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Futebol

“O Benfica fez um grande jogo, temos é de enaltecer o trabalho do Moreirense”

23.ª jornada da I Liga

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Declarações dos treinadores após o jogo Benfica-Moreirense (1-1), da 23.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, realizado na segunda-feira no Estádio da Luz, em Lisboa:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Penso que o Benfica hoje faz um grande jogo e a minha equipa faz um jogo brutal também. Sabíamos que o Benfica em casa era muito forte, preparámo-nos estrategicamente para esses momentos e conseguimos equilibrar o jogo. O Benfica teve oportunidades na primeira parte, mas nós também tivemos.

Na segunda parte, nos primeiros minutos não fomos muito competentes, mas depois estabilizámos, sabíamos que podíamos jogar muito com a intranquilidade do Benfica, que foi o que aconteceu. Fizemos o 1-0, podíamos ter feito o 2-0, mas o Benfica fez por merecer o resultado. Os meus jogadores fizeram um jogo brutal.

Estrategicamente, fomos muito fortes, sempre muito perigosos a sair para o ataque, sabíamos os espaços que o Benfica nos iria oferecer e atacámos esses espaços. Sabíamos que era preciso um bocadinho de sorte para conseguir um resultado aqui.

Estávamos preparados para o sucesso do jogo. Preparámos muito bem a equipa em termos estratégicos defensivamente para a possibilidade de passarmos para a frente do marcador. Mantivemos a tranquilidade, nunca nos enervámos e isso foi fundamental.

Não encontrámos um Benfica fragilizado, o Benfica fez um grande jogo, temos é de enaltecer o trabalho do Moreirense. A organização defensiva dos meus jogadores foi fantástica, fizeram um trabalho notável e merecem todos os elogios. O resultado é justo. Podíamos ter feito o 2-0 e a vitória assentava-nos bem, mas a racionalidade diz-me que era extremamente injusto o Benfica perder. O Benfica foi ligeiramente melhor que nós. Pela qualidade que demonstrámos, pusemos sempre o Benfica em sentido. Penso que o resultado se ajusta.”

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Criámos muitas oportunidades de golo, não marcámos, sofremos. Mais um momento defensivo que não conseguimos evitar. Podíamos ter feito o golo primeiro, não conseguimos, a equipa fez tudo para empatar, perdemos a liderança, mas temos de corrigir os nossos erros para sermos mais competentes e vencer urgentemente o próximo jogo.

Não olho para trás, não vejo aquilo que já conquistámos e o que infelizmente não conseguimos ganhar. Olho sempre para a frente, temos 11 jogos, 33 pontos e temos de os conquistar. A análise do Ricardo Soares ao jogo foi correta. Não podemos esconder que perdemos a liderança e temos de urgentemente voltar as vitórias.

Estamos sempre a reinventar-nos e à procura de soluções, ver o que os jogadores nos podem trazer. Neste momento, a situação obriga-nos a ter um equilíbrio defensivo maior e um maior rigor na linha defensiva, que não estamos a conseguir. Temos de continuar a trabalhar.

Os adeptos são os primeiros a manifestar a sua tristeza, mas sei que serão os primeiros a apoiar e levantar a equipa. Podem julgar-nos à vontade, mas esses são os verdadeiros adeptos. Sei que, amanhã ou depois, são os primeiros a dar ânimo à equipa para que vença o próximo jogo. Isso é importante para nós.”

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Desporto

Sindicato de jogadores diz que recurso ao ‘lay’-off’ é “escandaloso”

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) apelidou hoje de “escandaloso” o recurso ao regime de ‘lay-off’ e considerou que os clubes profissionais devem comportar-se “de outra forma” perante os problemas financeiros causados pela pandemia de covid-19.

“É escandaloso que alguns clubes procurem recorrer aos apoios estatais desta forma, passando para a sociedade portuguesa a mensagem de que, em tempos de crise, não só não conseguem resolver os problemas que os afetam, como ainda vão exigir fundos que deveriam estar disponíveis, de forma imediata, para os portugueses e respetivos setores de atividade em risco de colapso”, referiu o SJPF, em comunicado.

O sindicato presidido por Joaquim Evangelista condenou o que considera ser “uma atitude egoísta, que lesa todos os portugueses”, tendo em conta que os próprios jogadores já “mostraram disponibilidade para uma negociação séria”.

O SJPF deixou críticas ao Belenenses SAD, que “no domingo à noite, interpelou os seus jogadores, dando-lhes conhecimento” de que iria avançar para o ‘lay-off’, invocando não a “quebra de receitas, mas o encerramento total ou parcial da empresa, furtando-se deste modo à prestação de contas”.

