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Optometristas exercem em Portugal há mais de 30 anos

Hoje é o dia Mundial da Optometria

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Foto: DR

A Associação de Profissionais Licenciados em Optometria (APLO) assinala, hoje, o Dia Mundial da Optometria, com o objetivo de destacar a importância mundial desta especialidade na prestação de cuidados primários para a saúde da visão, com mais de 200 anos de existência.


Em Portugal existem perto de dois mil profissionais nesta área, formados na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e na Escola de Ciências com colaboração da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Raúl Sousa, presidente da APLO, sublinha, em comunicado, que “ao longo dos últimos 30 anos, os Optometristas têm exercido a atividade com a autonomia que os carateriza e para a qual são formados, assumindo um papel de destaque na nossa sociedade, ao contribuir para o acesso atempado da população a meios de prevenção, diagnóstico e tratamento dos mais diversos problemas da visão. Estima-se que cada profissional de Optometria consiga realizar em média seis mil consultas por ano e representa bem mais de metade da totalidade das prescrições para óculos e lentes de contacto no país”.

E acrescenta: “a importância desta classe profissional tem sido corroborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira e, recentemente, pelo estudo da Nova Healthcare Initiative – Research, da Universidade Nova de Lisboa, que declara que, bastaria integrar 61 optometristas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para solucionar cerca de 25 por cento dos pedidos de primeira consulta da especialidade de oftalmologia, por forma a eliminar as listas de espera para esta especialidade médica no SNS, que rondam em média seis meses, com máximos de três anos”.

Para assinalar a importância do optometrista, a APLO vai realizar ao longo do ano diversas iniciativas, como sessões educativas em escolas primárias e campanhas de consciencialização para a prevenção e diagnóstico atempado dos principais problemas da visão.

Mais de dois milhões de pessoas apresentam dificuldades moderadas ou graves de visão em Portugal, sendo os erros refrativos a principal causa de disfunção da visão, atingindo, segundo as estimativas, mais de 50 por cento dos portugueses.

O número de pessoas com problemas de visão tende a aumentar conforme a idade, alcançando entre 30 a 32 por cento no grupo etário entre os 45 e os 74 anos.

“Dado que a partir dos 45 anos de idade é necessário utilizar compensação devido à presbiopia (vista cansada), a consulta optométrica para avaliação desta condição, bem como toda a avaliação do sistema visual e estruturas oculares, como o fundo de olho, permite detetar alterações de forma precoce de um número muito significativo de várias patologias. Desta forma, os optometristas desempenham um papel de fundamental relevância na referenciação para intervenção precoce, resultando num benefício extraordinário para a saúde da população com a poupança de recursos e despesa que lhe estão associadas”, aponta Raúl Sousa.

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Red Hot Chili Peppers confirmados no Alive

Confirmações

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Anthony Kiedis, dos Red Hot Chili Peppers. Foto: Facebook

O festival Alive, que se realiza entre 07 e 10 de julho de 2021 no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, vai contar com Red Hot Chili Peppers, Angel Olsen e Moses Sumney no cartaz, anunciou hoje a organização.

Em comunicado divulgado quando falta um ano para o evento que, tal como a maioria dos outros festivais de verão, se viu forçado a cancelar a edição de 2020 devido à pandemia de covid-19, a organização acrescentou ainda os nomes de Alt-J, Two Door Cinema Club, Caribou, Parcels, Black Pumas, Fontaines D.C., Nothing But Thieves, Hobo Johnson and The Lovemakers, Alec Benjamin, Seasick Steve e Sea Girls.

Os bilhetes para 2021 já se encontram à venda e a organização recorda que quem tinha bilhete para este ano e quer estar presente no próximo tem de trocar o ingresso, “mediante lotação disponível”.

A 365 dias da 14ª edição, os Red Hot Chili Peppers juntam-se ao cartaz no dia 8 de julho de 2021, para uma atuação no…

Publicado por NOS Alive em Quarta-feira, 8 de julho de 2020

Os norte-americanos Red Hot Chili Peppers regressam, assim, a Portugal, quatro anos depois da passagem pelo SBSR, em Lisboa, tendo agora de volta às suas fileiras o guitarrista John Frusciante, que integrou a banda nos momentos de maior sucesso, como foram os discos “Blood Sugar Sex Magic” e “Californication”.

O anúncio do adiamento da 14.ª edição do NOS Alive para 2021 foi feito no dia 19 de maio, tendo como primeira confirmação os portugueses Da Weasel.

A lei que estabelece a proibição da realização de “festivais e espetáculos de natureza análoga” até 30 de setembro, promulgada pelo Presidente da República com reparos sobre “a garantia do princípio da igualdade”, foi publicada em Diário da República no final de maio.

A lei “que estabelece medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença covid-19 no âmbito cultural e artístico, festivais e espetáculos de natureza análoga” foi aprovada no parlamento com os votos a favor do PS, PSD, PAN, BE e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira. Sem votos contra, a proposta de lei contou com a abstenção do CDS, PCP, PEV e Iniciativa Liberal.

No entanto, os espetáculos “podem excecionalmente” acontecer naquele período, em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado, seguindo as regras estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde.

