Seguir o O MINHO

Braga

As parcelas do custo de 180 milhões a que já chegou o estádio de Braga

em

Foto: YouTube de Stadiumscraft

ARTIGO DE LUÍS MOREIRA
Jornalista

O custo do Estádio Municipal de Braga foi, esta semana, motivo de polémica. Tudo porque eu mesmo escrevi, em notícia sobre os problemas surgidos nas ancoragens da bancada poente, que o mesmo já ia em 180 milhões de euros.

A JSD de Braga pegou nesse número e fez um panfleto criticando a gestão anterior do PS por tal exorbitância.

Foto: Divulgação / JSD Braga

Um aproveitamento político que – julgo – pretende pôr em evidência as dificuldades de tesouraria que os custos do estádio provocam ao erário municipal. E que se traduzem no pagamento à banca de 7,5 milhões dos 80 milhões que foi preciso pedir de empréstimos para a sua construção. A que acrescem os da SGEB, a parceria público-privada dos relvados nas freguesias, mais 6 milhões. 13 milhões por ano!

Reagiram os vereadores socialistas no final da última reunião de Câmara, na passada segunda-feira, argumentando, e cito de memória pois não estive presente, que os dados da JSD eram manifestamente exagerados, por motivos políticos e com a intenção de denegrir a anterior gestão do ex-presidente Mesquita Machado. E que o estádio teria custado 120 milhões!

Ora vejamos: os números são estes! Numa sentença recente sobre “obras a mais” a pagar pela Câmara ao consórcio que construiu o estádio em 2003, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga cita o Tribunal de Contas, dizendo que este informou que o estádio municipal custou 156 milhões.

Ora, o que fiz foi somar as seguintes parcelas:

1) 4 milhões de sentença que dá razão ao arquiteto Souto Moura pelo projeto;

2) duas sentenças favoráveis ao consórcio construtor (ASSOC) de 4 milhões cada, ou seja, mais oito.

3) Acresce que, no Tribunal Administrativo do Norte está em recurso uma outra decisão do Tribunal de Braga que aponta para 10 milhões. O julgamento foi feito e a Câmara condenada, tendo o mesmo acontecido após a sua repetição, por motivos jurídicos.

Ou seja, e como diria António Guterres, é só fazer as contas: 156, mais doze, mais 10, dá 178. Os outros dois são gastos que, calculo eu, a Câmara já terá feito com a reparação de 28 ancoragens, as estruturas que seguram a bancada.

Concluindo: se há engano, a culpa é dos tribunais que fizeram mal as contas! Será?

Vídeo: Construção do Estádio Municipal de Braga (2003)

Anúncio

Braga

Presidente do CDS reuniu com empresários da restauração de Braga

Francisco Rodrigues dos Santos

em

Foto: Divulgação

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos esteve em Braga onde reuniu com a União de Restaurantes de Braga de Apoio ao Covid-19 (URBAC19) e a Associação Comercial de Braga (ACB) para avaliar o impacto negativo da crise pandémica no setor.

Para o líder do CDS-PP, “a restauração é um dos setores particularmente fustigado pela situação que atravessamos, registando perdas muito acentuadas nos últimos meses, que se debate com sérias dificuldades em manter os seus estabelecimentos de portas abertas e salvar empregos dos seus trabalhadores”.

“O CDS propõe uma estratégia, para a retoma da economia, assente na recapitalização das empresas e num quadro de baixos impostos, para que se possa captar investimento, promover atividade económica e gerar emprego”, afirma Francisco Rodrigues dos Santos.

“Entendemos que o caminho que o Governo tem seguido, de mais endividamento para as empresas com recurso a crédito e assente numa lógica de adiamento de obrigações fiscais, não pode ser mantido para futuro, por isso, propomos medidas como o alargamento do lay-off simplificado até ao final do ano, uma vez que o Governo previa que se gastasse por mês mil milhões de euros e, até agora, registam-se a peso uma execução de trezentos milhões. Estender esta medida até ao final de 2020, seria muito útil para que os empresários pudessem resistir esta crise e pagar ordenados aos seus funcionários”, declara.

