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Canoagem

O balanço de meio ano de Fernando Pimenta no Benfica

Canoísta de Ponte de Lima já conquistou medalhas suficientes para poder dispensar uma a cada jogador da equipa de futebol.

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O canoísta limiano Fernando Pimenta analisou esta terça-feira o seu percurso no Benfica, para onde se mudou em março, deixando o seu Clube Náutico de Ponte de Lima de sempre, para ficar ligado ao clube de Lisboa até dezembro de 2021.

Foto: Divulgação / Isabel Cutileiro / SL Benfica

“A transição para o Benfica foi um grande momento na minha careira, como atleta e como pessoa. Foi um momento fantástico entrar num clube com esta dimensão. Qualquer atleta, por mais vezes que diga que não, tem sempre o bichinho de representar um clube assim”, confessou.

Numa entrevista à BTV, canal do clube, o embaixador da canoagem nacional e da vila de Ponte de Lima falou dos seus resultados desportivos de águia ao peito. Citado no site dos ‘encarnados’, Pimenta salienta que todos os sucessos resultaram de muito trabalho, sem se esquecer quem é e de onde veio.

“Tenho trabalhado muito para estes resultados, nunca deixando de ser o Fernando Pimenta de sempre. Acho que isso é muito importante para um atleta, apesar de conseguir resultados de excelência, manter-se fiel e igual a si próprio”, disse.

Foto: Divulgação / Isabel Cutileiro / SL Benfica

Questionado sobre a canoagem em Portugal, o atleta defendeu que a modalidade “merecia muito mais”.

“No meu caso, estando agora no Benfica, as pessoas reconhecem-me mais facilmente, também pelos resultados internacionais, mas por estar na maior potência desportiva nacional”, ressalvou.

Foto: Divulgação / Isabel Cutileiro / SL Benfica

Sobre o futuro, Fernando Pimenta mostrou-se preparado para lutar pelo seu objetivo maior: Tóquio 2020.

“O principal objetivo é o apuramento Olímpico. É só em agosto de 2019, mas a preparação começa agora. Estou focadíssimo como sempre estive até agora. Se tiver de abdicar das coisas que abdiquei até agora, estar longe da família e dos amigos, que é o que custa mais, eu abdico. Psicologicamente estou preparado e fisicamente também. Sei o caminho que tenho de percorrer até chegar lá”, assegurou.

Num dia muito preenchido, em que fez exames médicos e conheceu melhor os cantos à casa, o atleta de Ponte de Lima, frisou, ainda, aquilo que sente ao vestir de vermelho e branco.

“Representar o Benfica dá-nos outra responsabilidade. Ao estarmos a trabalhar com um clube que já tem um historial enorme em termos de modalidades é totalmente diferente. Quando estamos com a camisola do Benfica temos de pensar muito bem nas nossas ações”.

Em pouco mais de sete meses, incluindo um mês de férias, o supercampeão já conquistou onze medalhas – e se, nos Europeus de canoagem, que decorreu por altura do Campeonato da Europa de futebol, foi notícia que as medalhas da seleção portuguesa já permitiam dispensar uma a cada jogador da seleção de futebol, agora, a mesma ideia pode aplicar-se às medalhas coleccionadas por Fernando Pimenta ao serviço do Benfica, cujo número também já permite dispensar uma medalha a cada jogador equipa principal de futebol.

Principais resultados de Fernando Pimenta pelo Benfica

1.º | Campeonato Nacional de Controlo de Velocidade / K1 2000 metros / Março
1.º | Campeonato Nacional / Fundo / Abril
1.º | Taça de Portugal / K1 1000 metros / Abril
1.º | Taça de Portugal / K1 500 metros / Abril
1.º | Campeonato da Europa / K1 1000 metros / Junho
3.º | Campeonato da Europa / K1 500 metros / Junho
2.º |Campeonato da Europa / K1 5000 metros / Junho
2.º | Jogos do Mediterrâneo / K1 500 metros / Junho
1.º | Campeonato do Mundo / K1 1000 metros / Agosto
1.º | Campeonato do Mundo / K1 5000 metros / Agosto
1.º | Pré SuperCup / K1 600 metros / Setembro

 

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Canoagem

Família da canoagem une-se segunda-feira para recuperar CAR de Montemor-o-Velho

Mau tempo

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cheias Mondego Montemor
Foto: Federação Portuguesa de Canoagem

A limpeza e início da recuperação do Centro de Alto Rendimento (CAR) da canoagem, em Montemor-o-Velho, inundado pelas cheias no Mondego, vai principiar segunda-feira, reunindo a ‘família’ da modalidade.

“A nossa casa, a casa da canoagem, o CAR de Montemor-o-Velho, vai voltar a ser o que era, para receber os nossos atletas e os nossos clubes. Apelo à participação de todos para que a normalidade seja reposta, sem colocar em causa a preparação dos atletas, em ano de Jogos Olímpicos”, refere, em comunicado, o presidente da federação, Vítor Félix.

