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Ordem defende alargamento do número de vagas para nutricionistas nos centros de saúde

Ordem dos Nutricionistas

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Foto: DR

A Ordem dos Nutricionistas lamentou esta terça-feira que o concurso aberto há um ano para a contratação de 40 nutricionistas para os centros de saúde ainda não esteja concluído e apelou ao alargamento do número de vagas para 80.

“Este concurso está a demorar mais tempo do que seria desejável”, disse à agência Lusa a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, defendendo que o Governo deveria aumentar para o dobro o número de vagas deste procedimento concursal para “poupar tempo”, procedimentos e recursos.

“Se estamos a gastar tanto tempo com procedimentos, a gastar recursos para estas 40 vagas, a proposta da Ordem é de imediato alargar o número de vagas do presente concurso” para o dobro para “termos nutricionistas em número mais suficiente no Serviço Nacional de Saúde”, disse Alexandra Bento.

Contactada pela agência Lusa sobre os atrasos na conclusão do concurso aberto no dia 28 de agosto de 2018 para recrutamento de nutricionistas para os Cuidados de Saúde Primários, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) explicou que este se encontra em “fase de avaliação curricular das mais de 1.000 candidaturas”.

Para a bastonária, esta demora é “um motivo de preocupação”, mas que “era expectável” porque a abertura destas vagas foi “motivo de grande interesse” por parte dos profissionais, uma vez que “há muito tempo que não abriam tantos lugares para estágio de especialidade”.

Segundo Alexandra Bento, apenas houve concursos como estas características (admissão a estágio para obtenção do grau de especialista no ramo de Nutrição da carreira dos técnicos superiores de saúde) em 1998 e em 2000 e que somaram 20 vagas no total.

Para que este concurso se torne célere, a bastonária defendeu que é preciso enquadrar corretamente todos os nutricionistas que estão no Serviço Nacional de Saúde, uma vez que dos 982 candidatos, 174 já estão a trabalhar no SNS, mas que concorreram para regularizar a sua situação a nível de carreira.

No seu entender, estes profissionais devem libertar imediatamente o concurso, sendo que para isso o Governo tem de “enquadrar corretamente” todos os nutricionistas que estão no SNS.

Segundo números da Ordem, há 135 nutricionistas que estão enquadrados devidamente na carreira de técnico superior de saúde no SNS, enquanto 249 estão enquadrados como técnicos superiores ou como técnicos de diagnóstico e terapêutica porque “não têm o respetivo requisito que este concurso transporta, que é o grau de especialista”.

Mas como o SNS necessita de nutricionistas, acaba por contratá-los e enquadrá-los em outras carreiras, explicou.

Dados da ordem indicam que apenas trabalham 100 nutricionistas nos centros de saúde, quando são necessários 500. Em todo o SNS trabalham cerca de 400.

Nos cuidados de saúde primários cada nutricionista tem a seu cargo 86 mil utentes, sendo que o rácio proposto pela Ordem é de 20 mil utentes por profissional.

Para Alexandra Bento, é necessário “desencadear medidas políticas de imediato” para aumentar a presença de nutricionistas nos cuidados de saúde primários.

“O concurso para 40 nutricionistas quer dizer um aumento de 40% em relação àquilo que tínhamos, mas é um aumento intencional”. Contudo, “é uma medida política importantíssima, mas que leva o seu tempo até que os profissionais estejam no terreno como estamos a ver”.

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Espeleólogos portugueses resgatados “sãos e salvos” em Espanha

Resgate

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Foto: Telemadrid

Os quatro espeleólogos portugueses já foram resgatadas da gruta de Cueto-Conventosa, na Cantábria, Espanha, anunciou o Município de Cantábria. Dois dos “aventureiros” são da região do Minho, um de Esposende e outro de Guimarães.

Ficaram retidos dentro da gruta no sábado e só ao final desta segunda-feira conseguiram ser resgatados. A subida da água por causa da chuva bloqueou-lhes a saída.

A gruta de Cueto-Coventosa situa-se na região autónoma da Cantábria, na costa norte de Espanha, e é um desafio para todos os espeleólogos.

Os quatro portugueses entraram pelo Cueto, e cerca de 30 horas depois deveriam ter saído por Covendosa.

São 695 metros de desnível com um intrincado sistema de poços e túneis.

Os espeleólogos portugueses ainda conseguiram avançar 50 metros de profundidade durante hora e meia, mas a subida das águas impediu o resto do percurso.

O resgate foi feito pelas autoridades espanholas e concluído com sucesso ao final da tarde desta segunda-feira.

