um conjunto de áreas de potencial melhoria identificadas e recolher, também, propostas de recomendações, adianta.

“Em nome do superior interesse do país e dos doentes, não podemos permitir que a qualidade da formação especializada seja colocada em risco, com todo o impacto negativo que pode ter nos cuidados de saúde a médio e a longo prazo”, explicou o bastonário da OM, Miguel Guimarães, aquando do anúncio da auditoria.

Na mesma altura, o bastonário recordou que o modelo português de atribuição de idoneidades e capacidades formativas tem sido amplamente elogiado no espaço europeu e, como tal, reconhecido como garante da qualidade da formação médica portuguesa.

Prova disso são as classificações obtidas pelos jovens médicos portugueses nos exames europeus de especialidade, sistematicamente nos lugares de topo.

A Ordem dos Médicos refere que propôs há dois anos ao Ministério da Saúde a realização desta auditoria, mas a tutela não chegou a avançar.

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TAP inaugura três novas ligações para o continente americano em 2020

Com partidas de Lisboa (duas) e Ponta Delgada (uma)

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Foto: DR

A TAP vai começar a voar, no início de 2020, para três novos destinos no Brasil (Maceió), Canadá (Montreal) e Estados Unidos (Boston), sendo que esta ligação aos EUA será de e a partir de Ponta Delgada.

Em comunicado hoje divulgado, a TAP refere que as três novas ligações vão ao encontro da estratégia da empresa em “apostar fortemente nas Américas” e reforçam “a tendência de forte crescimento da atividade no mercado brasileiro e do Atlântico Norte”.

Com as novas ligações entre Lisboa e Montreal e Ponta Delgada e Boston, a TAP aumenta para 11 as rotas no Atlântico Norte, número que quase quadruplica face às três que registava em 2015.

Citado no comunicado, o presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, refere que “este é mais um passo importante no plano de diversificação e expansão da rede da companhia, que reforça a sua exposição a novos e menos voláteis mercados”, acrescentando que as 11 rotas no Atlântico Norte estão em linha com o número de rotas com o Brasil.

A nova ligação a Montreal, no Canadá, terá seis frequências semanais, com voos a sair da capital portuguesa todos os dias da semana, exceto às quartas-feiras, cerca das 14:55 horas.

A abertura da rota Ponta Delgada-Boston, vem juntar-se a Lisboa-Boston, fazendo com que a transportadora passe a dispor de duas ligações diretas com cidade ‘hub’ da JetBlue (parceira da TAP), o que lhe permitirá reforçar o número de passageiros provenientes de vários pontos dos EUA.

Com estas novas rotas e outros incrementos na oferta, a TAP estima transportar entre Portugal e o Atlântico Norte mais de 390 mil norte-americanos (85 mil nas duas rotas) no próximo ano.

O comunicado adianta que atualmente a TAP transporta perto de um milhão de passageiros da América do Norte, sendo que este representa já um dos três principais mercados da transportadora.

A ligação a Maceió, que será operada com Airbus 321LR, vai ser a 11.ª da TAP com destino ao Brasil, sendo a primeira vez em cinco anos que a companhia anuncia uma nova rota com destino a este país.

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Mais de duas mil caixas multibanco desapareceram em 10 anos

Segundo o Banco de Portugal

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Foto: Ilustrativa / DR

Mais de duas mil caixas ‘multibanco’ desapareceram em Portugal nos últimos 10 anos, existindo agora 11.569 caixas automáticas, segundo as séries longas do Banco de Portugal hoje divulgadas.

Em 2008, havia 13.637 caixas automáticas, que passaram para 11.569 em 2018, ou seja, menos 2.068.

O ano em que houve mais caixas multibanco foi em 2010, quando havia 14.614. Se as contas forem feitas face a esse ano, a queda até 2018 foi superior a 3.000 caixas de levantamento automático (conhecidas vulgarmente em Portugal por caixas ‘multibanco’, por esta ser a rede mais representativa no país).

Em sentido contrário à queda das caixas ‘multibanco’, tem aumentado o número de terminais de pagamento automático, que eram 322.336 em 2018, mais 40 mil do que em 2010.

Já face a 2000, o número de terminais de pagamento automáticos (que existem habitualmente nas lojas, que permitem pagar bens e serviços com cartão bancário) triplicou, já que nesse ano eram poucos mais do que 106 mil.

A exceção foram os anos de 2011, 2012 e 2013, em que estes terminais diminuíram, o que o Banco de Portugal relaciona com “os efeitos da crise [que] se poderão ter feito sentir no número de estabelecimentos comerciais”.

Segundo o banco central, Portugal continua acima da média da zona euro tanto no número de terminais de pagamento automático como no número de caixas multibanco, na comparação face a um milhão de habitantes.

O Banco de Portugal divulgou hoje as séries longas do setor bancário português 1990-2018, a qual a partir de agora será atualizada anualmente. Estes dados contêm indicadores como número de agências bancárias (incluindo por regiões), trabalhadores bancários, assim como valores de lucros, capital próprio ou empréstimos.

