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Ponte de Lima

Obras recuperam residência de estudantes em Ponte de Lima

Escola Superior Agrária

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Escola Superior Agrária. Foto: DR

A residência de estudantes da Escola Superior Agrária (ESA), em Ponte de Lima, projetada há 30 anos pelo arquiteto Fernando Távora, vai sofrer obras de reabilitação de um milhão de euros, financiadas por fundos comunitários.

Em declarações à agência Lusa, a diretora do estabelecimento de ensino superior, Ana Paula Vale, explicou hoje que aquele investimento resulta da aprovação de uma candidatura ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), no valor de 963.690 euros.

Ana Paula Vale disse o investimento “vai permitir renovar a residência dos estudantes da ESA, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), no sentido de uma melhor eficiência energética do edifício que conta já com 30 anos de construção e que tem capacidade para acolher 130 alunos”.

“Vai ser substituída toda a parte de caixilharia que se encontra num péssimo estado de conservação. A parte superior do edifício vai ser equipada com painéis fotovoltaicos para melhorar a eficiência energética e o conforto dos estudantes”, especificou.

A diretora da ESA adiantou que o início da intervenção na residência ainda não está definido, prevendo que possa ocorrer no próximo ano, em período de férias.

“O início e a forma como vamos fazer a intervenção tem de ser muito bem programada para não afetar o funcionamento das aulas, e o bem-estar dos alunos”, frisou.

Ana Paula Vale referiu ainda que o apoio comunitário “vai também ser utilizado, entre outras obras, no telhado do mosteiro, com a colocação de placas de isolamento para minimizar as diferenças térmicas no verão e no inverno”.

O financiamento comunitário agora aprovado “visa um conjunto de intervenções e medidas que potenciem a máxima eficiência energética, maior conforto para os utilizadores, potenciação de soluções ‘eco-frendly’ e sustentáveis e, também, a redução da fatura energética na Escola Superior Agrária do IPVC”.

Localizada no concelho de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, esta é a única Escola Superior Agrária inserida no subsistema de ensino superior politécnico da Região Agrária de Entre Douro e Minho.

Criada em 1985, a ESA começou a funcionar em 1990. É uma das duas escolas que estão na génese do IPVC e está instalada no antigo mosteiro de Refoios, classificado como imóvel de interesse público.

O mosteiro foi alvo de obras de recuperação e adaptação às novas funções, um projeto do arquiteto Fernando Távora.

A ESA tem atualmente 530 alunos, distribuídos pelas licenciaturas, mestrados e Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP).

“Estamos, praticamente, no nosso limite máximo de capacidade. Na altura em que iniciou funcionamento, a escola foi projetada para receber cerca de 300 alunos”, referiu.

O mosteiro de Santa Maria de Refoios do Lima localiza-se na freguesia de Refoios do Lima, no concelho de Ponte de Lima. Constitui-se em um mosteiro de raiz beneditina, mas que, entretanto, passou à Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho até 1834 quando se deu a extinção das Ordens Religiosas no país.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC, que hoje assinala 33 anos, tem seis escolas – Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

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Alto Minho

Jovem detido por suspeita de atear incêndios em Ponte de Lima estava inocente

Justiça

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Foto: Ilustrativa / DR

O jovem de 24 anos que foi detido pela Polícia Judiciária de Braga acusado da prática de dois crimes de incêndio florestal no concelho de Ponte de Lima está inocente, referem os três juízes responsáveis pelo julgamento.

No acórdão da audiência, a que O MINHO teve acesso, é determinado pela juiz-presidente que todas as acusações imputadas ao jovem sejam retiradas, considerando-o absolvido da prática dos crimes.

Os incêndios ocorreram no passado dia 18 de setembro de 2019, em Vilar das Almas e em Gaifar, consumindo uma quantidade significativa de mato, eucaliptos e pinheiros.

Na altura, o jovem agora absolvido deu o alerta para o incêndio de Gaifar, algo que funcionou contra ele uma vez que a acusação do Ministério Público indicou esse alerta como uma das provas para o suposto ato criminoso.

A outra prova da acusação era a posse de um isqueiro por parte do jovem, mas este sempre refutou que fosse uma ‘arma de crime’ por ser fumador e precisar do isqueiro para poder acender os cigarros.