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País

Quase 50 empresas vão promover frutas e legumes portugueses em Madrid

Fruit Attraction

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Foto: DR / Arquivo

Quase 50 empresas e organizações de produtores vão estar, através da associação Portugal Fresh, entre terça e quinta-feira, em Madrid, a promover legumes e frutas portuguesas, na Fruit Attraction, uma das maiores feiras do setor da Europa.

A comitiva portuguesa tem vindo a crescer, passando de 20 empresas e organizações em 2011, ano em que a associação se estreou no certame, para 46, conforme, avançou, em comunicado, a Portugal Fresh.

A área ocupada também será a maior de sempre, com o stand português a alcançar os 600 metros quadrados (m2), mais do dobro do que tinha em 2011 (275 m2).

“A diversidade da oferta portuguesa aumentou consideravelmente e os pioneiros da promoção internacional – empresas do setor das peras e maçãs – estão hoje muito bem acompanhados por pequenos frutos, laranjas, tomates, kiwis, uvas, abóboras, couve portuguesa, cenouras, batatas e tantos outras que garantem uma mistura de aromas, sabores e cores únicas”, destacou, citado no mesmo documento, o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

A participação portuguesa nesta feira insere-se na estratégia de promoção externa da associação, que tem como objetivo alcançar 2.000 milhões de euros de exportações do setor em 2020.

Em 2018, as vendas para os mercados externos representaram 1.500 milhões de euros.

Entre as 46 entidades portuguesas que vão estar presentes na Fruit Attraction, encontram-se 29 empresas como a Lusomorango, a Beirabaga, a Quinta do Pizão e a Central Fruitas do Painho.

Por outro lado, vão também marcar presença nove associações, onde se encontram, a Associação Nacional de Kiwicultores (APK) e a Associação Portuguesa da Castanha (Refcast).

No stand português vão ainda estar oito parceiros como a Hubel, a Magos e a Caixa Agrícola.

Criada em, 2010, a Portugal Fresh conta, atualmente, com 87 sócios, que representam mais de 4.500 produtores portugueses.

Entre os objetivos desta associação encontram-se a valorização da origem Portugal e o incentivo ao consumo de frutas e legumes.

No total, a Fruit Attraction vai receber 1.800 empresas de 130 países e são esperados 90 mil visitantes.

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Especialista defende fixação de pessoas nas zonas florestais remotas

Domingos Xavier Viegas quer minimizar incêndios florestais

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Foto: DR / Arquivo

O professor universitário Domingos Xavier Viegas defendeu, na Lousã, a fixação de pessoas nas zonas florestais remotas, para que o interior possa enfrentar as alterações climáticas e minimizar os riscos de incêndio.

“Verificamos que muitos desses territórios são atualmente ocupados por cidadãos estrangeiros, que não são propriamente eremitas”, disse Xavier Viegas à Agência Lusa.

O investigador da Universidade de Coimbra, especialista em incêndios rurais, falava à margem de um encontro de discussão no âmbito do projeto europeu de investigação “Resilient Forest”, coordenado pela Universidade Politécnica de Valência, em Espanha.

“É possível fixar população nessas zonas florestais”, algumas das quais foram povoadas no passado, e “podemos pensar num outro tipo de pessoas” para o efeito, designadamente jovens que pretendam “encontrar condições ambientais” para uma nova vida, preconizou.

Nas últimas décadas, famílias de outros países, maioritariamente da União Europeia (UE), instalaram-se na Serra da Lousã, por exemplo, em diferentes concelhos que têm sido devastados pelos fogos, nos distritos de Coimbra e Leiria.

“Estes cidadãos não têm problemas em escolher para viver locais remotos no meio das serras”, salientou Xavier Viegas, indicando que esta tendência é comum a diversos municípios de norte a sul de Portugal.

Na sua opinião, a aposta no turismo deve ser acompanhada por medidas do Estado e das autarquias que promovam outras atividades económicas, que criem oportunidades de emprego e incentivem o regresso das pessoas às áreas florestais do interior.

“É mais agradável visitar um território onde vivem pessoas”, sublinhou o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Cofinanciado pelo programa LIFE+ da UE, o projeto “Resilient Forest” tem a participação de uma equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI, cujo laboratório funciona no aeródromo da Chã do Freixo, junto ao polo da Lousã da Escola Nacional de Bombeiros.

No encontro, com a presença de representantes das câmaras municipais e de outras entidades da região, foram debatidas iniciativas de índole ambiental que têm sido desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Ceira, afluente do Mondego, um dos casos de estudo do projeto.

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