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Bancos: Número de balcões teve significativa redução mas mantém-se acima da área do euro

Segundo o Banco de Portugal

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O número de balcões bancários em Portugal teve uma significativa redução desde 2010, com perto de duas mil agências a encerrarem na última década, mas mantém-se acima da área do euro, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

Segundo as séries longas do setor bancário português 1990-2018 hoje divulgadas, o número de balcões bancários no território nacional mais do que duplicou na década de 90, passando de um número inferior a 2.000 em 1990 para um valor em torno dos 5.300 em 2000.

Depois de alguma estabilização nos primeiros cinco anos do novo milénio, verificou-se um novo aumento nos anos seguintes, atingindo-se um valor máximo perto de 6.500 em 2010. Desde então, e em especial a partir de 2013, o número de balcões registou uma grande diminuição, situando-se ligeiramente acima de 4.000 em 2018.

O documento destaca também que nos últimos anos, o setor viveu um contexto de “assinalável redução do número de trabalhadores”, uma vez que se em 2008 havia um total de 78.963 trabalhadores, em 2018 o valor era de 62.895 trabalhadores (menos cerca de 16 mil), mas, ainda assim, com predominância de trabalhadores “com muitos anos de experiência e de idade”.

A base de dados hoje divulgada contém informação histórica sobre o sistema bancário português, que inclui dados sobre indicadores financeiros, empréstimos a clientes e taxas de juro, recursos humanos, distribuição de agências e sistemas de pagamentos.

A tendência de diminuição do número de balcões ocorreu também na área do euro, tendo-se, no entanto, iniciado mais cedo do que em Portugal, conclui o relatório do BdP.

Em termos relativos face à população, o número máximo de balcões na área do euro verificou-se em 1997 (primeiro ano disponível da série), enquanto em Portugal o valor máximo ocorreu em 2010.

Em 2018, o número de agências por milhão de habitantes cifrava-se em 405 em Portugal e 395 na área do euro.

A diferença é mais assinalável quando se leva em consideração a dimensão relativa dos respetivos setores bancários e, neste caso, Portugal aparece sempre como um dos países com mais balcões por ativo gerido.

Considerando o total de ativos, apenas três países apresentam um número de balcões superior ao de Portugal (Eslovénia, Lituânia e Eslováquia), enquanto considerando a população este número é ligeiramente superior (Estónia, França, Chipre, Itália e Áustria).

O documento assinala que depois de um expressivo crescimento desde 1990, o setor está num processo de ajustamento da respetiva dimensão desde 2010.

“Esta conclusão é comum olhando para três indicadores distintos: ativo total, número de balcões e de trabalhadores”, refere.

De acordo com os dados, em 2018 na área do euro, por cada mil pessoas 5,4 trabalham no setor bancário, enquanto esse número é de 4,5 em Portugal.

Esta comparação altera-se, contudo, quando se considera o número de empregados em relação ao valor de ativos geridos.

Assim, num contexto da “assinalável redução do número de trabalhadores nos anos mais recentes, o setor bancário carateriza-se pela predominância de colaboradores com muitos anos de experiência e de idade”, com forte aumento da escolaridade média, refere o BdP.

Em 2018, 57% dos bancários trabalhava no setor há mais de 15 anos e 48% com uma idade superior a 48 anos (45% com idades compreendidas entre 30 e 44 anos e apenas 7% com menos de 30 anos).

Em termos de educação, 63% tinha o nível superior (eram 20% em 1990), 33% o nível secundário e 4% o nível básico (eram 40% do total em 1990).

A evolução dos recursos humanos afetos à banca foi marcada por duas características assinaláveis, refere o relatório.

“Por um lado, verificou-se uma reduzida renovação dos trabalhadores. Dentro do universo das instituições pertencentes à Associação Portuguesa de Bancos, o número de colaboradores há mais de 15 anos em cada instituição quase que duplicou entre 1990 e 2018, representando no ano mais recente 57% do total de empregados afetos à atividade interna. (…) Por outro lado, verificou-se um expressivo aumento da escolaridade média”, assinala o BdP.

Em 2018, a idade média dos empregados era de 41 anos, estando este valor muito influenciado pelos grupos de maior dimensão.

Ao longo dos últimos 30 anos ocorreu uma diminuição da margem financeira do sistema bancário, num contexto de redução expressiva das taxas de juro e das margens de intermediação financeira, bem como de uma forte desaceleração do crédito.

Durante vários anos essa evolução foi sendo compensada por um aumento de outros proveitos, como as comissões, e uma redução de custos. No entanto, desde 2007, e de forma mais evidente desde 2010, verificou-se uma forte diminuição dos resultados no contexto de um significativo aumento das imparidades/provisões, parcialmente revertido nos anos mais recentes.

Depois de anos de grande crescimento do crédito, a crise financeira e o ajustamento da economia portuguesa levaram a um aumento nos níveis de liquidez: o rácio entre crédito e depósitos reduziu-se de cerca de 150% em 2010 para menos de 90% em 2018. Em linha com as maiores exigências regulatórias verificou-se igualmente um expressivo aumento dos níveis de solvabilidade.

A base de dados Séries Longas – Setor Bancário Português 1990-2018 será atualizada anualmente.

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