Declarações em conferência de imprensa após o jogo Famalicão – Sporting (1-2), da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje, no Estádio Municipal de Famalicão:
– Hugo Oliveira (treinador do Famalicão): “Estou obviamente insatisfeito com o resultado, mas satisfeito com a atitude competitiva. O jogo na primeira parte foi mais emocionante da maneira errada, o que levou a muitas perdas de bola e a muitas transições. O Sporting teve mais variabilidade no seu jogo, mas marcámos primeiro. Depois, tínhamos de ter mais bola.
Na segunda parte, entrámos mais próximos do que somos, mas o adversário aproveitou um momento em que estávamos fora de posição. O Sporting depois não rematou à baliza. É verdade que não criámos muitas ocasiões, mas obrigámos o Sporting a defender com uma linha de cinco [defesas]. São estes jogos que fazem uma equipa muito jovem crescer. Perdemos a invencibilidade em casa no ano de 2025, contra um adversário muito forte, bicampeão nacional.
Poderíamos ter jogado mais algum tempo. Tendo em conta o número de vezes que o jogo parou e o tempo que o Ibrahima Ba esteve no chão devido à sua lesão, temos todos de gostar de futebol para ver mais futebol.
Só uma equipa competente taticamente consegue parar muitos movimentos da equipa adversária, com muito talento individual, como Trincão e ‘Pote’ [Pedro Gonçalves]. Mas vínhamos de muitos meses sem perder em casa e nem os adeptos, nem os jogadores, nem eu vamos felizes para casa.
O Sporting percebeu que tinha de ser ‘hipercompetitivo’ para levar alguma coisa deste jogo. O Sporting foi extremamente agressivo, uma equipa que vestiu o ‘fato-macaco’ para triunfar”.
– Rui Borges (treinador do Sporting): “Fomos muito competentes e intensos. Tínhamos de ser fortes em duelos, contra uma equipa fisicamente muito forte, bastante comprometida, bem organizada. Eles foram felizes numa bola parada [que valeu o primeiro golo], em que a bola bate no Trincão.
Empatámos rapidamente, mas depois perdemos discernimento. Ao intervalo, tentámos corrigir situações. A equipa manteve-se intensa, a pressionar alto. Fomos fortes nos duelos. Foi uma segunda parte em que fomos à procura do ‘prejuízo’. No momento em que íamos ‘mexer’ na equipa, fizemos o 2-1. A equipa foi mais esclarecida na segunda parte, mas a atitude competitiva foi muito boa. Conseguimos uma grande vitória num campo difícil.
A dificuldade foi o nosso adversário, que não tinha golos sofridos no campeonato, estava no terceiro lugar e ainda não tinha perdido em casa em 2025. Não teve a ver com a paragem das seleções. Não quero saber dos outros [a propósito das dificuldades de FC Porto e Benfica na jornada cinco]. Quero saber de mim.
O Fotis [Ioannidis] entrou muito comprometido [na estreia absoluta pelo Sporting]. Veio defender um lance à nossa área. Esteve muito bem a segurar a bola, a procurar os espaços. O Quenda tem dado uma resposta fantástica. Tem-me surpreendido. Na parte final da época passada, ‘caiu’ um bocadinho, mas está a dar uma grande resposta e vai fazer uma grande época. O João Simões também entrou muito bem. O Vagiannidis deu uma grande resposta após vir da seleção [da Grécia]. O João Virgínia [na estreia na presente temporada] deu uma resposta fantástica. Já tem imensa ligação ao Sporting. Tenho a sorte de liderar um grande grupo de jogadores e um grande grupo de amigos.
Com o Nacional, sofremos numa bola parada. Aqui também sofremos numa bola parada, com ressalto. Com o FC Porto, sofremos numa bola corrida [a propósito de ser o terceiro jogo no campeonato que o Sporting começa em desvantagem]. Podíamos ficar chateados com a perda da bola, mas a equipa manteve-se coesa, o que foi fundamental para dar a volta ao resultado”.