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“O Presidente é um só e só um e representa todo o Portugal”

Eleições presidenciais 2021

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O Presidente da República reeleito, Marcelo Rebelo de Sousa, discursou a partir da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, depois de confirmada a vitória nas eleições deste domingo, relembrando as vítimas da pandemia e deixou claro que será Presidente de todos os portugueses.

“A 02 de novembro, dia da evocação das vítimas da pandemia no Palácio de Belém, havia 2.590 mortos. São agora 10.469. Para eles, assim como para os mortos não covid, destes quase onze meses de provação, vai o meu primeiro emocionado pensamento, para eles e para as suas famílias”, recordou o Presidente da República.

“São, com os demais que sofreram e sofrem e lutam dia após dia pela vida e pela saúde, o retrato do Portugal em que decorreu esta eleição, em plena pandemia agravada em janeiro, com estado de emergência e confinamento inevitável, com crise económica e social, queda de crescimento e projeção na pobreza e das desigualdades”, prosseguiu.

Marcelo  agradeceu aos voluntários das mesas de voto, de forma “ilimitada”, “pelo serviço que prestaram à liberdade, ao estado de direito e a Portugal”.

“Quanto à escolha feita entre a renovação da confiança no Presidente da República em funções e a sua substituição por outra ou outro dos candidatos com diversos perfis. Perante essa opção, que envolvia também julgar o desempenho de quem se submetera ao voto como o responsável máximo do Estado e, nessa medida, da gestão da pandemia, os portugueses responderam, renovando a confiança no atual Presidente da República por mais cinco anos”, disse.

Marcelo agradeceu ainda a quem não votou nele, relembrando que “o Presidente é um só e só um e representa todo o Portugal”.

“Tenho a exata consciência que a confiança agora renovada é tudo menos um cheque em branco e diz que tem de continuar a ser um Presidente de todos e de cada um dos portugueses, que não seja de facção, que respeite o pluralismo e a diferença e que nunca desista da justiça social”, afirmou.

Marcelo destacou ainda “dois importantes sinais” deixados com esta reeleição: “A noção que os portugueses, ao reforçarem o seu voto, querem mais e melhor, em proximidade, em convergência, em estabilidade, em construção de pontos, em exigência, em justiça social, e de modo mais urgente em gestão da pandemia” e a importância de “agir politicamente no sentido de que se faça uma revisão da lei eleitoral para permitir formas de voto à distância mais otimizadas”.

“Vou tudo fazer para persuadir a quem pode elaborar leis a ponderar a revisão, antes de novas eleições, daquilo que se concluiu dever ser revisto, para ajustar a situações como a vida, e mais em geral, para ultrapassar objeções ao voto postal ou por correspondência, objeções essas que tanto penalizaram os votantes, em especial os nossos compatriotas espalhados pelo mundo”, finalizou.

 

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