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Guimarães

O Comércio de Guimarães é o jornal mais antigo do distrito de Braga com 135 anos feitos em maio

Publicação do Grupo Santiago

em

Fotos: Divulgação

É o jornal mais antigo do distrito de Braga e está na lista das publicações centenárias que ainda se publicam. O Comércio de Guimarães faz 135 anos com muitos altos e baixos. O MINHO foi
conhecer a história da publicação mais lida do concelho vimaranense.

Corria o ano de 1884. Guimarães recebe a primeira feira industrial, a Escola Industrial e Comercial, hoje Secundária Francisco de Holanda, estava a dar os primeiros passos. A Associação Comercial e Industrial surgiu também neste ano.

A indústria começava, então, a florescer e o comércio era uma das referências da região. É neste ambiente de “efervescência económica” que António Joaquim Azevedo Machado decidiu fundar um jornal.

O primeiro número de O Comércio de Guimarães saía para as bancas a 15 de Maio de 1884 assumindo edições bissemanais.

“Havia uma pujança no concelho e o jornal faz parte desse crescimento social e económico”, lembra hoje o actual diretor, Joaquim Fernandes contactado por O MINHO.

Com altos e baixos, transversais a todas as décadas, o jornal teve duas gerações da família do fundador até que “a evolução tecnológica e as próprias exigências do jornalismo e das empresas de comunicação” transformaram e modernizaram o jornal.

Edição de 08 de Julho de 1918 de O Comércio de Guimarães. Foto: Wikipedia

Não sem antes ter entrado em crise e ter sido suspenso em Dezembro de 1985. “Para evitar a sua extinção, a Sociedade Santiago formada por pessoas ligadas à sociedade civil de Guimarães, tomaram conta do jornal”. Estava-se em maio de 1986.

O jornal passa a ter uma periodicidade quinzenal assegurando, dizem os estudos de mercado, o troféu de jornal mais lido em Guimarães.

Semanário

É a partir de 1989 que passa a ter a atual edição semanal.

Em Guimarães existe um jornal desportivo local, o que será um caso único no país. Foto: Divulgação

Passou a integrar “um projeto verdadeiramente profissional inserido na Empresa Gráfica do Jornal O Comércio de Guimarães que passou a ter sob a sua alçada o Desportivo de Guimarães, a Rádio Santiago, um departamento de brindes, um departamento de espectáculos e guimaraesdigital.com”.

Momentos difíceis

Joaquim Fernandes recorda a proibição decretada pelo então presidente do Vitória SC, Pimenta Machado, impedindo os jornalistas de entrarem no estádio ou acompanhar os jogos do clube “como dos momentos mais tensos que tivemos. Foi um processo longo que nos prejudicou porque a informação nos foi vedada”.

A verdade é que seria o tribunal a dar razão ao jornal e as relações com o clube foram-se dissipando.

Jovens

O atual diretor de O Comércio de Guimarães reconhece que os leitores do semanário são “pessoas mais antigas” mas “temos feito um esforço para captar uma franja mais nova de leitores mesmo sabendo que não é fácil por causa das novas tecnologias”.

Guimarães Digital é o segundo jornal digital mais lido na região do Minho, apesar de ser de âmbito estritamente local. Foto: Divulgação

Há uns anos atrás, foi desenvolvido um projeto para que “as escolas de Guimarães passem pela redacção do jornal porque temos um espólio único que é também um património comum de todos: as máquinas que estiveram na fundação do Comércio. Permitem que os mais novos percebam a evolução ao longo dos tempos”.

32.094 edições depois, Diário do Minho chega aos 100 anos

Também os temas tratados pelo jornal levam em linha de conta este público alvo. “Temos uma dinâmica bastante interessante nas escolas do Concelho que tentamos transportar para as páginas do jornal. A própria Universidade do Minho tem um destaque especial em O Comércio de Guimarães.

135 anos depois, o seminário mais antigo do distrito está aí para as curvas.

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Guimarães

Guimarães investe mais de 1.7 milhões em apoio a 94 instituições de solidariedade

“Uma das prioridades é criar condições de dignidade e independência para quem de ajuda precisa, na medida do possível”

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Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães. Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai investir 1,716 milhões de euros em apoios financeiros a 94 instituições de solidariedade que se destacaram ao nível de “qualidade e interesse dos projetos” ou de “criatividade e inovação”, anunciou hoje a autarquia.

Num comunicado enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Guimarães aponta ainda como critérios para distinguir as instituições “a consistência e adequação do orçamento” e “a capacidade de angariar outras fontes de financiamento e o número potencial de beneficiários”.

“Um dos pilares das sociedades contemporâneas é o apoio a toda a população, nomeadamente nas idades mais frágeis que são as do berçário, jardins-de-infância e centros de dia e lares”, realça, no texto, o presidente da autarquia, Domingos Bragança.

Segundo o governante, “uma das prioridades é criar condições de dignidade e independência para quem de ajuda precisa, na medida do possível”.

Em relação ao trabalho das associações, o autarca elogiou a qualidade das propostas de intervenção contempladas com apoio financeiro e frisou a diversidade, desde intervenção social, o apoio a pessoas com fragilidades físicas e/ou mentais, a animação sociocultural à formação de jovens.

