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Braga

Oposição a uma só voz: “Venda da Confiança é lesiva dos interesses dos bracarenses e da região”

PS, PCP e BE organizaram conferência de imprensa conjunta.

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Foto: DR/Arquivo

O PS, a CDU e o BE de Braga apelaram hoje à suspensão da venda da antiga saboaria Confiança, alegando que a alienação deste ativo municipal é a “morte da memória coletiva” industrial da cidade.

Ao final da manhã, numa conferência de imprensa conjunta, frente ao edifício da antiga fábrica de sabonetes de Braga, que data de 1894, os representantes daquelas forças políticas com assento na Assembleia Municipal exigiram “a suspensão do processo de venda” do imóvel.

Na última reunião do executivo camarário, a maioria PSD/CDS-PP/PPM aprovou a venda do complexo da antiga fábrica Confiança, por cerca de quatro milhões de euros, argumentando a falta de fundos próprios para requalificar o espaço, assim como de fundos comunitários para o efeito.

“Esta venda é uma posição lesiva dos interesses dos bracarenses e da região, porque os vai privar de um espaço vital para a vivência urbana de qualidade. Todos nos podemos sentir legitimamente defraudados”, afirmou o presidente da concelhia do PS, Artur Feio.

A CDU, pela voz da deputada municipal Bárbara Seco, condenou igualmente a opção da maioria liderada por Ricardo Rio, salientando que a alienação da Confiança “não se coaduna com o desejo de dotar o município de mais equipamentos culturais e até do objetivo de tornar Braga Capital Europeia da Cultura em 2027”.

“Não conseguimos compreender a argumentação da falta de financiamento para requalificar o edifício, já que desconhecemos as tentativas, desde a expropriação, de tentar encaixar verbas para o efeito. Achamos que, ao contrário do que argumenta a maioria no executivo, as hipóteses não estão esgotadas e nada impede que se espere pelo próximo quadro comunitário, por exemplo”, referiu a deputada.

O BE, representado por Alexandra Vieira, referiu que esta “não é uma causa partidária, da direita ou de esquerda, da oposição ou da maioria, de fação ou de grupo, mas uma causa da população, da cidade e da sociedade”.

“As lembranças que a Confiança tem consigo, do cheiro, da centralidade que a fábrica teve na vida dos bracarenses significam memória, identidade, sentido de pertença, património. Tudo aquilo que faz com que os habitantes de Braga tenham referências identitárias diferentes dos habitantes de outras cidades”, explanou a bloquista.

Por isso, as três forças da oposição na Assembleia Municipal apelam “a que seja suspensa a venda da Confiança e que seja feita uma auscultação à população, aos movimentos culturais”, bem como sejam pedidos pareceres ao “Conselho Estratégico para a Regeneração Patrimonial e Urbana de Braga e ao Conselho Municipal da Cultura”.

A alienação da Confiança é um dos pontos que vai a discussão na Assembleia Municipal de 04 de outubro, sendo que a aprovação da alienação é condição para que o negócio possa avançar.

“Apelamos, por isso, à população que apareça em força na Assembleia Municipal, que se faça ouvir no período antes da ordem do dia, porque, embora tendo consciência que a maioria na Assembleia vota como a maioria no executivo, achamos que o processo pode ainda ser travado”, afirmou Artur Feio.

Até à Assembleia Municipal, os três partidos, “em conjunto com várias associações culturais”, vão organizar saraus, sessões de esclarecimento e debates sobre o futuro da Confiança, estando já marcado para terça-feira um sarau cultural às portas do edifício.

“Mais uma vez a cultura vai ficar na rua porque faltam espaços”, salientou Bárbara Seco.

O edifício que acolheu a centenária fábrica Confiança foi adquirido em 2011 pela Câmara de Braga, numa decisão do então presidente da Câmara, Mesquita Machado, que contou com o apoio das restantes forças partidárias.

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Braga

Há cada vez mais peregrinos a partir de Braga rumo a Santiago de Compostela

Caminhos de Santiago

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Foto: Divulgação

O número de peregrinos que partiu de Braga com destino a Santiago de Compostela aumentou 32,3% no ano passado, em relação a 2018, em resultado do sucesso do Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga as duas cidades na distância de 240 quilómetros.

O Gabinete de Imprensa da Catedral de Santiago revelou esta quinta-feira, dia 23 de janeiro, que 786 pessoas iniciaram em Braga diferentes caminhos, mais 192 (32,3%) do que no ano anterior. No entanto, excluindo os que percorreram o novo itinerário, regista-se um decréscimo de 594 peregrinos em 2018 para 559 no ano passado (-35 ou -5,9%).

Estes dados estatísticos, referentes aos peregrinos que receberam a Compostela (documento comprovativo do cumprimento da jornada), significam que o Caminho da Geira e dos Arrieiros contribuiu de forma decisiva para a subida registada, ao ser percorrido por 367 peregrinos em 10 meses.

A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Há ainda registo de peregrinos que começaram em Berán, Lóbios, Terras do Bouro, Gerês e Cortegada. Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação espanhola Codeseda Viva – uma das organizações que trabalha no sentido de promover e valorizar este caminho – considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março do ano passado, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre “as condições de outros caminhos de peregrinação”; e por isso “concede a Compostela” a quem o percorrer.