Será às 10:00 que dirigentes, atletas, treinadores, funcionários, colaboradores, familiares e amigos se vão juntar para iniciar o processo de restabelecimento da normalidade no CAR, submerso pelas águas que chegaram a atingir dois metros dentro do enorme hangar.

A solidariedade estende-se à federação de triatlo que vai unir-se à iniciativa, que conta com o apoio da autarquia, gestora da infraestrutura, bem como dos comités olímpicos e paralímpicos de Portugal e a Fundação do Desporto.

“É nos maus momentos que nos devemos juntar e é nestes momentos que necessitamos do auxílio de todos. O melhor ainda está para vir e não temos dúvida nenhuma que 2020 será um grande ano para a canoagem”, acrescentou o dirigente.

O Centro de Alto Rendimento ficou submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, estando ainda a ser avaliados os prejuízos materiais para a federação de canoagem – sobretudo com o ginásio e caiaques – e autarquia.

A canoagem é a modalidade lusa com mais qualificados para Tóquio2020, com seis na pista e um no slalom, nomeadamente Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela, bem como Antoine Launay nas águas bravas.

Em maio, na Alemanha, na fase de apuramento continental, a seleção vai procurar acrescentar vagas em K1 e K2 500 femininos, K1 200 e C1 2000 masculinos, além de tentar voltar a levar José Carvalho à prova olímpica de C1 no slalom, na qual foi nono no Rio2016.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o único pódio da canoagem portuguesa em Jogos Olímpicos, com a prata em K2 1000 em Londres2012.

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Canoagem

Tóquio 2020: Canoagem assume objetivo de conquistar duas medalhas

Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela e Antoine Launay representam o país

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Foto: Divulgação

A Federação Portuguesa de Canoagem (FPC) assumiu, este sábado, o objetivo de “trazer duas medalhas” dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, meta inserida no plano de atividades aprovado em assembleia geral.

“A FPC aponta à conquista de duas medalhas em Tóquio, competição para a qual já apurou oito canoístas: seis da velocidade, um do slalom e um da paracanoagem (Jogos Paralímpicos)”, justifica o organismo.

A canoagem é a modalidade lusa com mais qualificados para Tóquio2020, com seis na pista e um no slalom, nomeadamente Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela, bem como Antoine Launay nas águas bravas.

Em maio, na Alemanha, na fase de apuramento continental, a seleção vai procurar acrescentar vagas em K1 e K2 500 femininos, K1 200 e C1 2000 masculinos, além de tentar voltar a levar José Carvalho à prova olímpica de C1 no slalom, na qual foi nono no Rio2016.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o único pódio da canoagem portuguesa em Jogos Olímpicos, com a prata em K2 1000 em Londres2012.

Paralelamente, Norberto Mourão vai estrear a canoagem nos Jogos Paralímpicos, contudo há a esperança de engrossar a equipa também nesta vertente.

O mau tempo que assolou o país, nomeadamente a região do Baixo Mondego, onde a canoagem tem o seu Centro de Alto Rendimento, em Montemor-o-Velho, levou a assembleia geral a aprovar um voto de “solidariedade com as populações gravemente afetadas” bem como com o município, “entidade parceira” da federação e que gere o CAR.

“Num momento difícil para Montemor-o-Velho e para a canoagem nacional, a AG da FPC expressa solidariedade para com todos os clubes nossos associados, que, um pouco por todas as bacias hidrográficas, sofreram prejuízos nas suas instalações, se viram privados temporariamente do exercício da sua atividade e sofreram em alguns casos prejuízos elevados”, completou.

Por ser ano de preparação e realização dos próprios Jogos Olímpicos, ficou um apelo ao governo para que “acelere extraordinariamente todo o apoio necessário ao município de Montemor-o-Velho e à FPC em ordem à reposição urgente das condições de operacionalidade do CAR”.

O Centro de Alto Rendimento ficou submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, estando ainda a ser avaliados os prejuízos materiais para a federação de canoagem e autarquia.

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Canoagem

Darque Kayak Clube vai fechar o ano, pela primeira vez, com um apurado para os Jogos Olímpicos

Canoagem

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Foto: DR / Arquivo

A Darque Kayak Clube voltou a manter-se nos lugares cimeiros da primeira divisão de clubes de canoagem ao obter o 5.º lugar no ranking nacional de medalhas em campeonatos nacionais e o 7.º no ranking nacional de clubes, ambos do ano de 2019. Mas o grande destaque não é esse.

Pela primeira vez na sua história, a equipa de canoagem conta com um atleta (Antoine Manuel Launay) que alcançou vaga olímpica para Portugal, para além do título colectivo de Campeão Nacional de Esperanças de Slalom, o que conquista pela terceira vez consecutiva.

Embora a época ainda não tenha terminado, a FPC decidiu publicar dois rankings nacionais, sendo que, no entender da mesma, não se devem registar alterações nos posicionamentos até ao final da época face às atuais diferenças pontuais, explicou Américo Castro, presidente da direção.

Esta foi a equipa darquense mais jovem de sempre a disputar os respetivos campeonatos em 2019.

A turma de Viana do Castelo espera ainda pelos resultados das medalhas nas taças de Portugal.

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