Seguir o O MINHO

País

Oposição unânime em apontar atrasos na preparação do ano letivo, Governo nega

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

Os partidos da oposição, da esquerda à direita, foram hoje unânimes em apontar atrasos ao Ministério da Educação na preparação do ano letivo, com o Governo a garantir ter enviado no início de julho orientações a todas as escolas.


Num debate sobre “O bom funcionamento das escolas no próximo ano letivo”, pedido pelo PSD, na Comissão Permanente da Assembleia da República – órgão que substitui o plenário do parlamento durante as férias -, foi o deputado social-democrata Luís Leite Ramos a dar o mote.

“O Governo planeou tarde o ano letivo e tem andado sempre atrasado na concretização de várias medidas indispensáveis ao bom funcionamento nas escolas”, criticou, acusando ainda o executivo de ter passado informação para as escolas pouco clara e “a conta-gotas”, num ano marcado pela pandemia de covid-19 e que forçou a quase totalidade dos alunos ao ensino à distância desde meados de março.

Para o PSD, o Ministério da Educação recorreu à “velha receita de empurrar para as escolas soluções de difícil operacionalização sem lhes confiar os instrumentos e recursos imprescindíveis”, críticas repetidas por todas as bancadas, à exceção das do PS e do Governo.

“É falso que tenhamos chegado tarde, há desde dia 03 de julho orientações das escolas”, assegurou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, precisando que essa informação versou matérias como a organização de espaço e de turmas, a recuperação de aprendizagem ou os modelos de transição para outros formatos em caso de necessidade.

João Costa saudou a “ideia consensual” entre os partidos de que é necessário regressar ao ensino presencial, mas frisou que “a capacidade física das escolas não dobra por milagre” e o número de profissionais não aumenta “por geração espontânea”.

Ainda assim, a secretária de Estado da Educação garantiu que existiu um reforço de meios, quer ao nível dos equipamentos de proteção individual, quer ao nível dos recursos humanos.

“Contrariamente ao que foi dito, planeámos cedo e reforçámos atempadamente. O défice de informação não existiu, a falta de planeamento e de organização não existiu”, disse Susana Amador.

Anúncio

País

Marcelo diz que as ditaduras não resolveram esta crise e não as queremos em Portugal

Cerimónias do 5 de Outubro

em

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República deixou hoje no seu discurso do 05 de Outubro uma mensagem contra as ditaduras, afirmando que não são desejadas em Portugal e que pelo mundo fora não resolveram a atual crise.

“Vamos continuar a agir em liberdade, porque não queremos ditaduras em Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República.

O chefe de Estado, que falava no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa, acrescentou: “E sabemos que ditaduras por esse mundo fora não resolveram esta crise, e porventura nem sequer a assumiram a tempo e com transparência”.

Marcelo apela à “convergência no essencial” e sem dramas a mais nem a menos

Sem apontar nenhum caso em concreto, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que Portugal deve “continuar a agir em liberdade” e “sempre em conformidade com a ética republicana, que repudia compadrios, clientelas, corrupções”.

Num discurso em que apelou à “unidade no essencial”, o Presidente da República disse também que Portugal tem de continuar a “sobrepor o interesse coletivo aos meros interesses pessoais, a solidariedade ao egoísmo, a convergência que faz a força – convergência em liberdade não unicidade imposta – ao salve-se quem puder, o bom senso comunitário ao aventureirismo individualista”.

No atual contexto de crise provocada pela pandemia de covid-19, há que “continuar a resistir o medo que trava a ação, ao facilitismo que agrava a situação, à tentação de encontrar bodes expiatórios numa luta que é de todos e não é só de alguns”, considerou.

Marcelo defende que esta é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos

Marcelo Rebelo de Sousa encerrou a sua intervenção declarando que “o 05 de Outubro veio também ele lembrar que é a soberania popular a fonte da legitimidade dos que mandam, e que não há egoísmos particulares que construam uma República, que cimentem uma democracia, que deem força a uma liberdade, que façam viver uma pátria”.

