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“O Atentado” contra Salazar inaugura nova temporada de ficção da RTP

Cultura

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O atentado contra o ditador Oliveira Salazar, em julho de 1937, está na base da série filmada que a RTP1 estreia na próxima quarta-feira, abrindo caminho a nove outras produções de ficção, anunciadas para a temporada de 2020/21.


Dirigida por Jorge Paixão da Costa, a série “O Atentado” antecede as versões televisivas dos filmes “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de João Botelho, a partir do romance de José Saramago, “Salgueiro Maia – O Implicado”, de Sérgio Graciano, sobre o Capitão de Abril, e “Doce”, de Patrícia Sequeira, que recorda a ‘girls band’ portuguesa.

Estas produções cinematográficas ainda vão estrear-se nas salas de cinema, antes de chegarem ao ‘pequeno ecrã’, em episódios, à semelhança de “A Sombra”, de Bruno Gascon, sobre a devastação provocada pelo rapto de uma criança.

O filme “Ordem Moral”, de Mário Barroso, com argumento de Carlos Saboga e a atriz Maria de Medeiros por protagonista, estreado nos cinemas na passada quinta-feira, também terá na RTP1 a sua versão televisiva.

A lista de estreias deste canal inclui outras produções, concebidas para televisão. É o caso de “Vento Norte”, de João Cayatte, retrato de uma família do Minho, com argumento de João Lacerda e Raquel Palermo e interpretações de Almeno Gonçalves, Ana Zanatti e Natália Luiza (10 episódios), e de “Capitães de Açúcar”, de Ricardo Leite, abordagem da dependência em múltiplas perspetivas, escrita por Tiago Sarmento e Tiago Correia, com Ana Padrão e Vicente Wallenstein entre os atores (oito episódios).

“Até que a Vida nos Separe”, de Manuel Pureza, sobre desventuras da família Paixão, envolve João Tordo na equipa de argumentistas, a par de Hugo Gonçalves e Tiago Santos. Albano Jerónimo, Dinarte Branco, Henriqueta Maia, José Mora Ramos, Teresa Madruga estão entre os interpretes dos seus oito episódios.

A adaptação televisiva da “Crónica dos Bons Malandros”, quase 40 anos depois da edição do livro de Mário Zambujal, e 36 após a estreia do filme de Fernando Lopes, mobiliza o escritor e jornalista para um novo argumento, com Mário Botequilha e Jorge Paixão da Costa, que também assina a realização.

A ‘nova’ “Crónica dos Bons Malandros” soma oito episódios e conta com atores como Ana Cunha, Adriano Carvalho, Isabel Ruth, Joana Barrios, José Raposo, Lúcia Moniz, Marco Delgado, Manuel Marques e Rui Unas.

“O Atentado”, produção também concebida de raiz para televisão, é a única com data de estreia anunciada pela RTP.

Escrita por Francisco Moita Flores, para 10 episódios, a série tem por base os factos relacionados com o atentado a Salazar e com a violenta investigação que se sucedeu. Há porém uma dose de ficção. Se umas personagens são reais, “outras nem tanto”, esclarece o dossier de apresentação da RTP: “Nasceram da dramatização ficcional, para encadear os factos”.

A violência do oficial Agostinho Lourenço, chefe máximo da polícia política da ditadura que antecedeu a PIDE, a criação do campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, a Guerra Civil de Espanha, testemunhada pelo militante anarquista Emídio Santana, um dos envolvidos no atentado, são, porém, realidades ineludíveis na ficção.

Adriano Carvalho, Anabela Moreira, António Pedro Cerdeira, Gonçalo Botelho, Joaquim Nicolau, Laura Dutra são alguns dos atores desta produção.

Na área do documentário, as estreias anunciadas pela RTP preveem: “Fernão de Magalhães – A Mais Longa Jornada”, de Manuel Martín e António F. Torres; “Entre o Mar e a Terra”, visão de Portugal em 13 episódios, dirigida por Ivan Dias; “Montado”, sobre o bosque ancestral da Península, em dois capítulos dirigidos por Joaquín Gutierrez Acha, com narração de Joana Seixas; e “Histórias do Fado”, seis episódios com direção de João Afonso e Nuno Peleira.

“Herdeiros de Saramago”, série documental assinada por Carlos Vaz Marques e Graça Castanheira, junta-se às ‘joias da coroa’, com os seus 11 episódios sobre outros tantos escritores de língua portuguesa distinguidos com o Prémio José Saramago: Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego, Ondjaki, Bruno Vieira Amaral, Julián Fuks e Afonso Reis Cabral.

Esta série teve estreia marcada para o passado mês de junho, mas foi adiada para novembro, assinalando o aniversário de nascimento de Saramago.

Os episódios sobre Paulo José Miranda, João Tordo, Adriana Lisboa e Ondjaki tiveram antestreia no domingo passado, no âmbito do festival de cinema IndieLisboa.

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País

Aprovada nova taxa sobre plataformas de ‘streaming’

Política

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A proposta de lei sobre audiovisual, que transpõe uma diretiva europeia, foi hoje aprovada na especialidade, incluindo a criação de uma nova taxa para as plataformas de ‘streaming’, disse à Lusa fonte da comissão parlamentar de Cultura e Comunicação.

Segundo a mesma fonte, a discussão e votação da proposta de lei 44/XIV foi feita ponto por ponto pelos deputados, prolongando-se por doze horas, entre cerca das 09:00 e das 21:30 de hoje.

