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Futebol

“O Vitória foi enorme”

Taça da Liga

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Foto: DR

Declarações dos treinadores do Vitória e do FC Porto, após a segunda meia-final da Taça da Liga de futebol, disputado em Braga, que terminou com uma vitória dos dragões, por 2-1:

Ivo Vieira (treinador do Vitória): “Tivemos aqui um jogo bem disputado, entre duas equipas que quiseram ganhar. O FC Porto é muito forte, uma equipa ‘grande’, mas o Vitória foi enorme, pelo que aconteceu na bancada, com os nossos adeptos. E merecíamos mais em termos de resultado. Depois de estarmos em vantagem (1-0), não poderíamos consentir o golo que sofremos. Foi um golo muito consentido. Numa altura daquelas, temos de ter mais nervo, mais arreganho, mais concentração. Nessa fase do jogo, poderíamos ter intranquilizado mais o FC Porto em transição, e o jogo poderia ser diferente.

Os jogadores lutaram pela ideia de jogo, contra uma equipa competitiva, forte, com pressão alta. Fizemos um golo. O FC Porto fez dois. Fizemos mais um golo, mas não vou comentar. Não vou falar sobre árbitros, vou falar de futebol. O nosso futebol precisa de saúde, precisa de liquidez para valer mais fora de portas. Quero tentar acrescentar ao futebol português com o meu trabalho.

É nítida a nossa dimensão, a nossa grandeza fora de campo. Dentro de campo, temos de ter outras respostas. Temos apresentado um nível razoável a bom nos jogos ‘grandes’, mas não temos estado à altura nos golos. A equipa tem ideia, tem organização, ataca muito, mas os ditos ‘grandes’ têm feito a diferença na finalização. Eu também preciso de tomar melhores decisões.

Não foi pelo meio-campo que não conseguimos desequilibrar mais o jogo a nosso favor. É difícil ganhar duelos e segundas bolas frente a uma equipa como o FC Porto. Há coisas em que ainda podemos melhorar, como o facto de o André André ainda estar com algumas rotinas em falta para acrescentar. Queríamos atrair os médios do FC Porto para podermos progredir pelas laterais e termos extremos a jogar por dentro. O FC Porto fez uma primeira pressão muito competente na primeira parte. No início da segunda parte, melhorámos e chegámos mais à área.

Temos uma equipa jovem, com dores de crescimento. A exemplo dos jogos com os ‘grandes’, a equipa foi crescendo na Liga Europa. Perdeu os primeiros três jogos, mas depois foi pontuando. Precisamos de crescer em alguns momentos do jogo. Pelo que produz, a equipa deveria ganhar mais vezes.

O Lucas [Evangelista] é um jogador que dá muito em prol da equipa, mas estava cansado, e a intenção [da substituição, aos 77 minutos] foi tirar o Lucas [Evangelista] para colocar o [Léo] Bonatini a ’10’ e o João Pedro a ponta de lança.”

Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): “Foi um jogo equilibrado, competitivo, entre duas equipas que queriam estar na final. Os meus parabéns ao Vitória pela réplica que deu. Na primeira parte, o jogo foi equilibrado, mas estivemos mais próximos da baliza contrária. O único remate do Vitória foi a acabar a primeira parte, num lance em que dois jogadores escorregaram. Os jogadores tiveram alguma falta de aderência devido ao estado do relvado.

Na segunda parte, até ao penálti, houve mais controlo do jogo por parte do Vitória. O penálti fez-me lembrar o lance do ano passado, em que fizemos o penálti a acabar [contra o Sporting]. Nesse domínio do Vitória, não houve grandes situações de perigo e vimo-nos a perder com esse penálti. Houve uma grande demonstração de caráter na reação e demos a volta. Houve uma situação de golo anulado a acabar, mas parece-me bem anulado e foi um resultado justo.

Vamos ter de preparar o jogo com o Braga nestes dois dias, tendo em conta o trabalho do novo ‘staff’ técnico [do Braga], que tem essa ideia do [novo treinador] Rúben [Amorim]. Vamos prepará-lo da melhor maneira, para termos um resultado diferente do que tivemos no campeonato [derrota por 2-1].

É uma vitória que nos permite estar na final da Taça da Liga. Houve grande determinação e grande caráter por parte dos jogadores. Os jogadores que falharam o penálti no último jogo [com o Braga] foram os que marcaram o golo neste jogo. O importante é melhorarmos no nosso trajeto. Quanto ao nosso futebol, ouvimos e aceitamos as críticas. A partir daí temos concentração máxima no que temos a melhorar. Ganhámos um jogo que nos permite discutir uma final e um título, no sábado.

