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Oito a nove mil milhões de euros para combate às alterações climáticas

Avança o ministro do Ambiente e Ação Climática

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Foto: DR / Arquivo

O ministro do Ambiente e Ação Climática afirmou hoje que “entre oito a nove mil milhões de euros dos fundos comunitários” do total que Portugal vai receber vão ser dedicados ao combate às alterações climáticas.


“O volume do dinheiro que virá para Portugal, entre 30 a 35%, é obrigatoriamente dedicado ao combate às alterações climáticas e, ao dizer isto, não me estou a antecipar a nada que o Governo não vá apresentar nos próximos tempos, mas 8 a 9 mil milhões de euros terão de ser dedicados ao combate às alterações climáticas”, disse João Pedro Matos Fernandes.

O ministro falava na abertura do segundo dia da conferência virtual Portugal Mobi Summit, que decorre em versão digital a partir de Cascais até sexta-feira, sob o tema “Mobilidade num Mundo em Mudança”.

“[No anterior quadro comunitário], o apoio foi de 2,3 mil milhões de euros. A diferença é esta, trata-se do triplo no mesmo período de tempo, naturalmente que a mobilidade vai ser responsável por uma fatia muito expressiva deste investimento”, disse Matos Fernandes.

Já em setembro, numa conferência virtual sobre “Novos Dilemas da Sustentabilidade”, o ministro defendeu que a União Europeia, para ser consequente com a aposta no “Pacto Ecológico”, devia aplicar 30% a 35% do esforço de recuperação da Europa no combate às alterações climáticas.

João Pedro Matos Fernandes salientou a importância do momento atual para se investir numa nova economia, não só na União Europeia, mas também em Portugal.

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Bloco de Esquerda diz que Governo devia proibir abertura do Pingo Doce às 06:30

Estado de emergência

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Foto: DR / Arquivo

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que o Governo devia “agir fortemente” para travar “o abuso” que representa o Pingo Doce abrir as suas lojas às 06:30 no fim de semana “com a desculpa da pandemia”.

Na quarta-feira foi anunciado pela Jerónimo Martins que iria antecipar a abertura da “maioria das suas lojas” Pingo Doce para as 06:30, no fim de semana, devido às limitações de circulação, para evitar a concentração de pessoas durante a manhã.

Hoje, numa conferência de imprensa para apresentar medidas de emergência na resposta à segunda vaga da crise pandémica, Catarina Martins, questionada sobre esta possibilidade, foi perentória: “não faz nenhum sentido e o Governo devia agir fortemente sobre isso”.

“Estão a utilizar a pandemia como uma forma de um enorme abuso sobre os trabalhadores e os seus horários porque aquilo que está a ser pedido aos trabalhadores, nomeadamente do Pingo Doce, que passem a abrir às 06:30 é uma violência tremenda que é feita com a desculpa da pandemia”, condenou.

Na perspetiva da líder do BE, tem-se “visto muitos abusos aos trabalhadores com a desculpa da pandemia”, sendo este “seguramente um deles” e por isso “o Governo devia travá-lo”.

“Como sabem, em Portugal, quando foi decretado o encerramento do pequeno comércio ao fim de semana, embora as grandes superfícies possam continuar abertas, não foram decretadas medidas sobre concorrência. Noutros países, por exemplo, as grandes superfícies estão limitadas à venda de bens essenciais”, acrescentou.

O BE, segundo Catarina Martins, “não pretende ter uma polémica sobre cada uma das medidas de restrição”, mas deixa claro que “não tem sentido que os hipermercados possam aumentar uma concorrência desleal para com o pequeno comércio, alargando ainda mais os seus horários”.

Depois deste anúncio, o presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, pediu ao Governo se pronuncie sobre os horários de abertura das superfícies comerciais nos fins de semana e critica “decisões individuais” que “podem pôr em risco o espírito das regras”.

No mesmo dia, o sindicato dos trabalhadores de supermercados confirmou à Lusa ter recebido queixas sobre abertura antecipada para as 06:30 no fim de semana e diz que “com ou sem estado de emergência, os direitos dos trabalhadores não estão suspensos”.

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Jovens portugueses fumam menos, mas bebem mais álcool

Taxa de jovens que começam a beber aos 13 anos superior à média europeia

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Foto: Ilustrativa / DR

O consumo de tabaco entre jovens até aos 16 anos tem vindo a diminuir desde 2003 em Portugal, mas o consumo de álcool aumentou ligeiramente nos últimos quatro anos.

As conclusões constam do “European School Survey Project on Alcohol and other Drugs (ESPAD)”, que permite acompanhar as tendências europeias no que diz respeito à evolução dos comportamentos aditivos entre jovens de 16 anos.

Comparando os últimos dados de 2019 com o estudo de 2015, o relatório divulgado hoje aponta um decréscimo de três pontos percentuais no consumo de tabaco tradicional, em linha com a tendência europeia.

