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Oito universidades europeias financiadas com 3 milhões para meteorologia espacial

Anunciou a Universidade de Coimbra

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Foto: DR / Arquivo

Um programa de doutoramento em meteorologia espacial estabelecido por oito universidades e empresas acaba de receber um financiamento europeu de três milhões de euros, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC), que integra o consórcio.


“Oito universidades europeias e empresas juntaram-se para estabelecer um programa de doutoramento único em ‘space weather’ (meteorologia espacial) na Europa, no âmbito do projeto SWANET (Space Weather Awareness Training Network), que acaba de conquistar três milhões de euros de financiamento do programa H2020 (Marie Sklodowska-Curie Innovative Tarining Newtworks)”, revela a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

A UC é a instituição de ensino superior portuguesa que participa no consórcio, através dos departamentos de física e de matemática e do Centro de Investigação da Terra e do Espaço (CITEUC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O SWANET, com a duração de quatro anos, vai centrar-se na formação da próxima geração de investigadores em meteorologia espacial e física solar, combinando investigação e transferência de conhecimento para benefício da sociedade, tendo em conta que a área de ‘space weather’ tem um forte impacto em setores económicos como a aviação, sinais de GNSS (Sistemas Globais de Navegação por Satélites) e redes elétricas, entre outros.

“Os jovens investigadores vão frequentar um programa doutoral na universidade para a qual se candidatam, mas a investigação para a tese de doutoramento inclui intercâmbio entre as universidades envolvidas no consórcio e as empresas”, refere a UC.

A equipa da FCTUC, para além da formação no programa doutoral, vai também ser responsável pelo “desenvolvimento de novos métodos de análise da atividade solar, que permitam monitorizar a atividade do Sol que poderá beneficiar determinados setores económicos”, sustenta Teresa Barata, coordenadora do projeto em Portugal.

A investigadora do CITEUC sublinha que “desde há cerca de oito anos que a investigação” se tem “centrado na meteorologia espacial (‘space weather’) e no seu impacto na sociedade” e que “naturalmente”, esta investigação “é consequência do vasto espólio que a UC tem de observações solares e magnéticas”.

“Trata-se de uma área de investigação recente, principalmente em Portugal, e este projeto para nós tem elevada importância, não só porque teremos financiamento para ter jovens investigadores a frequentar um programa doutoral da UC, como também nos permite, enquanto investigadores, integrar uma equipa de cientistas de reconhecido mérito internacional”, destaca ainda, citada pela UC, Teresa Barata.

Além da Universidade de Coimbra, fazem parte do consórcio as universidades de Helsínquia e Turku, na Finlândia, de Eotvos Lorand, na Hungria, de Leuven, na Bélgica, Di Roma Tor Vergata, em Itália, e Marie Curie, na Polónia, e a Academia de Atenas, na Grécia.

A empresa portuguesa envolvida no consórcio é a tecnológica Present Tecnhologies.

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Covid-19: Mais seis mortos, 291 infetados e 252 recuperados

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O número de vítimas mortais em Portugal devido à pandemia de Covid-19 aumentou este domingo para 1.660, tendo-se registado mais seis óbitos nas últimas 24 horas.

Os casos de infeção subiram para 46.512, com um aumento de 291 casos confirmados desde o dia anterior.

Há mais 252 recuperados.

(em atualização)

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Dúvidas e inseguranças travam viagens a casa de portugueses a viver na Alemanha

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As dúvidas e a incerteza sobre a evolução da pandemia de covid-19 já levaram muitos portugueses a viver na Alemanha a cancelar as viagens, de carro ou avião, para visitar a família este verão.

A decisão não é fácil, assume José Loureiro, um dos conselheiros das Comunidades portuguesas eleito pelo círculo de Estugarda. A mãe, com 87 anos, e a irmã, quase com 60, esperam-no, como cada ano, em Portugal, mas o medo e a incerteza podem condicionar a viagem.

“Tenho este mês para resolver, com a minha família, se vamos ou não. Estou preocupado principalmente por causa dos aeroportos”, confessou, em declarações à agência Lusa, assumindo que as dúvidas são transversais aos portugueses com quem tem contacto.

“Algumas ainda estão indecisas, outras já cancelaram ou adiaram as viagens. São muitas as incertezas neste momento, muitas dúvidas, e as pessoas não querem correr o risco porque estão sujeitas à possibilidade de, no regresso de Portugal, serem obrigados a ficar em quarentena. Esse é um ponto fundamental porque essas duas semanas não serão depois pagas pelas entidades patronais”, salientou José Loureiro.

Maria do Céu Romarigo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Gütersloh, no estado federado da Renânia do Norte-Vestefália, o mais populoso da Alemanha, admite que este ano também não vai ao país de origem. Talvez no próximo ano, “se tudo correr bem”.

Emigrantes na Suíça reticentes quanto a vir de férias a Portugal

“A maior parte dos portugueses com quem tenho contacto não vai a Portugal. É o meu caso, não dá para arriscar. Tenho-me resguardado mais porque sou diabética, e tenho medo de, no caminho, poder ficar infetada”, assumiu.

Gütersloh foi uma das duas localidades que voltou ao confinamento em junho, depois de um surto com mais de 1.500 trabalhadores numa fábrica de carne.

“O meu irmão já foi de carro, correu tudo bem, ele fez o teste antes de ir e está tudo bem. Recebeu o resultado já em Portugal, numa aplicação de telemóvel, até lá esteve dois dias em casa, em confinamento”, contou à agência Lusa.

Também Luís Pacheco vai prescindir das habituais férias em Portugal. A viver em Hamburgo, o presidente da Associação Luso Hanseática, admite ter falado com a família, que concordou.