Há duas ou três semanas, este relvado estava em pior estado, pelo menos na aparência. Os jogadores disseram-me que as mudanças de direção eram difíceis. Caíram várias vezes ao longo da partida. Que o relvado esteja um bocadinho melhor no sábado para o espetáculo ser também melhor.

Tenho contas a ajustar com a Taça da Liga, com a Taça de Portugal, com o campeonato [em alusão a títulos em que já falhou a conquista]. Trabalhamos para isso.

Depois da Taça da Liga, temos mais um jogo em casa com o Gil Vicente já na terça-feira. Queríamos que o jogo fosse na quarta-feira, mas não foi possível, porque o jogo com o Benfica [20.ª jornada] foi marcado para um sábado. Queríamos que fosse ao domingo, mas as nossas pretensões não foram atendidas. A partir daí, os jogos foram sempre recuando.

O Danilo tem sido um fantástico jogador ao nível do espírito de sacrifício. Tem jogado algo limitado. Achámos por bem hoje não o colocar. Tem sido um verdadeiro capitão.”

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Futebol

Gil Vicente recebe hoje um Benfica ‘proibido’ de perder pontos

I Liga

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Foto: Twitter / DR

O Benfica está proibido de ceder pontos em Barcelos, esta segunda-feira, diante do Gil Vicente, no jogo que vai encerrar a 22.ª jornada da I Liga de futebol, se quiser recuperar a liderança da prova.

Os “encarnados”, que viram a sua vantagem de sete pontos cair nas duas últimas jornadas para apenas um, depois das derrotas no Dragão com o FC Porto por 3-2 e na receção ao SC Braga por 1-0, cairam no domingo para o segundo lugar, depois de o seu rival nortenho vencer na receção ao Portimonense por 1-0 e subir ao primeiro lugar, com dois pontos de vantagem.

Deste modo, apenas a vitória interessa à equipa de Bruno Lage para poder recuperar a liderança, mas o teste é complicado, uma vez que a formação liderada por Vítor Oliveira tem sido muito forte em casa, onde já derrotou em Barcelos o FC Porto, 2-1 na primeira jornada, e o Sporting, 3-1 na 12.ª.

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Futebol

“Os meus jogadores estão completamente de parabéns”

Declarações de Rúben Amorim

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Foto: Twitter

Declarações após o jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Vitória de Setúbal (3-1), que hoje decorreu em Braga:

Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “Entrámos muito bem no jogo e tivemos várias oportunidades para marcar. O Setúbal procurava jogar no nosso erro com um bloco bem baixo, algo que não estava à espera, mas soubemos contrariar isso. Com o falhar dos golos e certas paragens, o fim da primeira parte pareceu-me confuso.

Na segunda parte, voltámos a entrar bem, fizemos um golo e outro a seguir, mas, depois, complicámos a nossa vida, que é algo que os meus jogadores parece que gostam um bocado de fazer. Depois, veio o terceiro e o Braga mereceu inteiramente esta vitória, fez por isso, mesmo depois de estarmos a ganhar 2-0 a iniciativa de jogo foi nossa.

Estava a brincar quando disse que os meus jogadores gostam de complicar. Estão completamente de parabéns, o facto de não terem jogado em Glasgow não quer dizer que não estavam cansados, porque fizeram viagens de avião, não treinaram ou fizeram treinos de baixa intensidade, não tiveram tempo para igualar a condição dos outros.

(Estreia de Pedro Amador) Conhecia-o bem da equipa B e isso ajuda. Com esta dinâmica e com jogadores experientes, é mais fácil jogar aqui do que no Campeonato de Portugal, embora a exigência seja maior e os adversários muito melhores, mas com a qualidade que têm e a formação que tiveram no Braga, estão preparados para dar uma boa resposta. Se lançasse estes jovens numa equipa que não ganhasse, seria mais complicado e até injusto para eles.

(Sequeira lesionado) A minha preocupação é que não percam vários jogos só para acabar um, se vai estar apto ou não para quarta-feira [Rangers], não faço ideia.”

Júlio Velazquez (treinador do Vitória de Setúbal): “Fizemos uma primeira parte muito bem jogada e podíamos ter-nos adiantado no marcador, tivemos uma boa oportunidade pelo Ghilas e depois um golo que não foi válido, eu ainda tenho as minhas dúvidas, tenho que ver bem na televisão.