“Viva a República, viva a democracia, viva a liberdade, viva Portugal”, exclamou, em seguida.

Esta cerimónia, que devido à pandemia de covid-19 se realizou com um formato restrito, contou com as presenças, entre outros, do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Continuar a ler

País

Covid-19: Von der Leyen com teste negativo mas mantém isolamento até terça-feira

Presidente da Comissão Europeia

em

Ursula von der Leyen. Foto: DR / Arquivo

O teste de despistagem de covid-19 da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deu hoje um resultado negativo, anunciou o porta-voz da instituição, Eric Mamer.

“O mais recente resultado do teste da presidente @vonderleyen é negativo. No entanto ela irá manter o auto isolamento até amanhã [terça-feira] até final do dia, como previsto pelos regulamentos de saúde”, escreveu Mamer na sua conta na rede social Twitter.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participou, na terça-feira na reunião do Conselho de Estado, em Cascais (Lisboa).

No domingo à noite, a Presidência da República foi informada de que o conselheiro de Estado António Lobo Xavier está infetado com o vírus que provoca a covid-19.

Os testes de diagnóstico de infeção com o novo coronavírus realizados no domingo pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e pelo primeiro-ministro, António Costa, deram negativo.

Esta informação foi hoje de madrugada avançada à Lusa por fonte da Presidência da República, que adiantou que também deram resultado negativo os testes realizados por outros cinco conselheiros de Estado: os antigos presidentes da República Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Leonor Beleza e Francisco Louçã.

Os demais membros do Conselho de Estado deverão ser testados hoje.

O Conselho de Estado reuniu-se na terça-feira, no Palácio da Cidadela, em Cascais, entre as 14:00 e as 18:00, tendo como convidada a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Esta foi a primeira reunião presencial do órgão político de consulta do Presidente da República em período de pandemia de covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 34,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.005 pessoas dos 79.151 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Continuar a ler

País

Marcelo defende que esta é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos

Política

em

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que a atual crise provocada pela pandemia de covid-19 é uma oportunidade para mudar instituições e comportamentos que não deve ser desperdiçada.

Na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, o chefe de Estado referiu que Portugal vive “em tempo legalmente de exceção sanitária há mais de sete meses” e considerou que “este 05 de Outubro é, pois, dos mais difíceis e exigentes, se não o mais sofrido de 46 anos de democracia”.

“A recuperação económica durará anos, e mais anos mesmo se for uma oportunidade desperdiçada para mudar instituições e comportamentos e antecipar de modo irreversível o nosso futuro”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa.

Sem especificar a que instituições e comportamentos se referia, o Presidente da República acrescentou que “essa mudança só valerá realmente a pena se não servir só alguns portugueses privilegiados, mas permitir que se ultrapassem pobreza, desigualdade, injustiça social”.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que “a pandemia e a paragem económica e social” são globais e que “ninguém sabe” quando é que haverá tratamento e vacina para a covid-19.

Marcelo apela à “convergência no essencial” e sem dramas a mais nem a menos

No início da sua intervenção, que durou cerca de 12 minutos, o chefe de Estado recordou que, desde que foram confirmados os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus em Portugal, o país passou por “situações de alerta, de contingência, de calamidade, estado de emergência duas vezes renovado” e que se mantém “em situação de contingência em todo o território continental”.

Em seguida, descreveu a realidade económica e social ao longo deste período: “Desde março, conhecemos, primeiro, a paragem abrupta de muita da atividade económica durante três meses, com desemprego ou baixa de salário em parte considerável do setor privado, e sufoco de inúmeras micro, pequenas e médias empresas, com decorrente aumento acelerado do défice orçamental e da dívida pública”.

“E, depois, rearranque desigual e, em múltiplos casos, hesitante ou não duradouro da atividade paralisada”, prosseguiu, considerando que Portugal se encontra também “em estado de exceção económica e social”.

Continuar a ler

Populares