No acórdão, o coletivo sublinha que a acusação ou a PJ nunca conseguiram provar que o jovem “tenha usado um isqueiro e pegado fogo a ervas de mato seco que deram origem aos dois incêndios”.

As três testemunhas da acusação, que sustentavam as provas de que teria sido o jovem a cometer o crime, também não conseguiram provar que foi o jovem, uma vez que não houve prova ocular, ou seja, não viram nada, apenas tinham suspeitas. Entre eles estava um militar da GNR.

Patrícia Amorim, advogada com escritório próprio na Avenida António Feijó, em Ponte de Lima, defendeu o jovem, indicando que “é perfeitamente normal a posse de um isqueiro num fumador” e que isso “não pode servir de prova”.

“Ele alertou a GNR de que havia um incêndio perto de onde residia, como é o dever de qualquer cidadão. Um elemento da GNR referiu que o meu cliente poderia ter apagado o incêndio por estar perto dele, mas a juiz diz que o normal não é um popular apagar o incêndio, mas sim chamar as autoridades competentes”, indicou a advogada a O MINHO.

“O meu cliente sempre negou a prática dos factos e narrou o seu trajecto de forma credível naquele fim de tarde e início de noite, sempre teve uma postura coerente ao longo de todo o processe e isso contribuiu para a absolvição”, acrescentou.

O jovem esteve, desde final de setembro, obrigado a apresentações diárias no posto da GNR de Freixo e à obrigação de não transportar isqueiro, algo que, embora sendo fumador, cumpriu. Essas medidas obrigatórias foram agora extintas.

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Alto Minho

Ecovia de Ponte de Lima em mau estado. Câmara promete intervir

Mobilidade

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Foto: DR

A ecovia na margem direita do rio Lima, designadamente na passagem por debaixo do arco da ponte medieval, está em mau estado, dificultando a circulação de pessoas com mobilidade reduzida. A Câmara promete fazer melhoramentos.

Via muito esburacada.

A situação foi exposta a O MINHO por João Araújo, que tem de movimentar-se num carrinho elétrico e experimentou muitas dificuldades a passar naquela zona.

“Fiquei desiludido com o estado da via. Tenho que me revoltar contra estas situações”, referiu munícipe em e-mail enviado à nossa redação.

João Araújo expôs a O MINHO a dificuldade de passar nesta zona da ecovia.

Contactada por O MINHO, a Câmara de Ponte de Lima reconhece o mau estado da via, mas assinala que não recebeu formalmente queixas de munícipes.

O município adiantou, ainda, que aquela zona será intervencionada, bem como outras, mas sem revelar datas.

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Alto Minho

Ciclovia de Ponte de Lima está a derreter com o calor. Autarquia já avisou empreiteiro

Investimento de 1,5 milhões

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Foto: Carlos Martins / Facebook

A ciclovia de Ponte de Lima tem um problema de construção, nomeadamente “uma diluição da camada superior do piso”, que tem levado os ciclistas a usarem a estrada. A Câmara diz que já avisou o empreiteiro para corrigir o defeito antes de entregar a obra.

A situação foi denunciada pelo PS de Ponte de Lima, nas redes sociais, questionando “por que motivo há uma diluição da camada superior do piso da ciclovia com as consequências negativas que este facto acarreta”.

Em resposta a um comentário de um utilizador, o PS acrescentava que “o que acontece, infelizmente, é que os ciclistas têm dificuldade em circular na ciclovia visto que os pneus colam no piso que está a desfazer-se (derreter) talvez fruto do aquecimento provocado pelas temperaturas que se têm feito sentir”.

Ponte de Lima aprova ciclovia urbana de 1,5 milhões com votos contra da oposição

Questionada por O MINHO, a Câmara de Ponte de Lima referiu que a obra ainda não foi entregue pelo empreiteiro.

O município adiantou, ainda, que o defeito já tinha sido detetado e o empreiteiro foi avisado para o corrigir.

A construção da ciclovia e vias pedonais de acesso à zona urbana foi adjudicada por concurso público à Predilethes Construções, Lda, empresa de Ponte de Lima.

Notícia atualizada às 13h15 com a indicação da empresa a quem foi adjudicada a obra.

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