“O penálti falhado teve uma carga emocional grande”

DANIEL CAMPELO. IMAGEM: GIL VICENTE TV

 Declarações após o jogo Arouca-Gil Vicente (3-0), da 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje em Arouca:

– Vítor Campelos (treinador do Gil Vicente): “Quem vê o resultado e não viu o jogo pensa que o Arouca dominou e teve por cima. Na realidade, quem esteve aqui e assistiu ao jogo vê que, na primeira parte, tivemos o controlo e domínio do jogo, inclusive uma grande penalidade que poderíamos ter concretizado e assim chegaríamos, com toda a justiça, ao intervalo a vencer. Ainda assim, acabámos por sofrer um golo numa transição do Arouca em que deveríamos ter marcado o jogador para não o deixar cabecear. Foi um bom golo do Mújica.

Ao intervalo, falámos de algumas coisas que tínhamos a melhorar e creio que entrámos bem na segunda parte. Estávamos a ter o domínio e, num lance de bola parada, acabámos por sofrer o 2-0. Fomos fazendo substituições para aumentar o caudal ofensivo. Conseguimos fazer isso, estávamos a jogar no meio-campo do nosso adversário e depois, inexplicavelmente, num canto a nosso favor, conseguimos que o Mújica fosse isolado desde o meio-campo deles.

Quando chegamos a meio da semana e vamos vendo que o penálti a favor do Moreirense, na semana passada, não era… Isso tem um peso muito grande neste jogo, porque teríamos ganho o jogo e chegaríamos cá mais tranquilos. Já tínhamos tido outro penálti em Famalicão e isto depois são pontos atrás de pontos que têm peso em termos psicológicos. Ainda assim, entrámos aqui bem aqui hoje. O penálti falhado teve uma carga emocional grande e o golo que sofremos de seguida antes do intervalo”.

– Daniel Sousa (treinador do Arouca): “Foi um jogo difícil. Na primeira parte, acho que tivemos muito bem, em termos de dinâmicas ofensivas e defensivas também, sempre a procurar aquilo que tínhamos trabalhado durante a semana. Tínhamos a linha defensiva bastante subida e sabíamos dos riscos que isso representa e mesmo assim tivemos a coragem. A primeira parte foi de grande destaque a esse nível.

Na segunda parte, também, mas houve ali um momento em que perdemos um bocado o controlo da bola. Estávamos compactos, mas concedemos ali algumas situações que normalmente não queremos conceder. 

Temos de estar preparados para todos os momentos e o Gil Vicente tem jogadores de elevada qualidade para ter bola, circular e encontrar espaços e soluções, perigo através dessa posse. Com a entrada do Fuji[moto], isso foi mais notório, essa circulação que normalmente não queremos ceder. O 2-0 deu tranquilidade e o 3-0 mais ainda.

Só há Mújica com a equipa e a equipa também reconhece a importância de termos vários jogadores. Normalmente, pensamos o jogo a partir do golo e isso representa ter quem tenha a capacidade, a qualidade e a crença de o procurar e fazer. O Mújica tem isso, o Cristo, o Jason [Remeseiro], o Bukia… Todos têm essa característica, sobretudo os jogadores mais da frente. O Mújica acaba por marcar três golos e ser o destaque do jogo, mas há aqui um trabalho coletivo brutal”. 

 
Total
0
Partilhas
Artigo Anterior

HC Braga empata na Taça Europeia

Próximo Artigo

Carneiro afirma-se "disponível para o PS" e ainda prevê falar hoje no Rato

Artigos Relacionados
x