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Número de mortos em acidentes rodoviários no distrito de Braga aumenta 54,2%

Relatório anual da ANSR

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os acidentes aumentaram a nível nacional, no ano passado, em relação a 2020, e as mortes mais do que duplicaram, revelou hoje a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

No que diz respeito ao número de vítimas mortais, o distrito de Braga surge em destaque, com mais 13 mortos (de 24 em 2020 para 37 em 2021). Oito outros distritos evidenciaram aumentos, com menção para Setúbal, com mais 10 mortos (de 27 para 37).

Assim, o distrito de Braga registou 2.767 acidentes em 2021 (aumento de 12,3% em relação ao ano anterior), 37 vítimas mortais (aumento de 54,2%), 180 feridos graves (aumento de 37,4%) e 3.322 feridos ligeiros (aumento de 14%).

No que diz respeito ao distrito de Viana do Castelo, registaram-se 680 acidentes rodoviários em 2021, mais 7,1% que no ano anterior. O número de vítimas mortais caiu de 21 (2020) para 14 (2021), representando uma descida de 33,3%. Já os feridos graves aumentaram de 53 para 77 (45,3%). Em termos de feridos ligeiros, o Alto Minho registou 800, mais 7,5% que no ano anterior.

Em 2021, aliás, cerca de metade do número de vítimas mortais registou-se na rede rodoviária sob responsabilidade de quatro gestores de infraestruturas: Infraestruturas de Portugal (42,6% do total), Brisa (peso de 4,6%) e ainda os municípios de Guimarães e Cascais (1,5% cada).

Já os feridos graves aumentaram em 14 dos 18 distritos do Continente, nomeadamente em Lisboa (+52) e em Braga e Leiria (+49), sendo, porém, de salientar as reduções nos distritos de Castelo Branco (-19) e Guarda (-12).

Do total de vítimas mortais em 2021, registaram-se 15,1% no distrito de Lisboa, 9,7% no distrito do Porto e 9,5% nos distritos de Braga e Setúbal, tendo estes distritos concentrado 14,6%, 7,8%, 8,5% e 7,7% dos feridos graves, respetivamente.

Fonte: ANSR

O relatório de sinistralidade e fiscalização rodoviária de 2021, hoje divulgado pela ANSR, salienta o crescimento de 20,4% dos velocípedes como veículos intervenientes em acidentes para 2.756 desastres no ano passado, apesar de o peso dos ciclistas ser apenas 5,8% no total de sinistros registados.

Segundo a ANSR, os acidentes envolvendo ciclistas provocaram 23 mortos em 2021 (mais 130% do que em 2020), 138 feridos graves (mais 16%) e 2.511 feridos ligeiros (mais 19,7%).

No ano passado aumentaram também os mortos devido a acidentes com tratores agrícolas, registando-se 14 vítimas (mais 16,7% do que em 2020) e 25 feridos graves (mais 8,7%), num total de 194 desastres (mais 2,6%).

O relatório dá conta que os automóveis ligeiros foram responsáveis por 72% dos acidentes ocorridos no ano passado, tendo-se verificado 34.426 desastres (mais 12,8%), seguindo-se os ciclomotores e motociclos, com 8.529 acidentes (mais 8,4%).

Apesar do aumento dos acidentes, os mortos em automóveis ligeiros diminuíram 14,4% em 2021 e em motos também desceram 1,9%.

A ANSR indica que em 2021 ocorreram 29.217 acidentes com 390 vítimas mortais, 2.106 feridos graves e 34.217 feridos ligeiros, mantendo-se o número de mortos face ao ano anterior e registando-se aumentos nos desastres (10,2%) e de feridos (+15,1% graves e +11,4% ligeiros).

“Comparando os valores do continente em 2021 com a média dos anteriores cinco anos (2016 a 2020), verificaram-se reduções nos totais de todos os principais indicadores: menos 10,5% nos acidentes, menos 16,2% nas vítimas mortais, menos 0,4% nos feridos graves e menos 12,8% nos feridos leves”, lê-se no relatório.

De acordo com a ANSR, a colisão foi o acidente mais frequente, seguido do despiste e os atropelamentos, sendo também dentro das localidades que a sinistralidade atinge valores mais elevados, correspondendo a 79,6% dos desastres, 55,1% das vítimas mortais, 63,9% dos feridos graves e 78,1% dos feridos ligeiros.

O relatório mostra também que, comparando com a sinistralidade de 2020, verificou-se aumento no número de acidentes em todos os distritos, mais acentuadamente em Bragança (+28,4%), Évora (+19,2%) e Portalegre (+16,6%), e menos marcante nos distritos de Castelo Branco (+1,3%) Guarda (+4,4%) e Vila Real (+4,9%).

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