A Compostela é emitida a quem complete o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo doisselos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência emestabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificadode Distância, um documento que valida o número de quilómetros feitos.

A Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, bem como outrasorganizações envolvidas no projeto – como a que congrega as autarquias espanholas da região – pretendema sua oficialização até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

Estas organizações, que investigam a história, património e o traçado necessários à validação do caminhoalertam que não possui rede de albergues, nem está marcado na totalidade com setas amarelas, pelo queos peregrinos devem usar GPS e ter redobrados cuidados no planeamento e preparação.

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Braga

Oferta: 4 convites duplos para a “Corrida do Adepto” da Taça da Liga

Passatempo O MINHO / Liga Portugal

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O MINHO, em parceria com a Liga Portugal, vai oferecer quatro convites duplos para a Corrida do Adepto, que se realiza em Braga, este sábado,  25 de janeiro, a partir das 10:00 horas, no âmbito da Final Four da Taça da Liga.

Os interessados deverão enviar uma mensagem através da página de O MINHO no Facebook, com o texto Corrida do Adepto. Os convites duplos serão oferecidos aos seguidores mais antigos.

O passatempo termina na sexta-feira, 24 de janeiro, às 22:59. Os convites duplos, em formato digital, serão enviados por correio eletrónico.

A Corrida do Adepto é  um evento desportivo organizado pela Liga Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, do Instituto Português do Desporto e da Juventude e do Ministério de Educação. A organização técnica é da responsabilidade da empresa RUNPORTO.

As inscrições podem ser feitas online através do site runporto.com/pt/eventos/corrida-do-adepto/corrida-do-adepto-2020/inscricoes/.

Sobre a Corrida do Adepto >

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Braga

“Salvar a Confiança” volta a criticar Câmara de Braga dizendo que engana sobre “restauro”

Ricardo Rio diz que Plataforma “já não sabe o que mais há-de inventar sobre este tema”

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A Câmara de Braga está a impedir o esclarecimento da opinião pública sobre o negócio em torno da Fábrica Confiança. A afirmação é da «Plataforma Salvar a Confiança», a qual, em comunicado, afirma, ainda que, “o facto de usar de forma inapropriada termos como “restauro”, “residência universitária” ou “museu” só tem contribuído para enganar, não só os bracarenses, como responsáveis e instituições nacionais, como é o caso do Ministério da Cultura”.

Questionado sobre as críticas da Plataforma, Ricardo Rio disse ao Minho que PIP – Plano de Informação Précia é só um. É claro nas suas condições e foi esse que foi aprovado pelo Ministério da Cultura”. E acrescenta: “o resto são fait-divers de quem já não sabe o que mais há-de inventar sobre este tema!”

Esta segunda-feira, 20 de janeiro, – acrescenta o organismo – a Secretária de Estado da Cultura pronunciou-se na Assembleia da República a propósito da antiga Fábrica Confiança, que está em vias de ser classificada como Monumento de Interesse Público. Na sua intervenção referiu: “O edifício da Fábrica contará com um núcleo museológico onde se fará a preservação da história e da identidade da Fábrica Confiança. O edifício antigo será alvo de restauro e servirá para fins culturais”.

Trata-se, porém, – defendem – “de um equívoco que tem sido repetido pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, mas que não corresponde à proposta que vai levar esta sexta-feira a Assembleia Municipal Extraordinária. Daí que a Plataforma tenha já endereçado uma carta ao Ministério da Cultura alertando que o projeto proposto pela Câmara não corresponde às declarações da senhora Secretária de Estado, nem ao pressuposto exigido no parecer de arquitetura da Direção-Geral do Património Cultural (“Intervenção de restauro do edifício principal da antiga Fábrica de saboaria Confiança mantendo todas as suas características arquitetónicas e patrimoniais”).”

“Não há restauro”

Na verdade, tal como a Plataforma refere na carta ao Ministério, trata-se de um PIP (Pedido de Informação Prévia) que prevê a construção de um novo edifício no logradouro (com 7 pisos+2 subterrâneos e 300 “unidades de alojamento”), intervenção que se estende ao edifício histórico da Rua Nova de Santa Cruz.

De acordo com o PIP, este edifício antigo não será alvo de efetivo “restauro” uma vez que as exigências funcionais para os diversos usos previstos (habitação, comércio, serviços e outros) são incompatíveis com a integridade arquitetónica deste bem patrimonial”.

Ao contrário do que tem sido repetido pela autarquia, – acrescenta – “o edifício também não servirá para fins culturais. Dos 4030 m2 existentes, apenas 422 m2 são efetivamente dedicados a espaço museológico.

Pelas dimensões e enquadramento, não será qualquer “museu” relacionado com a memória da Confiança”. Com efeito, além desta reduzida área, não existe qualquer outro espaço no PIP que se possa designar cultural.

O que quer dizer que 90% da área do edifício antigo da Fábrica estará afeta a fins não-culturais e de uso privativo.

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