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Ordem dos Médicos inicia hoje auditoria para avaliar formação especializada de médicos

Auditoria vai ser realizada pela consultora Deloitte

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Foto: DR / Arquivo

A Ordem dos Médicos (OM) inicia hoje o processo de auditoria externa independente para avaliar a atribuição de idoneidades e capacidades formativas para a formação especializada do internato médico jovens médicos.


Segundo a Ordem dos Médicos, a auditoria vai ser realizada pela consultora Deloitte, que foi selecionada na sequência da consulta prévia ao mercado realizada pela OM.

A medida, anunciada no final de abril, surgiu “em defesa da qualidade da formação e numa altura de especial preocupação com as condições proporcionadas pelo SNS, com médicos a ficarem sem acesso a uma vaga de especialidade”, refere a OM em comunicado.

O “principal objetivo” da auditoria é garantir a continuidade da qualidade da formação de médicos em Portugal, que “é de excelência e reconhecida em todo o mundo”.

De acordo com a OM, a auditoria vai permitir “avaliar os processos e procedimentos seguidos na atribuição de capacidades formativas, contribuindo para os tornar mais corretos, eficazes e eficientes”.

No final, pretende-se ter um conjunto de áreas de potencial melhoria identificadas e recolher, também, propostas de recomendações, adianta.

“Em nome do superior interesse do país e dos doentes, não podemos permitir que a qualidade da formação especializada seja colocada em risco, com todo o impacto negativo que pode ter nos cuidados de saúde a médio e a longo prazo”, explicou o bastonário da OM, Miguel Guimarães, aquando do anúncio da auditoria.

Na mesma altura, o bastonário recordou que o modelo português de atribuição de idoneidades e capacidades formativas tem sido amplamente elogiado no espaço europeu e, como tal, reconhecido como garante da qualidade da formação médica portuguesa.

Prova disso são as classificações obtidas pelos jovens médicos portugueses nos exames europeus de especialidade, sistematicamente nos lugares de topo.

A Ordem dos Médicos refere que propôs há dois anos ao Ministério da Saúde a realização desta auditoria, mas a tutela não chegou a avançar.

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País

Exportações e importações caem cerca de 40% em maio

Segundo o INE

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Foto: DR / Arquivo

As exportações caíram 39% em maio e as importações 40,2%, face ao mesmo mês de 2019, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), referindo a queda do comércio tanto dentro da UE como fora do espaço comunitário.

Em abril, as exportações tinham diminuído 40,1% e as importações 39,5%, em relação a período homólogo.

A queda deu-se em todas as categorias de produtos, destacando o INE a queda nas exportações e nas importações de material de transporte (-54% e -66,6%, respetivamente). Já excluindo combustíveis e lubrificantes, a queda nas exportações e importações seria menor, de 35,2% e 35,1%, respetivamente.

O INE atribui a queda nas exportações de material de transporte (-54%) principalmente à redução para Espanha e Alemanha e a redução de 33,5% nos fornecimentos industriais principalmente à diminuição da venda de bens para o país vizinho.

Nas importações, segundo o INE, destaque para a queda de 66,6% de material de transporte (proveniente principalmente de França), de 78,7% em combustíveis e lubrificantes (justificado sobretudo pelo encerramento das refinarias nacionais e de 32,6% em fornecimentos industriais (sobretudo de Espanha).

Quanto aos principais mercados, em maio, as maiores quedas nas exportações foram com Espanha (-41,2%), o que o INE atribui “sobretudo devido aos decréscimos das exportações de Fornecimentos industriais, bens de consumo e Material de transporte”.

Nas importações também é a queda de Espanha que se destaca (-31,3%), “principalmente de fornecimentos industriais”.

Apenas com China houve um aumento das importações (5,1%), devido aos bens de consumo, “essencialmente pela importação de material de proteção individual (maioritariamente máscaras)”, explica o INE.

Já se as contas forem feitas relativamente ao trimestre terminado em maio de 2020, as exportações de bens diminuíram 30,8% e as importações 30,6%, face ao trimestre terminado em maio de 2019.

Na comparação com o mês de abril, em maio, as exportações aumentaram 14,4% e as importações 5,2%, respetivamente.

Quanto ao défice da balança comercial de bens, em maio, atingiu 908 milhões de euros, diminuindo 722 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, a balança comercial ficou com um saldo negativo de 778 milhões de euros, numa diminuição do défice de 420 milhões de euros em relação a maio de 2019.

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Aberta linha de financiamento de 10 milhões para programação cultural em rede no Norte

Como forma de mitigar as dificuldades criadas ao setor pela covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Norte 2020 – Programa Operacional Regional do Norte abriu uma linha de financiamento de 10 milhões de euros para programação cultural em rede, como forma de mitigar as dificuldades criadas ao setor pela covid-19.

Em comunicado de hoje, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) refere que o apoio se destina também a projetar a imagem da região “por via da realização de eventos associados ao património, à cultura e a bens culturais e, em consequência, impactar a captação de fluxos turísticos internos ou externos”.

O financiamento europeu prevê, designadamente, a itinerância de eventos culturais ou a promoção conjunta de equipamentos a nível intermunicipal e/ou regional, sublinha a nota.

As candidaturas podem ser formuladas até 31 de agosto por agentes culturais, municípios, entidades intermunicipais e organismos da administração pública.

O financiamento cobre a aquisição de serviços associados à realização de eventos culturais ou espetáculos, ações de divulgação e aquisição de bilheteiras eletrónicas.

“Serão utilizadas as flexibilizações abertas pela Comissão Europeia para que o apoio seja a uma taxa de comparticipação de 100%”, assinala a CCDR-N.

Esta linha de financiamento junta-se a outros incentivos que o Norte 2020 já atribuiu desde o início do ciclo comunitário a investimentos valorizadores do património cultural da região, ascendendo a 58 milhões de euros de fundo europeu.

O Norte 2020 é um instrumento financeiro com uma dotação global de 3,4 mil milhões de euros para apoio ao desenvolvimento regional do Norte de Portugal.

Está integrado no Acordo de Parceria Portugal 2020 e tem como autoridade de gestão a CCDR-N.

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Marcelo diz que revisão do défice “traduz bem a crise brutal” que se está a viver

Covid-19

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República afirmou hoje, em Coimbra, que a revisão em alta do défice público para 7% “traduz bem a crise brutal” que o país já começou a viver, face à pandemia da covid-19.

“Este défice traduz bem a crise brutal que já começámos a viver e que vamos viver”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que comentava o anúncio do Ministério das Finanças, na quinta-feira, de rever em alta a estimativa de défice público para um valor próximo dos 7%.

Para o Presidente da República, o prolongamento da pandemia “implica despesas de natureza sanitárias e sociais”, sendo que a subida do défice acompanha “as previsões externas”.

“As previsões [internacionais] dizem-nos que aquilo que se pensa ser a evolução económica e financeira na segunda metade deste ano é pior do que se pensava”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa, recordando que o Banco de Portugal chegou a fazer previsões “abaixo dos 6%”.

De acordo com o chefe de Estado, quando há uma queda tão profunda do PIB (Produto Interno Bruto), motivada pela quebra da atividade económica, “isso quer dizer que diminuem as receitas”, ao mesmo tempo que são aumentadas as despesas relacionadas com o combate à pandemia.

Marcelo Rebelo de Sousa falava com os jornalistas antes de uma visita à Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (ACERSI), na Baixa de Coimbra.

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