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“O primeiro-ministro mentiu deliberadamente”

António Costa ameaçou demitir-se

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Foto: Facebook de Margarida Mano

O PSD acusa o primeiro-ministro de mentir “deliberadamente” no caso da recuperação integral do tempo de serviço dos professores, salientando que as mudanças não têm qualquer impacto financeiro adicional no atual mandato.


“O primeiro-ministro hoje [sexta-feira] mentiu deliberadamente relativamente a vários pontos”, afirmou Margarida Mano, uma das deputadas do PSD na comissão parlamentar de Educação e Ciência, onde na quinta-feira foi aprovada a recuperação integral do tempo de serviço congelado para os professores.

A decisão levou o primeiro-ministro, António Costa, a anunciar que o Governo se demitiria caso o parlamento aprovasse esta mudança em plenário, uma vez que ficaria “comprometida a governabilidade presente”.

Em declarações à Lusa, a deputada social-democrata garantiu que “é falso que o tempo todo de serviço não tivesse sido assumido pelo Governo”.

Segundo Margarida Mano, o prazo de recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias “foi um compromisso assumido pelo Governo em dois momentos claros”: em outubro de 2017, quando Governo e sindicatos assinaram um compromisso, e em outubro de 2018, quando o inscreveu no Orçamento do Estado.

Na quinta-feira, a comissão de Educação apreciou o diploma do Governo – resultado de mais de um ano de negociações falhadas com os sindicatos – e fez algumas alterações: em vez da recuperação de menos de três anos de serviço, passou a estar definida a recuperação de mais de nove anos.

Margarida Mano garantiu que esta mudança não terá qualquer impacto orçamental adicional nas contas do atual Governo.

“Os números que estão em cima da mesa são os números que estavam previstos no diploma”, assegurou a ex-ministra da Educação, acrescentando que “não há qualquer impacto financeiro” para já, uma vez que a recuperação dos restantes seis anos e meio que agora passaram a estar previstos depende de negociações entre o próximo executivo e os sindicatos.

Margarida Mano criticou ainda António Costa por “ameaçar a demissão com base num valor que não é conhecido e que dependerá no próximo governo”.

Sobre a recuperação dos dois anos, nove meses e 18 dias, que já tinha sido prometido pelo executivo, foi alterado o efeito prático da medida.

As regras antes definidas pelo diploma faziam com que só dentro de seis anos todos os docentes ficassem abrangidos pela medida. Agora passou para um limite máximo de três anos, referiu Margarida Mano, garantindo que o acréscimo de custos já só vai entrar nas contas dos próximos Orçamentos do Estado.

Além disso, continuou a parlamentar, o PS foi um dos partidos – juntamente com o Bloco de Esquerda e com o PCP – que, na quinta-feira, chumbaram na comissão parlamentar as medidas do PSD que definiam “critérios de rigor e sustentabilidade da proposta”.

As condições para contabilizar o tempo de serviço passavam por ter em conta a situação económica e financeira no país assim como a sustentabilidade do setor da educação, havendo ainda o critério de a despesa com pessoal não poder ultrapassar determinados limites.

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País

Nomeados para melhor ato português dos prémios europeus da MTV revelados

Uma das categorias regionais dos prémios de música

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Diogo Piçarra. Foto: DR / Arquivo

Os cantores Bárbara Bandeira, Bispo, Dino D’Santiago, Diogo Piçarra e Fernando Daniel estão nomeados para o “Best Portuguese Act”, uma das categorias regionais dos prémios de música do canal de televisão MTV, foi hoje anunciado.

“Já são conhecidos os nomeados da 27.ª edição dos MTV EMAs [European Music Awards] 2020, transmitida no dia 08 de novembro a partir das 19:00. Bárbara Bandeira, Bispo, Dino D’Santiago, Diogo Piçarra e Fernando Daniel são os artistas nomeados para ‘Best Portuguese Act’, a categoria que vai eleger o melhor de Portugal. As votações já estão a decorrer em https://www.mtvema.com/pt-pt”, refere a MTV Portugal num comunicado hoje divulgado.

Dos cinco nomeados, Dino D’Santiago é o único estreante nesta categoria dos prémios europeus de música da MTV (EMA, na sigla em inglês). Bárbara Bandeira e Bispo foram nomeados em 2018, ano em que o vencedor foi Diogo Piçarra, já várias vezes nomeado. Fernando Daniel foi o vencedor do “Best Portuguese Act” no ano passado.

Este ano, é Lady Gaga quem lidera as nomeações aos MTV EMA com indicações em sete categorias, incluindo Melhor Artista, Melhor Pop, Melhor Vídeo, Melhor Canção e Melhor Colaboração, estas três últimas com o tema “Rain on Me”, um dueto com Ariana Grande.

Lady Gaga disputa a categoria de Melhor Vídeo com Billie Eilish (“everything i wanted”), Cardi B (“WAP” com Megan Thee Stallion), DJ Khaled (“POPSTAR” com Drake), Karol G (“Tusa” com Nicki Minaj), Taylor Swift (“The Man”) e The Weeknd (“Blinding Lights”).

A “sensação da K-Pop” BTS e o “galáctico” Justin Bieber reúnem cinco nomeações cada, em categorias como Melhor Pop e Maiores Fãs.

