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Futebol

“O Fábio [Abreu] tem feito um trabalho extraordinário”

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o Moreirense – Marítimo (2-0), jogo da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “[O triunfo] é importante para a nossa caminhada. São mais três pontos. O jogo nunca esteve fácil. O Marítimo tem uma excelente equipa. Os [nossos] jogadores fizeram um trabalho defensivo exemplar. Deram pouco espaço e foram muito compactos. O Marítimo teve muitas dificuldades em penetrar em zonas interiores. Controlámos sempre o jogo e fomos muito fortes nas transições [ofensivas]. O Marítimo assume os jogos e teve mais posse de bola, mas nunca colocou em causa a nossa organização defensiva.

O Fábio [Abreu] tem feito um trabalho extraordinário e tido um crescimento sustentado. Sem a ajuda dos colegas, ele não apareceria tanto no jogo. Mas é injusto eu não falar em todos os jogadores. O Filipe [Soares], o Alex [Soares] e o Iago fizeram um grande jogo. Fico feliz por ele, porque estamos na presença de um atleta que tem uma capacidade humana fantástica e é um grande profissional.

Não sofrer golos [ao fim de 19 jogos] tem um significado especial. O objetivo principal era a vitória, mas ganhar sem sofrer golos era importante. Temos defendido com qualidade e só temos praticamente sofrido de bola parada. Isto mostra que os jogadores são competentes. Mais importante do que não sofrer golos, é sentir que, a cada jogo que passa, concedermos menos oportunidades aos adversários. Mas ainda temos muita margem para crescer até ao final da época. Vamos ver até onde a equipa pode ir

Os 30 pontos dão confiança e motivação para trabalharmos cada vez mais. A I Liga é extremamente competitiva para as equipas de baixo [da tabela]. Os pontos dão-nos conforto, mas não queremos estar confortáveis. Queremos trabalhar e rentabilizar os ativos que temos no clube. Tenho uma vontade muito grande de ajudar os jogadores a serem melhores.

Só nos próximos dias é que poderemos saber o que tem Gabrielzinho [que foi substituído após lesão]”.

José Gomes (treinador do Marítimo): “Ainda vamos ter de ir à procura de todos os detalhes [para explicar a derrota]. O jogo começou tal e qual como esperávamos, com a coesão defensiva que caracteriza o Moreirense, com linhas juntas, a não dar espaço. Havia que procurar pacientemente desequilibrar a organização defensiva do Moreirense, tendo de circular a bola para a fazer chegar às ‘costas’ dos médios do Moreirense.

O Marítimo circulou mais a bola, mas de forma lenta e previsível, diga-se, e o Moreirense não se desequilibrou. Não houve relação entre posse de bola e oportunidades de golo. Os dados indiciam equilíbrio no jogo, à exceção dos cantos, que o Moreirense teve mais.

Hoje faltou uma coisa na minha equipa: a agressividade, um espírito competitivo forte. Faltou alma, ‘chama’, alegria de jogar, dinâmica. Hoje não tivemos isso. O único responsável sou eu. Sei que os meus jogadores têm capacidade para mais. O que aconteceu hoje merece uma reflexão profunda. O jogo era fundamental, atendendo à nossa posição na tabela classificativa (15.º lugar). O Marítimo é um clube muito grande, com potencial enorme e muitos adeptos. O histórico do Marítimo obriga a que quem o representa dê sempre o máximo. Temos de caminhar nesse sentido.

(Falta um goleador ao Marítimo?) O Rodrigo Pinho tem um registo de minutos e de golos marcados que mostra que ele faz golos (marcou cinco em 941 minutos para a I Liga). O Joel, na primeira vez que jogou no Marítimo, tem um registo de nove golos em meia época. Mas o plantel é este. As soluções têm de ser encontradas pela dinâmica da equipa.

(O que pode ainda o Marítimo conseguir no campeonato?) 10 jornadas são muitos jogos. São 30 pontos em disputa. Se olharmos para cada jogo como se fosse a única oportunidade de fazer mais e melhor e conseguir os pontos que precisamos, as coisas estariam de outra maneira. Mas eu acredito que os jogadores vão dar uma resposta já no próximo jogo [receção ao Vitória de Setúbal, no sábado]. Há uma discrepância muito grande entre a entrega, a qualidade e o rendimento que os jogadores mostram nos treinos e o que acontece nos jogos”.

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