A proposta de lei 44/XIV, que tanta polémica tem causado no setor, esteve em processo de discussão e votação desde sexta-feira na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, juntamente com alterações propostas pelos grupos parlamentares do PS, PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP.

De acordo com aquela fonte parlamentar, foram aprovadas várias alterações propostas, o que faz com que o texto da proposta de lei hoje aprovada seja bastante diferente do inicial.

Uma das propostas de alteração aprovadas, apresentada esta semana pelo PS, prevê uma nova taxa para as plataformas de ‘streaming’.

Assim, estes operadores passam a estar sujeitos “ao pagamento de uma taxa anual correspondente a 1% do montante dos proveitos relevantes desses operadores”.

O produto da cobrança dessa nova taxa reverte para as receitas próprias do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), destinadas a financiar a escrita, produção, distribuição e exibição de obras de cinema e televisão em Portugal.

Esta taxa é uma das reivindicações de alguns representantes do setor, como forma de aumentar o bolo de financiamento do ICA, tendo em conta a nova realidade de diversificação de consumos de cinema e audiovisual, em sala de cinema e em plataformas de ‘streaming’.

A proposta de lei 44/XIV transpõe para a realidade portuguesa uma diretiva europeia, de 2018, que regulamenta, entre todos os Estados-membros, a oferta de serviços de comunicação social audiovisual, que inclui canais de televisão por subscrição, plataformas de partilha de vídeos e serviços audiovisuais a pedido, os VOD.

São elencadas ainda várias prioridades, entre as quais a promoção do cinema e audiovisual português produzido e/ou exibido naqueles serviços e um equilíbrio na concorrência entre os vários tipos de serviço.

A proposta de lei 44/XIV irá a votação final global na sexta-feira.

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País

Liga dos Bombeiros quer rever acordo com INEM até ao final do ano

Bombeiros

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Foto: DR

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) exigiu hoje a conclusão, até ao final do ano, da revisão do acordo com o INEM e das novas tabelas de pagamento do socorro pré-hospitalar assegurado pelas corporações dos bombeiros voluntários.

Durante uma reunião com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que decorreu hoje na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), a LBP defendeu que no final do ano têm de estar concluídas a revisão das bases gerais do acordo existente e as tabelas de pagamentos dos serviços prestados pelas associações e corpos de bombeiros no âmbito do pré-hospitalar, precisa a Liga, em comunicado.

Segundo o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, as tabelas de pagamentos não são revistas desde 2012 e devem “refletir a realidade” e rever o subsídio para consumíveis, bem como integrar os custos com oxigénio e consumíveis dos DAE (Desfibrilhação Automática Externa).

A LBP quer também que sejam atualizados os subsídios para o seguro das viaturas e para a sua manutenção.

De acordo com a LBP, na primeira semana de novembro estão marcadas as reuniões dos dois grupos de trabalho criados e que integram a LBP, INEM e ANEPC, sendo um para rever as bases gerais do acordo existente e outro específico para as tabelas de pagamentos, incluindo a revisão dos valores dos subsídios trimestrais, do pagamento dos serviços em função dos escalões, dos subsídios para consumíveis, seguros e manutenção.

Na reunião de hoje, o presidente da LBP lembrou a necessidade de dar cumprimento à renovação das viaturas atribuídas às corporações de bombeiros e das dificuldades sentidas em período de pandemia perante novos riscos e custos, uma vez que tem de assegurar o socorro pré-hospitalar e dar apoio ao transporte a doentes suspeitos ou infetados com covid-19.

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Fenprof diz que já são mais de 330 as escolas com casos positivos

Covid-19

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Foto: cgtp.pt / DR

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou hoje que já são mais de 330 as escolas em que confirmou existirem casos de covid-19 e acusou o Ministério da Educação de “esconder informação” solicitada a este propósito.

Os procedimentos, segundo a Fenprof, “continuam a variar muito” de escola para escola e os testes continuam “a não ser opção generalizada”, enquanto crescem os números de alunos e profissionais em quarentena.

“Em pouco mais de uma semana, o número de escolas que a Fenprof confirmou como já tendo tido (na larga maioria, tendo ainda ativos) caso(s) de covid-19 quase triplicou”, afirma a estrutura sindical, revelando uma lista de estabelecimentos, que está a atualizar com regularidade.

De acordo com a federação, há ainda um número significativo em fase de confirmação, na sequência de informações que, constantemente, está a receber.

Face ao número crescente de casos, os professores estão a ser autorizados a exercer a atividade em teletrabalho, o que para a Fenprof não é a solução ideal, mas justifica-se no atual contexto.

A Fenprof alegou ainda, em comunicado, que para o aumento de casos nas escolas, que também se repercute na comunidade, está a contribuir “a não realização de testes” na maioria das escolas em que são detetadas infeções.

“Além disso, estão a ser adotados procedimentos que são contrários às recomendações da Direção-Geral da Saúde e fazem aumentar, ainda mais, o risco”, defendeu a Fenprof, exemplificando que há escolas com turmas colocadas em quarentena, mas com os professores a darem aulas a outros alunos.

A estrutura sindical mantém a intenção de recorrer aos tribunais, a partir do dia 22, se o Ministério continuar a não responder ao pedido de informação que lhe endereçou a 8 de outubro sobre as escolas com casos de covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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