À 27.ª edição, os MTV EMA ganham novas categorias: Melhor Latino, Vídeo pelo Bem e Melhor Atuação Virtual.

As votações estão abertas até ao dia 02 de novembro.

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País

Mais de metade dos portugueses não têm capacidade financeira de poupar para a reforma

Economia

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Foto: O MINHO / Arquivo

Mais de metade dos portugueses (53%) não têm capacidade de poupar para a reforma, de acordo com o estudo da Insurance Europe, que sinaliza que Portugal está acima da média europeia entre os que não poupam para a reforma.

Segundo os resultados do estudo europeu de pensões da Insurance Europe, hoje divulgado, os portugueses são os que têm mais interesse em poupar para a reforma, mas não dispõem de capacidade financeira.

Adicionalmente, a amostra revela que os portugueses que não estão a poupar para a reforma, está acima da média europeia.

Os resultados do inquérito, realizado a mais 10.000 indivíduos (1.013 participantes de Portugal), em 10 países europeus, revelam que Portugal supera a média europeia em vários indicadores.

Mais precisamente, 53% dos portugueses afirmaram que têm interesse em começar a poupar para a reforma, embora não tenham condições financeiras no momento.

“Com este percentual Portugal assume a liderança neste ranking, que conta com uma média europeia de 42%. Adicionalmente cerca de 45% dos inquiridos indicaram que não estavam a realizar poupanças privadas para a reforma, um valor também à cima da média da Europa de 43%”, refere.

De sublinhar que 35% dos inquiridos a nível nacional revelaram que planeiam poupar para a reforma num futuro próximo, sendo “um percentual de relevo, tendo em conta que a média europeia para este indicador é de 20%”, refere.

Destaque ainda para os parâmetros relacionados com a segurança do investimento realizado, com resultados para Portugal também acima das médias europeias.

Segundo o estudo, 76% dos portugueses afirmaram que preferem receber pelo menos o total do valor investido e possivelmente um pouco mais, já a nível europeu, este percentual é de 73%.

Em sentido contrário, apenas 36% da amostra nacional revela estar disposta a pagar por uma proteção, caso viva mais anos do que inicialmente esperado.

Portugal é o país com menor frequência para este indicador e posiciona-se no final da tabela dos 10 países analisados, na qual a média europeia é de 43%.

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País

Exportações devem cair 19,5% e importações 12,4% em 2020

Segundo o Banco de Portugal

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Foto: Twitter de Ministério das Infraestruturas

As exportações deverão cair 19,5% e as importações 12,4% em 2020, de acordo com o Boletim Económico do Banco de Portugal (BdP), hoje divulgado, que melhora as perspetivas face a números de junho.

“As exportações têm uma evolução mais negativa do que o indicador de procura externa dirigida à economia portuguesa, com uma queda de 19,5%, devido à evolução das exportações de turismo e de serviços relacionados”, pode ler-se no Boletim Económico hoje divulgado.

Já a “redução da elasticidade das importações face à procura global ponderada por conteúdos importados, que tende a acontecer em períodos de contração, resultará numa maior rigidez das importações”, que o Banco de Portugal estima em 12,4%.

No anterior Boletim Económico, divulgado em junho, o BdP previa uma queda das exportações de 25,3% e das importações de 22,4%.

“Neste contexto, e tendo em conta que Portugal é um exportador líquido de turismo, antecipa-se uma redução significativa do saldo da balança de bens e serviços, refletindo um forte efeito de volume negativo, que é parcialmente compensado por um efeito de termos de troca positivo, associado à queda acentuada do preço do petróleo”, adianta o BdP no boletim.

A instituição liderada por Mário Centeno, ex-ministro das Finanças, realça também que “a balança de bens e serviços deverá tornar-se deficitária, sendo esta evolução determinante para a deterioração do saldo da balança corrente e de capital para -0,6% do PIB [Produto Interno Bruto]”.

Desta forma, “em 2020 a economia portuguesa deverá registar necessidades líquidas de financiamento face ao exterior, interrompendo a sequência de excedentes externos registada desde a anterior crise”.

O banco central ressalva que “as perspetivas de curto prazo para a economia portuguesa continuam rodeadas de incerteza associada à evolução da pandemia”, e que “o prolongamento da crise pandémica pode conduzir a um ciclo de retração da despesa e da oferta”.

O Banco de Portugal prevê uma recessão económica de 8,1% em 2020 devido à pandemia de covid-19, melhor do que os 9,5% projetados em junho, segundo no Boletim Económico hoje divulgado.

“A economia portuguesa cairá 8,1% em 2020, reflexo de uma queda homóloga de 9,4% no primeiro semestre e de uma recuperação na segunda metade do ano, que se traduz numa variação homóloga de -6,8%”, pode ler-se no documento.

A projeção agora apresentada revê 1,4 pontos percentuais em alta a previsão de junho, reflexo de um impacto mais reduzido do confinamento na economia portuguesa e de uma reação das empresas e famílias melhor do que a antecipada, adianta o banco central.

O Banco de Portugal prevê também que a taxa de desemprego seja de 7,5% em 2020, uma revisão em baixa face aos 10,1% projetados no Boletim Económico de junho.

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