“Em relação ao consumo de tabaco tradicional, entre 2015 e 2019, verificou-se em Portugal um decréscimo (-3 pontos percentuais) menos acentuado do que na média dos países participantes (-5 pontos percentuais)”, lê-se no relatório, que sublinha também um desagravamento do uso diário do tabaco.

Também decrescente foi o consumo do tabaco eletrónico, que caiu em Portugal cinco pontos percentuais ao longo do mesmo período, mais do que na média europeia (que registou menos dois pontos percentuais), sendo que Portugal é, aliás, o segundo país com menos consumidores deste tipo de cigarros.

Relativamente à média europeia, os resultados mostram descidas no consumo não só do tabaco, mas também das drogas ilícitas e do álcool, mas, em sentido contrário, Portugal registou um ligeiro aumento no consumo de álcool, invertendo o caminho descendente que vinha a percorrer desde 2007.

Entre 2015 e 2019, a percentagem de alunos de 16 anos que ingeriram pelo menos uma bebida alcoólica ao longo da vida aumentou de 71% para 77% e a prevalência de consumo ‘binge’ (uma grande quantidade na mesma ocasião) também aumentou.

Apesar do aumento, o país mantém-se abaixo da média europeia relativamente à prevalência de consumo de álcool nos últimos 30 dias, à prevalência de embriaguez também nos últimos 30 dias e ao ‘binge drinking’, destacando-se, por outro lado, na escolha das bebidas.

A seguir a Espanha, Portugal é o segundo país em que os jovens mais optaram, da última vez que beberam, por bebidas destiladas em vez de cerveja, vinho, cidra ou ‘alcopops’, sendo que a quantidade de álcool ingerido na última ocasião de consumo é a décima mais elevada entre os 35 países.

O país destaca-se também, pela negativa, pelo consumo de álcool precoce, uma vez que “a percentagem de jovens portugueses de 16 anos que iniciaram o seu consumo aos 13 anos ou menos é consideravelmente superior à média europeia”. Por outro lado, são menos os que se embriagaram tão cedo.

A perceção da facilidade de acesso ao álcool está abaixo da média europeia, sendo que em relação ao tabaco os jovens portugueses estão entre aqueles que menos consideram ser fácil ou muito fácil comprar.

Relativamente a outros comportamentos aditivos, mais de metade dos jovens portugueses, que são dos que passam mais tempo em redes sociais ao fim de semana, admitiram ter tido problemas decorrentes da utilização da Internet em redes sociais e 24% em jogos ‘online’.

Já o jogo a dinheiro, em que participaram no último ano cerca de 22% dos jovens, à semelhança da média europeia, acontece sobretudo fora das redes, uma vez que o jogo ‘online’ foi declarado nos últimos 12 meses por 6% dos jovens portugueses, que preferem as lotarias e apostas desportivas.

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Consumo de canábis entre jovens portugueses abaixo da média europeia

Mas padrões de consumo são dos mais problemáticos

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Foto: Ilustrativa / DR

Portugal é um dos países da Europa onde os jovens com idades até aos 16 anos que consomem canábis o fazem de forma mais problemática, segundo o “European School Survey Project on Alcohol and other Drugs (ESPAD)”.

Segundo o estudo hoje divulgado, em Portugal, apesar de o consumo de canábis, que continua a ser a principal substância ilícita em todos os países, estar abaixo da média europeia (a percentagem de consumidores é 13% e 16% respetivamente), os jovens que o fazem apresentam padrões de consumo problemáticos.

Em comparação com os restantes 35 países que participaram no inquérito em 2019, Portugal regista a quinta maior percentagem de consumidores recentes com padrões de consumo de alto risco (24%), ao lado da Macedónia e atrás de França, Chipre, Kosovo e Montenegro.

Ainda assim, o relatório regista como positivo o ligeiro decréscimo de dois pontos percentuais entre 2015 e 2019, em comparação com a tendência de estabilização na média europeia.

Em relação a outras drogas ilícitas, também aqui Portugal se posiciona ligeiramente abaixo da média europeia no que respeita à experimentação de LSD e GHB (gama-hidroxibutirato), enquanto a experimentação de NSP (novas substâncias psicoativas) é a mais baixa entre todos os países.

Quanto à experimentação de anfetaminas e metanfetaminas, a situação nacional está em linha com a média europeia, mas em relação ao ecstasy o país regista a sétima prevalência de consumo mais elevada (3%) e está ligeiramente acima na experimentação de heroína e cocaína.

O relatório, que apresenta as grandes tendências de consumo de álcool e drogas por alunos com idades até aos 16 anos, aponta ainda que a perceção de facilidade de aquisição de canábis, ecstasy ou cocaína dos jovens portugueses está entre as mais baixas, ligeiramente abaixo da média europeia em relação à cocaína.

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