“Muitos já têm alguma idade e acham que pode ser perigoso, especialmente com a viagem de avião”, explicou, acrescentando que vários portugueses com quem contactou já foram ou ainda vão de carro, mas há muitos que “admitem ter medo de uma possível segunda vaga do vírus” e optaram por ficar.

Manuel Campos, presidente do GRI-DPA Grupo de Reflexão e Intervenção da Diáspora Portuguesa na Alemanha, assume só ter medo do medo, e não do vírus.

Em declarações à agência Lusa durante umas férias no Algarve, revelou que “várias pessoas estão com receio de vir por causa das notícias, porque têm aparecido surtos em algumas zonas”, ressalvando que “muitos já fizeram a viagem quando a fronteira com Espanha reabriu”.

Com o regresso adiado, avisou também que “muitos voos que saem da Alemanha estão a ser constantemente cancelados e a datas alteradas”, apelando às pessoas para se informarem o mais possível.

Conselho partilhado por Alfredo Stoffel, um dos conselheiros das comunidades portuguesas na Alemanha eleito pelo círculo de Dusseldorf, Hamburgo e Berlim.

“Há alguma insegurança porque Portugal diz uma coisa, os outros países dizem outra. É importante que as pessoas se informem junto dos serviços da embaixada ou dos consulados gerais da área de jurisdição. É importante perceberem as condicionantes que podem enfrentar caso decidam ir de carro, tanto na viagem de ida como de regresso”, avisou.

Em declarações à Lusa, assumiu que, apesar dos receios, são muitos os portugueses que continuam a planear as suas viagens, tanto de carro, como de avião, “sabendo que as fronteiras estão abertas, vão tentar ir”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.654 mortos associados à covid-19 em 46.221 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 561 mil mortos e infetou mais de 12,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Com 200 mil infetados e 9 mil mortos, a Alemanha tem mais vítimas mortais que Portugal e mais casos.

No país vivem perto de 150 mil portugueses.

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Emigrantes na Suíça não querem vir de férias a Portugal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A pandemia e os eventuais riscos no regresso ao país europeu, mas não da União Europeia está a preocupar muitos emigrantes portugueses na Suíça que preferem não ir de férias a Portugal.

“Os portugueses têm medo de perder os seus trabalhos, no caso de ficarem bloqueados em Portugal. E a maioria não quer correr esse risco”, explica o Nuno dos Santos, Presidente da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça (AACP).

Se por um lado a grande maioria dos portugueses residentes na Suíça se mostra preocupada com os riscos e evolução da pandemia, por outro há quem não abdique dos velhos costumes de passar férias em Portugal, movidos pela saudade de quem lá os espera.

“Temos voo marcado para meados de julho, compramos os bilhetes após o confinamento, quando tudo parecia estar estável. Temos muitas saudades da família, das idas ao teatro, ao cinema, tudo o que aqui na Suíça nunca fazemos”, afirma Mariana Mendes natural de Lisboa, residente na cidade de Nyon, na Suíça Francesa.

A emigrante Lisboeta, mãe de dois filhos, confessa à agência Lusa que, este ano, a família vai para Portugal para ficar durante um mês.

“O meu marido está desde março em teletrabalho, temos cumprido à risca as medidas de prevenção e passado o tempo todo em casa. Estamos todos a precisar de espairecer e ir para junto da nossa família, obviamente que continuando a cumprir com as medidas necessárias ao combate do coronavírus”, concluiu.

Segundo o presidente da AACP, o motivo de apreensão dos portugueses estará ligado ao receio de um possível fecho das fronteiras ou a uma imposição de quarentena que os obrigaria a ficar em território português, caso o vírus se prolifere de forma repentina em Portugal.

Além das preocupações com a proliferação do vírus em Portugal, o dirigente acrescenta ainda que os portugueses se têm queixado da “falta de comunicação e informação” relativamente às medidas adotadas em Portugal assim como as recomendações que devem ser tomadas em conta pelos emigrantes que pretendem viajar.

“Oiço regularmente pessoas a queixarem-se da falta de empatia por parte do governo português”, afirma o presidente, salientando que “a única preocupação que existe por parte dos nossos deputados em Portugal é a diminuição das remessas dos emigrantes e das consequências que essas trarão para o turismo em Portugal”.

“Preocupem-se com os emigrantes e não com o dinheiro deles”, implora o dirigente associativo deixando transparecer a sua indignação face à posição dos deputados portugueses no que toca à diáspora portuguesa.

Manuel Marques, presidente da Associação dos Portugueses de Nyon, concorda com Nuno dos Santos: “Apesar da saudade, as pessoas não querem ir a Portugal para não porem em risco as suas famílias, principalmente os mais vulneráreis [os mais velhos]. Até porque na Suíça o porte de máscara não é obrigatório. Nunca se sabe o que levamos daqui”.

As consequências da pandemia têm-se feito sentir em todo o mundo, a Suíça não é exceção.

Face aos danos provocados pelo coronavírus, a maioria das empresas fazem os possíveis para recuperar dos prejuízos financeiros deixados pela pandemia.

“Este ano, só tenho duas semanas de férias, quando sempre tive três semanas no verão. A minha empresa está a aumentar o volume de trabalho para compensar todo o tempo em que estivemos parados. Este ano, não vou a Portugal”, afirma Manuel Marques, que para além de presidente da Associação dos Portugueses de Nyon, é operário numa empresa de construção na Suíça Francesa.

Com 32 mil infetados e dois mil mortos, a Suíça tem mais vítimas mortais que Portugal (1.654) mas menos casos (46.221).

No país vivem perto de 300 mil portugueses.

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