“Para nós, estes apoios são considerados não como uma despesa, mas como um investimento. Não sei se poderemos manter o nível de apoio nos próximos anos em tão elevada fasquia, mas não deixaremos de ter em conta o que consideramos essencial para cumprir as premissas da nossa política social”, concluiu.

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Guimarães

Postes de iluminação de Guimarães vão ser carregadores de viaturas elétricas e ter rede 5G

Projeto utiliza mobiliário urbano, como postes de iluminação, para funções de telecomunicações ou até de gestão de parquímetros

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Foto: CM Guimarães

O projeto piloto na área da comunicação em redes 5G, designado por “Guimarães 5G Ready”, vai utilizar recursos de mobiliário urbano, como postes de iluminação, multiplicando as funções para as telecomunicações ou até de gestão de parquímetros, serviço de carregadores de viaturas elétricas, câmaras de vídeos de segurança e rede wifi, entre outros.

O representante da empresa Smart Lamppost, João Faria, destaca “o princípio de muita coisa que pode acontecer”. João Faria aponta que “o futuro chegou ao nível da rua” e com a multiplicação dos serviços através da iluminação pública, pode ser criado um Data Center “como fonte de proveito no sentido de serem vendidos ou alugados esses serviços aos operadores e rentabilizar o mobiliário urbano”, segundo revela comunicado municipal.

Trata-se de um projeto pioneiro a nível nacional e que consiste na comunicação em alta velocidade e baixa latência, baseado em soluções de mobiliário urbano inteligente, com células de rede 5G.

O Presidente da Câmara, Domingos Bragança, destaca a “inovação do processo de transformação digital, com Guimarães na vanguarda da era digital” e, simultaneamente, a dar “mais um passo no conceito da sustentabilidade ambiental”.

Domingos Bragança realçou a “solução prática para o carregamento de viaturas elétricas, transformando os postes de iluminação pública das nossas ruas, entre outras funções digitais, em postos de carregamento dos automóveis elétricos”, a título de exemplo, e assim dar o contributo para combater as alterações climáticas com a redução do dióxido de carbono.

O autarca evidenciou “a capacitação da era digital no território de Guimarães”, enaltecendo ainda a colaboração dos vários parceiros. “Trata-se de um projeto piloto e faremos tudo para que este projeto tenha sucesso, saindo de Guimarães um exemplo que poderá ser generalizado em todo o mundo, numa época digital que está a transformar a vida das pessoas e pela via protetora da natureza”, sublinhou.

A Câmara Municipal de Guimarães pretende recorrer a fundos comunitários para o desenvolvimento deste projeto inovador, contando ainda com o apoio dos parceiros tecnológicos.

“Guimarães 5G Ready” resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Smart Lamppost, servindo numa primeira instância para teste de transmissões de vídeo de alta qualidade em tempo real.

Futuramente será possível disponibilizar esta infraestrutura às universidades, centros de produção de conhecimento, empresas e grupos de trabalho da cidade e à região do Quadrilátero, colocando Guimarães como pioneira na disponibilização de redes 5G, no desenvolvimento e teste de soluções inovadoras nas áreas da mobilidade, condução autónoma, apoio à emergência, inteligência artificial, transmissão de vídeo, entre outras.

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Guimarães

400 alunos apresentam em Guimarães concerto trabalhado ao longo do ano lectivo

Projeto de canto participativo para alunos em idade escolar entre os 8 e os 13 anos

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Foto: DR

Chama-se Cantania e é um projeto de canto participativo para alunos em idade escolar, entre os 8 e os 13 anos, que, ao longo do ano letivo, ensaiam canções, coreografias e preparam adereços com a ajuda dos professores na sala de aula.

Em Guimarães, o Cantania começou a ser implementado no ano de 2017, sendo que este ano vai completar a sua 3ª edição com o concerto “A DE BROSSA”.

O espectáculo está marcado para hoje, às 11:30 e às 17:30, no Grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, e conta com a participação de 17 escolas e com cerca de 400 alunos do 1º e 2º ciclos.

Joan de Brossa, o poeta plástico, importante representante das letras catalãs do século XX, deixou uma obra valiosa que abarcava a literatura, o cinema, a escultura, a pintura e o teatro.

Sempre presente na sua obra, a poesia (que nas suas palavras “existe em todas as coisas, como a eletricidade”), convida à busca da beleza, ao jogo e a um olhar crítico sobre o mundo que nos rodeia.

Blanca e Bruna, duas amigas que se encontram fechadas numa biblioteca durante um fim de semana, são levadas a descobrir o universo da magia, do jogo e das palavras do poeta e, através deles, à descoberta de um novo olhar poético sobre si próprias e sobre a vida.

O Cantania foi concebido e é produzido pelo serviço educativo do L’Auditori de Barcelona. Em 2016 cumpriu 27 anos de existência. Nos últimos anos, o projeto tem-se estendido de Barcelona ao resto da Catalunha, Madrid, Valladolid, Sevilha, Salamanca, Zaragoza, Alcanyís, Caracas, México D.C, Mainz, Bremen e Bruxelas.

A entrada é livre e condicionada à lotação do espaço.

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