Desta forma, o sindicato de futebolistas pretende “convocar todas as entidades públicas e órgãos de governo do futebol, para a necessidade de pôr termo a uma atuação que lesa os jogadores, mas sobretudo os contribuintes e o país”.

“O futebol tem capacidade de dar resposta a este problema, o futebol profissional pode e deve comportar-se de outra forma. Felizmente, há muitos clubes que, nas mesmas circunstâncias, adotaram uma atitude diferente, partilhada e na justa medida. A esses fica o reconhecimento e a disponibilidade dos jogadores para ultrapassar esta crise”, conclui a nota emitida pelo SJPF.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil. Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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Futebol

Rochinha, do Vitória SC, considera necessárias duas semanas de ‘pré-época’

Covid-19

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Foto: DR

O jogador do Vitória SC, Rochinha, disse hoje que a equipa precisa de até duas semanas de trabalho no relvado para se aproximar da forma anterior à interrupção causada pela covid-19.

Apesar de se manter em contacto com os colegas de equipa por videoconferência, enquanto treina em casa, o extremo, de 24 anos, lembrou que “treinar no campo é completamente diferente”, razão pela qual o plantel treinado por Ivo Vieira terá de cumprir um processo semelhante ao de uma pré-época caso o campeonato regresse.

“Se calhar uma semana e uma semana e meia [de treino no relvado, sem competição] já nos ajuda a voltar à forma. Ao treinar em casa, vamos perdendo alguma da dinâmica da equipa. Mas, antes da interrupção, tivemos cerca de seis meses ou mais a treinar juntos. Em duas semanas, voltaríamos certamente ao normal”, afirmou, numa videoconferência promovida pelo clube minhoto.

Rochinha assumiu o desejo de ver o campeonato retomado, até pelo facto de o Vitória, atual sexto classificado, com 37 pontos, ambicionar a presença na Liga Europa, mas negou uma eventual vantagem dos minhotos face a outros clubes nesse regresso, por estarem a usufruir de um ‘período de descanso’ após uma época com 42 jogos cumpridos até agora.

“Não vamos tirar algum proveito disso comparativamente às outras equipas. Vão todos partir do mesmo [sítio]. Se o campeonato voltar, vamos ter de dar ao máximo para voltarmos à forma em que estávamos quando isto começou”, defendeu.

Autor de quatro golos em 32 partidas disputadas, o atacante foi titular em 13 dos 15 jogos realizados até ao final de setembro de 2019, mas perdeu espaço na equipa, tendo ficado de fora dos últimos quatro jogos em que os vitorianos participaram – pisou o relvado pela última vez em 08 de fevereiro, na goleada sobre o Famalicão (7-0).

Rochinha considerou que o afastamento da equipa se deveu mais à existência de alternativas para a posição “numa forma muito boa” – o Vitória conta ainda com Davidson, Marcus Edwards, Ola John e Ouattara para as alas – do que a uma eventual “quebra física”.

O jogador prometeu, contudo, “trabalhar todos os dias” para “voltar a ter o espaço” que já teve em Guimarães, caso sejam cumpridas as 10 jornadas da I Liga ainda em falta.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil e recuperaram mais de 238 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que se encontra em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, já se registaram 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos confirmados de infeção, mais 452 face a domingo (+4%), segundo a atualização de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Desporto

AF Viana oferece material de proteção à ULSAM e à APPACDM

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Associação de Futebol (AF) de Viana do Castelo ofereceu material de proteção individual a duas instituições do concelho, foi hoje anunciado.

Em colaboração com a Federação Portuguesa de Futebol, foram oferecidas máscaras, luvas, toucas e cobre sapatos, que serão entregues à ULSAM – Unidade Local de Saúde do Alto Minho e à APPACDM Viana do Castelo – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.

E nota à imprensa, a direção da AFVC “espera que este material possa ser uma importante ajuda, e que seja assim uma contribuição para que estas duas instituições tenham os seus profissionais mais protegidos neste cenário de pandemia”.

“Continuamos a reforçar o pedido global, a todos os que podem, fiquem em casa e façam assim muito por todos aqueles que têm de sair, que têm de manter serviços e actividades essenciais para toda a comunidade”, acrescenta a mesma nota.

“Mostremos a nossa união, a nossa cidadania e respeitemos todos os que dão a vida diariamente por todos nós”, vinca a AF Viana.

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