“Olhamos muito para nós e esquecemo-nos que do outro lado há jogadores interessantes”

Moreno
Moreno. Foto: VSC

Declarações dos treinadores após o Arouca-Vitória SC (2-2), jogo da sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Arouca:

Moreno (treinador do Vitória SC): “Jogo emotivo, em algumas partes mal jogado porque os primeiros 30 minutos da primeira parte foram razoavelmente bem jogados, nós com controlo do jogo a criar algumas finalizações, com falta de eficácia, continuamos com esse problema.

Depois a parte mal jogada, quando o Arouca chega à vantagem, a equipa não teve a qualidade de jogo necessária. Mas sem essa qualidade, os nossos jogadores não desistiram do jogo, sempre ligados mais na emoção do que na qualidade. O resto do jogo com muita emoção e pouca qualidade, reconhecendo que da forma como foi, [empate] mesmo a acabar, o que poderemos valorizar daqui é o ponto conquistado.

Reconheço falta de agressividade, maus nos duelos e a outra parte tática: quando arriscamos desequilibramos a equipa. O Arouca podia fazer o 3-1, jogamos com uma linha de quatro com laterais que são alas e reconheço que houve falta de agressividade dos duelos. O Arouca ganhou mais bolas no meio, com uma equipa partida arriscamos muito a sofrer o terceiro golo, tivemos felicidade aí e por isso digo que o melhor deste jogo é o ponto ganho.

Nunca nos lamentamos pelas ausências, trabalhamos com os que estão disponíveis e têm um comportamento fantástico. Temos que aproveitar a paragem para os atletas que estão fora recuperarem, a probabilidade de recuperarem para o próximo jogo é reduzida, mas vamos ganhar 15 dias. Os atletas que estão fora ajudam-nos a melhorar qualidade de jogo e eficácia ofensiva. Como líder percebo que temos de melhorar a qualidade de jogo, mas elogiar os nossos atletas pela entrega e crer

Aceito questionarem [as escolhas táticas], mas respondo que olhamos muito para nós e esquecemo-nos que do outro lado há jogadores interessantes e uma equipa técnica que merece muito mérito. Sabemos que temos de mudar algumas coisas. O Zé Carlos saiu lesionado, parece uma entorse, mais uma razão para aproveitar a paragem e recuperar atletas”.

Armando Evangelista (treinador do Arouca): “O jogo acaba por ser equilibrado em muitos parâmetros e o que acaba por trazer só um ponto para o lado do Arouca foram os erros não forçados da nossa parte. No que diz respeito a finalizações, o Arouca tem uma mão cheia delas limpas em que pode fazer golo: três do Mújica, uma do Bruno Marques, outra do Basso e outra do Antony.

Sabíamos as dificuldades que tínhamos, conseguimos produzir mas não conseguimos fazer o último passe para a baliza, acrescentando a isso os dois erros não forçados [os dois golos sofridos] que nos penalizaram com os dois pontos que ficaram por somar.

[Explorar os espaços cedidos] Nos últimos jogos, o Vitória [de Guimarães] tem-se organizado com uma linha de cinco, com o Bamba a assumir o papel de central e a sair pouco com bola. Sabíamos que na recuperação de bola havia espaço entrelinhas à frente desses três defesas e dar tempo aos alas para chegarem à profundidade.

Depois de chegar ao último terço, se tivéssemos oportunidade de chegar a cruzamentos, por vezes os dois médios [adversários] têm dificuldade em cobrir um cruzamento recuado. Se o André André ou o Tiago Silva chegam mais à frente [no ataque] depois não têm tempo para colmatar esse espaço.

Quando os laterais não tinham tempo para fechar, [procurávamos] cruzamento rápido ao segundo poste. Era importante termos bola, atrair e sair rápido pelo corredor contrário. O Vitória é agressivo na pressão e foi. Quando saíssemos dessa pressão, sabíamos que íamos ter espaço no corredor contrário.

Não jogámos contra qualquer equipa, é uma excelente equipa recheada de grandes jogadores. O Vitória de Guimarães teve a capacidade de levar o nosso melhor marcador [André Silva]. Houve alturas em que nos fizeram sofrer, tivemos que defender, baixar linhas e ser rigorosos. Reconheço o valor ao Vitória de Guimarães.

[Ter sido treinador de Moreno no Vitória de Guimarães] Tive a oportunidade de trabalhar com ele, desejo-lhe as maiores felicidades do mundo. Em relação ao sentimento, passei muitos anos naquela casa, é diferente defrontar o Vitória, mas o sentimento mais forte hoje é pelo Arouca, porque é o clube que defendo e vou para a terceira época, com muito orgulho”.

 
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