O diploma estabelece que o consumidor não terá direito à devolução do preço do bilhete para os espetáculos que estavam marcados entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 e que foram reagendados por causa da pandemia da covid-19.

Os espetáculos abrangidos por esta lei “devem, sempre que possível ser reagendados”, sendo que o reagendamento do espetáculo não dá lugar à restituição do preço do bilhete, nem pode implicar o aumento do respetivo custo para quem à data do reagendamento já fosse seu portador”.

No entanto, no caso dos “festivais e espetáculos de natureza análoga”, o consumidor pode pedir a troca do bilhete por um vale “de igual valor ao preço pago”, válido até 31 de dezembro de 2021, e que pode ser utilizado na “aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espetáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo promotor”.

Caso o vale não seja usado até 31 de dezembro de 2021, “o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo”, podendo pedi-lo a partir de 01 de janeiro de 2022, e “no prazo de 14 dias úteis”.

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Lagarde admite usar programa de estímulos para combater alterações climáticas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, admitiu usar o programa de compra de ativos do BCE no valor de 2,8 biliões de euros para combater as alterações climáticas, disse hoje numa entrevista ao jornal Financial Times.

“Quero explorar todas as vias disponíveis para combater as mudanças climáticas”, disse, numa entrevista em vídeo.

Segundo o jornal, esta é a primeira vez que Lagarde assume compromissos para implementar uma agenda mais “verde” nas ações do banco e que a medida tornaria o BCE o primeiro dos principais bancos centrais a usar um programa de compra de ativos com este objetivo.

O Banco, disse Lagarde ao FT, “precisa de analisar todas as linhas de negócios e operações para enfrentar as mudanças climáticas, porque no final do dia, o dinheiro fala mais alto”.

O BCE vai analisar formas de abordar as mudanças climáticas no âmbito da revisão estratégica lançada por Lagarde no início do ano e que recomeçou recentemente após ter sido suspensa quando a pandemia covid-19 surgiu em março.

Ativistas ambientais têm feito pressão sobre o BCE para alterar o programa de compra de ativos e vender obrigações “castanhas”, emitidas por empresas cuja atividade ainda produzir emissões de carbono elevadas, e aumentar as compras de títulos “verdes”.

No sábado, a economista já tinha previsto que a crise económica vai “mudar profundamente” a economia e conduzir a mais ecologia, mais digitalização e à alteração de métodos de trabalho, e que a Europa está em “excelente posição”.

“Na produção, no trabalho e no comércio, o que estamos a viver acelerará as transformações e provavelmente levará a uma evolução em direção a um modo de vida mais sustentável e mais verde”, disse, durante uma intervenção por videoconferência nas reuniões económicas de Aix-en-Seine, em Paris.

Perante estas transformações, “a Europa está numa posição excelente para pôr em marcha esta transição”, disse, sublinhando que o continente “já abriga o maior setor de economia circular e de inovação ecológica do mundo”, e que o euro foi a primeira moeda usada para a emissão de títulos verdes.

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Políticos e especialistas reúnem-se hoje pela décima vez no Infarmed

Covid-19

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António Costa: Foto: Twitter / António Costa

O chefe de Estado, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, líderes partidários, patronais e sindicais reúnem-se hoje pela décima vez com especialistas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa.

Estas sessões, que começam com apresentações técnicas e depois têm uma fase de perguntas, foram uma iniciativa do primeiro-ministro, António Costa, com um objetivo de partilha de informação, e ultimamente têm-se focado mais na Área Metropolitana de Lisboa, onde tem surgido a maioria dos novos casos de infeção pelo novo coronavírus.

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou em entrevista ao Porto Canal, divulgada no sábado, que estas reuniões no Infarmed “começam a ter pouca utilidade” e deveriam “dar uma fotografia objetiva e curta” da situação, seguida de “conselhos técnicos”.

Após a última reunião, há duas semanas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que habitualmente faz uma síntese das conclusões aos jornalistas, relatou que vários especialistas recomendaram a opção por “medidas concretas e específicas para áreas geográficas também específicas”, ao “nível de freguesia”, em vez de “medidas genéricas”.

O chefe de Estado considerou que esse foi “um dos pontos mais interessantes” dessa sessão, e afastou cenários de descontrolo da propagação da doença em Portugal e de rutura ou pré-rutura do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entretanto, o Governo tomou decisões nesse sentido, colocando a generalidade do território nacional em situação de alerta devido à pandemia de covid-19, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde 19 freguesias continuaram em situação de calamidade e as restantes passaram a contingência.

Nestas sessões no Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, em Lisboa, participam ainda, por videoconferência, os conselheiros de Estado.

A pandemia de covid-19, doença provocada por um novo coronavírus detetado em dezembro do ano passado no centro da China, atingiu 196 países e territórios e já fez mais de 500 mil mortos a nível global, segundo a agência de notícias francesa AFP.

Em Portugal, os primeiros casos foram confirmados no dia 02 de março e até agora morreram 1.629 pessoas num total de 44.416 contabilizadas como infetadas, de acordo com o relatório de terça-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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