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Região

Oficial: Minho com total de 3.647 casos confirmados, mais 8 do que ontem

Direção-Geral da Saúde

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde desta quinta-feira, o total de casos de covid-19 confirmados na região do Minho é de 3.647, mais oito do que na véspera.

Os números correspondem aos dados recolhidos até as 24:00 de ontem e comportam os dados incluídos na plataforma SINAVE, podendo pecar por defeito de 12%.

Apenas cinco concelhos registam novos casos confirmados.

No distrito de Braga, Guimarães tem mais dois (668), Barcelos mais dois (281) e Vizela mais dois (104).

No Alto Minho, há mais um caso confirmado em Viana do Castelo (177) e outro em Arcos de Veldevez (70).

Braga mantém os 1153 casos confirmados, Famalicão 386, Vila Verde com 214, Fafe 104, Póvoa de Lanhoso 58, Amares 68, Esposende 44, Vieira do Minho 34, Celorico de Basto 23, Cabeceiras de Basto 15 e Terras de Bouro 8.

No distrito de Viana do Castelo, Monção mantém 110 casos, Melgaço 54, Ponte de Lima 27, Caminha 16, Valença 12, Paredes de Coura 7, Cerveira 7 e Ponte de Barca 6.

No total, o distrito de Braga tem 3160 casos confirmados e o de Viana do Castelo 487.

Barcelos

Miguel Silva imortalizou a avó com pintura gigante em Barcelos

Pandemia afastou graffiter da avó nos seus últimos meses de vida

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Miguel Silva já tinha a ideia na cabeça em 2019, mas não teve coragem de contar à avó. A pandemia acabou por afastá-lo da matriarca, dada a redução ao máximo das visitas e a interrupção dos convívios de domingo. A avó Clotilde acabou por falecer em julho do ano passado em resultado do agravamento dos seus problemas de saúde. Um mês depois, o graffiter imortalizou-a com uma pintura gigante – quatro metros de altura, seis de largura – no ‘seu’ túnel, perto do local onde reside, em Vila Frescainha S. Martinho, no concelho de Barcelos. Agora, todos os dias, o jovem de 25 anos vê, a partir de casa, a imagem da avó ‘Tide’ e criou um “local de culto” onde toda a família – e que é bastante numerosa – a pode homenagear.

Quando Clotilde foi à Praça de Alegria, na altura em que o programa da RTP oferecia um prémio aos avós com mais descendentes, foram precisos três autocarros. Tinha, então, 24 netos e seis bisnetos. Agora, já são cerca de 30 netos e 36 bisnetos (um deles nascido já após o seu falecimento).

“É uma família mesmo muito grande”, contextualiza Miguel Silva. Num grupo de família nas redes sociais, todos os netos e bisnetos partilhavam as fotografias que tiravam com Clotilde. Esses retratos com a avó eram uma forma de unir toda a família.

Miguel Silva agora vê a imagem da avó, todos os dias, a partir de casa. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Tenho primos que ainda não conheço pessoalmente, mas conheço-os porque eles já tiraram uma foto com a avó”, conta o graffiter, considerando que “esse legado tinha que persistir”.

“Toda a minha família, os que vão nascer, os meus filhos e dos meus primos, têm que ter uma foto com a avó e no cemitério não é nada agradável. Assim, têm aqui um local de culto para tirar uma foto com ela e para lhe dizer olá”, explica o também designer gráfico numa empresa de sublimados têxteis.

Paixão pelo graffiti nasceu do hip hop

O viaduto da chamada ‘estrada nova’, que liga Barcelos a Viana do Castelo, transformou-se, assim, ponto de visita de familiares de Miguel Silva, que por ali passam, nos seus passeios higiénicos, para dar um “bom dia” à avó Clotilde. Já o graffiter nem precisa de sair de casa para ver a pintura da avó. “Dá para ver da minha casa este local, vejo a minha avó todos os dias da janela do corredor”, conta.

Foram dois dias e meio de trabalho, acompanhados por uma equipa que depois produziu um vídeo. “Se fosse hoje voltaria a fazê-la ainda maior”. Foi pintado por cima de outros trabalhos, dado que aquele viaduto é como a segunda casa do graffiter que ali começou a pintar há cerca de oito anos.

“Os primeiros dois anos [de experiência] nem conto muito, porque tem que se aprender, riscar, aprimorar, conhecer o spray, perceber que o spray não é igual ao papel. A partir daí foi uma evolução”, conta o artista, cuja obra foi recentemente dada conhecer em reportagem no Jornal de Barcelos.

Aquele viaduto, perto do sítio onde vive, é o seu templo. Ali fez as experimentações, foi evoluindo e, agora, “cada pintura que [ali] fizer é para ficar permanente”. “Invisto mais tempo, para ficar um local turístico, foi sempre assim que o idealizei”, aponta o graffiter que assina com a ‘tag’ Soldier.

A origem do nome artístico remonta ao universo do hip hop, que o arrastou para o graffiti.

Miguel Silva assina com o nome artístico ‘Soldier’. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Sempre fui apaixonado pela cultura hip hop, também os meus primos influenciaram-me nesse sentido. Hoje ouço qualquer tipo de música, mas o grafitti começou por aí. Agora já não me baseio só no hip hop para criar, mas em todo tipo de cultura de visual e musical. O graffiti pertence ao hip hop mas, à medida que fui amadurecendo, percebei que pertence principalmente à comunidade, a todos nós. Pertence mais à cidade do que ao artista, o artista é só o meio”, considera, apelando a que sejam dadas “mais oportunidades aos artistas”.

