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País

Oficiais afirmam existir “excessiva influência” da política nas Forças Armadas

Associação dos Oficiais das Forças Armadas

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Foto: Divulgação / Estado-Maior General das Forças Armadas

Um inquérito da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), hoje divulgado, revelou que uma esmagadora maioria dos inquiridos (88%) considera que há uma excessiva influência do poder político na instituição militar.

O inquérito da AOFA, a 1.105 oficiais, no ativo, na reserva e reforma, foi feito entre 21 de outubro e 30 de novembro e o seu resultado vai servir de base a um caderno reivindicativo da associação a entregar ao Presidente da República, Governo, parlamento e partidos políticos.

Apenas 6,1% dos inquiridos considera que não há influência a mais e 5,4% não sabe ou não responde, segundo os resultados do estudo, hoje divulgados pela AOFA, em Lisboa.

A percentagem é ligeiramente mais elevada entre os oficiais no ativo (89,6%) que acham que há uma influência excessiva dos políticos na instituição.

Este número vai descendo, embora ligeiramente, à medida que se vai subindo na hierarquia – 89,7% ao nível de capitão/1.º tenente, 87,9% quando se trata de oficiais superiores e 77,9% para os oficiais generais.

Uma maioria ainda maior de oficiais (90%) considera que a forma atual de escolha e nomeação dos Chefes do Estado Maior (Chefe de Estado Maior General e dos ramos, Exército, Marinha e Força Aérea) não é a mais adequada, segundo o inquérito da AOFA, que não pôs a questão sobre qual o modelo a seguir.

Pouco mais de 5% não sabe nem responde e 4,7% respondeu que concorda com o atual modelo.

A escolha dos chefes dos ramos militares, em Portugal, tem uma componente política, sendo nomeados pelo Presidente da República, que é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas, sob proposta do Governo, numa área clara de competências partilhadas entre o executivo e o Chefe do Estado.

A proposta de nomeação deve ser precedida da audição, através do ministro da Defesa Nacional, do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que se pronuncia depois de ouvir o conselho superior do ramo em questão.

Uma maioria, embora mais curta, de 71,7% dos inquiridos, considerou que sendo os militares, “por inerência de funções, apartidários”, o modelo existente “corrompe” esse princípio, na formulação da pergunta feita pela AOFA, enquanto 20,3% tem opinião contrária e 7,9% não sabe ou não responde.

Para a maioria, foram as associações sócio-profissionais a melhor defender os oficiais (65,7%), contra 2,4% das chefias militares, 1,9% Presidente da República e 0,27% para o Ministério da Defesa Nacional, embora 22,2% tenha respondido que ninguém o faz.

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País

DGS quer crianças a comer mais legumes e fruta e a evitar ‘snacks’

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) sugere um reforço dos legumes e fruta na alimentação das crianças e pede aos pais que evitem ter em casa ‘snacks’ hipercalóricos, para prevenir o aumento de peso durante o isolamento social.

Num manual divulgado no ‘site’ da DGS, com os cuidados a ter para uma alimentação saudável e sugestões de atividades para crianças em tempos de covid-19, a DGS recorda que a necessidade de uma permanência mais prolongada em casa para travar a propagação do novo coronavírus leva a uma menor atividade física e a alterações nos padrões de compra de alimentos que podem colocar algumas crianças em risco.

“O consumo de alimentos hipercalóricos e de menor densidade nutricional associado ao sedentarismo podem promover o ganho de peso e o aparecimento de doença associadas no futuro”, alerta a DGS.

Num país onde 29,6% das crianças entre os 6 e os 9 anos de idade têm excesso de peso, a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável aconselha: “Consumir sopas ao início das duas refeições principais, incluir fruta como sobremesa também das duas refeições principais, e mais uma nas refeições intercalares ao longo do dia, é o suficiente para atingir a recomendação”.

Em declarações à agência Lusa, Maria João Gregório lembra que este manual – destinado a encarregados de educação, professores e a todos os que nesta altura de isolamento social têm as crianças em casa, – serve para “reforçar a importância de manter um estilo de vida saudável”

“Serve também para dar sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com as crianças e que podem ajudar a manter estes hábitos alimentares saudáveis”, afirmou, dando como exemplo o planeamento da ementa semanal e a confeção das refeições em conjunto.

Maria João Gregório lembra ainda a importância de não ter ‘snacks’ calóricos e pouco saudáveis em casa, lembrando que, como as pessoas estão agora mais em casa, a ansiedade, o tempo livre, o frigorífico e a despensa por perto podem aumentar o consumo de alimentos.

A responsável recorda que este período também pode ser uma oportunidade: “Temos necessidade de mantar as crianças ocupadas, logo, porque não aproveitar e fazer atividades na área da alimentação, envolvendo-as no planeamento?”

“Ao mesmo tempo que as mantemos ocupadas passamos algumas mensagens importantes na área da alimentação saudável. Mais do que dizer o que se deve fazer, é importante por a mão na massa e ensinar a fazer”, acrescenta a especialista.

O manual da DGS aconselha as famílias a optarem pela confeção de refeições de panela, como os guisados e estufados, que mantêm os nutrientes dos alimentos, dar primazia à água e prestar uma atenção particular às crianças, que nesta fase passam mais tempo em meios digitais e podem, por isso, ser alvos mais fáceis de publicidade a produtos menos saudáveis.

Outra das sugestões passa por, quando se fazem por exemplo compras ‘online’, ensinar a criança a descodificar os rótulos dos alimentos, ajudando-a a fazer opções mais saudáveis.