Francisco Rodrigues dos Santos defende “a eliminação dos pagamentos por conta, uma vez que esses são baseados em cálculos de faturação que não têm qualquer tipo de paralelismo com os do ano 2020, onde se está a notar um arrefecimento uma paralisação muito grande da atividade económica. A duplicação do valor das linhas de crédito às empresas, sendo que uma percentagem delas deve estar consignada a fundo perdido, porque as empresas que compõem a maior parte do nosso tecido empresarial estão alavancadas em dívida e não podem contrair mais sob pena de se endividarem ao ponto de não conseguirem honrar seus compromissos, portanto é necessário que o Estado injete liquidez na economia, uma percentagem garantida por si, que seja garantida por si, que seja fundo perdido e que não agrava a situação de Tesouraria das empresas”.

“Defendemos ainda, um mecanismo de acerto de contas entre o Estado e os contribuintes, que permita a uma empresa ou um particular a quem o Estado deve dinheiro poder descontar o valor dessa dívida em impostos ou contribuições pagas ao Estado e, por último, a renovação do adiamento das obrigações fiscais até ao final do ano”, reitera o líder do CDS.

Por fim, “estas são medidas que na opinião do CDS ajudariam a revitalizar a atividade económica, aquilo que chamamos de uma vitamina CDS para salvar empregos e reativar a economia do país”.

Continuar a ler

Braga

Pousada da Juventude de Braga reabre com cozinha para os alberguistas e novo site

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O lançamento de um novo site e de uma cozinha para os utentes marca a reabertura, na segunda-feira, do Centro de Juventude de Braga. No site é possível, para além de ficar a conhecer o espaço, fazer reservas para a Pousada de Juventude, revelou, hoje a empresa municipal InvestBraga.

O Centro montou uma nova área, a cozinha do alberguista, para que os hóspedes possam confecionar as suas refeições. Este espaço dispõe de todos os eletrodomésticos e utensílios de cozinha essenciais.

O regresso à “atividade levou a várias mudanças na sociedade e à restruturação dos serviços, de forma a garantir a segurança de todos. Foram implementadas medidas que asseguram e transmitem um sentimento de segurança e confiança a clientes e colaboradores, acompanhadas de formação para os colaboradores. É importante preparar as Unidades de Negócio da InvestBraga para incutirem nos clientes o sentimento de confiança para usar as nossas instalações, como se estivessem na sua casa”, refere Ricardo Rio, Presidente da Cãmara e da empresa.

Da lista de medidas de prevenção e proteção, fazem parte a desinfeção, à entrada, dos sapatos, num tapete bactericida, a desinfeção das mãos, e o uso obrigatório de máscara em todos os espaços comuns do edificio, exceto no quarto. Os colaboradores do Centro utilizarão também viseira e máscara no atendimento.

Já o novo website (www.centrojuventudebraga.pt), permite ainda a descoberta de 30 personalidades importantes na luta pelos Direitos Humanos, das instalações e serviços, tendo, também, informação sobre Braga.

O espaço conta, ainda, com um projeto de ilustração, de Sandra Santos, aluna de Mestrado em Ilustração e Animação, em colaboração com Gonçalo Rodrigues, Marta Madureira, Bruno Cunha e Vítor Gomes.

Continuar a ler

Braga

Covid-19: Há 952 recuperados e ninguém morre há 7 dias em Braga

Pandemia

em

Foto: Divulgação / CM Braga

O número de pessoas infetadas às 18:00 de sexta-feira, no concelho de Braga subiu para 1.358, ou seja, mais quatro do que os que estavam contabilizados na última quarta-feira. A média é, agora, de dois por dia.

O número de óbitos mantém-se estável, sendo 63 as pessoas falecidas com o coronavírus no concelho.

Fonte do setor local da saúde disse ao MINHO que o número de cidadãos curados é, agora, de 952, mais 107 do que na passada quarta-feira, quando o total era de 845.

A mesma fonte precisou que estão agora 72 pessoas sob vigilância ativa da autoridade local de saúde, o que significa que são contactadas com frequência pelos técnicos.

Nas últimas semanas não houve nenhum registo de utentes infetados em lares ou instituições de solidariedade.

Continuar a ler

Populares