Os temas “I’m a soldier” de Tupac Shakur e “Like Toy Soldiers” de Eminem inspiraram Miguel Silva, que no primeiro ano assinava em português, como “Soldado”, alterando, depois, para inglês. “Inspirei-me nessa palavra e na música deles. Depois mudei para ‘Soldier’, em inglês, porque gosto mais da composição das letras”, explica.

“Polícia não me incomoda”

O ‘quartel’ de Soldier é o viaduto onde, antes da avó, já tinha desenhado o retrato do seu melhor amigo e de uma amiga. “Este túnel já não é só meu, quero que seja partilhado”, refere, dando conta de que, ali, está ajudar outros a desenvolver a arte, como antes também o ajudaram, nomeadamente integrando uma ‘crew’. Foi assim que cresceu artisticamente: “A falar com as pessoas que já pintam há mais tempo e a aprender com elas”.

A vizinhança já o conhece e gosta do seu trabalho. “A reação dos vizinhos é impecável, cinco estrelas”. E a polícia não lhe causa problemas. “Pinto aqui há muito tempo. A polícia passa, fala comigo e não me incomoda. Sempre me senti confortável, até porque não estou a incomodar ninguém”, refere Miguel Silva, notando que, porém, nada invalida que a Infraestruturas de Portugal um dia “faça manutenção e cubra tudo de betão para reforçar a ponte”.

Antes da avó, Miguel Silva já tinha desenhado o melhor amigo. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Assumindo que a sua intervenção naquele local é ilegal, o graffiter não esconde que gostava de ter a oportunidade – que até agora não teve – de pintar na cidade de Barcelos “com todas as regras, legalmente”.

Nesse sentido, tem “alguns” projetos em mente, um deles consistirá em concorrer ao Orçamento Participativo da Câmara. “Não será algo em que a autarquia vá gastar muito, mas que vai ser estudada para intervir e encaixar na comunidade”, avança, sem desvendar mais pormenores.

“Barcelos tem que crescer em termos artísticos”, defende Miguel Silva, afirmando que, nesse âmbito, a cidade já “foi grande em tempos, mas agora começou a desmoronar um bocadinho e perde-se um bocado este lado de as pessoas saírem de casa só para apreciarem a cidade”.

As pinturas de Afmach, conceituado pintor da cidade, no ‘Largo dos Poetas’, é um exemplo de que essa intervenção artística na comunidade é possível e tem bons resultados. “Ainda bem que isso já é permitido e que seja o primeiro passo”, declara o graffiter, esperando não ter que esperar “tanto tempo” como aquele veterano artista para ter essa oportunidade.

Túnel tornou-se “local de culto” para a família da avó ‘Tide’. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Entretanto, para o ‘seu’ túnel, tem uma ideia para ‘fechar’ a parede com um desenho de duas pessoas do sexo feminino que se estarão a tocar. Representará a amizade e “será a união do túnel” juntando-se as pinturas do amigo e da avó (“a felicidade e harmonia da família”) ao retrato da amiga no outro outro canto (onde está inscrita a palavra “saudade”). Fará também a transição de cor. “É a maior pintura que vou fazer”, revela.

Mas a “maior honra”, essa, é a homenagem à avó ‘Tide’.

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Região

Barras de Esposende, Âncora e Caminha encerradas devido ao mau tempo

Mau tempo

Sete barras marítimas estão fechadas a toda a navegação e três condicionadas, devido à forte agitação marítima prevista até às 18:00 de hoje, com ondulação que poderá atingir 10 metros, segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

De acordo com o ‘site’ da AMN, encontram-se encerradas à navegação as barras do porto de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Figueira da Foz e Cascais.

A barra do porto de Viana do Castelo está condicionada a embarcações de comprimento inferior a 30 metros, enquanto as do Douro e Aveiro estão condicionadas a embarcações de comprimento inferior a 35 metros.

As restantes 37 barras do país estão abertas à navegação.

Numa nota divulgada no site, na quinta-feira, a Marinha alertou para o “agravamento excecional” das condições meteorológicas e agitação marítima na costa norte, até ao final do dia de hoje, prevendo-se ondulação “com uma altura significativa, que poderá atingir os seis metros e uma altura máxima de dez metros”.

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam, por isso, a toda a comunidade marítima que adote um estado de vigilância permanente no mar e nas zonas costeiras e redobrem os cuidados tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras, devendo também reforçar a amarração das embarcações atracadas e fundeadas.

“À população em geral, relembramos que se encontra em vigor um dever geral de recolhimento domiciliário, pelo que as pessoas devem permanecer em casa, em segurança, não se expondo desnecessariamente ao risco”, acrescentam.

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Região

Recolha de resíduos subiu 9% em Barcelos, Esposende, Ponte de Lima, Viana e Arcos de Valdevez

Ambiente

Foto: O MINHO

A Resulima, responsável pelo tratamento e valorização de resíduos urbanos nos seis municípios do Vale do Lima e Baixo Cávado, registou no ano de 2020 um aumento na recolha seletiva de 9% face ao ano de 2019, anunciou a empresa.

“Este crescimento da recolha seletiva resulta de um conjunto significativo de investimentos realizados, cofinanciados pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) em áreas como aquisição de novos veículos de recolha, ecopontos e ações de comunicação e sensibilização ambiental”, refere nota de imprensa.

A Resulima dispõe de uma rede de 1.975 ecopontos distribuídos pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, nos quais são depositados os resíduos valorizáveis.

“Por fluxo, a recolha seletiva registou um aumento de 6% no que se refere ao papel/cartão, 15% no que se refere ao plástico/metal e 8% no que se refere ao vidro”, sublinha a empresa.

“Mesmo num ano tão atípico como o 2020, pode-se afirmar que a reciclagem tem evoluído positivamente e que a mesma poderá continuar a evoluir com o contributo de todos os cidadãos, a quem agradecemos e incentivamos as boas práticas registadas”, finaliza.

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