Alerta ainda que o leite e os derivados são alimentos importantes para o crescimento e desenvolvimento das crianças, pois são fonte de vitaminas, cálcio e outros minerais, mas não devem ser consumidos em excesso, com a quantidade diária limite a rondar os 400-500ml.

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Nestlé Portugal garante salário de funcionários em casa e apoia responsáveis em funções

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Nestlé Portugal vai garantir o emprego e salário dos trabalhadores impedidos de exercer funções devido à pandemia covid-19, avançando ainda com um “apoio financeiro adicional” para os que se encontram à frente das operações.

“A Nestlé Portugal comunicou hoje aos seus colaboradores um conjunto de medidas de apoio face à situação delicada e de exceção que vivemos. Entre estas medidas está a garantia – por um período mínimo de 12 semanas – do emprego e do salário de todos os colaboradores que estão temporariamente impedidos de exercer as suas funções, quer por cumprimento das diretivas das autoridades de saúde, quer por iniciativa da empresa para proteção dos seus colaboradores”, lê-se numa informação a que a Lusa teve acesso.

Por outro lado, será atribuído a todos aqueles que estão à frente das operações “um apoio financeiro adicional”, cujo montante não foi revelado, e a garantia de que as prestações da Segurança Social continuarão a ser complementadas para todas as pessoas que as estão ou venham a receber, “assegurando a manutenção dos rendimentos neste período”.

A par destas medidas, a Nestlé está a desenvolver várias iniciativas ligadas à saúde e bem-estar, com destaque para os serviços médicos, que continuam a atender os trabalhadores da companhia.

“Além de reconhecer os seus colaboradores pelo esforço extra de manterem ativa a nossa cadeia de produção e distribuição em clima de crise sanitária, a Nestlé não pode deixar de agradecer e reconhecer o esforço de todos os seus parceiros de negócio, desde as matérias-primas aos materiais de embalagem, desde os serviços de telecomunicações aos transportes, a todos eles o nosso respeito e admiração”, concluiu.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Rendas podem ser suspensas durante estado de emergência e mês subsequente

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

Empresas e famílias vão poder suspender o pagamento da renda nos meses em que vigore o estado de emergência e mês subsequente, prevê a proposta que cria um regime excecional de proteção aos inquilinos.

O diploma, que será esta semana discutido e votado no parlamento, contempla regras específicas para as rendas não habitacionais e salvaguarda também a situação dos senhorios que possam ficar em situação de carência económica pela falta de pagamento das rendas dos seus inquilinos.

No caso das famílias prevê-se que possa haver lugar à suspensão do pagamento da renda nos meses em que vigore o estado de emergência e no mês subsequente caso se registe uma quebra superior a 20% dos rendimentos do agregado familiar face aos rendimentos do mês anterior ou do período homólogo do ano anterior.

Esta mesma suspensão é permitida caso a taxa de esforço do agregado familiar do arrendatário destinada ao pagamento da renda se torne superior a 35%, o que poderá suceder pela quebra de rendimentos imposta pelo impacto económico causado pelo surto de covid-19.

Nestas situações, determina o diploma, o senhorio só tem direito à resolução do contrato de arrendamento, por falta de pagamento das rendas vencidas nos meses em que vigore o estado de emergência e no primeiro mês subsequente, “se o arrendatário não efetuar o seu pagamento, no prazo de 12 meses contados do termo desse período, em prestações mensais não inferiores a um duodécimo do montante total, pagas juntamente com a renda de cada mês”.

Os inquilinos que não consigam pagar a renda “têm o dever de o informar o senhorio, por escrito, até cinco dias antes do vencimento da primeira renda em que pretendem beneficiar” sendo que em relação às rendas que se vençam entretanto, a notificação pode ser feita até 10 dias após a data de entrada em vigor deste diploma.

Os arrendatários habitacionais assim como os estudantes que não aufiram rendimentos do trabalho, e fiadores, que tenham quebra de rendimento e não consigam pagar a renda podem pedir um empréstimo, sem juros, ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para suportar “a diferença entre o valor da renda mensal devida e o valor resultante da aplicação ao rendimento do agregado familiar de uma taxa de esforço máxima de 35%”, sem que daqui resulte um rendimento do agregado familiar inferior ao indexante dos apoios sociais (IAS).

Esta possibilidade não abrange os inquilinos “cuja quebra de rendimentos determine a redução do valor das rendas por eles devidas, nos termos estabelecidos em regimes especiais de arrendamento ou de renda, como o arrendamento apoiado, a renda apoiada e a renda social”.

É que o diploma prevê que as entidades públicas com imóveis arrendados podem, durante o período em que esta lei vigorar, reduzir as rendas aos arrendatários.

Os senhorios habitacionais que tenham, comprovadamente, uma quebra de rendimentos (de 20% face ao mês anterior ou período homólogo) e cujos arrendatários não recorram a empréstimo do IHRU podem eles solicitar a este instituto um empréstimo, sem juros, para compensar o valor mensal da renda “sempre que o rendimento disponível restante do agregado desça, por tal razão, abaixo do IAS”.

Relativamente às rendas não habitacionais, o diploma permite o diferimento do pagamento das rendas “vencidas nos meses em que vigore o estado de emergência e no primeiro mês subsequente”, para os 12 meses posteriores ao término desse período “em prestações mensais não inferiores a um duodécimo do montante total, pagas juntamente com a renda do mês em causa”.

A medida contempla os estabelecimentos abertos ao público destinados a atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços encerrados ou que tenham as respetivas atividades suspensas ou aos restaurantes e similares, incluindo os que mantenham atividade vendendo comida pronta a consumir ou em regime de ‘take away’.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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