Na primeira parte, fomos taticamente perfeitos e anulámos as possibilidades do Braga.

Na segunda parte, começámos na mesma dinâmica, mas com as linhas mais separadas e faltou ter mais calma no passe. Permitimos uma transição ao Braga e eles fizeram o primeiro golo, depois o segundo e, depois deste, a reação da equipa foi muito boa. Emocionalmente, voltámos a estar dentro do jogo, fizemos o 2-1 e fomos à procura do empate.

Mudámos mutas vezes o sistema, mas depois a dinâmica do jogo é que importa, estou orgulhoso da minha equipa e fizemos uma boa partida diante da equipa em melhor forma do futebol português e uma das melhores do futebol europeu neste momento.”

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Futebol

FC Porto vence Portimonense pela margem mínima

I Liga

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Foto: Twitter (Arquivo)

Um golo de Alex Telles, na parte final do encontro, permitiu hoje ao FC Porto vencer o Portimonense 1-0, em partida da 22.ª da I Liga de futebol, resultado que entrega aos ‘dragões’ a liderança provisória do campeonato.

O defesa brasileiro dos ‘dragões’ marcou o tento que fez a diferença aos 87 minutos, disfarçando uma exibição pouco conseguida da sua equipa em termos ofensivos e em que o avançado do Portimonense Jackson Martinez, aos 45, desperdiçou uma grande penalidade.

Com este resultado, os ‘azuis e brancos’ sobem à condição para a liderança da Liga, com 56 pontos, mais dois do que o Benfica, que só fecha a jornada na segunda-feira, em Barcelos, com o Gil Vicente.

Já o Portimonense, com este desaire, mantém-se em zona de despromoção, no 17.º e penúltimo lugar, com 15 pontos, a quatro do Paços de Ferreira, que, ao vencer hoje em casa o Famalicão, se afastou dos lugares ‘perigosos’.

Vindo do desaire da jornada europeia, frente aos alemães do Bayer Leverkusen [derrota 2-1], o FC Porto quis dar uma rápida resposta, entrando no desafio com uma postura bem ofensiva, embora sem particular inspiração na definição final, abusando de cruzamentos inconsequentes para a área contraria.

Corona ainda tentou, numa fase inicial disfarçar essa pecha, mas em posição privilegiada desviou ao lado um centro de Sérgio Oliveira.

Do outro lado, o conjunto de Paulo Sérgio mostrava-se coeso a defender, mas não era tão espevitado nas saídas para o contra-ataque, fazendo com que Jackson Martinez fosse uma presa fácil para a defensiva portista.

Só depois da meia-hora, os ‘azuis e brancos’ conseguiram criar as suas melhores oportunidades até então, com Soares em destaque, primeiro num remate ao lado, e, depois, num cabeceamento a um cruzamento exemplar de Luíz Diaz, que o guarda-redes do Portimonense travou.

Perante a inoperância ofensiva dos ‘dragões’, o conjunto do Algarve respondeu com duas excelentes oportunidades para marcar, já perto do intervalo, mas Jackson Martinez mostrou-se perdulário.

Aos 38, o avançado colombiano, ex-FC Porto, desviou de cabeça, mas ao lado, uma assistência de Bruno Tabata, e já perto do descanso, depois de ter sido derrubado por Uribe na área portista, falhou uma grande penalidade, rematando muito por cima, e mantendo o nulo ao intervalo.

A falta de inspiração dos nortenhos no ataque foi mais visível no reatamento e, apesar de Sérgio Oliveira, logo aos 46, ainda ter protagonizado um cabeceamento, que o guarda-redes Gonda segurou, a falta de ideias permaneceu.

Sérgio Conceição ainda tentou corrigir a equipa, lançando de uma só vez Nakajima e Zé Luís para o jogo, mas a defesa do Portimonense mostrava-se irrepreensível a tapar os caminhos para a sua baliza.

E quando os algarvios cediam algumas brechas, os ‘dragões’ mostravam-se perdulários, com Luís Diaz, aos 71 minutos, a provar essa dificuldade na finalização, desviando ao lado, com a baliza aberta, mais um cruzamento para a área.

Embora mais concentrados nos seus processos defensivos, os visitantes ainda chegaram a assustar a defesa do FC Porto, num remate acrobático de Ali, aos 84, ao qual os ‘dragões’ responderem de forma letal.

Depois de tanta inconsequente insistência, Alex Telles resolveu chamar a si a responsabilidade, e, aos 87 minutos, com um forte remate de fora da área, resolveu o jogo, apontando o golo que fez a diferença.

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