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Guimarães

Oficiais de justiça paralisaram duas horas em Famalicão e Guimarães

“Francisca, escuta”.

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Foto: DR

Os oficiais de justiça dos tribunais de Famalicão e de Guimarães fizeram esta quinta-feira, entre as 09:00 e as 11:00, plenários sindicais, paralisando o serviço, aderindo, assim, ao protesto convocado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais e que até 31 de dezembro vai manter greves parciais. Fonte sindical adiantou a O MINHO que a adesão foi quase total.

Para o dia 21 de novembro está agendada uma concentração distrital marcada para a Comarca de Braga, na Praça da Justiça.

Ao que apurámos, em Vila Nova de Famalicão 81 dos 89 funcionários estiveram em greve, sendo que oito não compareceram ao trabalho. Em Guimarães, no Tribunal central situado em Creixomil, à saída da cidade, a adesão – afirma o Sindicato – foi total, com os 43 funcionários a paralisarem.

A paralisação fez com que várias audiências tivessem que ser adiadas ou que alguns cidadãos tivessem que esperar duas horas para conseguirem obter documentos ou informações judiciais.

“A nossa luta vai além da exigência de melhores salários. Queremos formação e especialização para todos funcionários judiciais pois somos um pilar importante da Justiça. A ministra tem que perceber que há falta de funcionários judiciais nos tribunais. A média de idades é de 48 anos e estamos expostos a situações de violência todos os dias devido aos processos e sem qualquer tipo de apoio psicológico», disse o delegado sindical, Joaquim Queirós, aos jornalistas, à porta do Tribunal de Famalicão.

As reivindicações, que já são antigas, passam pelo estatuto profissional e pela tabela remuneratória, matérias relacionadas com o ingresso na carreira, promoções e regime de aposentação.

Estes trabalhadores exigem também a recomposição das carreiras com a contagem dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado por imposições orçamentais. O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) pretende que sejam retomadas as negociações, com vista à aprovação de um estatuto profissional que reconheça a efetiva dignidade da classe.

“Há mais de um ano e meio que as negociações arrancaram e, até agora, não houve avanços por parte do Governo. A nossa luta tem de continuar», sublinhou Joaquim Queirós, enquanto os funcionários judiciais cantavam bem alto o hino nacional e lançavam gritos à ministra da Justiça: “Francisca, escuta! Os funcionários estão em luta! Queremos o que é nosso!”.

“Francisca, escuta!”

Em Guimarães, o delegado sindical Carlos Borges, apelou, à porta do Tribunal, à participação de todos, na concentração que está convocada para a sede da Comarca de Braga no dia 21 de novembro.

“A senhora Ministra interrompeu as negociações, de uma forma radical. Por isso vamos continuar aa lutar por uma melhor Justiça, não só para nós funcionários, mas também para os cidadãos deste país”, destacou.

Entretanto, os oficiais de justiça dos Tribunais, Judicial e Administrativo e Fiscal, reúnem-se, esta sexta-feira, entre as 9;00 e as 11:00, em plenário para debater o caderno reivindicativo que o setor tem apresentado ao Ministério da tutela.

O plenário sindical realiza-se à porta do edifício já que o Tribunal não tem salas disponíveis. Durante o plenário, a maioria das diligências, incluindo julgamentos, ficará parada.

Os oficiais do Judicial bracarense preparam, também, uma greve agendada já para dia 21 de novembro.

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Guimarães preocupada com a Pegada Ecológica

Sessão dirigida a jovens até aos 30 anos

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

“Pegada Ecológica de Guimarães – Porque é que tu interessas?”. É o tema lançado para discussão na primeira reunião do Conselho Consultivo da Estrutura de Missão Guimarães 2030, a realizar na sexta-feira, 18 de janeiro, a partir das 15:00, no Palácio Vila Flor.

Esta primeira sessão é dirigida a jovens até aos 30 anos que fazem parte das instituições do Conselho Consultivo da Estrutura de Missão Guimarães 2030, com o objetivo de contribuírem com ideias e propostas para o desenvolvimento sustentável do território, no âmbito de uma plataforma de discussão nesta matéria a ser desenvolvida nos próximos meses, com reuniões temáticas, envolvendo a comunidade vimaranense.

As sessões decorrem na sequência da apresentação pública da Estrutura de Missão para o Desenvolvimento Sustentável Guimarães 2030, cujo Conselho Consultivo está representado por mais de 400 instituições do concelho, aliando o conhecimento científico à gestão do território, com a presença da Universidade do Minho (UM), Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro (UTAD), Universidade das Nações Unidas (UNU) e o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).

Para além do Conselho Consultivo, a Estrutura de Missão contará com um Conselho Especializado composto por equipas multidisciplinares onde se está a dar primazia à cooperação entre as diferentes instituições em prol do estudo das problemáticas, desenvolvimento de ações/projetos e monitorização do progresso.

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Guimarães

Homem morre a matar uma porca em Guimarães

Em Urgezes

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Foto: DR / Arquivo

Um homem de 75 anos morreu esta quinta-feira de manhã, em Urgezes, Guimarães, durante a matança de uma porca, num anexo de uma habitação.

O idoso, que estava sozinho, foi encontrado por um familiar, inanimado e com o animal sobre ele, acrescenta o Guimarães Digital, do Grupo Santiago.

Segundo disse fonte dos bombeiros a O MINHO, o alerta foi recebido cerca das 08:13, para a rua da Maina, naquela localidade, tendo sido enviados dois operacionais e uma viatura.

No local esteve também a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães (HSOG)

O óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido removido e levado para o Instituto de Medicina Legal, onde será feita a autópsia.

O animal foi abatido.

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Guimarães

Guimarães vai aplicar taxa turística: É “irreversível”

Medida deve ser implementada em breve.

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Foto: DR/Arquivo

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães disse hoje ser “irreversível” a sua decisão de implementar na cidade uma taxa turística, adiantando que está a ser feito um estudo sobre o valor a cobrar.

“A decisão por mim tomada de implementarmos aqui uma taxa turística é irreversível, por mim está assumida. Agora irei submeter à câmara e à Assembleia Municipal”, disse Domingos Bragança, à margem da reunião do executivo.

O autarca revelou ainda que “está a ser feito um estudo” pelo Instituto Politécnico do Cávado e Ave sobre qual o valor que aquela taxa deve ter, sendo que depois a nova taxa terá que ser aprovada pelo executivo e submetida à Assembleia Municipal.

Na reunião de hoje foi ainda decidido recusar a maioria da transferência de competências que a lei prevê, tendo o executivo apenas aceite as competências na área das vias de circulação, com o PSD a acusar o Governo de “querer descentralizar mas não querer pagar” por isso.

“[O Governo de António Costa] tem um discurso bonito mas sem consistência prática. A maioria dos municípios põe muitas reservas nestas propostas. O Governo faz aqui uma tentativa frouxa de descentralização”, disse o vereador do PSD Bruno Fernandes.

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